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À cima. As notícias às 10, com o Luís Soares, aqui na Rádio Observador. O secretário-geral do Partido Socialista diz ver abertura por parte do regime da Venezuela para a libertação dos portugueses que foram presos pelo regime.
José Luís Carneiro está de visita a Caracas, juntamente com o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que fica responsável desde já pelo diálogo interparlamentar para esta negociação. E a possibilidade é real, segundo explica o secretário-geral do PS em entrevista na Agência Lusa.
Houve uma abertura para tratar com muita proximidade este assunto. Ficámos mesmo de comunicar ao presidente da Comissão para a Anistia, Jorge Arreaza, que foi ministro de Relações Exteriores, e agora é aquilo que faremos. Transmitiremos ao ministro de Relações Exteriores os nomes das personalidades que se encontram detidas e que nos foram transmitidas a nós, e não deixaremos também, naturalmente, de comunicar ao governo português, dando conta dessas licenças que foram desenvolvidas junto às autoridades parlamentares.
José Luís Carneiro, em declarações à Agência Lusa, durante uma visita de quatro dias à Venezuela, vai passar este fim de semana em Caracas. O líder socialista diz também que um dos objetivos da visita é promover, defender e valorizar a comunidade portuguesa e luso-venezuelana, além da preocupação com os portugueses que se encontram ainda detidos e também a importância de serem libertados.
E Luís, precisamente sobre este último ponto, a irmã de um dos quatro portugueses presos políticos na Venezuela diz que a visita de José Luís Carneiro pode ser uma boa oportunidade para libertar o irmão.
Mariella Ferreira, luso-venezuelana, foi entrevistada pela Rádio Observador nas últimas horas, pede ação ao secretário-geral do Partido Socialista.
Imagino, suponho, é o que eu quero, que agora que está aqui o senhor Carneiro, ajude a sacar, a liberar, a libertar o meu irmão e os outros três, pois eu não posso falar pelos outros três no sentido que não sei qual é o caso deles.
Sim, e o secretário de Estado também vai tentar falar com ela.
Sim, mas já é tarde. Depois de dois anos e meio que o meu irmão está, que a Embaixada de Portugal sabe o caso, depois de dois anos e meio, é que vem agora tratar de ajudar?
As críticas de Mariella Ferreira, luso-venezuelana, ao secretário de Estado das Comunidades, que visita Caracas no fim do mês. Mas como escutámos quanto à visita do governo à Venezuela, a esperança de Mariella Ferreira é menor, uma vez que a embaixada portuguesa não conseguiu até agora libertar o irmão. Entrevistada pelo jornalista Miguel Gato, Mariella Ferreira conta também como ocorreu a detenção de Héctor Ferreira.
O meu irmão foi detido dia 9 de setembro de 2022, por uma polícia que vestida de preto, é um grupo de 10 a 12 pessoas.
Detido ilegalmente e sem julgamento, Héctor Ferreira está preso há cerca de três anos e meio. Nicolás Maduro caiu, mas o regime mantém-se com a liderança de Delcy Rodríguez, é como a classifica Mariella Ferreira.
Concretamente não mudou muito. Caiu, como você disse, saiu Maduro, mas está esta senhora Delcy, que é também das mesmas ideias dele. E ela, o que faz é que fala para cá dentro, para a Venezuela, de uma forma, e para fora de outra. Antes ontem houve uns movimentos aqui nos ministérios, câmbio de pessoas, mas é quitar um e por outro. É quitar um assassino e por outro assassino.
Nada mudou com a queda de Nicolás Maduro na Venezuela. O relato de Mariella Ferreira, irmã de um dos cidadãos luso-venezuelanos, presos políticos em Caracas, entrevistada pelo jornalista Miguel Gato.
Esta manhã vamos estar à conversa com Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS. É convidado do Explicadores por causa desta visita a Caracas. É para ouvir logo depois do Jornal das 11. Por agora, Luís, mudamos de tema. Estão marcados para hoje protestos em vários pontos do país, em defesa do direito à habitação e de protesto contra as últimas medidas aprovadas pelo governo.
É uma resposta ao apelo da plataforma Casa para Viver, que espera uma adesão de milhares de pessoas nas ruas de 16 cidades do país. Destaque para Lisboa, a concentração está marcada para às 15h, no Marquês de Pombal. No Porto, o protesto acontece à mesma hora, às 15h, na Praça da Batalha. O governo aprovou recentemente, em Conselho de Ministros, um conjunto de alterações às leis da habitação para contornar o impasse na resolução de heranças indivisas e tornar mais céleres os processos de despejos, medidas que são consideradas pela plataforma como irresponsáveis. Por isso mesmo, a Casa para Viver sai hoje à rua defendendo soluções alternativas, como a regulação das rendas, o controle da especulação e a diminuição do alojamento turístico.
Na atualidade internacional, Donald Trump recusa neste momento um cessar-fogo com o Irão, ao mesmo tempo que diz que os Estados Unidos estão preparados a reduzir o número de militares no Médio Oriente.
Situação de guerra no Médio Oriente que se intensificou nas últimas horas com ataques militares de Israel ao sul do Líbano e ofensivas aéreas dos Estados Unidos e Israel contra estruturas do regime iraniano em Teerão. Em declarações na Casa Branca, o presidente norte-americano garante que a guerra não vai acabar. Voltou também a criticar os aliados da NATO por causa do Estreito de Ormuz.
A NATO e os outros podiam ajudar-nos, mas até agora não tiveram coragem de o fazer. Mas nós não usamos o Estreito de Ormuz e a dada altura há de acabar por se abrir. Neste momento não procuro um cessar-fogo, não no momento em que estamos literalmente a obliterar o outro lado.
Nestas declarações na Casa Branca, Donald Trump insiste que os Estados Unidos estão a atingir o Irão com muita força e que os Estados Unidos estão à procura de uma vitória na guerra. Horas depois desta declaração na Casa Branca, Trump escreveu na rede social Truth Social que os Estados Unidos estão preparados para reduzir o número de militares no Médio Oriente. Sublinha que o país está muito perto de conseguir os objetivos naquela que parece ser a maior indicação de que está prestes a pôr fim às hostilidades.
Luís, no conflito, os Estados Unidos e Israel atacaram esta madrugada uma instalação de enriquecimento nuclear no Irão.
É o que avança uma agência de notícias iraniana. O ataque terá sido feito nas instalações de Natanz, no centro do Irão. Não provocou qualquer fuga de material radioativo. A mesma agência refere ainda que os residentes nas proximidades da instalação não correm risco de vida. No início de março, a Agência Internacional de Energia Atômica afirmou ter sofrido danos nesta zona, depois da primeira ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.
Já no país vizinho, o Iraque, a capital Bagdade, sofreu um ataque de drones.
Um ataque já confirmado pelo governo iraquiano, o chefe de segurança do governo do Iraque diz à France Presse que o alvo deste ataque foi a sede nacional dos serviços de inteligência iraquianos no distrito de Mansur, mais especificamente, o edifício de telecomunicações da sede dos serviços de informações. Este edifício comunica e coopera diretamente com os conselheiros norte-americanos no Iraque, no âmbito da luta antijihadista do país. Este ataque aconteceu por volta das 10h, hora local, eram 7h em Lisboa, provocou a morte de um oficial iraquiano.
E são agora 10h07. Já a seguir pode ficar com o novo episódio de "Máquinas que Pensam", com as últimas novidades sobre a inteligência artificial. Mas antes disso, Luiz, há ainda outras notícias em destaque.
Um incêndio consumiu esta madrugada parte da cobertura de dois pavilhões de uma empresa de madeiras na Sertã. O alerta foi dado pelas 4h30 da manhã. O combate às chamas mobilizou 53 operacionais, apoiados por 19 viaturas. Um fogo que não provocou feridos e que está ainda em fase de conclusão. A Associação ambientalista Zero alerta para os riscos do enfraquecimento da proteção da água na Europa, com a proposta de revisão da Diretiva Quadro da Água. Em comunicado, a associação considera que a proposta de revisão da diretiva prevista para se realizar até junho deste ano, tem como objetivo eliminar alegados constrangimentos no acesso a matérias-primas críticas, sublinhando que ainda que seja apresentada como medida de eficiência, representa um sinal preocupante de desvalorização da proteção dos recursos hídricos. A Zero nota que Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis à escassez hídrica e aos impactos das alterações climáticas. João, não sei se ainda te lembras do Inspetor Max.
Como não? Claro, é um histórico da televisão portuguesa.
É verdade. Mas não te vou falar exatamente do Inspetor Max, mas de um primo, um primo afastado, digamos assim. No Reino Unido, um cão poderá ter desvendado um crime com mais de um século. Não se chama Max, chama-se Stanley.
E é um cão então muito perspicaz.
É verdade.
Conta-me lá a história, Luiz.
Tudo terá acontecido quando o animal estava a escavar no quintal, como de resto costumava fazer e fazem os cães muitas vezes, na rua e nos jardins. Só que desta vez, quando o dono estava a reparar os danos causados pelo companheiro de quatro patas, deparou-se com um frasco azul com a inscrição: não beber. Ora, o dono do Stanley acredita que o labrador tinha desenterrado a prova de um assassinato cometido em 1860, nessa altura, mais ou menos, sobre o qual ele já tinha lido um artigo num jornal.
Então já estava tudo ligado também. E que crime é esse?
Trata-se do envenenamento com arsênico de William Ashford, cometido pela própria mulher, para ficar com a herança do marido e começar com uma nova vida com um homem 22 anos mais novo do que ela, com quem Mary tinha um caso, um crime com muitos anos, que foi desvendado por este cão e pode-se ler um bocadinho mais também no artigo que está no nosso site.
Muito bem. E este cão se calhar descobriu aqui um novo ofício. Quem sabe, vai ajudar a polícia a resolver casos. Fica por aqui o Jornal das 10 com Luiz Soares.