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Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Luís Soares. Luís, dois dias depois do ataque contra Donald Trump, Joe Biden retoma as ações de campanha e promete voltar a apontar os contrastes face ao candidato republicano.
O presidente dos Estados Unidos vai hoje mesmo partir para uma visita de dois dias ao estado do Nevada, que vai incluir ações de campanha. Foi o que adiantou a Casa Branca, citada pelo Washington Post. Depois do atentado contra Trump, Biden suspendeu as viagens, adiou uma visita ao Texas, onde iria comemorar a Lei dos Direitos Civis de 1964. O Washington Post adianta que a equipe de Biden tem procurado formas de continuar a criticar Trump e, ao mesmo tempo, mostrar sensibilidade e compaixão. Antes da partida para o Nevada, o presidente dos Estados Unidos vai ser entrevistado pela NBC e amanhã deve discursar na Convenção Nacional de uma Organização pelos Direitos Civis em Las Vegas. Na quarta-feira, vai ainda participar num evento de campanha naquela cidade. A televisão NBC cita um representante da campanha democrata, que diz que após a entrevista à estação televisiva, Biden vai voltar a estabelecer um contraste entre a visão que tem para o futuro, em contraste com a que tem Donald Trump.
Joe Biden, que vai precisamente ser oficialmente nomeado candidato democrata na data em que estava planeada.
É o que dizem à Reuters várias fontes conhecedoras do processo. Apesar do ataque de sábado, vai acontecer uma votação virtual que já estava agendada para finais deste mês, ainda antes da convenção democrata. Uma nomeação que vai acontecer apesar dos apelos para que Joe Biden desista da corrida democrata, devido à fragilidade que tem demonstrado. Para já, não se sabe como esse processo de nomeação vai decorrer, mas ele já estava previsto antes mesmo do debate que colocou frente a frente Biden e Trump e que mostrou as fragilidades do atual presidente. Esta nomeação é necessária devido a uma lei do estado do Ohio que deixaria Biden fora dos boletins de voto se não fosse nomeado candidato antes de 7 de agosto, ainda antes da convenção marcada para Chicago.
E Durão Barroso lamenta o ataque que Donald Trump sofreu na Pensilvânia, considera-o uma ironia trágica.
O ex-primeiro-ministro e antigo presidente da Comissão Europeia considera irônico o fato de Donald Trump ter sido baleado na orelha, ao mesmo tempo que defende a liberalização das armas nos Estados Unidos.
Não deixa de ser uma ironia, uma ironia trágica, uma ironia muito trágica, que o ex-presidente dos Estados Unidos, que tem sido sempre um grande defensor da liberalização das armas, estivesse a centímetros de morrer, através de um tiro de uma arma dessas que está nas mãos, neste caso, de um jovem de 20 anos. Isto devia nos fazer refletir qual é o sentido de se permitir que haja armas, espingardas, espingardas automáticas, assim livremente na população. A verdade é que o presidente escapou, o ex-presidente Trump escapou, ainda bem, mas houve pessoas que morreram por causa disto.
Declarações à margem de uma conferência em Carcavelos, Durão Barroso diz-se preocupado com a situação polarizada que se vive nos Estados Unidos. Fala mesmo num cenário idêntico ao da Guerra Civil norte-americana.
É muito preocupante este estado de ódio que se vive hoje em dia nos Estados Unidos. Eu conheço relativamente bem os Estados Unidos. Eu estive lá em Georgetown, Universidade de Georgetown e na Universidade de Princeton, quase quatro anos, e devo dizer que nunca vi uma situação tão polarizada, tão fragmentada como aquela que hoje em dia existe nos Estados Unidos da América. Talvez seja o período pior em termos de polarização política desde a Guerra Civil norte-americana.
Declarações de Durão Barroso sobre a situação política que se vive nos Estados Unidos, nomeadamente depois do ataque que sofreu Donald Trump no passado sábado. Declarações captadas pela CNN Portugal.
E o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que o ataque contra Donald Trump é grave e tem de ser condenado.
Nessa mesma conferência, Paulo Rangel considera que o ato de violência que decorreu no sábado é preocupante. Afirma que se assistiu a um ato que não é admissível nas sociedades democráticas.
Um ato de violência política desta natureza é absolutamente censurável, é extremamente grave e tem de ser condenado sem qualquer reticência.
A condenação de Paulo Rangel, ministro português dos Negócios Estrangeiros, num registo captado pela Sic Notícias esta manhã em Carcavelos. Paulo Rangel afirma que é necessário baixar os níveis de radicalismo e de extremismo na política.
E o porta-voz do Serviço Secreto americano recusa que tenham sido desviados recursos do comício de Trump para um eventual evento com a primeira-dama.
O porta-voz deste organismo de segurança, que protege o presidente em exercício e também os candidatos presidenciais, rejeita a tese de que um evento com a primeira-dama Jill Biden tenha feito desviar recursos do Serviço Secreto, que estavam alocados ao comício onde Trump foi alvo de um atentado. A alegação foi feita por uma jornalista na rede social X. Nessa mesma rede, o responsável respondeu, assegura que não foram desviados recursos e que os modelos de proteção não funcionam dessa forma.
Na análise do comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, houve uma falha de segurança no ataque a Donald Trump.
Apesar de referir que o Serviço Secreto fez o trabalho que tinha, o trabalho de preparação, Alcindo Vieira diz também que são necessárias mais explicações sobre o que se passou neste comício.
Naturalmente que, e pelos relatos que nos foram chegando, houve avisos por parte de cidadãos para um indivíduo que estaria no telhado de um edifício, armado, e o fato é que não houve qualquer medida tomada para impedir que o atentado fosse feito. Hoje ou ontem já, os próprios Serviços Secretos estarão à procura de explicações por que isso aconteceu.
Mas a frio já considero que há uma falha que não deveria ter acontecido.
As declarações e análise de Alexandra Vieira, que é a comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, que esteve no Explicador desta manhã, onde esteve também o especialista em segurança Paulo Baptista Ramos, ele que concorda que esta falha de segurança existiu, mas lembra também que este tipo de atos de campanha não tem o mesmo tipo de preparação do que, por exemplo, uma visita de Estado de um governante estrangeiro.
Isto, na prática, é um ato de uma campanha eleitoral, que é programado muito em cima da hora. É a própria campanha de Donald Trump que escolhe os locais, os horários, etc. Não é um evento normal que está sujeito ao grau de preparação e planeamento antecipado que normalmente uma visita de Estado ao estrangeiro ou uma cimeira, como aconteceu a cimeira da NATO, que estão sujeitos antecipadamente a um elevado grau de preparação e de planeamento, que é o que sucede nos serviços secretos norte-americanos.
Análise de Paulo Baptista Ramos, professor na Universidade do Minho, no Explicador desta manhã, a propósito das eventuais falhas de segurança no comício de Donald Trump no passado sábado.
E por cá, a ministra da Saúde diz compreender a decisão de Vítor Almeida, que recusou ser presidente do INEM menos de uma semana depois de ter sido escolhido para o cargo.
E Vítor Almeida justificou essa decisão com a falta de garantias por parte da tutela de um reforço de meios para o instituto. Ana Paula Martins confirma que Vítor Almeida tinha exigências para as quais a tutela não conseguia dar resposta no curto prazo e sublinha, Ana Paula Martins, o estado difícil em que se encontra o INEM.
Encontrámos o INEM numa situação muito difícil. O doutor Vítor Almeida retificou a sua posição e nós compreendemos. Compreendemos que a situação em que o INEM está pode levar a algumas exigências que o doutor Vítor Almeida fez, que são perfeitamente razoáveis, não estou a dizer que não, mas que nós, em boa verdade, não podemos de um dia para o outro garantir que o INEM em dois ou três meses consegue reconstruir-se.
Explicações de Ana Paula Martins depois da recusa de Vítor Almeida em assumir a presidência do INEM. A ministra da Saúde que se mostrou também disponível para ouvir as reivindicações dos médicos, depois de cerca de 600 profissionais terem assinado uma carta aberta a apelar a um acordo nas negociações.
Vamos ouvir estes 600 médicos também, eles não são sindicato, são médicos, e por isso é tão importante ouvi-los também. Mas nós estamos muito disponíveis para nos irmos aproximando, dentro daquilo que é realista, com as possibilidades que temos, daquilo que são as exigências dos médicos. Estamos a falar essencialmente daquilo que são as avaliações médicas e as próprias tabelas salariais e por isso estamos sempre muito abertos a continuar a conversar.
Garantia de Ana Paula Martins, depois de uma carta aberta dos médicos que exprimiu a indisponibilidade para fazer mais horas extraordinárias, além das previstas na lei, caso não haja um entendimento com os sindicatos nas negociações destes profissionais.
E o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, afirma que o governo está a trabalhar bem e por isso apela aos partidos da oposição para viabilizarem o orçamento do Estado do próximo ano.
Foi durante uma reunião hoje e amanhã do CDS na Assembleia da República, em jornadas parlamentares que assinalam os 50 anos do partido. No discurso de abertura dessas jornadas, Paulo Núncio, líder da bancada do partido, aproveitou para falar das negociações do orçamento, diz que o balanço dos primeiros 100 dias de governo é positivo e que o governo está a trabalhar bem, o que está, diz Paulo Núncio, a causar desespero para a esquerda, por isso deixa o apelo aos partidos da oposição.
É por isso que os portugueses não entenderiam que dois partidos que alegadamente não têm nada em comum, o PS e o CHEGA, se aliassem de novo numa nova geringonça para inviabilizar o orçamento de Estado para 2025, sem apresentarem qualquer solução alternativa. É por isso que os portugueses também não entenderiam que o país fosse arrastado para uma nova crise política menos de um ano depois das últimas eleições.
Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, garante também que o governo está pronto para governar durante quatro anos. Também presente na abertura das jornadas parlamentares do CDS, esteve Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares. Ele pede uma atitude positiva da oposição para chegar a entendimentos quanto ao orçamento de Estado.
É um apelo aos partidos da oposição, que olhem para o CDS e vejam como é que um partido consegue ter a sua identidade, tendo uma atitude e uma postura construtiva, pensando no país e não pensando nos seus interesses partidários. Se esses partidos da oposição assumirem uma atitude positiva, construtiva, defendendo as suas ideias, ninguém está a pôr isso em causa, mas a sua atitude, a sua predisposição, se for construtiva, de lutar pelo interesse dos portugueses, pela melhoria da vida dos portugueses, nós temos todas as condições para conversar e para chegarmos a alguns entendimentos.
Pedro Duarte, ministro dos Assuntos Parlamentares, na abertura das jornadas parlamentares do CDS. Declarações registadas pela RTP3, a sublinhar que se os partidos da oposição estiverem desejosos de uma crise política, vai ser mais difícil negociar o orçamento de Estado para o próximo ano.
Quanto ao PCP, defende que é difícil contar com o Partido Socialista a nível autárquico, uma ideia que sai da reunião com o LIVRE sobre as eleições do próximo ano.
O secretário-geral comunista defende que o projeto da CDU tem as respostas necessárias para combater as políticas de direita. Paulo Raimundo descarta uma coligação à esquerda, explica que nessa reunião transmitiu a ideia de que a CDU tem um projeto próprio para dar resposta aos problemas das populações.
Temos a certeza que o nosso projeto autárquico é um projeto que contém as respostas necessárias. Certamente, não está livre de avaliação, não está livre de reformação, não está livre de melhoramento, essa é uma evidência. E nós seremos os primeiros a convergir para dar resposta aos problemas das populações, que é isso que compete ao poder local democrático. Nunca foi por falta de vontade do PCP, da CDU, não houve respostas aos problemas das populações. Nunca, em nenhum momento. Dificilmente se pode contar com o Partido Socialista para ter
Respostas ao nível autárquico de combate à política de direita. Declarações de Paulo Raimundo aos jornalistas na sede nacional do PCP em Lisboa. Já a líder parlamentar do Livre e co-portavoz do partido, Isabel Mendes Lopes, afirma que na reunião houve convergência na necessidade dos partidos se focarem na qualidade de vida das pessoas.
O que ficou combinado foi continuarmos a conversar e encontrar soluções, sobretudo programáticas, para todo o país. Os grandes pontos de convergência são a necessidade de nos focarmos na qualidade de vida das pessoas e na melhoria da qualidade de vida em Portugal e de encontrar soluções para o fazer. Isso é uma convergência clara, através de políticas, naturalmente, mais à esquerda, progressistas e ecologistas.
Declarações de Isabel Mendes Lopes aos jornalistas no final da reunião entre o Livre e o PCP, reuniões para tentar uma convergência de esquerda nas autárquicas do próximo ano. E o deputado do Partido Socialista eleito pelo distrito de Leiria, Valter Chicharro, reconhece que é duro estar no Parlamento e representar a oposição depois da maioria absoluta de António Costa. Ainda assim, considera que o Partido Socialista pode trazer contributos importantes para o país e apesar dos socialistas terem agora o rosto da oposição, Valter Chicharro considera que Pedro Nuno Santos está à altura para um dia ser primeiro-ministro.
Nunca estive nesse papel, sempre ganhei eleições por maioria absoluta, o que na medida, ou ter a medida da coisa, para mim não é muito fácil, mas volto a dizer, acho que a competência que o Pedro tem e a capacidade que o Pedro tem são suficientemente resilientes para esses eventuais quatro anos, porque ninguém sabe. E a certeza que tenho é que ele dará um excelente primeiro-ministro. Tem que fazer essa luta e tem que o partido fazer essa luta e apoiá-lo nessa luta.
Na comissão de inquérito da Rádio Observador esta manhã, Valter Chicharro, que também foi presidente da autarquia da Nazaré, sublinha a importância dos imigrantes a trabalhar no setor da agricultura, nomeadamente na região de Leiria, e fala na necessidade da imigração para a economia portuguesa.
A quantidade de não portugueses que trabalham nesses setores é enorme. Se formos para a agricultura, a necessidade é enorme. Na pesca, há já hoje em dia muitos indonésios pelo país a trabalhar em várias embarcações. Ainda há pouco tempo, curiosamente na passada sexta-feira, na audição regimental ao senhor ministro da Agricultura e Pescas, o assunto foi abordado. E portanto, o país precisa muito da imigração, precisa muito de gente que venha pra cá trabalhar.
Valter Chicharro, deputado do PS, ouvido esta manhã no programa Comissão de Inquérito aqui da Rádio Observador, no dia em que assinalamos o arranque da nova frequência da rádio em Leiria. Já pode ouvir a Rádio Observador em 94.0 FM e assim fazer toda a viagem entre Lisboa e Porto a ouvir a nossa rádio. 1 hora e 14 minutos, Luís, que outras notícias vão marcando este início de semana? Os dois principais arguidos acusados do homicídio do pianista Pedro Queiroz em março de 2023 foram condenados a 25 anos de prisão, pena máxima. O Tribunal de Setúbal considerou que estes dois arguidos foram os principais responsáveis pela morte do pianista, que foi violentamente agredido, amordaçado e fechado no interior de uma casa de banho. Um terceiro arguido foi condenado a uma pena suspensa de prisão de três anos e o quarto arguido, uma mulher, que estava apenas acusada do crime de abuso de cartão, foi absolvida. A taxa Euribor desceu hoje para novos mínimos de meados de 2023, nos prazos a três e seis meses. A taxa a três meses recuou para 3,66. A taxa a seis meses, a mais usada para créditos à habitação, está nos 3,63. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor também recuou para 3,52. E atenção aos transportes públicos. A adesão à greve dos trabalhadores da Carris está a ser elevada e vai manter-se até sexta-feira. Trata-se de uma greve parcial. Cada trabalhador não está a cumprir as duas primeiras e as duas últimas horas de serviço. No entanto, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, em declarações à Agência Lusa, os serviços estão a ser fortemente afetados. E falando em transportes, João Miguel, vai haver novidades no que diz respeito a transporte de turistas para o espaço. O que me dirias de ir ao espaço, por exemplo, em balões? Ir ao espaço em balões. Eu cá vivo de férias, mas estou sempre disponível para ir passear. Estamos aqui a falar de possibilidades que estão a ser exploradas por algumas empresas, como a SpaceX ou a Blue Origin. Os balões são, na verdade, cápsulas em formato oval, que podem levar até oito pessoas e mais dois tripulantes, numa viagem de seis horas a cerca de 3 mil metros de altitude. Olha, e fazendo a comparação, é como estar num avião ou num foguete comercial, esta coisa dos balões, cápsula em formato oval? A sensação física vai ser como a de viajar no avião. Os passageiros não devem sentir grandes diferenças. Ainda não está confirmado que este tipo de transporte se torne real, no entanto, já há bilhetes à venda e já foram vendidos bilhetes que variam entre os 50 mil e os 125 mil dólares. Coisa pouca. Não é para a minha carteira. Luís Soares e o Jornal da Uma.