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Do dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com a edição do Miguel Videira. Miguel, Cavaco Silva vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais.

Disso mesmo dá conta o antigo chefe de Estado e de governo, numa nota enviada à Agência Lusa, escreve Cavaco Silva, que sempre viu em António José Seguro uma pessoa honesta e educada, qualidades que Cavaco Silva aprecia num político. Acrescenta que, tendo em conta o contexto internacional, Portugal precisa de um presidente da República de bom senso e credível, que contribua para a defesa dos interesses nacionais.

E António José Seguro continua a somar apoios à esquerda e à direita. Ontem foi Paulo Portas que anunciou o voto no antigo secretário-geral do PS.

Uma decisão fácil, explicou Paulo Portas durante o habitual espaço de comentário na TV.

Votarei no candidato moderado. Não me parece de todo que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a presidência da República unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas, e isso é o contrário da função presidencial. Nós já temos Trump à frente dos Estados Unidos e, portanto, do Ocidente. Escusamos de ter uma imitação de Trump em Portugal.

As razões que levam Paulo Portas a apoiar António José Seguro.

E quem continua sem declarar apoio a qualquer dos candidatos é o primeiro-ministro Luís Montenegro.

Isso mesmo reiterou esta manhã, à margem do lançamento da carteira digital da empresa na cidade do Porto, uma iniciativa acompanhada pela jornalista do Observador, Maria Rigo, que está agora aqui conosco em direto. Maria, o que disse Luís Montenegro sobre este tema das presidenciais?

O primeiro-ministro voltou a recusar um apoio a qualquer um dos candidatos à segunda volta das presidenciais, quer António José Seguro, quer também André Ventura. Explica que está, acima de tudo, focado em governar.

Eu não estou em silêncio. O que eu estou é focado na minha tarefa e na minha missão, que é governar o país. E, portanto, compreendendo quer as vossas questões, quer todo o debate político que se faz em outras dimensões da vida política do país, eu neste momento estou focado naquela que é a minha tarefa principal, que é conduzir a política do governo e conduzir o país para um nível de desenvolvimento económico, de pujança económica.

Declarações de Luís Montenegro, que durante o discurso de encerramento aqui explicou em que consiste a carteira digital da empresa, momento que foi aqui lançado no Palácio da Bolsa.

Este novo cartão de cidadão das empresas é a maneira mais simples de o designar. Ele é um cartão digital da empresa, mas é uma espécie de cartão do cidadão da empresa. É um cartão onde as várias interações com a administração, neste momento, estas primeiras quatro, mas muitas mais, como já vimos, vêm a caminho. Eu não tenho dúvidas que vai ser o futuro e não tenho dúvidas que poderemos libertar muitos recursos das empresas para que as empresas se dediquem à sua capacidade produtiva.

Luís Montenegro aqui a explicar em que consiste a carteira digital da empresa, que funciona como uma extensão da aplicação do governo e que permite aos empresários que coloquem documentos nesta plataforma. A marcar presença neste lançamento desta aplicação estiveram os ministros da Economia e Coesão, da Justiça e também da Reforma do Estado, bem como o Bastonário da Ordem dos Advogados. Aos jornalistas, João Massano mostrou-se ao lado dos juízes na anulação de expedientes na Operação Marquês, mas ressalva que a medida de existirem equipas permanentes de defensores oficiosos para megaprocessos tem de ir além do processo que envolve o antigo primeiro-ministro.

Nós estamos centrados num único julgamento, que é o Marquês, obviamente, mas não é só para ele que nós queremos fazer isto. O objetivo é todos os megaprocessos que por aí andam terem este tipo de apoio para que haja uma defesa efetiva de todos os arguidos. Claro que nós não estamos aqui a dizer que de repente vamos resolver os problemas, mas o que nós não queremos é que seja atirada lama para cima dos oficiosos, que são obrigados, de repente, a alguém que lhes liga e diz: "Venham aqui defender o José Sócrates." Isso não serve ninguém.

Declarações do Bastonário dos Advogados aos jornalistas sobre essa notícia lançada hoje pelo Público, que dá conta da junção entre juízes e Bastonário dos Advogados para anulação de expedientes na Operação Marquês.

Declaração escutada pela jornalista do Observador, Maria Rego, que acompanhou esta iniciativa de lançamento da carteira digital da empresa na cidade invicta, que contou com a presença de Luís Montenegro, que reiterou que em relação a presidenciais, não vai apoiar qualquer dos candidatos à segunda volta da corrida à Belém.

E o presidente da República promulgou a lei do lobby.

Marcelo Rebelo de Sousa entende que foram ultrapassadas as questões que motivaram o veto em 2019. Um dos reparos prendia-se com o facto de a nova legislação não se aplicar ao presidente da República, questão ultrapassada com a nova versão, que merece assim a luz verde do chefe de Estado. O novo diploma vem criar regras de transparência aplicáveis a privados que representem interesses junto de entidades públicas.

Mário Amorim Lopes defende que o Movimento 2031, de João Cotrim de Figueiredo, é compatível com o partido e garante que não fragiliza a liderança da Iniciativa Liberal.

João Cotrim de Figueiredo anunciou o lançamento de um movimento cívico que decorre da candidatura presidencial. O ex-candidato quer continuar a dar expressão aos mais de 900 mil votos que angariou através de uma plataforma que descreve como apartidária. Ora, sobre esta plataforma pronunciou-se Mário Amorim Lopes, líder da bancada parlamentar liberal, que foi convidado às manhãs 360. Rejeita a ideia de que este movimento de João Cotrim de Figueiredo possa ser prejudicial à Iniciativa Liberal. Diz Mário Amorim Lopes que as ideias são compatíveis e até é possível encontrar formas de trabalhar em conjunto.

O João é um grande quadro da Iniciativa Liberal, fez um excelente trabalho nas presidenciais e nós podemos caminhar em paralelo. São plataformas completamente distintas. A plataforma deste movimento, que é um movimento que vai para lá dos partidos, é um movimento também cívico e é importante que assim seja, porque há muita gente que, pese embora até estar alinhada com uma visão liberal, tem algum distanciamento dos partidos, o que é perfeitamente legítimo. Nem toda gente que se quer envolver na política tem que estar associada a um partido. E portanto, este movimento e esta plataforma do João Cotrim Figueiredo permite precisamente isso.

E é o que diz Mário Mourinho Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal, foi convidado das manhãs 360.

E a chuva vai continuar a cair nos próximos dias. É uma consequência da Depressão Joseph, que chega depois da Depressão Ingrid.

As consequências são exatamente as mesmas: chuva, neve, vento e agitação marítima. Os distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real estão sob aviso laranja para precipitação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. É isso que explica a meteorologista do IPMA, Alexandra Fonseca.

Inicialmente no Minho e Douro litoral, já com avisos emitidos a partir da madrugada das 6h00, nas zonas do costume, Viana, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real. Portanto, vão ser as regiões onde começa o aviso de precipitação.

Sendo que a precipitação vai depois estender-se ao resto do território na próxima noite. As condições adversas devem manter-se até ao fim de semana. Amanhã, todo o continente vai estar sob aviso amarelo e laranja para precipitação, neve, vento e agitação marítima. Há previsão de queda de neve, não só na Serra da Estrela, mas também nas regiões Norte e Centro e na Serra de São Mamede.

E na Serra da Estrela, a presença da neve significa a presença de turistas. Ora, as unidades hoteleiras vão estar completamente lotadas até ao Carnaval.

Sim, disse mesmo, acaba de dar conta ao Observador o presidente do Turismo do Centro, Rui Ventura, entrevistado pelo jornalista João Dias. Rui Ventura afirma que os dados previsórios são animadores.

Temos a expectativa e também temos a informação daquilo que é o alojamento e a ocupação hoteleira, que muitas delas esteve esgotada e, portanto, isto é aquilo que nos foi feito chegar à entidade do jornal. No fundo, é relatar aquilo que é muita afluência de hóspedes e praticamente a lotação cheia.

A neve vai dar uma ajuda às unidades hoteleiras da Serra da Estrela.

Consequências da tempestade Joseph. Tempestades é o tema da estreia ou do primeiro programa "E o Resto é Ciência", que chega já depois do jornal do meio-dia. Meio-dia e nove, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade?

Um cargueiro está à deriva, à saída da Barra da Figueira da Foz. Há o risco de naufrágio. A embarcação perdeu o leme, bateu no fundo devido à acumulação de areia. É isso que adianta a fonte portuária. Neste momento, o navio aguarda a chegada de rebocadores do Porto de Leixões. Enquanto isso, continua a navegar só para segurar, marcha à ré. O vice-presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz diz que podemos estar na iminência de uma tragédia. Explica que se o navio começar a meter água na casa das máquinas, então há um risco sério de naufrágio. No desporto, o Benfica está a finalizar a extensão do contrato de direitos televisivos com a empresa de telecomunicações NOS. No comunicado enviado à CMVM, os encarnados dão conta que o possível acordo vai vigorar nas próximas duas épocas, antes da lei da centralização dos direitos televisivos entrar em vigor. Os valores do acordo não foram revelados, mas a imprensa desportiva dá conta que as águias podem vir a arrecadar 100 milhões de euros em duas temporadas.