Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Domingo, dia 12 de abril. Edição das 10 na Rádio Observador com Miguel Videira. Sem acordo, a delegação norte-americana abandonou o Paquistão depois de uma maratona negocial de 21 horas entre Estados Unidos e Irão ter terminado sem fumo branco.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, na última madrugada. Lamenta que o Irão não tenha aceitado os termos apresentados por Washington e garante que os Estados Unidos foram flexíveis nesta negociação.

Estamos nisto há 21 horas e tivemos várias discussões de fundo com os iranianos. Essa é a boa notícia. A má notícia é que não chegamos a um acordo. Penso que isso é uma má notícia para o Irão, muito mais do que para os Estados Unidos da América. Por isso, regressamos aos Estados Unidos sem termos chegado a um acordo. Deixámos muito claro quais são as nossas linhas vermelhas, em que pontos estamos dispostos a ceder e em que pontos não estamos dispostos a ceder. E deixámos isso tão claro quanto possível, mas eles optaram por não aceitar os nossos termos.

J.D. Vance explica que os Estados Unidos só vão chegar a um entendimento com o Irão se Teerão garantir que não desenvolve um programa nuclear.

A verdade é que precisamos de ver um compromisso claro de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente essa capacidade. Esse é o objetivo central do presidente dos Estados Unidos e é isso que temos tentado alcançar através destas negociações. Mais uma vez, o programa nuclear, tal como existe, as instalações do enriquecimento que existiam anteriormente foram destruídas. Mas a questão simples é: vemos um compromisso fundamental da vontade dos iranianos de não desenvolverem uma arma nuclear, não apenas agora, não apenas daqui a dois anos, mas a longo prazo? Ainda não vemos isso. Esperamos vir a ver.

De acordo com o New York Times, há três entraves a um acordo: a reabertura plena do Estreito de Ormuz, a entrega de cerca de 400 quilos de urânio altamente enriquecido na posse do Irão. São estas as exigências norte-americanas e da parte do Irão, a devolução de cerca de US$ 27 bilhões iranianos bloqueados no exterior devido às sanções internacionais.

Entretanto, Miguel, o Irão deixa um aviso, garante que a situação no Estreito de Ormuz só vai mudar quando os Estados Unidos aceitarem um acordo razoável.

É isso que diz fonte iraniana à agência estatal Mehr. Depois das negociações, Teerão não tem pressa para chegar a um entendimento, sem o qual nada vai mudar em Ormuz. A mesma fonte diz que não foi fixada uma data nem um local para uma possível próxima ronda de conversações. Na última noite, o Irão já tinha divulgado um comunicado em que garantia que manifestou abertura na negociação, mas que os Estados Unidos não abdicaram de fazer exigências que Teerão considera excessivas.

Este domingo também é marcado por eleições legislativas na Hungria. As urnas já estão abertas e os líderes das duas maiores forças políticas já votaram.

Viktor Orbán, que está no poder há 16 anos, e Péter Magyar, líder da oposição, que segundo várias sondagens, é favorito à vitória final. Tudo fica decidido hoje, mas a enviada especial do Observador a Budapeste, Madalena Moreira, avisa que os resultados podem chegar lá mais pra frente.

As pessoas têm dito que esta foi uma campanha histórica, têm dito nas ruas, e as eleições de hoje já se estão a desenhar pelo mesmo caminho. Por agora, pelo menos nos números da abstenção. As mesas de voto abriram às 6h e três horas depois, às 9h, já tinha votado um número recorde de 16,89% dos eleitores.

A enviada especial do Observador, Madalena Moreira, tem estado a acompanhar a campanha para as legislativas, explica que dificilmente qualquer um dos lados irá reconhecer uma eventual derrota.

Viktor Orbán e Péter Magyar votaram ambos esta manhã em dois círculos eleitorais diferentes de Budapeste e ambos puseram as expectativas para logo à noite. O primeiro-ministro parte em vantagem porque passou os últimos 16 anos a desenhar o sistema e a fazer reformas eleitorais que favorecem o seu partido, mas neste momento declarou que caso tenha uma derrota expressiva, sem especificar o quão expressiva teria que ser, irá apresentar a demissão do Fidesz. Já Péter Magyar, que surge aqui como o grande desafio à manutenção da liderança de Viktor Orbán, disse que só vai aceitar uma derrota se não houver fraude eleitoral. E este tem sido um tema que nos últimos dois dias ele tem insistido muito, mas também não sabemos que tipo de fraude eleitoral é que será a linha vermelha para Péter Magyar.

Apesar de várias sondagens independentes darem a vitória ao Tisza, principal partido da oposição, liderado por Péter Magyar, as instituições mais próximas do poder preveem uma vitória do Fidesz, de Viktor Orbán, que procura ser eleito para um quinto mandato consecutivo. As urnas encerram às 18h, hora portuguesa. Ora, este ato eleitoral de domingo está a ser acompanhado por dois observadores, dois deputados portugueses, António Rodrigues, do PSD, e Luís Graça, do PS. Estão integrados na missão de observadores da OSCE, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. António Rodrigues faz-nos o favor de estar conosco nesta edição desta manhã. Bom dia, bem-vindo, obrigado pela disponibilidade. Como é que está a correr este ato eleitoral? Há estas suspeitas em torno de uma eventual fraude nestas eleições. Está tudo a correr bem até o momento?

Bom dia. Pacificamente, até agora, todos os procedimentos têm sido verificados e confirmados. Há uma enorme participação. Devo dizer que estou espantado com a participação eleitoral que está a haver, que normalmente é sinônimo de mudança e há, de facto, à medida que as horas vão passando, e nós estamos aqui desde às 5h, hora portuguesa, 6h, hora da Hungria, junto a várias mesas de voto. Neste momento, eu estou numa mesa de voto, é a quinta mesa de voto que andamos hoje. E tanto a participação tem sido muito significativa, há filas de pessoas com vontade de participar, todas as idades, menos jovens, jovens. Parece-me que há verdadeiramente uma vontade das pessoas que participam, aliás Com alegria, empenho e determinação. Também se vê essa vontade de entrar e votar, mesmo dentro da seção de votos. Tem sido muito interessante acompanhar este momento, este processo eleitoral, que é um processo eleitoral que anima a Europa, naturalmente, mas que também anima o próprio país.

Dizia que este ato eleitoral está a decorrer de forma pacífica. Não há qualquer tipo de animosidade entre os apoiantes dos dois principais partidos candidatos a estas eleições?

Foi, aliás, uma marca que nos disseram nos últimos dois dias em que nós estamos cá. Houve comícios dos dois principais partidos, que é do Fidesz e do Tisza, mesmo junto a si, cada um deles com 100 mil participantes, e não houve um único incidente reportado, não houve uma única confusão pública. Tem havido aqui um verdadeiro espírito democrático e de sociabilidade partidária, digamos assim, entre a expectativa de uns que querem ganhar e os outros, naturalmente, que pretendem também vencer. E isso tem marcado também este dia, porque em todas as mesas de voto, as mesas de voto têm, como em Portugal, representantes nomeados pelas autoridades, naturalmente, em Portugal pelas Juntas de Freguesia, mas aqui têm participação dos delegados dos partidos, e a representação dos partidos tem sido dividida pelos dois principais partidos. Os outros não devem ter expressão para isso, mas em todas as mesas de voto havia, até agora, participantes quer do Fidesz, quer do Tisza.

António Rodrigues, muito obrigado pela sua presença e pela sua disponibilidade para estar conosco nesta edição das 10, aqui a fazer um ponto de situação, um balanço intercalar deste ato eleitoral que decorre a esta hora, importante eleição na Hungria. António Rodrigues, deputado do PSD, que está na Hungria na qualidade de observador da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

E por cá, Miguel Videira, André Ventura defende que um consenso na lei laboral depende mais do governo do que do Chega.

O líder do principal partido da oposição no Parlamento manifesta disponibilidade para chegar a um consenso em matéria laboral, mas impõe algumas condições e pede ao Executivo que pare de se vitimizar.

Conseguirmos fechar, antes de ser submetido ao Parlamento, um acordo que consiga fazer uma revisão da lei laboral, mas que ao mesmo tempo salvaguarde que o trabalho por turnos e o trabalho extraordinário sejam apropriadamente valorizados, que garanta que os despedimentos não serão a regra e não serão um novo normal em Portugal. Nem os empresários querem isso. Às vezes acho que o Governo tem apenas a lógica de se querer vitimizar a todo o custo, de procurar uma iminente crise política. Em tudo temos visto isso. Vimos na nacionalidade, vimos agora no subsídio social de mobilidade, ainda ontem no Parlamento. Eu acho que os portugueses, francamente, o que querem é que o Governo trabalhe, o que querem é que as coisas aconteçam e o que querem é que as mudanças ocorram na sua vida.

Foi o que disse André Ventura aos jornalistas, à margem da inauguração da sede do Chega, na Maia, num registo captado pela RTP.

Futebol, jornada 29 em andamento. O Sporting venceu o Estrela da Amadora por 1x0 e coloca assim pressão sobre o Futebol Clube do Porto.

Depois de uma primeira parte sem gols e sem remates enquadrados à baliza, só no segundo tempo Daniel Bragança deu descanso aos Leões. No final do encontro, Rui Borges, o técnico, admite que faltou inspiração, mas acrescenta: o resultado é o mais importante.

Controlámos o jogo com posse, é certo, mas faltou-nos um bocadinho de inspiração, principalmente no último terço. Uma primeira parte onde o Estrela defendeu a área com 11 jogadores, dentro da área, difícil. Podíamos ter tomado melhores decisões, algumas perdas de bola, mas sabíamos que ia ser isto e a equipa teve essa mentalidade e é aí que se veem também os verdadeiros campeões.

Rui Borges satisfeito, mais com o desfecho deste encontro frente ao Estrela da Amadora. O Sporting ganhou, mais do que com a exibição. A verdade é que o Sporting está agora a dois pontos do líder Porto e com mais cinco pontos que Benfica, terceiro classificado, sendo que na próxima jornada há derby em Alvalade.

E depois do Sporting, hoje é a vez de Porto e Benfica entrarem em campo.

Sim, o Porto vai ao terreno do Estoril e está praticamente obrigado a vencer para manter a distância para o Sporting. O técnico Francesco Farioli não poupou nos elogios ao adversário. Quer a equipa do Porto a entrar com o espírito certo para levar de vencida a equipa da linha de Estoril. Já o Benfica recebe o Nacional da Madeira. José Marinho garantiu ontem que quer continuar no comando técnico das Águias. Reafirma também que a distância para o líder Porto é demasiado grande nesta altura, o que não quer dizer que a equipa deva atirar desde já a toalha ao chão.

Benfica-Nacional às 18h, no Estádio da Luz. Já o Porto joga com o Estoril a partir das 20h30. São jogos com relato e análise aqui na Rádio Observador. Agora 22h11, já a seguir há gabinete de guerra, Miguel, mas antes há outras notícias também em destaque.

Este domingo há dois conselhos com risco muito elevado de incêndio: Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, e Tavira, no distrito de Faro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca ainda 13 conselhos dos distritos de Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro em risco elevado. O vento, de que há pouco falava João, é sobretudo um fator a ter em conta este domingo. Uma delegação do Hamas vai reunir-se hoje com mediadores egípcios no Cairo. A informação é avançada por dois responsáveis do movimento palestiniano à France-Presse. Neste encontro vão ser discutidas as alegadas violações israelitas do cessar-fogo em Gaza e a implementação das medidas pendentes da primeira fase de acordo. Morreu aos 82 anos o autor brasileiro Sílvio Matos. Nos últimos anos, o artista ficou mais conhecido nas redes sociais, principalmente pelas personagens cômicas e satíricas que representava. As causas da morte não são conhecidas.