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Jornal da meia-noite com a edição da Diana Rosa. Diana, afinal, o Irã garante que não vai haver, para já, negociações com os Estados Unidos em Islamabad.
É o que adianta o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nushab. Segura que não há nenhum encontro marcado para este fim de semana e acrescenta que as observações do Irã em relação ao acordo de paz vão ser transmitidas ao Paquistão. Ainda assim, os enviados especiais norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, vão viajar para Islamabad amanhã. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano esclareceu que a visita do Irã é apenas uma visita oficial.
Enquanto o Irão afirma que é mentira, não há nova reunião de negociações, a Casa Branca confirma que os enviados norte-americanos seguem amanhã para o Paquistão para um novo encontro.
Os Estados Unidos vão enviar Steve Witkoff e Jared Kushner para retomar negociações no sábado, como dizia há pouco, é o que indica a porta-voz da presidência norte-americana, Fox News. J.D. Vance, vice-presidente, fica de fora.
O presidente decidiu mandar o enviado especial Witkoff e Jared Kushner de volta a Islamabad. Os iranianos querem falar, querem falar pessoalmente e como já vos disse inúmeras vezes, o presidente está sempre disposto a dar uma oportunidade à diplomacia. Assim, o Steve e o Jared vão amanhã para o Paquistão para ouvir o que os iranianos têm a dizer. Esperamos que haja progressos e que esta reunião tenha desenvolvimentos positivos. O vice-presidente e o secretário de Estado vão ficar aqui nos Estados Unidos à espera de novidades e, pelo que sei, o vice-presidente está de prontidão e disposto a deslocar-se ao Paquistão, caso consideremos que é uma utilização necessária do seu tempo.
Caroline Leavitt, a porta-voz da Casa Branca, em declarações à imprensa.
Por cá, cumprem-se este sábado os 52 anos da Revolução dos Cravos. O Presidente da República pede que se cumpra Abril, principalmente no combate às desigualdades.
António José Seguro lembra que não chega apenas celebrar o 25 de Abril, é preciso cumprir matérias como a justiça social, a dignidade do trabalho e a defesa da verdade. Declarações feitas por António José Seguro no início de um jantar promovido pela Associação 25 de Abril, em Lisboa, onde está também presente Marcelo Rebelo de Sousa. Perante alguns militares de Abril, o presidente destacou o modo pacífico como a democracia foi construída, afirmando que é um exemplo a nível internacional.
E o governo decidiu subir o imposto sobre os produtos petrolíferos, no que toca ao gasóleo.
Numa altura em que o gasóleo está, em média, €2 por litro, pela segunda semana consecutiva, o governo aproveita a queda dos preços do gasóleo em nível internacional para voltar a subir a taxa do ISP. Isso é o que consta na portaria publicada em Diário da República, sendo que esta é também a segunda semana seguida que o Ministério das Finanças faz sair a portaria sem associar qualquer comunicado às redações. A taxa da gasolina, que foi fixada no início deste mês, mantém-se inalterada. Com isto, a descida do preço do gasóleo já não vai descer tanto quanto se esperava. Poderia atingir os €0,04 por litro, mas vai ser mais contida.
E o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro rejeita atrasos na resposta a pedidos de apoio na sequência da depressão Kristin.
Ribeiro Esteves explica que a CCDR do Centro tem de respeitar o rigor a que o processo obriga. Lembra que é dinheiro público transposto para entidades privadas. Explica também que em causa não está apenas a falta de financiamento, está sobretudo a falta de mão de obra.
Eu nunca uso a palavra demora, porque não acho que haja demora alguma. A demora é a demora da nossa expectativa e da nossa ansiedade. É preciso fazer bem. E a demora maior não é o dinheiro que ainda não chegou. A demora maior é que nós não temos empreiteiros, máquinas, etc., para fazer tudo o que há para fazer. Como eu digo às vezes a alguns colegas vossos, nós até podíamos já ter o dinheiro todo na mão de toda a gente, indivíduos, donos de habitações ou inquilinos, empresas, câmaras, o dinheiro podia estar na conta de toda a gente, todo o dinheiro preciso. Íamos precisar de vários anos para ter a capacidade técnica e de recursos humanos para fazer fisicamente.
Ribeiro Esteves esta tarde em Porto de Mos, no distrito de Leiria, onde participou numa reunião com a comunidade intermunicipal. O responsável da CCDR, antigo autarca de Aveiro, garantiu ainda que está a ser feito um esforço para que o trabalho seja realizado o mais rápido possível.
E vão estar disponíveis nos próximos dias as camas destinadas a responder aos chamados internamentos sociais. O objetivo é que as unidades hospitalares não fiquem sobrecarregadas com estes casos.
Demorou quatro meses a disponibilizar essas camas, se esta previsão do presidente da União das Misericórdias se concretizar. Hoje o jornal Expresso avançou que até agora nenhuma das 400 camas foi disponibilizada, mas Manuel Lemos falou à Rádio Observador e relativiza. Antevê novidades no início de maio.
Eu julgo que nos próximos dias as pessoas vão começar a chegar às misericórdias. Nunca deixaram de chegar às misericórdias, porque nós já tínhamos um acordo anterior que nunca foi revogado. A portaria é apenas uma alteração da portaria existente. Portanto, digamos, o que estavaEm vigor, mantendo-se em vigor, há pessoas que continuam a chegar às misericórdias. Eu julgo que no princípio de maio começam a chegar as pessoas ao abrigo deste acordo.
À Rádio Observador, o presidente da União das Misericórdias revela ainda que há um sério problema com os idosos que estão neste regime de internamento social.
Nós temos uma rede de lares que, infelizmente, é deficiente.
Mas e ao fim destes seis meses, o que é que acontece?
Normalmente, o que acontece é que o Estado renova por mais seis meses. Não tem outra solução. Nós sabemos dos esforços que, nomeadamente, o Ministério da Solidariedade está a fazer para acelerar o processo do apoio domiciliário, embora muitas vezes aqui se diga, e esse também é um trabalho que os hospitais têm que fazer, é de perceberem bem se a pessoa tem ou não tem rede de guarda familiar.
As explicações do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, que diz que a rede de lares em Portugal é insuficiente. Diana, vamos ainda a outros temas em destaque a esta hora. Um acidente na A2 fez um morto e um ferido grave. Aconteceu ao quilômetro 209 da autoestrada, no sentido sul-norte, zona de Almodôvar, distrito de Beja. De acordo com a Proteção Civil, o trânsito esteve cortado. As operações de socorro mobilizaram um total de 21 operacionais apoiados por nove veículos e um helicóptero. Carlos Alcaraz não vai participar no torneio de Roland-Garros devido a uma lesão no pulso direito. O tenista espanhol é bicampeão em título e atual número dois no ranking ATP. Alcaraz explicou nas redes sociais que ele e a equipa decidiram ser cautelosos e não participar no torneio em Roma. Sublinhou que vai esperar novos desenvolvimentos da lesão para decidir quando é que vai fazer o regresso aos cortes. Hoje celebra-se o Dia da Democracia, a Revolução dos Cravos, e há uma página no X que se chama "O 25 de abril de 1974", é assim mesmo que se chama, "O 25 de abril de 1974", que está a contar minuto a minuto, em tempo real, todos os passos dos militares que levaram a cabo a revolução mais bonita que conhecemos. Esta é a revolução que pode ser acompanhada online para celebrar a noite que permitiu que todos nós, independentemente das nossas escolhas, possamos falar sobre elas, criticar, estudar, votar, ter garantias e direitos. É o 25 de abril que esperamos celebrar hoje e sempre. É isso mesmo. Com muitas iniciativas a decorrer também de norte a sul do país, neste 25 de abril. Posso dar aqui conta de algumas, Diana, antes de fecharmos. Amanhã, 25 de abril, Avenida dos Aliados com concertos às 15h e 16h15. Também em Santo Tirso, Manuel Cruz, um concerto na Fábrica de Santo Tirso às 21h30. Na capital, 25 de abril com Paulo de Carvalho e o filho a agir um concerto nos Jardins do Palácio de Belém às 15h. O Palácio de Belém que está aberto todos, amanhã. É isso mesmo. Portanto, o que não falta são oportunidades. E às 15h, com o Luis repete. É isso mesmo, na descida da Avenida da Liberdade. O que não falta são oportunidades para celebrar este dia. É festa da democracia. Cravo na mão e liberdade. Sempre.