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Rádio Observador. Jornal das 11, na Rádio Observador, edição do José Rafael Lopes. Keir Starmer insiste: os líderes mundiais têm de manter a pressão sobre Vladimir Putin para aceitar um acordo de cessar-fogo.
O primeiro-ministro britânico está a presidir à reunião de 25 países para discutir o cessar-fogo na Ucrânia, pede que os aliados apoiem Kiev para que a Ucrânia tenha todos os meios disponíveis. Quanto a Putin, o chefe do governo britânico é claro: se realmente quer a paz, como diz, tem de parar de atacar a Ucrânia e os aliados têm de fazer pressão nesse sentido.
O que esta semana demonstrou é que o presidente Zelensky tornou mais uma vez claro que a Ucrânia é o partido da paz, porque aceitou um acordo de cessar-fogo de 30 dias. Mas, por outro lado, e isto é importante para a nossa reunião de hoje, Putin está a ser responsável pelo adiamento da paz. Se Putin realmente quer um cessar-fogo, é muito simples: tem de parar com os ataques bárbaros e aceitar um acordo de paz. Nós não nos podemos encostar e esperar que isso aconteça. Temos todos juntos que continuar a pressionar e a preparar Putin para a paz na Ucrânia.
Declarações do primeiro-ministro britânico durante a reunião virtual com 25 líderes mundiais para discutir planos de paz para a Ucrânia. Portugal é representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. Já discursaram os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e também de França, Emmanuel Macron. Esta reunião acontece depois da ida de vários líderes mundiais a Londres. De lá para cá, houve desenvolvimentos, incluindo o cessar-fogo imediato de 30 dias, que ainda precisa de ser validado por Moscovo.
Mas, Zé, os ataques continuam. A Ucrânia diz que derrubou 130 drones lançados esta noite pela Rússia.
Além de drones, o exército russo lançou contra a Ucrânia dois mísseis balísticos. Kiev diz também que o número de feridos no ataque contra a cidade natal do presidente Zelensky aumentou para 14. Entre os feridos, há duas crianças, uma de dois anos, outra de 15. Entretanto, o maior fornecedor privado de energia da Ucrânia diz que os ataques atingiram duas das principais centrais elétricas do país, uma em Odessa, outra em Dnipropetrovsk, que terão ficado danificadas de forma significativa.
Por cá, a Iniciativa Liberal acredita que a sucessão de novas eleições mostra que Portugal está numa instabilidade permanente. Rui Rocha está a fazer campanha na Madeira.
Madeira que volta a ir a eleições depois da queda do governo regional de Miguel Albuquerque, em dezembro do ano passado. Os madeirenses escolhem o novo governo regional no domingo da próxima semana, ou seja, dia 23 de março. Líderes partidários como Rui Rocha estão no Funchal para esta reta final da campanha. Numa ação de campanha esta manhã, o presidente da IL promete uma campanha positiva, com soluções para o país.
O primeiro objetivo da campanha, seja a campanha da Madeira para as regionais, seja a campanha para as próximas eleições nacionais, é apresentarmos soluções aos portugueses, restaurarmos a confiança e contribuirmos para uma mudança da cultura partidária. Infelizmente, quer a Madeira, quer Portugal, têm entrado numa deriva de instabilidade permanente, de falta de sentido de Estado, falta de sentido de responsabilidade dos agentes políticos.
Os avisos de Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. Na Madeira, está também a jornalista do Observador, Mariana Lima Cunha. Está no arquipélago para acompanhar a última semana de campanha e diz-nos o que podemos esperar para estes últimos dias, principalmente do lado do PS e do PSD.
Os partidos já estão todos aqui a aproveitar o sábado de manhã para fazer campanha, todos aqui da parte da manhã que vão andar na rua. Para estes dias, o que nós temos, de facto, é uma expectativa muito grande sobre se estas eleições vão mudar alguma coisa ou se vai ficar tudo na mesma. E, portanto, o que os partidos estão a tentar neste momento é: Miguel Albuquerque está na estrada a pedir uma maioria absoluta, dizendo que é a única solução para haver uma governação estável e, já agora, para evitar que haja uma coligação entre PS e JPP. E o PS está na rua exatamente a fazer o discurso contrário, portanto, a defender que esta é uma oportunidade histórica de tirar o PSD, pela primeira vez, da governação da Madeira e a dizer que a oposição, de facto, pode juntar e pode unir forças.
Mariana Lima Cunha, jornalista de política do Observador, está a acompanhar as eleições regionais no arquipélago da Madeira.
E seguimos agora com uma notícia Observador. A apresentação da moção de confiança dividiu o governo de Luís Montenegro.
O Observador apurou que alguns membros do executivo defenderam que se esgotassem primeiro todas as hipóteses antes de se avançar com uma moção de confiança. Outros consideram que Luís Montenegro deveria mesmo colocar o ônus da decisão no Parlamento e que, em caso de chumbo, o cenário de eleições antecipadas seria uma boa oportunidade para reforçar a AD. Embora o executivo tenha estado dividido entre duas opiniões, o Observador sabe que o governo concordou que o primeiro-ministro não deveria ser submetido à Comissão Parlamentar de Inquérito apresentada pelo PS. Ainda assim, no governo de Luís Montenegro, não há quem critique abertamente o primeiro-ministro. Há apenas um elemento do executivo que admite ao Observador que Montenegro teve alguma soberba e insegurança na estratégia da moção de confiança.
E vamos, Zé, continuar a falar de eleições antecipadas. Juntam-se a nós, já daqui a pouco, do lado do PS, Eurico Brilhante Dias, e do PSD, Cristóvão Norte. Já a seguir a este jornal, numa edição do Explicador. Para já, 11 horas, 5 minutos. Olhamos ainda neste jornal, Zé, para outras notícias que estão a marcar esta manhã.
O governo não vai, afinal, escolher os dirigentes do Mecanismo Nacional Anticorrupção. Em Conselho de Ministros, o Executivo tinha aprovado a transferência de responsabilidades de nomeação dos dirigentes do MNAC para o governo. Quem pediu a reversão desta medida foi a própria ministra da Justiça e devido ao clima de suspeição em torno do primeiro-ministro, Rita Jude garante ao jornal Público que o passo atrás surge apenas para que não haja margem para dúvidas e interpretações erradas quanto às intenções do governo. No desporto, Lando Norris conquistou a primeira pole position da temporada de Fórmula 1. O britânico da McLaren foi o mais rápido na qualificação para o Grande Prêmio da Austrália. Bateu o companheiro de equipe, o australiano Oscar Piast, por menos de uma décima de segundo. O campeão em título, Max Verstappen, da Red Bull, vai sair da terceira posição no Grande Prêmio da Austrália. No futebol, o Sporting pode aumentar ainda hoje a vantagem que tem para o Benfica na liderança do campeonato. Os Leões estão neste momento isolados no topo da classificação, embora que à condição, uma vez que têm mais um jogo do que o Benfica, podem aumentar a diferença para seis pontos. Para tal, precisam de vencer o Famalicão, nono classificado da Liga em Alvalade. Antes do Sporting, entra em campo o Futebol Clube do Porto. Os Dragões recebem o AVS às 18h, numa altura em que dividem o terceiro lugar com o Sporting de Braga. O Sporting recebe o Famalicão às 20h. O Futebol Clube do Porto recebe o AVS às 18h. São dois jogos para acompanhar aqui na Rádio Observador. E para terminar, João, tu por acaso fizeste Erasmus?
Não. Por acaso gostava de ter feito, mas não fiz.
Eu por acaso também não fiz, foi uma opção de vida, mas depois de conhecer esta história, fiquei com muita vontade, até porque há dois astronautas que estão retidos na Estação Espacial Internacional há nove meses. Isto é praticamente um Erasmus no espaço.
Sim, nove meses. Mas isso não é demasiado tempo para estar no espaço, não é?
É demasiado tempo. Há, contudo, obviamente, uma história por trás. Estes dois astronautas, Butch Wilmore e Suni Williams, fizeram um voo teste de uma cápsula espacial em junho do ano passado. Esperavam ficar pelo espaço uma semana. Era isso que estava previsto.
De uma semana para nove meses.
Por quê? Uma série de fugas de hélio e de falhas nos motores trocaram as voltas destes dois astronautas e desde então, nove meses presos na Estação Espacial Internacional.
Esperemos que estejam bem de saúde. A pergunta é: agora vão ficar lá para sempre ou vão eventualmente voltar?
Vão eventualmente voltar, pelo menos é esse o objetivo. A SpaceX, a empresa de Elon Musk, já enviou um voo de resgate para trazer estes dois astronautas. Chega hoje à Estação Espacial Internacional, o objetivo é trazê-los de volta. Espero que consigam, que não haja qualquer tipo de falhas de fugas de hélio ou falhas nos motores.
E que nos próximos dias possamos dar essa notícia, não é?
Exatamente.
Nove meses é muito tempo, nem sequer uma semana. Eu não me imagino no espaço, quanto mais nove meses. Fica por aqui o Jornal das 11, edição do José Rafael Lopes.