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De Aveiro.
Está no ar o Jornal da Uma, com edição do André Maia. André, houve muita exaltação na ação de campanha do Chega esta manhã em Braga. André Ventura acusou a comunidade cigana de querer condicionar a campanha e de ser racista.
Declarações feitas pelo líder do partido à chegada ao Arco da Porta Nova, em Braga. Por lá, esperava uma manifestação de ciganos com mais de uma dezena de pessoas. Os ânimos ficaram mais exaltados com André Ventura acusar a comunidade de ser racista.
Os ciganos têm de compreender que nós temos direito a fazer a nossa campanha política. Não podem andar pelo país todo a impedir-nos de fazer campanha política. O Chega tem direito a fazer campanha política. Vocês é que são racistas. Vocês têm que trabalhar. Vocês é que são racistas. Aliás, a estarem aqui a esta hora, não devem andar a trabalhar.
André Ventura num confronto com a comunidade cigana. O momento de maior exaltação passou também a Filipe Melo, que chegou a dialogar com um dos manifestantes, foi acusado de ser racista e de pertencer ao partido com menos educação do país.
Quando quiseres manifestar ordenadamente, falas comigo. Quando quiseres insultos, não.
É o partido que menos educação tem, é o Chega. Isto é uma vergonha para o nosso país, para o nosso governo português. Nós temos direito e deveres à legalidade de manifestarmos. Ponto final. Racistas! Racistas! Racistas!
O momento de maior tensão hoje em Braga com a comunidade cigana e também a campanha do Chega, que esteve hoje no Minho.
E Luís Montenegro também já esteve em ação esta manhã e diz que a greve da CP é injusta.
Esteve de visita à Figueira da Foz, ao lado de Santana Lopes, para falar de habitação, mas acabou por ser a greve da CP, dos Comboios de Portugal, a marcar a manhã. Ora, junta-se a nós agora em direto o Miguel Viterbo Dias com estes destaques em direto daquilo que aconteceu durante a campanha esta manhã. E Miguel, bem-vindo. Luís Montenegro deixou críticas à paralisação total dos comboios.
Sim, críticas que já repetiu também nos últimos minutos aqui em Coimbra, onde estamos agora, numa arruada na baixa de Coimbra, entre o Largo da Portagem e a Câmara Municipal. Luís Montenegro acompanhado pelo presidente da Câmara, José Manuel Silva. Mas na Figueira da Foz falou sobre a greve da CP para dizer que é uma greve com motivações político-partidárias.
É nossa convicção é que, atento todo o processo negocial, todo o seu conteúdo e todo o seu desenvolvimento, houve, de facto, critérios de natureza político-partidária, eventualmente ligados a este contexto eleitoral, que acabaram por ser preponderantes para a greve ter prosseguido. Dito isto, quero também dizer-vos que o governo fez tudo. Do ponto de vista jurídico, a requisição civil não era possível e do ponto de vista de decretar serviços mínimos, foi o tribunal arbitral que decidiu em sentido contrário. Da parte do governo, nós fizemos mesmo tudo.
Montenegro a garantir que o governo fez tudo o que era possível, embora admita limitações na requisição civil, por causa de o governo estar em gestão, mas depois abriu a porta a mudanças em alterações que estejam relacionadas com a greve.
Esta é uma greve absolutamente injusta. Injusta. Por mais razão sindical e laboral que pudesse assistir a quem está a fazer a greve, entre os efeitos da greve, o prejuízo que é causado à vida das pessoas e à vida do país e a discussão laboral, que é legítima, que se possa fazer, há uma desproporção enorme. E francamente, nós um dia vamos ter que pôr cobro a isto.
Pôr cobro a isto, mas não concretiza, garante apenas que não quer afetar o direito à greve, não esclarece se quer mexer na lei da requisição civil, se quer alterar a Constituição. Diz apenas que uma greve não pode ter efeitos desproporcionais na população e que há milhares de vidas afetadas com esta decisão dos maquinistas. Já aqui em Coimbra voltou a dizer que não quer este desequilíbrio entre os direitos de uns e os direitos de outros, mas continua sem concretizar que alterações quer fazer nessa lei à greve, já depois de Pedro Nuno Santos o ter acusado também de autoritarismo. Luís Montenegro está a terminar agora esta arruada aqui em Coimbra. Segue depois à tarde para o município de Ourém, Fátima. Veremos se com novidades também a partir do Vaticano, que justifiquem essa presença do primeiro-ministro neste território, sempre associado ao Santuário de Fátima.
É isso mesmo, Miguel Vítor Dias, em direto e já vamos àquilo que se passa no Vaticano. Miguel Vítor Dias, que está a acompanhar a Aliança Democrática nesta manhã, que começou com Pedro Santana Lopes na Figueira da Foz.
E Pedro Nuno Santos responde ao líder do PSD. O secretário-geral do PS defende que a declaração de Montenegro sobre a greve na CP é um insulto à democracia.
Em causa está a declaração em que o primeiro-ministro diz que a greve da CP é injusta. Ora a jornalista Nadine Soares está a acompanhar a campanha socialista na Covilhã, onde já chegaram críticas por parte de Pedro Nuno Santos a propósito deste tema. Nadine Soares.
Sim, a propósito dessa declaração, como dizias, que está a gerar um braço de ferro entre o governo e os sindicatos, esta adesão de 100% por parte da Comboios de Portugal, em que o líder da AD dizia, como ouvimos há instantes, que é injusto e que um dia vai pôr cobro nisto. Ora uma referência a uma eventual mudança na lei da greve. Pedro Nuno Santos acusa Montenegro de responsabilizar os outros pelos próprios erros e de falta de respeito pela democracia.
O que eu lhe posso dizer é que esta declaração do primeiro-ministro é um insulto à democracia. Há uma greve a decorrer com uma adesão de 100% dos trabalhadores da CP. O governo falhou na negociação e agora quer responsabilizar os sindicatos, quer responsabilizar os partidos, quando há uma adesão de 100% a esta greve Há uma adesão de 100% a esta greve e aquilo que o primeiro-ministro faz, em plena greve, é chantagear, é ameaçar os trabalhadores portugueses todos de uma alteração à lei da greve. Isso é inaceitável.
É inaceitável, no entender de Pedro Nuno Santos, são declarações numa arruada pelas ruas da Covilhã, onde o líder socialista atira o adversário da AD para dizer que não tem capacidade de gestão e que nunca conseguiu chegar a um acordo com os sindicatos para melhorar as condições de vida destes trabalhadores. Por aqui, pelas ruas da Covilhã, já terminou esta arruada. Pedro Nuno Santos já abandonou o local. Terminou aqui em frente à Igreja da Misericórdia. Pelo final do dia, o único ponto da agenda deste dia, existe um comício em Castelo Branco, onde Pedro Nuno Santos vai continuar a tentar convencer os eleitores da região da Beira Baixa.
A jornalista Nadine Soares, na Covilhã, a acompanhar a campanha do Partido Socialista. O PS segue agora para Castelo Branco.
E mais a norte está o LIVRE. Rui Tavares diz estar farto da giga joga do governo e diz que o partido de Luís Montenegro já devia ter resolvido os problemas da CP.
O líder do LIVRE, que esteve esta manhã na Feira de Barcelos. A acompanhar esta visita esteve a repórter do Observador, Maria Rego. Maria, bem-vinda. Rui Tavares não poupou nas críticas, tanto a Luís Montenegro como a Rui Rocha.
Foi uma manhã aqui pela Feira de Barcelos, em que Rui Tavares aproveitou para distribuir folhetos e dar a conhecer o partido. Ainda assim, nem só do LIVRE se falou, como dizias, e Rui Tavares disparou para Luís Montenegro, que diz não estar a estabelecer bem as prioridades, nomeadamente na CP.
Portanto, este governo pode anunciar deportações, depois vamos a ver se são processos administrativos que não eram deportações. Pode anunciá-las a um sábado de manhã. Aí não é governo de gestão. Mas para sentar-se à mesa e falar com os trabalhadores e perceber funções que mesmo para um governo de gestão muitas vezes são inadiáveis, porque o serviço está a faltar aos portugueses, aí é um governo de gestão, não pode fazer. Não, o que não quer é fazer. Já estamos um pouquinho cansados desta giga joga do governo da AD.
Rui Tavares deixou ainda uma mensagem a Rui Rocha, que ontem criticou a esquerda por, no seu entender, estar a tomar más decisões. O líder do LIVRE devolveu a moeda e fala de uma direita que se está a tentar radicalizar, mesmo tocando em temas que, na opinião de Rui Tavares, são decisões do patrimônio europeu comum. No tema da defesa, o líder do LIVRE também teve duras críticas a apontar. Diz mesmo, e cito: "Todo o debate em torno da defesa está muito mal feito." Aos olhos de Rui Tavares, a Europa investir em armamento dos Estados Unidos é ficar ainda mais dependente. E por isso o líder do LIVRE aponta que a solução passaria por mais investimento em armamento europeu. A ação aqui em Barcelos terminou há pouco, com esta visita pela feira da cidade. A caravana do LIVRE ruma agora até Lisboa para uma tarde dedicada à cultura.
A jornalista Maria Rego, a acompanhar a caravana do Partido LIVRE, que esta manhã esteve pelo norte do país. Como disse a Maria, agora à tarde, segue para Lisboa.
E por onde andam os outros partidos, André?
Vamos abrir o mapa. A Iniciativa Liberal também começou o dia a norte, na Póvoa de Varzim, segue para Vila do Conde e Coimbra, também em Coimbra. Mariana Mortágua vai passar o dia a sede o Aposta Forte, em Beja e Faro.
E esta manhã saiu outra vez fumo negro da chaminé da Capela Sistina.
Ainda não foi desta. Foi às 10:51 que saiu fumo negro da chaminé, ou seja, as duas votações da manhã não deram novo Papa. Depois desta nova tentativa, o conclave fez uma pausa, com os trabalhos a retomarem às 13h30 da tarde para a terceira tentativa do dia, ou seja, por volta das 16h30, pode sair fumo negro da chaminé. Aliás, pode sair fumo da chaminé, sendo que mais uma vez dessa votação só teremos fumo em caso de ser branco. Só na quarta e última votação do dia é que podemos ter fumo branco ou negro. Essa última votação deve terminar por volta das 18h.
13h10, André, que outras notícias vão marcando a atualidade?
Contagem crescente para o derby de sábado entre Benfica e Sporting. Perto de 60 estabelecimentos comerciais no centro de Lisboa vão ter de fechar mais cedo por questões de segurança. Falamos de restaurantes, cafés, supermercados de Lisboa, na zona do Marquês de Pombal e do Parque Eduardo VII, vão ser obrigados a fechar às 17h, por causa dos possíveis festejos do título de campeão nacional. A decisão foi anunciada esta manhã pela Câmara Municipal de Lisboa. Sete distritos estão sob aviso amarelo por causa da chuva até às 18h. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê aguaceiros fortes que podem ser acompanhados de trovoada e ocasionalmente de granizo. Este é um alerta para os distritos de Viseu, Guarda, Bragança, Porto, Vila Real, Viana do Castelo e também Braga.