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Observador 11. As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge de Carvalho. É mais um apoio para António José Seguro. António Tavares, social-democrata, que foi mandatário de Henrique Gouveia e Melo, vai votar no antigo secretário-geral do Partido Socialista.
Um mandatário no Porto anunciou há pouco, aqui na Rádio Observador, o apoio a António José Seguro. António Tavares entende que o almirante devia fazer o mesmo, anunciar o voto no candidato apoiado pelo PS.
Acho que o almirante Henrique Gouveia e Melo poderia também prestar esse serviço à democracia, obviamente não condicionando o voto desses 12%, mas dizendo qual seria o seu voto. Eu, pessoalmente, não tenho dúvidas nenhumas que ele irá apoiar António José Seguro e provavelmente irá fazê-lo numa outra fase deste processo.
Portanto, parece-lhe que poderemos ainda ver Gouveia e Melo nesta campanha a juntar-se a António José Seguro?
Não seria tão otimista nessa afirmação, porque o que eu teria a dizer é que acho que é possível.
É possível Gouveia e Melo apoiar Seguro na segunda volta. Pode, eventualmente, juntar-se à campanha para a segunda volta. É o que diz António Tavares, convidado do Explicador desta manhã.
E José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, critica a candidatura de André Ventura à Presidência da República e diz que os eleitores deveriam penalizar os jogos do líder do CHEGA.
Também convidado do Explicador, Ribeiro e Castro tem dúvidas sobre os reais objetivos do líder do CHEGA. Questiona o porquê de André Ventura entrar na corrida a Belém.
Eu não percebi, e ainda hoje não percebo, para que é que André Ventura se candidatou. Essa medição de forças ele fez em maio.
Não acha que ajuda a consolidar aquilo que é o eleitorado do CHEGA?
Não, isso é o que ele quer. As eleições não servem para isso. E eu acho também importante que os eleitores penalizem esses jogos com o seu futuro, com o nosso futuro. Nós estamos a escolher um presidente da República para os próximos cinco anos, num período gravíssimo da vida internacional. E anda aqui uma pessoa a jogar bridge com as regras do quinze.
José Ribeiro e Castro esta manhã, sem revelar, no entanto, o sentido de voto na segunda volta destas eleições.
Duarte Marques diz não ter dúvidas do sentido de voto de Luís Marques Mendes e sobre o eventual apoio público, diz que pode estar por uma questão de dias.
É o que afirma o diretor de campanha de Marques Mendes, há instantes, aqui na comissão de inquérito da Rádio Observador. Duarte Marques deixa uma garantia para o próximo dia 8 de fevereiro.
É óbvio que é o que Marques Mendes vai votar, até pela sua postura, por tudo aquilo que disse na campanha eleitoral, não tenho dúvidas que o irá dizer. Eu acho que não o disse na noite eleitoral, porque se o dissesse, estaria a dizer que os seus votantes devem votar ali. E ele não é dono dos votos de ninguém. Isso podia ser, de alguma forma, até mal interpretado. Eu acho que ele quis reservar para um momento mais tarde, revelar, se quiser revelar, como é que vai votar. Não tenham dúvidas.
Acha que vai aparecer ainda?
Eu diria que sim.
Só para verbalizar em seguro.
Não, não vou verbalizar nada.
Não vai verbalizar. Já sobre a posição neutra do primeiro-ministro em relação à segunda volta, Duarte Marques diz que essa posição é em nome da estabilidade política do país.
Luís Marques Mendes terá a sua posição, Luís Montenegro terá a sua. Agora, não tenho dúvidas. Para mim, o mais importante para Luís Montenegro não é quem que ele vai votar, é ter estabilidade. E se calhar, se a opção dele ficar em silêncio é boa para a estabilidade do país, se calhar devemos todos agradecer isso, porque talvez se ele fizesse o que todos estamos à espera ou todos queríamos, se calhar tínhamos eleições daqui a seis meses. Isso era mau para o Montenegro, era mau para o PSD, mas sobretudo era mau para o país.
Duarte Marques admite alguma ingenuidade na campanha de Luís Marques Mendes, mas acusa os adversários, nomeadamente André Ventura, Cotrim de Figueiredo e Gouveia e Melo, de terem feito campanha suja contra o candidato social-democrata, dizendo que apesar das comparações com Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes seria, se fosse eleito, um presidente mais parecido com Jorge Sampaio.
Já a comissária europeia Maria Luísa Albuquerque confia nos eleitores para manter um rumo de democracia na Europa.
Sem querer comentar diretamente as presidenciais em Portugal, Maria Luísa Albuquerque quis destacar a manutenção dos valores europeus. A acompanhar esta declaração em Estrasburgo, esteve o Miguel Viterbo Dias. Miguel, a comissária portuguesa manteve-se em silêncio sobre o sentido de voto na segunda volta das presidenciais.
Manteve, mas ainda assim com um discurso um bocadinho mais macro sobre o futuro da Europa, que dá para interpretar um pouco sobre o que espera também para Portugal. Maria Luísa Albuquerque começou por destacar as conquistas europeias ao longo destes 40 anos e a importância também de Portugal estar na União Europeia e interpelada por jornalistas sobre qual é a escolha preferida para presidente da República em Portugal, diz apenas que espera que os valores democráticos europeus se mantenham.
Os valores são uma base fundamental daquilo que a Europa é e daquilo que a Europa quer continuar a ser. Mas somos também democracias e devemos confiar nos nossos cidadãos, nos nossos eleitores, em toda a Europa, para fazerem as escolhas. É esse o espírito democrático. A expectativa que eu tenho é que a Europa continuará a ser um espaço essencialmente democrático, de liberdade e de construção de um futuro melhor.
Expectativa de uma Europa democrática é a esperança de Maria Luísa Albuquerque em todos os países, depois de cada ato eleitoral. Ora, Portugal atravessa agora o início da segunda volta das presidenciais. Maria Luísa Albuquerque, que assinala os 40 anos de adesão de Portugal à União Europeia. Daqui a pouco o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o rei Felipe VI de Espanha, vão ser recebidos na entrada principal do Parlamento Europeu pela presidente Roberta Metsola. Essa entrada está por poucos minutos. Daqui a pouco, também Marcelo Rebelo de Sousa a dirigir-se ao plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Miguel Viterbo Dias, vamos continuar por isso contigo em Estrasburgo a dar-nos conta da forma como o Parlamento Europeu está a assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à então CEE.
António Costa defende que a Europa tem de continuar a ser a campeã da lei e da ordem. O presidente do Conselho Europeu insiste que os 27 não podem aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos dos mais fracos.
Declarações num momento de grande tensão entre Bruxelas e Washington, por causa da tentativa e dos esforços dos Estados Unidos para controlar a Gronelândia. O presidente do Conselho Europeu discursou esta manhã, também em Estrasburgo, e foi perante os eurodeputados que defendeu que a União Europeia tem de continuar a lutar pelo respeito ao direito internacional.
O primeiro caminho para a Europa se tornar mais forte e soberana é continuar o campeão da lei e da ordem, do direito internacional. Iremos sempre lutar pelo direito internacional, pela liberdade individual e pela dignidade humana. Não podemos aceitar que a lei do mais forte prevaleça sobre os direitos dos mais fracos. As regras internacionais não são opcionais.
Sem mencionar diretamente a Gronelândia, mas a defender que a Europa deve continuar a ser a campeã da lei e da ordem, quando Donald Trump não esconde que vai fazer todos os esforços para conseguir controlar parte do território europeu. Já a presidente da Comissão Europeia prometeu hoje trabalhar num pacote de apoio à segurança no Ártico para enfrentar o que classifica ser o poder bruto dos Estados Unidos.
E continuamos a falar da atualidade internacional. Os Estados Unidos podem estar a planear reduzir a participação nas forças da NATO.
Uma notícia que foi avançada pelo New York Times, citando várias autoridades norte-americanas. Donald Trump quer reduzir a presença militar dos Estados Unidos na Europa, uma medida que deverá ser concretizada em breve e que vai afetar cerca de 200 militares e diminuir o envolvimento norte-americano em quase 30 organizações da NATO. Hoje, o presidente norte-americano vai discursar no Fórum de Davos, que decorre na Suíça, neste contexto de alta tensão entre Estados Unidos e Europa.
O especialista Francisco Proença Garcia avisa que Bruxelas não pode depender dos Estados Unidos para garantir a segurança da Europa.
Foi ele o convidado do Gabinete de Guerra desta manhã. O professor universitário defende que se os Estados Unidos vierem mesmo a reduzir a participação na NATO, trate de ser a Europa a assumir as responsabilidades.
Nós só tivemos paz na Europa porque tivemos a presença das tropas norte-americanas e criamos, depois, instituições como a União Europeia. Mas deve-se à presença norte-americana. Se eles retirarem subitamente, podemos ter problemas securitários internos graves. Se eles fizerem isso gradualmente, tudo bem. Quando falamos de autonomia estratégica, temos que, de facto, assumir as nossas responsabilidades. Agora, eu lembro uma coisa, nós temos a NATO. A NATO somos mais de 30 países, não são só os Estados Unidos, a base são os Estados Unidos.
Análise de Francisco Proença Garcia sobre a redução da presença militar dos Estados Unidos. Declarações esta manhã no Gabinete de Guerra.
Um episódio que já está disponível em podcast. São 10:10, Carla. Antes do Controcorrente, que outras notícias marcam esta manhã?
Com as presidenciais no centro da agenda, o primeiro-ministro volta hoje ao Parlamento. O debate quinzenal acontece mais logo, a partir das 15h. O chefe de Governo vai ter também de responder às críticas que têm surgido à esquerda por não anunciar apoio a António José Seguro na segunda volta. Este debate acontece também numa altura em que o Governo se prepara para assinar um acordo plurianual com os Sindicatos da Função Pública, que será válido até 2029. O maior sindicato espanhol de maquinistas anunciou uma greve geral para reivindicar garantias de segurança na rede ferroviária. Isto depois dos acidentes desta semana em que morreram mais de 40 pessoas. O sindicato diz que representa 85% dos maquinistas espanhóis. Não são avançadas datas concretas para a paralisação, mas pedem ao governo que sejam tomadas medidas de segurança com urgência. Foram detidos pela PSP, no último ano, 30 imigrantes durante operações de fiscalização realizadas na região de Lisboa. É o que revela hoje a Polícia de Segurança Pública, num comunicado que faz o balanço do último ano. Avança também que foram notificados quase 100 imigrantes para abandono voluntário do país durante essas mesmas operações. Esta manhã já falámos de um cavalo, agora de uma vaca que usa uma vassoura para coçar as costas. Que jeito que dá.
Isso é inteligência artificial.
Não é.
Não é?
Não, é a inteligência mesmo da vaca.
A vaca. Essa quinta está animada hoje.
A Verônica.
Chama-se Verônica.
Orgulho e satisfação.
É uma vaca. Tens?
Tenho. E sabes quem é que escreveu esta letra?
Diz-me.
Alice Vieira.
Ora vê, aí é que está.
Uma das músicas mais célebres da nossa Rua Sésamo.
Pois, esta Verônica não foi criada pela Alice Vieira, mas foi criada como um animal doméstico e foi assim aprendendo a agarrar objetos com a língua e com os dentes para coçar as costas, que é uma coisa que acontece com alguma frequência.
Por acaso gostava de ter uma língua que chegasse às costas. Estava num certo jeito.
Não ias crer.
Coçar as costas com a língua também não sei se... Não dá. Teria de ser a língua muito áspera. Nem as vacas têm essa flexibilidade. A culpa é da Carla que traz estas coisas para o face. Capaz de agarrar objetos com a língua para coçar as costas. Será que a carne fica mais macia depois ou não?
A língua.
Língua de vaca. E tão boa.
E o lombo também fica mais macio.
Mas o que é que...
Não sei se querem saber mais alguma coisa.
Diz, Carla. Mais habilidades. O que ela faz mais?
Esta vaca foi estudada, obviamente, não por cozinheiros, mas por investigadores da Universidade de Viena, que concluem que existem vacas assim, que são raras, mas não são sobredotadas.
Grande vaca.
Grande vaca. Tiraste-me as palavras da língua.
Pode ter havido uma razão para isto. Ela perdeu a mãe muito cedo e então tentou compensar de outra forma.
Claro. Quem tem uma vaca para all-rounders, tem tudo.
É uma vaca career.