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Meia-noite. As notícias com António José Soares.
Boa noite. A Interpol e a Europol terão sido acionadas para ajudar na recaptura dos cinco reclusos que fugiram da prisão de Vale de Judeus. A informação foi avançada esta noite ao Observador, pelo presidente do Observatório de Segurança Interna, Luís Fernandes.
As forças de segurança agora fazem o seu papel, que é a procura dos elementos em território nacional e passar a informação às congéneres estrangeiras, nomeadamente às congéneres espanholas, que são logo as primeiras, porque é o país de contacto. Toda a superfície territorial de Portugal continental tem contacto com Espanha. Portanto, obviamente que as primeiras forças a contactar são as espanholas. Mas depois, através da Interpol, através da Europol, são feitos outros contactos para poder estender a dimensão da busca.
A Interpol e a Europol foram acionadas?
Pelo que eu sei, sim, pelo menos a informação foi passada.
O presidente do Observatório de Segurança Interna admitiu ainda que, neste caso, fechar as fronteiras não é a solução. Diz que os fugitivos podem mesmo estar já fora do território nacional.
Fechar as fronteiras poderia ser uma opção viável, mas temos que ver sempre esta perspectiva: vamos fechar que fronteiras? Conseguimos fechar o território todo? Temos que ter a apresentação de uma coisa. Basicamente, passaram-se quase 12 horas do momento em que é dado como oficial para esta fuga. Em 12 horas, percorre-se Portugal de Leste a Leste. Portanto, das duas, uma: se os indivíduos tentaram fugir do país, obviamente que se calhar já o conseguiram.
Luís Fernandes sublinha também que a falta de guardas prisionais e o desinvestimento do Estado estão na raiz de toda esta situação. Ainda assim, o presidente do Observatório de Segurança Interna confessa que existiram pormenores que podem não ter sido tidos em conta.
Há a informação de que dois deles já tendo estado na cadeia de Monção de São Lázaro, já terão tentado fugir, e que foram colocados nesta cadeia de Vale de Judeus, até por existir mais segurança. Ok, eu aqui levanto três ou quatro questões que são pragmáticas, mas de quem está de fora, porque depois a gestão de risco institucional é feita por quem está dentro dos serviços e a operar na instituição em concreto, que é: se estes elementos já tiveram tentativa de fuga, se eles se conheciam, por que razão é que eles estavam juntos?
São declarações do presidente do Observatório de Segurança Interna, entrevistado esta noite pela jornalista do Observador, Maria Rego. Também esta noite, um comunicado do Sistema de Segurança Interna dizia que foi agilizada a ajuda internacional para a recaptura dos cinco reclusos que fugiram da prisão de Vale de Judeus. Entretanto, um outro comunicado do Sistema de Segurança Interna, na última hora, diz que está convocada para este domingo de manhã, uma conferência de imprensa para dar conta das diligências efetuadas na sequência da fuga. O secretário de Estado da Administração Interna considera inútil um referendo à imigração. É a reação de Telmo Correia à proposta do Chega. O também vice-presidente do CDS-PP interveio este sábado na décima edição da Escola de Quadros do partido, que decorre até hoje, domingo, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro. Telmo Correia defende que a imigração é necessária, mas deve ser regulada.
É evidente que aqui nós temos duas ou três abordagens possíveis. Podemos ter a abordagem daquelas associações que querem obrigatoriamente legalizar toda a gente, seja por onde for, seja em que circunstâncias for, e que estão ligadas a movimentos de ativistas também, e alguns deles sabemos disso, a forças políticas. Ou então podemos fazer disto um tremendismo, para usar uma expressão que conhecerás bem, por outras razões, fazer disto um tremendismo, tentar assustar toda a gente, propor coisas inúteis como referendos. E, portanto, podemos seguir um desses dois caminhos. Aquilo que o governo está a fazer, e eu acho que bem, é a não alinhar em nenhum desses dois caminhos, é tentar fazer uma política sensata e correta.
Telmo Correia, na décima edição da Escola de Quadros do CDS-PP, que está a decorrer em Santa Maria da Feira. O secretário-geral do PCP considera que não é um bom começo iniciar negociações orçamentais estabelecendo linhas vermelhas. São declarações de Paulo Raimundo aos jornalistas na Festa do Avante. Já em reação aos avisos de Pedro Nuno Santos de que não aprovaria um orçamento que incluísse os regimes de IRS Jovem e IRC propostos pela AD. O líder comunista diz que não é um bom começo avançar para negociações com linhas vermelhas.
Cada um, sobre o conteúdo concreto, vai ter que assumir as suas responsabilidades. E eu penso que não é um bom começo, diria assim, não é um bom começo avançar com as chamadas linhas vermelhas, peito feito, mas depois o que tudo se permite são serviços mínimos. Na prática, são serviços mínimos. E nós estamos concentrados, ainda ontem falei sobre isso, em resolver o problema das pessoas. Salários, pensões, saúde, habitação, direitos das crianças. É esta a questão fundamental que se coloca e infelizmente, nós estamos perante uma discussão que concentra todas as horas, todo o comentário
Todas as perguntas e declarações em torno da forma, mas ninguém se atreve a falar do conteúdo. E este é que é o drama.
Declarações de Paulo Raimundo, captadas pela Agência Lusa na Festa do Avante. Já foi reposto o helicóptero na base de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, depois do acidente em Mondim de Basto, que deixou um outro aparelho inoperacional. O anúncio foi feito esta noite pelo Instituto Nacional de Emergência Médica. Inicialmente, o INEM previa que este helicóptero estivesse a funcionar a partir de segunda-feira, mas depois do reforço de equipas para manutenção da aeronave e da realização dos últimos testes de voo exigidos para reposição integral do serviço, foi possível antecipar a atividade do aparelho. Desta forma, o dispositivo de quatro helicópteros contratado pelo INEM está completo, acrescenta este comunicado. Lá por fora, milhares de pessoas manifestaram-se este sábado no centro de Londres para exigir um cessar-fogo em Gaza. O protesto decorreu de forma pacífica, sem incidentes assinaláveis. Os manifestantes pediram que países como o Reino Unido e especialmente os Estados Unidos, deixem de fornecer armas a Israel. Milhares de pessoas, já em Paris, também se manifestaram este sábado, agora numa manifestação contra o nome escolhido por Emmanuel Macron para primeiro-ministro. O protesto foi convocado por partidos de esquerda e sindicatos contra a nomeação de Michel Barnier. Têm receio que a escolha do presidente francês dê origem a um governo de extrema-direita. Recordamos que no início de julho, na segunda volta das presidenciais, os eleitores franceses deram uma vitória clara à esquerda. A Nova Frente Popular foi a vencedora e exigiu que Macron nomeasse como chefe de governo a sua candidata, Lucie Castets, mas o presidente francês recusou-se. Nomeou Michel Barnier, membro do partido de direita Republicanos, que obteve 6% dos votos nas eleições. No futebol, Portugal mede forças com a Escócia este domingo. É o segundo jogo da Seleção Nacional na fase de grupos da Liga das Nações. Portugal vem de uma vitória contra a Croácia, na quinta-feira, por 2 x 1. Já a Escócia vem de uma derrota frente à Polónia. Ainda assim, o selecionador nacional, Roberto Martínez, não espera um encontro fácil. O jogo com a Croácia ficou marcado pelo gol 900 de Cristiano Ronaldo. Para Roberto Martínez, a prestação do capitão da Seleção Nacional vai muito para além dos gols.
É um feito histórico, incrível, uma inspiração para gerações, para o futebol. Mas para mim, como selecionador, agora, o importante é por que o Cristiano marcou o gol durante o jogo e foi o desempenho. Acho que fez um desempenho muito bom, cheio de inteligência. O nosso ponta de lança não é só gols. Marcar gols é importante. Acho que é um número para o futuro, para falar disso para sempre, mas para nós é agora.
O treinador nacional não avança novidades para o 11 inicial, diz que a equipe vai ser gerida para proteger os jogadores. A mulher de Roberto Martínez é escocesa, mas o selecionador nacional assegura que isso não vai pesar na gestão do encontro.
A mulher não é o problema. São os sogros. Os sogros são o problema, mas já tive essa experiência, mas agora é fácil. Duas seleções podem apurar. Eu agradeço o formato da Liga das Nações. Acho que podemos ter os sogros contentes e poder ganhar o jogo também.
A antevisão de Roberto Martínez ao jogo Portugal-Escócia deste domingo. O apito inicial está marcado para as 19h45. A partida terá relato aqui na Rádio Observador. Fechamos com esta notícia de futebol, o noticiário da meia-noite da Rádio Observador. Eu estou de regresso amanhã à noite. As notícias, essas, voltam mais cedo, voltam já daqui a meia hora com uma síntese com o jornalista Carlos Pedro.