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É meia-noite. As notícias com Vasco Maldonado Correia.

Boa noite. O incêndio que começou hoje na região do Algarve já obrigou à retirada de várias pessoas das próprias habitações na região de Lagos. É o que diz o presidente da Câmara Municipal da região, Hugo Pereira. Explica que o vento está muito forte, o que está a complicar o combate às chamas. Por precaução, várias pessoas tiveram de ser retiradas de casa na freguesia de Barão de São João, mas entretanto já estão de regresso. Hugo Pereira fez na última hora, há instantes, aliás, um ponto de situação à Rádio Observador.

O fogo ainda continua não controlado na sua extensão, uma vez que o fogo tem uma frente muito grande e as condições atmosféricas estão ligeiramente melhores, mas continuam a não ser favoráveis. Neste momento, ele deixou de continuar para o lado de Barão de São João, à aldeia, mas caminha um pouco para o lado direito e para o lado esquerdo, um pouco no sentido de Barão de São Miguel, no concelho da Vila do Bispo, mas os homens e mulheres no terreno estão a lutar com todas as forças.

O autarca de Lagos, Hugo Pereira, ouvido há instantes pela Rádio Observador. No terreno estão mais de 500 operacionais, cerca de 180 meios terrestres. Há registo de pelo menos uma habitação destruída em Aljezur. O fogo começou na região de Bordeira ao início da tarde. Decorreu esta noite o primeiro debate televisivo entre candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, com o tema da segurança em destaque. Manuel Pizarro, do PS, reconhece que a pequena criminalidade é um problema na cidade, lamenta a falta de polícias, diz que o aumento depende do governo.

Problema de segurança, porque as pessoas se sentem intranquilas, porque em muitas zonas do Porto, a pequena criminalidade, no essencial, associada ao tráfico e ao consumo de droga, transformou a vida das pessoas num inferno. Não adianta alimentar expectativas. Nós temos polícias a menos na Polícia Municipal e na PSP. Isso é preciso ser resolvido, depende do governo central e vai demorar tempo.

Para Pedro Duarte, candidato da coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, a segurança tem de ser a prioridade, pede um reforço da Polícia Municipal e a intervenção do governo.

A segurança será uma prioridade absoluta e muito mão firme desse ponto de vista. Temos de ser, de facto, absolutamente implacáveis a esse respeito. Para o fazermos, propomos, desde logo, um recrutamento especial, num protocolo, naturalmente, com o governo, mas um recrutamento especial de mais 100 polícias para a Polícia Municipal, para assim cumprirmos o quadro. E depois instigarmos o governo a acompanhar o esforço financeiro que a Câmara vai fazer.

Candidata pela CDU, Diana Ferreira diz que os números não comprovam o aumento da insegurança no Porto, mas lamenta, ainda assim, o desaparecimento do policiamento de proximidade.

É preciso que haja atratividade, desde logo, na carreira da PSP, com a valorização dos profissionais, dos seus salários, das suas carreiras e também de um conjunto de complementos que compensem o esforço que é feito nesta profissão. E, paralelamente, é preciso que haja um policiamento de proximidade. Ora, esse policiamento de proximidade às populações, às comunidades, com forças de segurança que façam parte dessas comunidades e que conheçam as suas vivências, desapareceu.

Sérgio Aires, do Bloco de Esquerda, acusa os adversários de inflacionarem o tema, argumenta que os números já foram piores.

Há aqui um número que arruma com isto tudo. Nós, em 2012, tínhamos 68,5 crimes por mil habitantes. Temos agora 59,9. Não vi em 2012 ninguém rasgar as vestes por causa da insegurança na cidade. A questão aqui é que nós estamos a inflacionar um problema e com consequências graves, porque evidentemente estamos a assustar as pessoas, elas estão a abandonar o espaço público e a sentir-se realmente inseguras, quando essa insegurança não se traduz em números.

E Miguel Corte-Real, do Chega, propõe que os polícias deixem de cumprir tarefas administrativas para poderem ter mais presença nas ruas.

Nós hoje temos agentes que são da PSP que estão a fazer tarefas administrativas e, portanto, podemos tirá-los dessas tarefas administrativas e pô-los na rua, pô-los no patrulhamento e pôr outras pessoas no município a fazer essas tarefas administrativas. Isto ia resolver. Mas o que nós queremos mesmo fazer, com o valor da taxa municipal, é conseguir colmatar e melhorar a qualidade de vida dos polícias.

Também em debates teve o tema da habitação, que o socialista Manuel Pizarro vê como o maior problema no Porto, quer o empréstimo de terrenos públicos a privados durante 30 anos com preços de rendas tabulados, pede a comparticipação do governo para o garantir. Já Pedro Duarte, candidato do PSD, CDS e IL, considera que a solução não passa por construir mais, mas sim por reabilitar casas. Do lado da CDU, Diana Ferreira considera que não é possível resolver este problema apenas a nível municipal. No Bloco de Esquerda, Sérgio Aires quer 15% de habitação pública com recurso a fundos europeus e pelo Chega, Miguel Corte-Real quer expulsar traficantes de droga condenados de casa, mas protegendo sempre as famílias. Nota ainda para Filipe Araújo, que esteve ausente do debate. A ERC deliberou que a SIC não era obrigada a convidá-lo para o debate. Portugal reconhece oficialmente o Estado da Palestina. O anúncio formal foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque. Na missão portuguesa nas Nações Unidas, Paulo Rangel salientou que o reconhecimento é um passo no caminho até à solução dos dois Estados.

Hoje, dia 21 de setembro de 2025, o Estado português reconhece oficialmente o Estado da Palestina

A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas em que se verificou a convergência do senhor Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar. Registe-se que, no que concerne à solução dos dois Estados como solução futura para o conflito israelo-palestiniano, pôde mesmo verificar-se uma posição unânime dos partidos representados na Assembleia da República.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros espera que Telavive compreenda a decisão de Portugal. Vamos ouvir o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

A nossa vontade, como eu disse aqui, é de ter as melhores relações com o Estado da Palestina e as melhores relações, que são aliás tradicionais, com o Estado de Israel. É isso que vamos continuar a fazer, é por isso que vamos continuar a lutar. Não temos qualquer hesitação quanto à ideia de que queremos ter relações pacíficas, profícuas, frutuosas com ambos os Estados e que, evidentemente, desejamos que Israel possa compreender esta nossa posição. Ela não é feita nunca, em caso algum, contra Israel. Ela é feita a favor da paz e a favor, naturalmente, do direito do povo palestiniano à autodeterminação.

Paulo Rangel sublinha também que o reconhecimento da Palestina como Estado não apaga a catástrofe humanitária em curso na Faixa de Gaza, que tem sido condenada continuamente pelo governo português. O ministro apela a um cessar-fogo imediato e urgente, pede a libertação de todos os reféns israelitas que estão ainda mantidos em cativeiro pelo Hamas. O Partido Socialista já reagiu, com Francisco Assis a falar numa derrota para todos os que se opõem à solução dos dois Estados.

Quando reconhecemos a Palestina, estamos também a salientar a necessidade da solução dos dois Estados. Portanto, isto é uma derrota de todos os extremistas, dos extremistas israelitas, que querem uma grande Israel e que excluem a possibilidade de criação do Estado da Palestina, como é uma derrota dos extremistas palestinianos, em particular do Hamas e dos fundamentalistas islâmicos que lhe estão associados, que não reconhecem o direito à existência do Estado de Israel. Isso tem que ficar bem claro. É uma vitória de quem aposta numa solução de dois Estados, é uma derrota daqueles que de um lado e do outro não aceitam a criação desses mesmos dois Estados.

Francisco Assis, numa reação na sede do PS Porto, considera que agora vai aumentar a pressão sobre as opções políticas de Israel. Já o líder do Chega, André Ventura, reagiu a meio da tarde, ainda antes da formalização do reconhecimento do Estado da Palestina. Diz que para os portugueses há temas mais preocupantes do que a guerra no Médio Oriente.

Francamente, se forem por aí perguntar pelas pessoas todas na feira, e desafio-vos a fazerem isto, vão ver que as pessoas estão preocupadas com as creches que não têm para os filhos, com a corrupção do país, com a falta de autoridade das forças de segurança. Não estão preocupados nem com a Palestina, francamente, nem com o Estado Islâmico. Sinceramente, é o que acho.

Reação de André Ventura na Feira de São Mateus, em Viseu. Mudamos de tema para a atualidade internacional. Donald Trump afirma que o ativista norte-americano Charlie Kirk foi assassinado por dizer a verdade. Está a decorrer ainda a esta hora, já no final, uma homenagem a um influencer político que foi baleado este mês com dezenas de milhares de pessoas no State Farm Stadium, no Arizona. No discurso de encerramento, que terminou há pouco, o presidente norte-americano elogiou quem considerava ser uma das mentes mais brilhantes dos últimos anos.

Hoje, os Estados Unidos são uma nação em luto, uma nação em choque. Há menos de duas semanas, o nosso país foi roubado de uma das luzes mais brilhantes do nosso tempo, um gigante da sua geração e, acima de tudo, um marido, pai, filho, cristão e patriota dedicado. Charlie James Kirk foi assassinado de forma hedionda por um monstro radicalizado e frio por ter dito a verdade que tinha no coração. Ele foi morto violentamente porque falou em nome da liberdade e da justiça, de Deus e do país, da razão e do bom senso.

Antes de Donald Trump, já tinha falado também a viúva de Charlie Kirk, que garante que perdoa o assassino. Erica Kirk diz que o marido queria salvar jovens, precisamente como aquele que lhe tirou a vida. Revelou também que vai continuar o trabalho do marido e assumir funções como CEO da Turning Point.