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Para meio-dia . As notícias com edição do Miguel Cordeiro. Começamos com a reação do PSD à morte de Nuno Morais Sarmento. O partido lembra um homem de convicções e uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade e da democracia.

Nuno Morais Sarmento, que foi encontrado morto em casa esta manhã em Lisboa, tinha 65 anos, era advogado e foi ministro da Presidência nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes. Numa nota de pesar, o PSD diz que foi com imensa dor e saudade que recebeu a notícia do falecimento de Nuno Morais Sarmento. O Partido Social-Democrata fala num amigo, um pensador, um dirigente gigante dos sociais-democratas. O secretário-geral do Partido Socialista também fala, diz que apesar das diferenças políticas, viu sempre em Nuno Morais Sarmento um homem e um político muito frontal, corajoso e combativo. Em comunicado divulgado há pouco, José Luís Carneiro afirma que a morte do ex-ministro é uma perda para Portugal e apresenta as condolências à família, amigos e ao PSD.

Destaque também para a reação de Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República recorda um político brilhante que marcou o PSD.

É uma nota publicada no site da presidência. Marcelo Rebelo de Sousa fala num militante de todas as horas pela democracia e liberdade. O chefe de Estado recorda o antigo ministro como alguém que marcou um tempo no PSD. Conosco em estúdio temos o jornalista Rui Casanova. Rui, recordamos o vasto percurso político de Nuno Morais Sarmento, um percurso que começou muito cedo.

Sim, Nuno Morais Sarmento estudou no Liceu Camões, em Lisboa, onde integrou a primeira associação de estudantes legalizada logo após o 25 de abril de 1974. Depois, seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, onde se licenciou em Direito em 1984. Nuno Morais Sarmento foi Ministro da Presidência com Durão Barroso entre 2002 e 2004, e depois Ministro de Estado e da Presidência com Santana Lopes no governo entre 2004 e 2005. Foi também membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais, representante de Portugal na Autoridade de Controle Comum do Espaço Schengen e vogal do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pelo Parlamento. No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e, mais recentemente, de Rui Rio. Ainda antes, sob a liderança de Manuela Ferreira Leite, entre 2008 e 2010, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Pouco depois, em 2010, apoiou a candidatura de Paulo Rangel nas eleições diretas do Partido Social-Democrata e, mais recentemente, esteve ao lado de Luís Marques Mendes nas eleições presidenciais de janeiro deste ano. Em 2023, foi agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e no ano seguinte, 2024, tornou-se presidente da Fundação Luso-Americana. A FLAD foi o último cargo que ocupou. Esteve lá cerca de ano e meio. Demitiu-se no início deste ano por motivos pessoais e de saúde e foi substituído por Durão Barroso. Nuno Morais Sarmento morreu esta madrugada aos 65 anos. Nasceu em Lisboa em 31 de janeiro de 1961. Tinha completado os 65 anos recentemente.

Nos últimos anos, teve um cancro no pâncreas que obrigou prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Confessou também que teve um passado de toxicodependência, principalmente durante a juventude.

E vamos a mais reações, Miguel. Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, afirma que a história de Nuno Morais Sarmento é um exemplo de vida.

Precisamente esta manhã aqui na Rádio Observador, Duarte Pacheco lembrou esses problemas que referia, problemas com a toxicodependência, e destaca que Morais Sarmento conseguiu ultrapassar esse período mais negro da vida.

Todos nós podemos ter, ao longo da nossa vida, momentos mais difíceis, menos felizes. Agora, uma coisa é querer esconder e fingir que aquilo não aconteceu. Não, aconteceu, e temos que assumir o que fizemos de bem e às vezes o que fizemos de menos bem, mas simultaneamente, isso até nos pode dar mais força para superar essa fase, querer mostrar e até servir de exemplo a outros que podemos um dia cair numa valeta, mas temos que nos levantar e ir em frente e ter forças para o fazer. E ele fez. Eu acho que é um exemplo de vida. É um exemplo de vida que há obstáculos, aparecem-nos, superamos e vamos mostrar até ao mundo que conseguimos vencer.

Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, ouvido pela Rádio Observador esta manhã, a recordar Nuno Morais Sarmento, antigo ministro do PSD, que morreu esta madrugada aos 65 anos. O secretário-geral da liderança parlamentar do PSD, Hugo Soares, também afirma que Morais Sarmento deixa um legado de compromisso e serviço público. E há instantes surgiu a reação de Durão Barroso. Em comunicado, o antigo primeiro-ministro, foi primeiro-ministro nesse governo em que Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência, diz Durão Barroso que foi com enorme tristeza que recebeu esta notícia e diz que ao longo da década desenvolveram uma enorme amizade e cumplicidade política.

Está marcada para esta hora a missa de corpo presente de António Lobo Antunes. O presidente da República chegou há pouco ao Mosteiro dos Jerónimos para participar nas cerimônias fúnebres do escritor.

Cerimônias que começaram esta manhã. O funeral vai prosseguir para o Cemitério do Benfica. A Beatriz Félix está nesta altura ainda no Mosteiro dos Jerónimos. Beatriz, Marcelo Rebelo de Sousa está presente, participa também nesta missa.

Isso mesmo, Miguel. Marcelo Rebelo de Sousa está presente. Chegou há pouco, não falou aos jornalistas, mas deixou prometidas Algumas declarações à saída. Já mais em cima da hora desta cerimônia, chegou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que mesmo já em cima do começo da cerimônia, deixou algumas palavras aos jornalistas para recordar o escritor António Lobo Antunes como alguém que o fazia de forma exímia. Deixou também um anúncio em jeito de homenagem. Ainda este ano vai nascer a Biblioteca Lobo Antunes, em Lisboa. Entretanto, chegaram também outros notáveis, Manuela Eanes, mulher de António Ramalho Eanes, também Paula Lobo Antunes, atriz e familiar do escritor. Paulo Portas também entrou bastante despercebido e antes disso tínhamos também estado a falar com Francisco Louçã, que chegou, prestou uma última homenagem e acabou por sair sem ficar para esta cerimônia, mas mesmo assim deixou uma última homenagem a António Lobo Antunes. A cerimônia está então marcada para esta hora, deve estar prestes a iniciar. Uma cerimônia que vai ser presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa, Alexandre Palma. Vai contar também com alguns momentos de poesia, alguns momentos de música. É uma cerimônia para durar, espera-se que seja cerca de duas a duas horas e meia.

Cerimónias fúnebres de António Lobo Antunes. O escritor morreu esta quinta-feira aos 83 anos. O velório decorreu ontem também no Mosteiro dos Jerónimos.

Destaque agora para o conflito no Médio Oriente. Donald Trump avisa que hoje o Irão vai ser fortemente atingido.

Este aviso e ameaça, na verdade, foi deixado há pouco numa publicação na rede social Truth Social. Donald Trump garante que os ataques vão intensificar-se e isto acontece depois de o presidente do Irão ter recusado a rendição total, como foi pedido pelo presidente dos Estados Unidos da América. Nas últimas horas, o presidente do Irão pediu também desculpa aos países vizinhos e anunciou que iria suspender os ataques a essas nações. Agora surge esta ameaça de Donald Trump.

E Miguel, esta instabilidade deve começar a refletir-se nos preços a partir desta semana. Um antigo ministro da Economia, António Costa e Silva, considera que o mundo ainda não está perante um choque petrolífero, mas alerta para uma situação gravíssima se o conflito se prolongar.

O preço do gasóleo em Portugal pode subir na próxima segunda-feira até 25 cêntimos. O preço da gasolina pode ter uma subida na casa dos sete cêntimos. António Costa Silva, antigo ministro da Economia, diz que ainda não se pode falar num choque petrolífero.

Eu penso que nós ainda não estamos num choque petrolífero, e não podemos dramatizar e ser muito alarmistas, mas a situação é gravíssima se se prolongar no tempo.

Declarações à agência Lusa. Diz também que o governo está a ser lento e pede mais medidas para dar resposta ao impacto do conflito na economia nacional, principalmente porque muitas empresas estão também a sentir o impacto das tempestades durante as últimas semanas.

É um tema que vai estar em análise já a seguir, numa edição especial do Cinco Continentes, em que contamos com o historiador Bruno Cardoso Reis e com Helena Ferro Gouveia como convidada especial. O antigo guarda-redes Beto Pimparel perspetiva um jogo duro, mais logo, entre Braga e Sporting. E Miguel, fala em duas equipas motivadas, mas atribui aqui um ligeiro favoritismo aos Leões.

Beto jogou nas duas equipas, no Sporting Braga e no Sporting, e diz que hoje, de facto, será um jogo muito equilibrado entre os Guerreiros do Minho e os Leões. É um jogo da 25ª jornada. Também este fim de semana há um clássico, amanhã, entre Benfica e Futebol Clube do Porto. Uma jornada importante para as contas do campeonato. Sobre o jogo de hoje, Beto Pimparel deixa esta previsão.

Em teoria, atribuiria, obviamente, um ligeiro favoritismo sempre à equipa que, para mim, tem sido mais consistente, que apresenta um futebol mais vertical, mais ofensivo, com muita versatilidade no seu processo ofensivo, que é o Sporting Clube Portugal. Agora, sabemos perfeitamente que a Pedreira e este Sporting Clube Braga é sempre um adversário muito difícil, que privilegia a posse de bola, que privilegia a sua parte técnica também, que tem argumentos para enfrentar este Sporting. Portanto, independentemente desta minha balança pender um bocadinho mais para o Sporting Clube Portugal, vai ser um jogo extremamente e tremendamente bem disputado, bem jogado, por duas equipas que praticam bom futebol.

Beto Pimparel a lançar o jogo de mais logo, o Sporting Braga x Sporting, a partir das 18h00. Um jogo que conta com uma emissão especial a partir das 17h30, com relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador.