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É o Jornal da Meia Noite, edição de Vasco Maldonado Correia. Vasco, a começar exatamente com o desporto. Ao terceiro jogo, a primeira derrota. Portugal hoje perdeu esta tarde, noite, em Gelsenkirchen, com a Geórgia dois a zero e agora vai defrontar a Eslovénia nos quartos de final do Europeu de futebol.
Nos oitavos de final, depois do apuramento, Roberto Martínez fez oito alterações no 11 inicial e logo aos dois minutos a Geórgia começou a construir a vitória. Kvaratskhelia inaugurou o marcador depois de um erro de António Silva. Já na segunda parte, Mikautadze fechou as contas do jogo da marca de grande penalidade. Em declarações no final da partida, o selecionador nacional sublinha que a derrota pode ajudar a preparar os oitavos. O técnico não esconde as falhas da equipa, mas recorda que Portugal e Geórgia partiam de posições diferentes para este jogo.
É um dia que não tínhamos a mesma intensidade que o adversário. Para a Geórgia, era o último jogo, era uma final dentro do torneio e para nós era o passo antes dos oitavos e acho que isso fez parte do resultado final.
Reação do selecionador nacional, captada pela CNN Portugal, numa noite em que António Silva fica ligado a ambos os gols da Geórgia. Roberto Martínez desvaloriza a má prestação do jogador.
É uma experiência que vai dar maturidade e faz parte do jogo. Há erros ou situações. Acho que teve muita má sorte com o VAR, com a grande penalidade, mas em geral estamos todos juntos e o António vai crescer depois desta experiência.
Declarações de Roberto Martínez, já com olhos postos na próxima fase. Com este resultado, Portugal marca encontro com a Eslovénia, terceira classificada do Grupo C, no dia 1 de julho, em Frankfurt. Os georgianos vão defrontar a Espanha.
E na análise à primeira derrota de Portugal no Europeu, Gabriel Alves considera que tudo começou na estratégia que foi adotada pelo técnico da Seleção Nacional.
O comentador destaca a grande exibição da defesa da Geórgia, que conseguiu manter a baliza a zeros e deixa críticas ao plano de Roberto Martínez, que apelida de medíocre.
O desempenho defensivo dos três defesas centrais da Geórgia, esse sim, foi colossal, porque travou e parou toda a movimentação atacante, o domínio territorial, os tais remates, os tais cruzamentos, os tais não sei quantos passes, tudo aquilo que faz parte das estatísticas e que naturalmente está devidamente registrado. Toda a situação começa com a estratégia que é montada por Roberto Martínez para este jogo medíocre.
A análise de Gabriel Alves, ouvido esta noite no programa A Força da Técnica e a Técnica da Força da Rádio Observador.
E Vasco, está assim concluída então esta fase grupos do Europeu, oitavos de final. Há um bom jogo, é o prato direito forte: há um França-Bélgica.
Ambas as equipes falharam o primeiro lugar nos respectivos grupos e vão agora medir forças nos oitavos. Quem passar essa eliminatória vai defrontar o vencedor do Portugal-Eslovénia. Além destes jogos e do Espanha-Geórgia, a anfitriã Alemanha vai defrontar a Dinamarca, a Itália joga com a Suíça, a Inglaterra com a Eslováquia, os Países Baixos defrontam a surpresa Roménia e a Turquia, também do grupo de Portugal e que venceu a República Checa por 2 x 1, vai jogar com a Áustria.
E agora atenções viradas para a política. O primeiro-ministro espera que o nome de António Costa seja validado já amanhã como presidente do Conselho Europeu.
O tema entrou logo no debate quinzenal, o primeiro depois das eleições europeias de 9 de junho, com o PS e o PSD lado a lado na política externa e até com vontade de diálogo em questões internas, mas ainda assim com posições divergentes. Miguel Vitor Dias.
Apesar das divergências na política interna entre PS e PSD, há consenso na externa. Luís Montenegro espera que António Costa seja nomeado presidente do Conselho Europeu já esta quinta-feira e deixa elogios ao antecessor.
É mesmo o melhor socialista para o exercício daquela função em concreto. É por ser português, e eu direi: não é só por ser português, é pelas suas próprias características.
Quem não concorda é o CHEGA, com André Ventura a apontar incoerências a Montenegro.
Para Portugal era péssimo, para a Europa toda está ótimo. Ó senhor primeiro-ministro, isso não é hipocrisia, é o sistema a funcionar há 50 anos!
Mas para o primeiro-ministro, as críticas de Ventura não são para levar a sério, porque as vontades vão mudando.
A sua vontade era estar aqui ao meu lado, a governar comigo. Pois é, senhor deputado. Pois é, a imaturidade tem destas coisas, senhor deputado.
Montenegro acusa Ventura de navegar ao sabor do vento, num debate em que a Justiça também esteve em destaque, com as críticas do líder do PS, Pedro Nuno Santos, aos processos midiáticos que surgem em momentos eleitorais.
O primeiro momento pode ser coincidência. Ao terceiro caso, nós já só dizemos que é coincidência se não tivermos respeito pela nossa própria inteligência.
Montenegro está disponível para o debate e deixa até pistas sobre alterações.
Se não houve, em determinado período de tempo, capacidade de reunir prova suficiente para o acusar, é preciso fazer como os anglo-saxónicos fazem, passa à frente.
O Bloco de Esquerda também está disposto a juntar-se ao diálogo, mas critica o governo na política de imigração, que compara ao passado.
A solução nesse tempo foram regularizações extraordinárias. Hoje não há Expo, mas há agricultura.
Já a Iniciativa Liberal critica a falta de mudanças na saúde e pede mais a Montenegro, enquanto o LIVRE desafia o chefe do governo a alargar o teste piloto da semana dos quatro dias aos funcionários públicos. Já o PCP quer um compromisso sobre a Palestina.
Quer mesmo ser um dos últimos países a reconhecer o Estado da Palestina?
Apesar do desafio de Paulo Raimundo, a posição mantém-se do reconhecimento dos dois estados.
Miguel Viterbo Dias a acompanhar o debate quinzenal e o debate preparatório do Conselho Europeu, que arranca amanhã e que deve validar formalmente o nome de António Costa como presidente deste órgão.
Observador, RTP, Público, Expresso repudiam o bloqueio russo a estes meios de comunicação social, Vasco.
A Rússia anunciou ontem que vai proibir o acesso por internet no país a 81 meios de comunicação social europeus, incluindo os portugueses Observador, RTP, Público e Expresso. Numa nota conjunta assinada pelos diretores de informação destes órgãos, os quatro meios consideram a decisão atentatória da liberdade de informação, independentemente das motivações, apelam ao levantamento destas restrições. A medida da Rússia visa retaliar a decisão da União Europeia de proibir qualquer atividade de radiodifusão a vários meios de comunicação social russos.
Entretanto, agora na atualidade internacional, depois da tentativa de golpe de Estado, o presidente da Bolívia anuncia a retirada dos militares do edifício do governo e a nomeação de um novo comandante do exército.
O anúncio foi feito por Luis Arce na rede social X. O El País adianta que já foi nomeado o novo comandante do exército para substituir Juan José Zúñiga, líder do golpe. Durante a noite, as forças militares derrubaram a porta do edifício do governo com um tanque e o ex-comandante chegou mesmo a ameaçar assumir o governo. De acordo com o politólogo José Filipe Pinto, a Bolívia vive uma espécie de guerra civil.
Juan José Zúñiga, o comandante do exército, era um apoiante da linha arcista e, portanto, um oponente de Evo Morales. Ora, o que acontece é que Evo Morales pretende regressar à presidência e este golpe de Estado é uma espécie de um golpe de Estado para impedir que Evo Morales possa, mais tarde, voltar à presidência.
E no momento em que a situação parece já estar a acalmar, José Filipe Pinto alerta que o conflito está longe do fim.
A situação está longe de poder apontar para o sucesso ou insucesso. Por quê? É preciso percebermos que vamos continuar a ter as duas fações em confronto e que a vitória de hoje será uma vitória temporária.
Declarações de José Filipe Pinto à Rádio Observador. O especialista em movimentos extremistas nota ainda que as tensões na Bolívia têm paralelo em toda a América Latina e que nesta situação não se pode falar em democracia.
Agora, 00h10, ainda no plano internacional e no Reino Unido, foi noite de debate entre o primeiro-ministro e o líder da oposição. Rishi Sunak pede tempo para acabar o trabalho que começou. Keir Starmer diz que é tempo de virar a página.
Foi o último frente a frente antes das eleições gerais do Reino Unido, marcadas para o dia 4 de julho. O primeiro-ministro, líder do Partido Conservador, reconhece a frustração dos eleitores, mas pede que o deixem acabar o trabalho que começou. Lembrou ainda que nos últimos meses a inflação abrandou, os salários aumentaram e a economia estabilizou. Do outro lado, o líder dos trabalhistas britânicos garante que Rishi Sunak não vai mudar. Keir Starmer pede uma oportunidade para virar a página e reconstruir o país, recordando que os conservadores estão no poder há 14 anos e que a integridade política do Reino Unido tem sido colocada em causa, principalmente pela gestão da pandemia.
É o jornal da meia-noite, Vasco Maldonado Correia. E que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
A empresa pública espanhola Enresa anunciou o início do processo de concurso para serviços de engenharia destinados ao desmantelamento da central nuclear de Almaraz, em Cáceres. De acordo com o programa de operação e desmantelamento de instalações nucleares em Espanha, a estrutura deve deixar de estar em funcionamento em 2028. A partir desta data, de acordo com a agência noticiosa espanhola, EFE, vai ser aberto um prazo de três anos para realizar a transferência de propriedade da central. O prazo da renovação de matrículas foi prolongado. A notícia foi avançada pelo Ministério da Educação. O prazo prolonga-se até dia 5 de julho, devido aos constrangimentos no acesso ao portal das matrículas. No desporto, é oficial: Paulinho é reforço do Toluca do México. O clube treinado por Renato Paiva anunciou a chegada do internacional português através de uma publicação nas redes sociais. Também o Sporting se despediu do avançado através das redes sociais, recordando o percurso de leão ao peito durante quatro épocas. Paulinho, de 31 anos, assinou pelo Sporting em fevereiro de 2020 e em 145 jogos marcou 53 gols. Olhamos ainda para a Copa América. Nesta altura, o Equador vai vencendo a Jamaica por duas bolas a zero, com um autogolo de Casey Palmer e um gol de penalti de Kendry Páez. O Equador assume, assim, a condição à liderança do grupo B, em igualdade pontual com a Venezuela e com o México, que ainda vão jogar esta noite.
É às duas da manhã.
Exatamente, às duas da manhã.
Portanto, quer dizer que eu vou me deitar lá pras 04h.
E continua, por isso, o futebol é toda hora com a Copa América.
Meia-noite e 12. Convém aqui recordar: a rádio está de parabéns, já passa da meia-noite. Parabéns, parabéns, Rádio Observador, a todos aqueles que trabalham cá. Staskar, entraste muito primeiro do que eu. Eu cheguei aqui, ainda não faz um ano, foi em agosto, que tive a oportunidade de entrar e de me sentar. Recordas-te da primeira vez que te sentaste aí nessa cadeira de editor? De editor, ou que falaste aqui na rádio? Que é aquela imagem-
De editor foi há pouco tempo.
Há pouco tempo, não foi?
E também entrei há pouco tempo aqui no Observador. Já me sinto em casa, mas-
Também és novo.
Também sou novo. Não sou assim tão mais velho do que tu, Nuno Sérgio.
Não, não és. Pensei que era meu filho. Olha, estou brincando. Brinca, mais ou menos. É a tua primeira grande experiência profissional enquanto jornalista?
Sim, exatamente. Foi aqui no Observador que eu comecei a dar os primeiros passos no jornalismo e ainda continuo, ainda são os primeiros passos.
É interessante para quem não conhece esta rádio, pelo menos aquilo que acontece na Rádio Observador. Eu também cheguei aqui e a primeira coisa que notei é que há muito sangue fresco, há muita juventude, há muita gente a querer aprender e a fazer bem, isso é ótimo.
É igual à rádio, também tem cinco anos, também está a dar os primeiros passos.
E amanhã temos aqui uma emissão muito particular, para além do almoço, que creio que ninguém vai falhar. Atenção que o almoço não é aberto a convivas, é só para quem cá trabalha, portanto não apareçam aqui à porta da rádio. Estou já aqui a avisar, fica aqui a nota. Ia ser interessante de uma vez uma entrada com muita gente: "Ah, ouvi falar de almoço." Mas não, é só para quem trabalha cá na rádio. Há uma emissão especial, cinco comissões de inquérito. Começa às 09h10, cardeal Dom Américo Aguiar, presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, às 09h35. Hugo Van Der Din ao 12h10, portanto já no final da manhã, início de tarde. Primeiro-ministro Santana Lopes, a partir das 17h10, no arranque da tarde política. E depois, para fechar este grande dia, exatamente já com Fernando Medina às 18h10. Isto para dizer também que não é estanque, este aniversário não é estanque. Muito obrigado àqueles que nos dão audiência, àqueles que nos ouvem, àqueles que nos aturam, que nos fazem, sobretudo, companhia. Podem também, Vasco, participar. E poderão participar, perguntas tu, como?
Como é que podem participar?
Ora, cá está, este foi aquele momento.
Interação.
Podem participar através do WhatsApp. Portanto, os ouvintes podem enviar uma mensagem áudio para a rádio através do 91 002 4185. Volto a repetir, parece que estou a vender aquele produto da tela.
Espera devagarinho para as pessoas terem tempo.
Isso. 91 002 4185. Portanto, participem, mandem mensagem e sobretudo muito obrigado, em meu nome. Sou apenas uma das centenas de vozes, dezenas de pessoas que aqui trabalham e que tentam levar e sobretudo tentam fazer o melhor trabalho possível para quem nos ouve, para quem nos escuta, para quem nos faz companhia aqui na Rádio Observador. Cinco anos é o arranque. Já podemos ir para o infantário, não? Ainda?
Está quase.
Está quase!
Estamos quase no primeiro ano, primeiro ciclo.
Primeiro ciclo.
Já podemos aprender a escrever.
Vasco Maldonado Correia, amanhã estaremos de regresso ao final da tarde. Quanto a nós é tudo. Parabéns, rádio.
Parabéns, Rádio Observador.
É verdade.