Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está com a Rádio Observador. É tempo de atualizar toda a informação e começamos, claro, com a notícia que marca este dia: morreu esta manhã o Papa Francisco, tinha 88 anos. O Papa Francisco morreu na casa de Santa Marta. O anúncio foi feito pelo atual camerlengo, o cardeal Kevin Joseph Farrell. Foi assim o anúncio.
"Carissimi fratelli e sorelle, con profondo dolore devo annunciare la morte del nostro Santo Padre Francesco."
Em comunicado, o Vaticano afirma que Francisco dedicou toda a vida ao serviço do Senhor e da Igreja. Recordo que o Papa esteve recentemente internado durante cinco semanas num hospital em Roma, devido a um caso de pneumonia bilateral e outros problemas respiratórios. Francisco liderava a Igreja Católica desde março de 2013, altura em que substituiu Bento XVI. Nestas primeiras horas, há rituais internos que têm de ser cumpridos para que possa ser dada a confirmação formal da morte do Papa, práticas que foram sofrendo alterações ao longo dos tempos. Apesar da morte do Papa ter ser confirmada por médicos através de métodos clínicos, a tradição da Igreja Católica determina que a constatação formal da morte do Papa cabe ao cardeal camerlengo. O jornalista Miguel Gato ajuda-nos a perceber melhor como tudo acontece depois de anunciada a morte.
A morte do Papa costumava ser verificada apenas pelo cardeal camerlengo, figura responsável por administrar a propriedade e os bens da Santa Sé. Aproximava-se do corpo, chamava o bispo de Roma por três vezes e, ao não receber resposta, declarava a morte do pontífice. "Vere Papa mortuus est", em português, o Papa está realmente morto. Era a frase dita pelo camerlengo. Este processo foi utilizado pela última vez em 1939. Hoje, o cardeal ainda escreve e assina a declaração de morte do Papa, mas o processo de verificar o falecimento do chefe da Igreja Católica é, há mais de 80 anos, conduzido por um médico legista. Antigamente, o camerlengo dava um toque na testa do Papa com um pequeno martelo de prata e cabo de marfim. Hoje em dia, o gesto é diferente. O cardeal limita-se apenas a tapar a cara de Sua Santidade. De seguida, mantém-se uma tradição que vem já do século XVI: o cardeal retira-lhe do dedo o anel do pescador para marcar o fim do pontificado. O anel é então destruído juntamente com o selo de chumbo do Papa, de forma a evitar falsificações de documentos da Igreja. Soam os sinos da Basílica de São Pedro e a morte do Papa é anunciada ao mundo. O enterro ocorre entre quatro e seis dias após o falecimento, de acordo com a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, que rege a transição papal, e a Igreja Católica decreta nove dias de luto. Entre 15 e 20 dias após a morte do chefe de Estado do Vaticano, inicia-se o conclave, processo eleitoral realizado para determinar o sucessor. É a vez de Francisco passar por tudo isto. O novo Papa vai ser anunciado em breve.
Os rituais que têm de ser tomados no Vaticano para ser declarada a morte papal, entre a morte do Papa Francisco e a eleição do sucessor, vai decorrer um período que pode ir até duas semanas, pode chegar até a um mês. O dia da morte do Papa inaugura também o período oficial de luto de nove dias. Está previsto que o funeral decorra entre o quarto e o sexto dia após a morte. Em Portugal, o governo vai decretar luto nacional em memória do Papa Francisco. Esta informação é avançada à Agência Lusa por fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro. Não é adiantado o período deste luto nacional. O primeiro-ministro está na Madeira, vai reagir de viva voz por volta da 13h, à morte do líder da Igreja Católica. Vamos, claro, aqui na Rádio Observador, acompanhar essas declarações de Luís Montenegro, 13h. Nas redes sociais, esta manhã, Luís Montenegro destacou que Francisco deixa um legado singular de humanismo, empatia, compaixão e proximidade às pessoas. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou para as 20h uma comunicação ao país para reagir a esta notícia da morte do Papa Francisco. O Papa esteve em Portugal a propósito da Jornada Mundial da Juventude, foi em 2023. Na altura, foi a segunda visita que fez a Portugal. O autarca de Lisboa, Carlos Moedas, relembra os momentos vividos com o líder da Igreja Católica na cidade portuguesa. Ouvido na Rádio Observador esta manhã, Carlos Moedas quis lembrar os dias em que o Papa Francisco esteve em Lisboa por causa da Jornada Mundial da Juventude e falou também como o evento mobilizou milhares de pessoas para poderem ver o líder da Igreja Católica. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa recorda um encontro que teve com o Papa Francisco antes da Jornada Mundial da Juventude.
Eu lembro-me quando me encontrei com ele em abril daquele ano e em que as suas perguntas eram, sobretudo, sobre os outros, ou seja, quais as outras religiões que existiam em Lisboa e as comunidades que existiam em Lisboa, onde é que estavam os mais vulneráveis. Também onde é que estavam aqueles que não tinham religião. E eu penso que este Papa deixa essa marca na Igreja, que é uma marca única na história da Igreja, que é um papa que realmente estava ali para todos e em que a palavra todos tinha um significado profundo, de que ele, até de certa forma, eu tive a sensação pela conversa que tive com ele em abril, que ele falava mesmo daqueles que não tinham a mesma religião. Portanto, esse diálogo inter-religioso com o Papa Francisco foi para um nível que nunca tinha existido na Igreja.
Carlos Moedas, autarca de Lisboa, foi ouvido esta manhã na Rádio Observador, na última hora, diz que os dias do Papa Francisco em Lisboa mudaram a cidade. Vão-se somando reações em Portugal, vários líderes partidários reagiram também a esta notícia da morte do Papa Francisco. Pedro Nuno Santos lembra que Portugal teve a honra de receber o Papa duas vezes nos últimos 12 anos em que Francisco liderou a Igreja Católica. O Partido Socialista manifestou profundo pesar pelo falecimento do Papa. Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, deixa as sentidas condolências a todos. Diz que o Papa Francisco inspirou milhares de pessoas, milhões de pessoas por todo o mundo. O líder do CHEGA também reagiu, apela que a vida intensa de Francisco seja exemplo para os que servem a causa pública. "Um dia de tristeza", é o que escreve André Ventura na rede social X. Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, escreve também na rede social X que: "Crentes ou não crentes, Francisco deu esperança a todos". Já o CDS agradece o exemplo de humanismo, solidariedade e fé. Francisco, também nesta rede social X: "Obrigado pelo exemplo de humanismo, solidariedade e fé. Até sempre, Papa Francisco". Isto é o que escreve o CDS PP nesta rede social. Por todo o mundo, há reações também, vários pontos de homenagem a Papa Francisco. Na Ucrânia, Volodymyr Zelensky recordou, já esta manhã, os momentos em que Francisco rezou pela paz em Kiev. Também na rede social X, Zelensky coloca-se ao lado dos católicos em luto. O presidente ucraniano recorda uma vida dedicada a Deus, às pessoas e à Igreja Católica. Acrescenta também que o chefe da Igreja Católica sabia como dar esperança, aliviar o sofrimento através de oração e também promover a unidade. Palavras de Zelensky numa publicação nesta rede social, que inclui uma fotografia na qual aparece ao lado do Papa Francisco. Quem também já reagiu, também nas últimas horas: Vladimir Putin. O líder da Rússia recorda Francisco como um homem notável, de quem vai guardar a memória mais brilhante. Esta é a reação de Putin, que expressou as condolências pela morte do Papa Francisco, através de uma nota publicada no site do Kremlin. A última vez que Putin e Francisco falaram, foi em setembro de 2021, ainda antes do início da guerra na Ucrânia. Estados Unidos da América, a Casa Branca lamenta a morte de Francisco, também através da rede social X, conta oficial do governo norte-americano, partilha fotografias de Trump, J. D. Vance, os dois com o Papa Francisco. A Casa Branca escreve: "Descanse em paz, Francisco". Antes disso, o vice-presidente dos Estados Unidos da América, que esteve precisamente reunido com o Papa durante os últimos dias, no domingo de Páscoa, precisamente, esteve com o Papa, lamentou a morte do chefe da Igreja Católica, J. D. Vance, que recorreu também à rede social X para dizer: "O meu coração está com os milhões de cristãos". Uma reação que surgiu esta manhã. Passamos ainda pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que recorreu também às redes sociais para reagir à morte do Papa Francisco: "Profundamente compassivo, preocupava-se com os grandes desafios globais do nosso tempo, desde a migração até às alterações climáticas, desigualdade e paz, mas também com as lutas diárias das pessoas comuns", escreveu na rede social X, António Costa. Fechamos com Itália. A primeira-ministra Giorgia Meloni diz que os ensinamentos e o legado do Papa Francisco não vão ser esquecidos. A primeira-ministra italiana reagiu também, já esta manhã, à morte do Papa Francisco. Descreveu como um grande homem e um grande pastor. A reação que surgiu também depois de anunciada a morte do Papa Francisco. Meloni lembra as meditações da Via Sacra de Sexta-feira Santa, em que o Papa pedia ao mundo coragem para construir um caminho que cultivava, que repara e que protege. Na Rádio Observador, vamos continuar, claro, nos próximos minutos, em emissão especial. Voltamos a atualizar toda a informação por volta da 13h e até lá, vamos escutar diferentes personalidades que nos ajudam a detalhar a vida e obra do Papa Francisco e também aquilo que vão ser os próximos passos. Agora, o que vamos ter nos próximos dias, uma vez que se confirma a morte do Papa Francisco. A notícia foi divulgada esta manhã. Francisco tinha 88 anos.