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Soares. Muito boa tarde, Luís.
Boa tarde, Nelson. O microfone não estava a ajudar.
Vamos ao jornal do meio-dia. Começamos no desporto. O Benfica ficou a conhecer há instantes o adversário na terceira pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, são os franceses do Nice.
Benfica de frente ao Nice na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O sorteio decorreu esta manhã. É o primeiro passo dos encarnados nesta edição da prova. O Nice ficou em quarto lugar da Liga Francesa, falhou a qualificação direta para a Liga dos Campeões por apenas um ponto. O sorteio ditou também que o Benfica vai jogar primeiro fora, em França, com o segundo jogo a ser no Estádio da Luz. A primeira mão ainda não tem data definida, será entre os dias 5 ou 6 de agosto. A segunda mão já está marcada, vai ser jogada no dia 12 de agosto.
São dois jogos com relato em direto na Rádio Observador. Vamos também analisar este tema mais à frente, nesta hora depois do meio-dia e meia, na edição de hoje de "E o Campeão É". Olhamos agora para a investigação que o Observador tem dado a conhecer relacionada com o Banco de Portugal. Advogados ouvidos esta manhã defendem que o contrato promessa para a construção da nova sede deve ser tornado público.
E avisam também que há questões a envolver a segurança que colocam em causa o negócio, um contrato de €192 milhões com contingências de alto risco. Mário Centeno assinou o contrato já de saída do Banco de Portugal. São no total 16 as contingências graves que foram identificadas, algumas delas de alto risco. O advogado Paulo Saragoça da Mata sublinha que o Banco de Portugal tem de se salvaguardar de questões que podem inviabilizar a obra da nova sede. Lembra também que este organismo é público e para que não existam dúvidas, deve revelar o contrato assinado com o Grupo Fidelidade.
Desconhece-se totalmente quais sejam as cautelas introduzidas no texto do contrato promessa que salvaguardem a não verificação dos perigos inerentes aos alertas. Por exemplo, imaginar que no caso de não se verificar uma determinada circunstância, o contrato poder ser resolvido pelo Banco de Portugal com uma restituição do sinal entregue. Mas daí devo sublinhar algo que para mim é importante. Este tipo de contratação não deve ser mantido secreto.
Análise do advogado Paulo Saragoça da Mata no Explicador desta manhã sobre a construção da nova sede do Banco de Portugal. O empreendimento vai ser construído em entrecampos no terreno da antiga Feira Popular. Também ouvido no Explicador, o advogado Miguel Pereira Coutinho chama a atenção para um fator que pode deixar cair por terra este negócio: a segurança.
Esse tema pode, independentemente de outros, pode inviabilizar ou não a própria transação, porque vamos lá ver, um banco central tem que ter instalações totalmente independentes, segregadas, não só do ponto de vista de informação, como do próprio acesso, centrais de segurança e depois também aquilo que é dito relativamente aos parques de estacionamento. Portanto, isto é completamente inegociável e inalterável.
Explicações do advogado Miguel Pereira Coutinho, convidado também esta manhã da Rádio Observador, quando ainda persistem questões sobre o valor real do investimento do Banco de Portugal, apesar de ter sido anunciado o investimento de perto de €192 milhões. Este valor pode chegar, na verdade, a 280 milhões, tendo em conta o valor investido no recheio dos edifícios.
É uma notícia que está em destaque a esta hora no site do Observador, assinada por Luís Rosa e João Paulo Coutinho. Ainda Mário Centeno, o antigo ministro renovou o contrato do chefe de gabinete na semana em que terminou o mandato na liderança do Banco de Portugal.
Mário Centeno comunicou internamente a renovação das funções de Álvaro Novo como diretor de um gabinete de apoio direto ao governador em funções. A notícia é avançada pelo site de economia Eco, que recorda ainda que os dois são amigos há anos, isto a poucos dias de se conhecer o nome do sucessor de Mário Centeno à frente do Banco de Portugal.
E o primeiro-ministro diz que a decisão está tomada, vai ser conhecida na próxima quinta-feira.
Luís Montenegro garante que sempre esteve previsto anunciar a decisão nesta semana. Em entrevista à Rádio Antena Um, o primeiro-ministro adianta que agora é a altura de informar os visados.
As pessoas envolvidas serão agora também contactadas e além do mais, depois teremos a decisão do Conselho de Ministros. Mas está a ser feito tudo de acordo com aquilo que tínhamos perspectivado. Não nos pareceu que a decisão devesse ser tomada na semana em que tínhamos o debate do Estado da Nação e que se enquadraria na semana seguinte e foi isso sempre que esteve previsto.
Luís Montenegro a justificar que só esta semana seja anunciado o nome do próximo governador do Banco de Portugal. Este fim de semana admitiu mesmo que o governo pode decidir manter o atual governador e que Mário Centeno reúne todos os requisitos para liderar o Banco de Portugal.
Nesta mesma entrevista, Luís Montenegro diz que o partido de André Ventura começa a mostrar responsabilidade.
Depois de negociar a lei dos estrangeiros e da nacionalidade com o Chega, Luís Montenegro volta a rejeitar que a imigração seja o único tema da governação. O primeiro-ministro diz que o governo confia na solução jurídica que saiu do Parlamento na lei dos estrangeiros e não tem receio da avaliação aprofundada do Presidente da República. Quando confrontado com as críticas de que o PSD está a normalizar o Chega, Luís Montenegro responde assim:
Eu acho que o Chega está normalizado há muito tempo na vida política portuguesa. O Partido Socialista e o Chega, num ano, votaram em conjunto uma descida do IRS, a abolição de portagens, um regime específico no IVA da eletricidade. Enfim, até votaram, já agora, a rejeição, num primeiro momento, da criação da tal Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. Nessa altura, o Chega não era normalizado? Era. O Chega foi importante para o Partido Socialista
Aprovar todas estas coisas ou até rejeitar, no caso da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras. Portanto, não é uma coisa nova. Quando o Chega vota com o PS, é normal. Quando o Chega vota com o PSD, já não é normal, somos nós que estamos a normalizar?
O primeiro-ministro mostrou-se ainda surpreendido com a ameaça do PS de romper com o governo, acusa o Partido Socialista de não estar habituado a ser oposição.
E o PAN considera que a carta aberta assinada por antigos dirigentes que criticam a direção está, neste momento, a fragilizar o partido.
Uma carta aberta divulgada ontem à noite, dirigida a elementos, simpatizantes e dirigentes do PAN, assinada por 35 pessoas, entre os quais se incluem vários nomes de pessoas que se demitiram da direção nos últimos meses, criticam, por exemplo, a falta de estratégia coerente para as próximas autárquicas. O atual dirigente do PAN, Hugo Trindade, entrevistado pela Rádio Observador, considera que esta carta aberta tem mais efeitos negativos do que positivos.
Uma decisão política que coloca em causa as candidaturas próprias do partido muito próximas das autárquicas. E, portanto, se realmente tinham como objetivo fazer-se ouvir de uma perspetiva construtiva, eu penso que falharam redondamente, porque estão a conseguir exatamente o oposto. Dezenas de pessoas pelo país completamente revoltadas com esta situação, por terem colocado os interesses pessoais em frente às causas que dizem defender.
Hugo Trindade, do PAN, na Rádio Observador, diz ainda que a direção foi surpreendida com esta carta, refere que existiam outras formas mais adequadas de marcar uma posição. No entanto, a antiga deputada do partido, Bibiana Cunha, também entrevistada pela Rádio Observador, critica o caminho que o PAN está a seguir. A primeira signatária da carta aberta não pede a demissão de Inês de Sousa Real, mas refere que o PAN precisa de um novo rumo.
Há um conjunto de pessoas que se tem vindo a desfiliar, há um conjunto de pessoas que se pretende desfiliar e entendemos que esta carta aberta poderia ser um momento de reflexão interna. O que nós entendemos é que aquela que tem sido a comunicação do PAN sobre os diversos assuntos, sejam eles da espuma dos dias, mas acima de tudo, aquilo que é o compromisso ideológico do PAN. Toda esta visão ideológica parece-nos que tem sido fragmentada. Entendemos também que o facto do PAN já estaria numa fase em que deveria ter projetos políticos sólidos para as autárquicas.
Críticas de Bibiana Cunha, foi líder parlamentar do PAN em 2021, deixou a Comissão Política Permanente do partido em 2024.
Olhamos agora para outras notícias também em destaque a esta hora.
O primeiro-ministro do Japão vai permanecer no cargo, apesar de ter perdido a maioria na Câmara Alta do Parlamento nas eleições de ontem. O resultado é mais um golpe para a coligação liderada pelo Partido Liberal Democrático, tornando-a minoritária em ambas as câmaras após a derrota em outubro na votação para a Câmara Baixa. Uma pessoa morreu e oito ficaram feridas em Kiev, em resultado de um ataque noturno com mísseis e drones. O presidente ucraniano já condenou mais um ataque noturno em massa durante um ataque que durou várias horas.