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As notícias das 10, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Os eurodeputados portugueses concordam que há um problema de segurança no Ártico, mas alertam que é necessário manter a boa relação com os Estados Unidos.
Apesar do clima tenso com Washington, os deputados europeus consideram que os Estados Unidos são um aliado. Ainda assim, alertam que claramente existe um problema de segurança na região do Ártico com os avanços da Rússia. Foi o tema do Explicador desta manhã. O socialista Francisco Assis não acredita que os Estados Unidos tenham deixado de ser aliados da Europa.
Os Estados Unidos são um aliado e têm que ser perspetivados como um aliado da Europa e devemos reforçar essa aliança no momento em que o espaço político ocidental está em perda no mundo. Eu também compartilho da tese que há evidentemente problemas de segurança no Ártico. Mas esses problemas de segurança no Ártico, que agora poderão ter outra natureza, já existiam no passado. E no passado, como é que foram resolvidos? Precisamente no âmbito da cooperação. E depois há que ter uma visão de longo prazo. Também não me passa pela cabeça que agora a União Europeia e os Estados Unidos venham a se transformar em inimigos. Seria mau para os dois blocos e seria mau para o mundo.
No mesmo sentido, o eurodeputado do PSD, Paulo Cunha, espera que Trump cumpra a última palavra que deu ontem, que não utilize a força na Groenlândia e que mantenha a suspensão das tarifas sobre países europeus.
Eu estou seguro que o senhor Donald Trump não quererá seguramente criar um conflito generalizado de âmbito europeu. E essa circunstância, espero eu, que o tenha levado a ter uma atitude um pouco mais racional e a abandonar uma linha de intervenção conflituosa. Falar em consistência é difícil. Esperamos sinceramente que tanto ao nível do abandono da lógica militar na intervenção, como ao nível do abandono nas sanções, que sejam soluções para vingar.
Tiago Moreira de Sá, do Chega, considera que existe na Groenlândia um problema de segurança que é comum e por isso é preciso uma cooperação entre Estados Unidos e Europa para o resolver.
O princípio da revisão de fronteiras pela força deve ser condenado em qualquer circunstância. E isso, felizmente, parece estar agora afastado. Agora, também foi dito, e bem, que o Ártico e a Groenlândia são, de facto, um problema de segurança. Um problema de segurança para o Ocidente em geral, para os Estados Unidos, mas também para a Europa, mas é um problema de segurança comum, porque há, de facto, um avanço da China e da Rússia no Ártico. E isso é uma ameaça para todos nós, é uma ameaça para a segurança para todos nós e não é do nosso interesse. Os nossos aliados são os Estados Unidos da América, portanto é com os nossos aliados que nós devemos estar.
Análise dos eurodeputados portugueses que foram convidados do Explicador desta manhã.
E o chanceler alemão elogia o acordo de Donald Trump para a Groenlândia e diz que a ameaça russa no Ártico é para levar a sério.
Aviso deixado por Friedrich Merz em Davos. O líder do governo alemão garante que teria sido inaceitável uma captura da Groenlândia à força e que, por isso, o anúncio de um acordo acaba por ser uma boa notícia e um passo na direção certa. Também hoje a primeira-ministra da Dinamarca reagiu com um comunicado às negociações que aconteceram ontem entre Trump e o secretário-geral da NATO. Sublinha um ponto: a Aliança Atlântica não pode tomar decisões sobre a soberania do território dinamarquês, em que se inclui a Groenlândia. Já os líderes europeus vão reunir-se hoje mesmo numa cimeira extraordinária em Bruxelas para tentar mostrar também um sinal de coesão.
O social-democrata Duarte Pacheco vai votar em António José Seguro. Acredita que é o candidato que melhor pode colaborar com a governação de Luís Montenegro.
Foi o que disse aqui esta manhã na Rádio Observador. Duarte Pacheco não tem dúvidas: Seguro é melhor para o governo do que André Ventura.
Já disse, vou votar em António José Seguro. Essa pessoa confiável é aquilo que Luís Montenegro neste momento precisa, não é precisamente uma alternativa muito mais imprevisível e tem um projeto político que vai querer matar o PSD.
Duarte Pacheco considera ainda que o silêncio do primeiro-ministro sobre o voto para dia 8 de fevereiro é sobretudo tático. Questionado sobre se a liderança da direita pode estar em causa no cenário de um resultado expressivo de André Ventura nestas presidenciais, Duarte Pacheco diz que a bola está do lado do governo.
Se não conseguir apresentar reformas com resultados concretos na área da Justiça, na área da Saúde, na reforma do Estado, as pessoas dizem: "De facto, eles estão lá, mas não estão a fazer nada para mudar o país". E aí, já votaram uma vez, por que não votam uma segunda vez em André Ventura? Portanto, cabe ao governo mostrar resultados da sua governação para que as pessoas digam: "Não senhor, ele está a trabalhar, ele está a fazer", e ficarem aqui à mesma.
Análise deixada aqui na comissão de inquérito da Rádio Observador por Duarte Pacheco.
O LIVRE aprovou de forma unânime o apoio à candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.
Entre 1800 militantes e apoiantes, 99% responderam sim à pergunta sobre se o LIVRE deveria ou não apoiar a candidatura de António José Seguro. É a oficialização do apoio, depois do próprio Jorge Pinto o declarar na noite eleitoral. O partido Rui Tavares acredita que a candidatura de Ventura representa um risco sério para o Estado de Direito. Já o CDS revelou ontem à noite que não vai apoiar nenhum dos candidatos à segunda volta. A direção centrista decidiu-se pela neutralidade, com o argumento de que combate o socialismo e que rejeita o populismo.
Estamos em plena pré-campanha eleitoral, mas André Ventura e António José Seguro seguem a velocidades diferentes.
Com o líder do Chega em alta velocidade. Hoje vai viajar até a cidade de Zurique, na Suíça, para contactar com eleitores portugueses. Ontem esteve num evento com jovens no Lumiar, em Lisboa, numa tentativa de recuperar o voto dos mais novos, que perdeu para Cotrim Figueiredo na primeira volta. Já António José Seguro não tem agenda desde terça-feira, quando visitou duas unidades de saúde familiar em Lisboa. Segue, portanto, uma estratégia oposta. Seguro tem estado longe das câmaras de televisão, não tem dado entrevistas e só retoma a agenda amanhã, no Grande Porto.
E quase a terminar o mandato de presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa revela que vai voltar a ser militante do PSD.
Já a partir de março, quando deixar de ser chefe de Estado, a revelação foi feita pelo próprio em Estrasburgo. O presidente da República aproveitou para deixar vários recados em público e em privado. Miguel Vitor Dias.
E uma dessas revelações privadas é de que vai voltar a ter cartão de militante do PSD, que tinha deixado na São Caetano à Lapa quando se candidatou a Belém. Marcelo Rebelo de Sousa esteve num encontro com eurodeputados e ao que foi relatado ao Observador, o ainda presidente da República diz que já perdeu a mão do comentariado. Também nesse encontro, o chefe de Estado mostrou-se um adepto do centro moderado, ao dizer que começou com o governo mais à esquerda de sempre, o da geringonça, e termina com aquele que tem o apoio parlamentar mais à direita, o de Luís Montenegro. Já em ONG, aos jornalistas, o chefe de Estado elogiou os portugueses por fazerem pontes impossíveis e no plano nacional desvaloriza eventuais conflitos político-partidários.
As pedradas, mesmo quando são entre portugueses, descobre-se depois que é uma pedra mole, é uma pedra de lioz, calcária, que é muito mais flexível e maleável, não fere tanto.
Marcelo Rebelo de Sousa, perto do seu deserto, mas antes de deixar o lugar, ainda vai procurar visitar os Açores, a Madeira, Espanha e o Vaticano.
Miguel Viterbo Dias em Estrasburgo, a acompanhar a celebração dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. Ontem decorreu a sessão solene com a presença do presidente da República Portuguesa e do rei de Espanha.
A Associação Nacional de Restaurantes apresenta hoje no Ministério das Finanças propostas para viabilizar o setor da restauração em Portugal e não vai abdicar da redução do IVA para os 6%.
Este encontro acontece depois do executivo ter anunciado um reforço de €60 mil de apoio, dos quais 30%, ou seja, €20 mil, poderão ser fundo perdido. Vem com o objetivo de ajudar os restaurantes que ainda estão a pagar os custos da pandemia. À Rádio Observador, Daniel Serra, da Provahr, diz que o caminho da restauração em Portugal tem de passar pela redução do IVA e apesar de saudar as medidas anunciadas ontem pelo governo, descreve-as como um paliativo.
Uma solução destas, que nós entendemos que é apenas um paliativo, que resolve pontualmente e bem, de forma urgente, uma situação, mas isto em nada resolve o problema do setor, que é profundo, estrutural, e que é necessário que se faça. Se posso falar do exemplo da Alemanha, no pós-pandemia, as empresas ficaram muito fragilizadas e o governo da Alemanha, e bem, fez a redução do IVA da restauração para os 7%. É a exata medida que nós, a Provahr, está a pedir. Esta é a medida que resolve de forma definitiva o problema que o setor da restauração está a atravessar.
É o IVA que vai resolver. Daniel Serra, da Associação Nacional de Restaurantes, diz que é necessária a descida do IVA para 6%.
São agora 10h10. Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam a atualidade?
O presidente norte-americano reúne-se hoje com Volodymyr Zelensky à margem do Fórum Econômico Mundial. O encontro entre os dois chefes de Estado acontece na mesma altura em que há uma reunião na Rússia entre Vladimir Putin e os emissários norte-americanos para as negociações de paz. A reunião que está marcada para 13h. O alargamento da licença parental vai voltar a ser discutida na Assembleia da República, depois de uma iniciativa de cidadãos que reuniu mais de 42 mil assinaturas. Em causa está o pedido de alargamento desta licença inicial para seis meses, paga 100%, independentemente da partilha entre progenitores. A partir de amanhã, cinco distritos do Norte e Centro do país vão estar sob aviso vermelho, o mais grave do IPMA. Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão com aviso vermelho por causa da neve, pelo menos até às 9h de sábado. É um dos efeitos da passagem de uma depressão por Portugal continental, que começa a fazer sentir já a partir da tarde de hoje. Como é que vocês estão ao nível das viagens de avião?
A última foi em dezembro.
A última foi em dezembro.
A minha também.
Sabem aquela dúvida quando não sabemos qual é que é o suporte do braço do banco que nos pertence ou é do outro?
É muito irritante isso.
O outro é sempre nosso.
É um grande problema, não é?
Parece que nunca é o meu. Nunca é, nunca é nosso.
Temos direito àquilo.
E quanto estariam dispostos a pagar para ter o vosso espaço pessoal e mais conforto?
Eu era capaz de matar alguém. Estava brincando.
Não é preciso.
Estava brincando. Há companhias a oferecer isso?
A oferecer? Não. Ó Paulo, como é que tu vives? Nada é de graça.
Não, há uma companhia low cost que permite comprar o lugar do lado para deixar vazio. Eu tenho um amigo que compra o lugar do lado no cinema para não estar ocupado. Aqui é a companhia húngara. Wizz Air.
Deixam fazer isso.
Diz?
Todas as companhias deixam fazer isso.
Deixam fazer.
Pode comprar os bilhetes que quiser. Conheço uma situação de uma pessoa que tem um problema de costas e que quando viaja sem ser em executiva compra dois bilhetes. Mas aqui deve ser um pacote especial.
É um pacote especial, porque é uma companhia low cost.
Não sei se é só comprar dois bilhetes, se negocia alguma coisa, mas sei que reserva dois lugares.
Garante sempre ter o lugar.
Eu faço mais como o João.
Subornar a assistente de bordo. Também é possível.
O Bruno é sempre-
É matar ou subornar
...o Bruno é sempre matar ou subornar.
Hoje estou muito criminoso.
O Bruno é sempre pela ilegalidade, é a opção mais fácil do Bruno. Mas que companhia é?
Wizz Air.
Ah, já ouvi.
Já ouviste falar. Já viajaste mesmo. Aqui pagas só €50 quando se faz a reserva, depois é escolher o lugar do corredor ou da janela, o do meio fica vazio e é um serviço disponível só para alguns voos de Budapeste para Londres, Roma, Varsóvia ou Bucareste.
Então e Lisboa?
Não, em Lisboa tens que dividir.
Tens que dividir e ficas com as mãozinhas no colo.
Em Lisboa tem que se subornar alguém.
Ou...
Ou. Pronto