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O Presidente ucraniano pediu esta quinta-feira aos aliados da NATO que não interrompam o fornecimento de armamento, após as restrições impostas pelos Estados Unidos à Starlink, sistema fundamental para comunicações militares, que levaram à suspensão de algumas missões.
“Nos últimos dias, ocorreram várias vagas de ataques [com mísseis] balísticos e, de facto, há também ataques aéreos maciços no nosso espaço aéreo. Desde ontem (quarta-feira) de manhã, os russos lançaram quase mil drones“, descreveu Volodymyr Zelensky, após reunir-se em Bruxelas com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Zelensky salientou que este tipo de ofensiva, “no contexto das restrições às operações da Starlink na Ucrânia”, representa um “grande desafio“, tornando-se fundamental que os países da Aliança Atlântica continuem a colaborar com as forças ucranianas.
“Isto é especialmente verdade no que diz respeito aos intercetores balísticos e às munições para os [caças] F-16”, afirmou o Presidente ucraniano, nas redes sociais, que debateu estas e outras questões com Rutte, a quem agradeceu o apoio.
I began my visit to Brussels with a meeting with @SecGenNATO Mark Rutte. As always, we are coordinating closely to provide greater protection and security for Ukraine.
Unfortunately, Russia responded to yet another attempt by the American President to reduce the intensity of… https://t.co/jjcGXNL9bu pic.twitter.com/80hrXuSXKn
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 15, 2026
No contexto da troca de acusações, nos últimos dias, sobre o “cessar-fogo energético” proposto pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que Kiev e Moscovo se acusaram mutuamente de violar desde o início, Zelensky voltou a pronunciar-se sobre o assunto para lamentar a posição russa.
Segundo o chefe de Estado ucraniano, a ofensiva russa em grande escala, ocorrida nos últimos dias contra o setor energético, outras instalações e o parque habitacional ucraniano, já anteriormente por ele referida, é a resposta de Moscovo “a mais uma tentativa do Presidente norte-americano para reduzir a intensidade dos ataques”.
E sublinhou que as refinarias e outras infraestruturas do setor energético russo voltarão a ser alvos do Exército ucraniano, em reação à recusa de Moscovo de aderir ao plano de Trump e denunciou ainda que as falhas nas comunicações via satélite da Starlink foram deliberadas.
No sábado, Trump propôs às duas partes uma moratória de 60 dias sobre os ataques a refinarias e infraestruturas energéticas, uma iniciativa que tanto Moscovo como Kiev se têm acusado de não respeitar e que coincidiu com o levantamento das sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.
Desde então, tem crescido a pressão de Washington para que a Ucrânia suspenda os ataques contra estas instalações, sob a ameaça de interrupção do fluxo de informações secretas — essenciais para deter ataques russos — e da suspensão das comunicações via Starlink, a rede de Internet da SpaceX, do empresário norte-americano Elon Musk.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]