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Está com a Rádio Observador. É altura de atualizar as notícias com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, José Miguel Judice vai ser o mandatário nacional da candidatura presidencial de João Cotrim Figueiredo.

O anúncio feito esta noite pelo antigo líder da Iniciativa Liberal, em entrevista à TVI CNN. João Cotrim Figueiredo explica por que é que escolheu o ex-militante do PSD como apoio na corrida a Belém.

Vão ter a oportunidade no domingo de manhã, às 11h, no CCB, de ouvir pela primeira vez falar na qualidade do meu mandatário, José Miguel Judice. Um homem que eu obviamente não escolhi pelas suas qualidades jurídicas de grande causídico e árbitro internacional, pela sua reputação. Escolhi porque é um homem de espírito livre, um espírito lúcido e que, na sua vida pública, já apoiou várias pessoas para cargos importantes, incluindo para a Presidência da República, e fê-lo sempre escolhendo apoiar pessoas em quem confia e de quem gosta politicamente. E, portanto, dá-me muita honra tê-lo ao meu lado.

João Cotrim Figueiredo a anunciar que o mandatário nacional da candidatura a Belém é José Miguel Judice.

E esta informação foi confirmada pelo próprio numa declaração exclusiva ao Observador, onde admitiu que se Cotrim não tivesse avançado, apoiaria António José Seguro.

José Miguel Judice explica ainda o porquê de não apoiar Luís Marques Mendes, que conta com o apoio do PSD. O antigo Bastonário da Ordem dos Advogados diz que considera Marques Mendes um homem decente, mas fala em duas razões de mérito relativo que o levam a apoiar João Cotrim Figueiredo. Já em maio, numa grande entrevista ao Observador, Judice mostrava reservas em relação à candidatura do social-democrata. Na altura, sublinhou que Marques Mendes não tem as qualidades para o que deseja.

E a Agência para a Integração, Migrações e Asilo vai resolver as pendências relacionadas com os vistos gold no próximo ano.

Uma garantia deixada pelo ministro António Leitão Amaro durante o debate da especialidade da proposta do governo para o orçamento do Estado do próximo ano. O ministro da Presidência explica que os vistos gold foram deixados para o fim por uma questão de equidade, justificando-se também que são aqueles que pagam mais, o que explica que a AIMA vai ter 85 milhões de euros de receitas próprias no próximo ano. Leitão Amaro sublinha que na escala de valores morais, o governo quis dar prioridade aos mais pobres e mais vulneráveis, daí que tenha começado pelos imigrantes com manifestação de interesses, tenha passado depois a resolver a questão dos cidadãos da CPLP e deixando para terceiro aqueles que estavam sem poder visitar a família e com cartões caducados. Diz o governo que ficam os mais ricos para o fim da fila e garante que no próximo ano grande parte das autorizações de residência para atividades de investimento, os chamados vistos gold, vão ser resolvidos e vão pagar esse valor em taxas.

E Luís Montenegro recusa demitir a ministra da Saúde e diz que a orientação que deu é para que não haja um abrandamento nem nos serviços, nem no acesso aos cidadãos ao SNS.

O primeiro-ministro não gostou da palavra utilizada pelo jornal Público, que hoje deu conta de uma reunião entre a direção executiva do SNS e os administradores hospitalares para dar uma orientação de redução da despesa do próximo ano. Esta tarde, em Lisboa, em resposta aos jornalistas, Luís Montenegro preferiu usar outra expressão.

A orientação, que é minha, é do primeiro-ministro, é a de que nos serviços de saúde não deve haver nenhuma diminuição, nem do serviço, nem da disponibilidade de acesso aos mesmos por parte dos cidadãos. A palavra corte não é correta. Não há nenhuma orientação no sentido de cortar o que quer que seja. Há uma orientação que é naturalmente muito exigente, mas que, creio eu, merece a compreensão de todos.

Luís Montenegro, que chama a si a responsabilidade pela decisão. Já quanto ao pedido de demissão da ministra feito pelo secretário-geral do PS, responde com uma palavra de confiança.

Todos os membros do governo têm a minha confiança para estar no governo. É o pressuposto que dimana da própria Constituição da República. Portanto, não há quanto a isso nenhuma dúvida.

Mas há a ministra fragilizada no cargo.

O que eu quero é que todos sejam capazes de executar o nosso programa. É isso que estamos a fazer na saúde. Estamos a transformar o nosso sistema de saúde no sentido de lhe dar maior agilidade na gestão.

Luís Montenegro à margem do aniversário do Clube Juvenil de Voleibol da Escola Filipe de Lindgastre, em Lisboa.

Entretanto, a direção executiva liderada por Álvaro Almeida esclareceu que o encontro foi da Assembleia de Gestores do SNS, e não uma reunião com administradores hospitalares.

Nesta nota enviada à comunicação social, Álvaro Almeida recusa comentar o conteúdo da reunião, sem desmentir, no entanto, que os cortes na despesa foram tema e critica ainda o que considera serem declarações falsas, populistas e demagógicas por parte do Bastonário da Ordem dos Médicos, que disse que a alegada ordem da direção executiva era miserável.

É neste contexto que o Observador revela dados novos sobre a espera para cirurgia no SNS. Disparou 20% o número de doentes a aguardar por uma operação já fora dos tempos recomendados.

O quadro é pior do que quando o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse em abril de 2024. Os dados constam no portal que monitoriza a execução do plano de emergência e transformação da saúde João Gama.

No final de agosto deste ano, mais de 20 mil pessoas aguardavam por uma cirurgia para lá dos tempos máximos de espera. O número de utentes nesta situação é 20% superior ao registrado há seis meses, em fevereiro de 2025. Este aumento é também comum às áreas oncológicas e não oncológicas. Por exemplo, na área oncológica, de fevereiro a agosto de 2025, o número subiu 90%, de 186 pessoas para 353. Ao Observador, a direção executiva do SNS justifica esta evolução com fatores sazonais, fatores que se repetem todos os anos no período de verão, com a redução temporária das atividades cirúrgicas. Mas os números mostram que o aumento das listas de espera começou muito antes do período do verão, ainda no inverno de 2025. Os gestores hospitalares aproveitam para apontar o dedo ao gabinete de Ana Paula Martins. Dizem que estes dados provam que o plano de emergência falhou, uma vez que previa precisamente a recuperação das listas de espera.

João Gama com o aumento dos tempos de espera por uma cirurgia no Serviço Nacional de Saúde.

Esta é uma notícia assinada pelo jornalista Tiago Caeiro, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Passamos ao desporto. O Benfica venceu o Tondela por 3x0 no Estádio da Luz, num jogo a contar para os quartos de final da Taça da Liga.

O capitão Otamendi fez o primeiro das Águias de penalty aos 41 minutos de jogo. O segundo acabou por chegar, mas só aos 83 minutos. Ricardo Rios assistiu Dodi Lukébakio, que só teve de encostar a bola no fundo da rede. Já nos descontos da segunda parte, Pavlídis, vindo do banco, fez o terceiro do Benfica e do encontro. No final da partida, José Mourinho falou de uma vitória com demasiada tranquilidade e, por isso, diz que falhou.

Durante muito tempo jogou-se com pouca ambição, com pouco ritmo. Eu estava ali na primeira parte e estava a sentir que eu tinha falhado na tentativa de apertar com eles para que o jogo fosse jogado do mesmo modo que jogámos o último, do mesmo modo que eu quero e gostava de jogar sempre. Falhei. A equipa sentiu que se calhar o jogo era fácil ou acabava-se sempre por ganhar e a primeira parte não gostei.

O Benfica passa assim diretamente para a final four da Taça da Liga, que vai ser jogada em Leiria em janeiro do próximo ano, onde vai defrontar nas meias-finais da competição o Sporting de Braga, que venceu hoje o Santa Clara por 5x0. O próximo jogo das Águias joga-se a 1 de novembro, no sábado, o Estádio da Luz, frente ao Vitória de Guimarães para a décima jornada do campeonato.

Laura, que outros temas estão em destaque a esta hora?

Nos Países Baixos, os centristas lideram as sondagens à boca das urnas. O líder do partido diz que os neerlandeses votaram contra a política de ódio. O Partido Liberal Progressista deverá conquistar 27 dos 150 lugares no Parlamento, à frente do partido de extrema-direita, que deverá garantir 25. É o que prevê uma sondagem da Ipsos, citada pela agência France Presse. A confirmar-se este resultado, Rob Jetten caminha para se tornar o novo primeiro-ministro dos Países Baixos. O líder da extrema-direita admite que esperava um resultado diferente nestas eleições. No Médio Oriente, o primeiro-ministro de Israel diz que os ataques israelitas em Gaza são parte da responsabilidade de garantir a segurança do país. Uma visita à sede da Força Multinacional para Gaza, Benjamin Netanyahu, disse que Israel quer garantir que o objetivo de desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza seja alcançado. O líder do governo israelita assegurou ainda que está a trabalhar para isso em etapas, juntamente com outros componentes do plano de paz para a região.

Está feita a jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo.