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Vamos às notícias . O Jornal do Meio-Dia tem edição do Miguel Videira. Miguel, o secretário-geral do PS desafia o primeiro-ministro a esclarecer se sabia que o concurso para aquisição de ambulâncias, ontem anunciado por Montenegro no Parlamento, foi afinal aprovado pelo governo de António Costa em 2023.

Sim, há mais de dois anos. É isso que noticia hoje o jornal Público. José Luís Carneiro diz que Luís Montenegro tem de explicar se faltou à verdade ou se a culpa é de terceiros.

Ele foi enganado por parte dos serviços e, se foi enganado, o que está a fazer? O que é que vai fazer para assumir responsabilidades e para que esse serviço assuma responsabilidades? Ou tinha conhecimento e decidiu omitir esta informação e, se o fez, faltou à verdade, ao Parlamento, e isso é muito grave. Nos Estados Unidos da América dava um impeachment do presidente. Isto é inaceitável numa democracia qualificada.

"Uma situação grave", sentencia o secretário-geral do PS, que pede este esclarecimento, e não é o único.

Quando é que essas ambulâncias estão disponíveis para servir as populações? E volto a lembrar: tive conhecimento de que houve uma decisão, tomada há muito pouco tempo, de desviar técnicos da emergência médica, que conduzem as ambulâncias, para os CODU. O que significa que não há técnicos para conduzir as ambulâncias, porque houve uma decisão que assim foi tomada por parte da respectiva tutela.

Os esclarecimentos pedidos pelo líder do PS, o tema das dificuldades de resposta do INEM, dominou o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento. Foi aí que Luís Montenegro anunciou o concurso para aquisição de 275 ambulâncias.

Na Corrida à Belém, este anúncio do primeiro-ministro também mereceu, há pouco, um reparo de Catarina Martins.

Foi durante uma visita a uma escola em Lisboa.

Ontem, o primeiro-ministro anunciou novas ambulâncias que, na verdade, já vêm de uma decisão de António Costa em 2023. E, entretanto, não há macas suficientes nos hospitais. Faria melhor o primeiro-ministro, em vez de prometer ambulâncias para o verão, se tivesse já agora as macas que os hospitais precisam.

Catarina Martins. Declaração sobre este anúncio feito ontem pelo primeiro-ministro durante o debate quinzenal. Catarina Martins está esta manhã em Lisboa.

A campanha de António José Seguro está esta manhã em Gavião, no distrito de Portalegre. O socialista quer chegar aos 2,5 milhões de votos e pede aos eleitores que lhe deem uma oportunidade para exercer o maior cargo da nação.

A Presidência da República. António José Seguro foi recebido na Câmara Municipal antes de participar numa arruada, pouco participada, esta manhã. É o relato do jornalista do Observador, que segue a caravana de António José Seguro, João Gama. João, agora aqui em direto, Seguro continua a fazer o apelo ao voto?

E a atacar os adversários, que diz estarem mais entretidos com combates estéreis do que propriamente a discutir os grandes temas da nação. António José Seguro não tem comentado de forma concreta e clara os temas do dia a dia. Diz que isso é teimosia da sua parte.

É muito difícil explicar isto numa campanha eleitoral, que é uma campanha eleitoral muito centrada no ruído, muito centrada em mensagens muito simples, muito centrada em combates estéreis, muitas das vezes entre os adversários. Mas eu sou um teimoso e quero insistir neste debate mais factual, mais sério, mais substantivo, porque é ele que nos pode levar e conduzir à tal melhoria da vida das pessoas.

Foi aqui em Gavião que António José Seguro atirou pela primeira vez a uma meta concreta do número de votos. Quer ganhar a Presidência da República, nem que seja por ter mais um voto do que o adversário. Os 2,5 milhões de votos que espera arrecadar são apenas depois do dia 18 de janeiro.

Não, é para a segunda volta. Tomara eu que já acontecesse na primeira volta. Poupávamos ao país uma segunda volta, mas as contas não dão para a segunda volta. O presidente da República é eleito com metade e mais um dos votos dos portugueses.

E com quem é que espera ir à segunda volta?

Isso não sei. Eu não sou vidente. Há pessoas que são videntes, eu não.

O primeiro-ministro Figueiredo disse ontem que o senhor ia à segunda volta.

Pois, mas eu não sou vidente. Aquilo que eu sinto é que cada vez há mais portugueses que querem que eu seja o presidente da República, o presidente da República de todos os portugueses.

Não é vidente, nem é comentador, mas está confiante para as eleições que aí vêm do próximo dia 18 de janeiro. A visita a Gavião, a um concelho predominantemente socialista. António José Seguro ouviu vários apoios de possíveis eleitores que dizem que votam sempre PS, por isso irão votar no candidato socialista no próximo dia 18 de janeiro.

Foi isso que escutou o repórter do Observador, João Gama, que acompanha esta iniciativa de campanha de António José Seguro no concelho de Gavião.

André Ventura pergunta por que razão continuam a faltar macas nos hospitais.

O candidato à presidencial sugere que o governo devia desviar fundos de outras áreas para investir na saúde.

Quer dizer, gastamos € 10 milhões por ano em subvenções vitalícias. € 10 milhões por ano. Não conseguimos pôr macas nos hospitais que custariam € 1 milhão. Nós temos ambulâncias cujo preço médio deve andar entre os € 30 mil e os € 60 mil. Nós gastamos em RSI todos os anos € 360 milhões. Não podemos usar dois milhões, três milhões desses RSI para comprar ambulâncias? Essa é a diferença de modelo entre mim para Marcos Mendes.

É isso que sublinha André Ventura. Declarações esta manhã em Sobral de Monte Agraço. O candidato apoiado pelo Chega falou também sobre a reunião do Conselho de Estado agendada para esta sexta-feira, com críticas a Marcelo Rebelo de Sousa.

Não uma vitória do talento e da beleza de jogo que já tivemos.

E que não é este, claro, não. José Mourinho, inconfundível. José Mourinho, treinador do Sport Lisboa e Benfica, que nada tem que ver com esta crítica feita por André Ventura a Marcelo Rebelo de Sousa numa iniciativa de campanha, hoje em Sobral de Monte Agraço. Havemos de ter a oportunidade de escutar essa declaração de André Ventura em futuros espaços informativos.

Gouveia e Melo acredita que há uma maioria silenciosa que se vai expressar no dia 18 de janeiro.

Uma frase utilizada pelo almirante em conversa com um apoiante no meio de uma arruada em Viana do Castelo.

Vai ganhar por grande vitória.

Muito obrigado.

Eu faço as minhas tomadas em chão para si.

Eu sei. Há uma maioria silenciosa que se vai manifestar no dia 18.

Adevisata à tradicional pastelaria do Natário falou aos jornalistas para defender que o cenário mais provável e perigoso é passar à segunda volta?

Não, o cenário mais provável é eu passar à segunda volta

O cenário mais perigoso é eu passar à segunda volta. Só que é o mais provável para mim, o mais perigoso para outros.

O Almirante critica ainda os adversários, que define como sendo o sistema. Gouveia e Melo diz, por exemplo, que Seguro e Marques Mendes têm pouca dimensão.

Não comparar os candidatos atuais, que nem conseguiram vencer dentro dos seus partidos, nunca foram primeiros-ministros, não têm uma dimensão como teve o Mário Soares ou Cavaco Silva ou outros presidentes. Pensarem, virem com aquele mantra de dizer assim: "Mas ter pertencido a um partido político é qualquer coisa negativa?". Não, não é. Mas é com a dimensão certa, não é com a dimensão pequenina com que estão a concorrer e estão todos preocupados. E se não fossem os partidos, não chegavam lá, porque não têm valor intrínseco.

Declarações de Gouveia e Melo aos jornalistas em Viana do Castelo. Fechamos aqui este pacote de notícias relacionadas com as presidenciais. E nel, Nelson, mais este vislumbre: Mourinho não é candidato à presidência republicana.

Eu estava mais curioso para saber se o Gouveia e Melo comeu uma bola de Berlim, que é a especialidade da Pastelaria Natário, em Viana do Castelo, onde esteve hoje a fazer campanha. Seguimos neste jornal com: o nosso país está a liderar o aumento dos preços da habitação na zona euro.

É isso que indicam dados do Eurostat divulgados esta manhã. O preço das casas em Portugal subiu 17,7% no terceiro trimestre de 2025, face ao mesmo período do ano anterior. A média europeia foi de 5,1%. A Hungria é o único país da União Europeia que regista uma subida superior à portuguesa de 21,1%. No extremo oposto, a Finlândia foi o único país a registar uma descida dos preços da habitação, descida de 3,1% face ao mesmo período em 2024. Estes números surgem no mesmo dia em que está a ser discutido e votado no Parlamento o novo plano do Governo para a habitação.

Outras notícias, Miguel, em destaque?

Os países da União Europeia preparam-se para aprovar, de forma provisória, o acordo comercial com o Mercosul. A informação está a ser divulgada pelas agências noticiosas France Press e Reuters indicam que o acordo deve ser formalmente aprovado hoje, às 17h de Bruxelas, menos uma hora em Lisboa. Trata-se de um passo rumo à ratificação final, que acontece depois da oposição de países como França, Irlanda, Polónia, Áustria e Hungria, países que expressaram preocupações com possíveis impactos extremamente negativos sobre o setor agrícola. Emmanuel Macron disse ontem que os benefícios económicos deste acordo serão limitados para o crescimento da economia francesa e europeia. O presidente dos Estados Unidos saúda a decisão da Venezuela de libertar vários presos políticos. Trump fala de um sinal de busca pela paz. É o que escreve o presidente norte-americano na rede Truth Social. Trump adianta que, devido a esta cooperação, decidiu cancelar a segunda vaga de ataques que estava prevista. Também nas últimas horas, Trump anuncia que deve receber na próxima semana Maria Corina Machado, opositora, um dos principais rostos da oposição ao regime de Nicolás Maduro. Saída a dar-lhe conta da morte da atriz Elisa Lisboa. Tinha 81 anos. A relação foi feita hoje pela Casa do Artista. Elisa Lisboa teve uma longa carreira no teatro, cinema e televisão. Participou em algumas séries e novelas como "Morangos com Açúcar", "Podia Acabar o Mundo", "Meu Amor" ou "Doce Tentação".

Fica por aqui o jornal do meio-dia. Atualizamos notícias ao meio-dia e meia com o Miguel Videra.