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Vamos às notícias . Jornal da Uma, edição com Miguel Videira. Miguel, a CGTP formaliza a esta hora a convocação da anunciada greve geral para o próximo dia 11 de dezembro.

Com a entrega do pré-aviso de greve no Ministério do Trabalho, e é para lá que rumamos de imediato, ao encontro da repórter do Observador, Laura Figueiredo. Laura, a greve vai mesmo por diante.

Sim, Miguel. Tiago Oliveira acabou de entrar aqui no Ministério do Trabalho para oficializar esta greve, para entregar o pré-aviso da greve geral convocada para 11 de dezembro. Em curtas declarações aos jornalistas, aqui à entrada, há minutos, o secretário-geral da CGTP diz que todas as formas de luta estão em cima da mesa, mas não se compromete com um segundo dia de greve geral, tal como admitiu fazer a UGT. A UGT aprovou também, na semana passada, na quinta-feira, por unanimidade, a decisão de avançar em convergência com a CGTP e as críticas das duas centrais sindicais vão no mesmo sentido. Mário Mourão, da UGT, diz que avançou pra greve por ter sido encostado à parede pelo governo e avisou que se nas próximas reuniões previstas ainda para este mês, para dezembro, a proposta da alteração laboral for igual, ou seja, se o governo não apresentar algumas cedências, talvez seja melhor marcar dois dias de greve. É o que diz a UGT. A CGTP, disse agora Tiago Oliveira, não confirma que avance, mas também não diz que não, mas não fica comprometido a um segundo dia de greve, diz que para já é preciso assumir a construção da greve geral para dia 11. Esta que vai ser a primeira greve a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da Troika, e é a quarta vez que a CGTP e UGT se unem desde a primeira greve geral convocada pelas duas estruturas em 1988. Desta vez, está a reforma laboral em causa, a reforma que o governo quer implementar. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, tem sido muito crítico deste projeto. Diz que o que consta neste documento é a normalização da precariedade, a desregulação dos horários de trabalho, também o ataque à contratação coletiva, à facilitação dos despedimentos, entre várias outras críticas. Foi por isso mesmo que a Central Sindical convocou esta greve para dia 11 de dezembro, greve convocada depois da marcha contra o pacote laboral na Avenida da Liberdade, em Lisboa, no passado dia 8 de novembro, e agora está mesmo formalizado. Esta greve vai mesmo pra frente. Ao que tudo indica, está a esta hora a ser entregue o pré-aviso da greve geral.

Haveremos de escutar ao longo deste início de tarde aqui na antena do Observador, Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, que lidera esta delegação, que a esta hora, no Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, em Lisboa, formaliza a convocação dessa greve geral para o próximo dia 11 de dezembro, com a entrega do pré-aviso.

A Comissão Europeia antecipa o regresso dos déficits orçamentais a Portugal já em 2026. Aponta para um valor de 0,3% do PIB.

E para este ano, o Executivo comunitário prevê um saldo nulo, nem excedente, nem déficit. Apesar desta previsão, Bruxelas mantém a estimativa de crescimento da economia no próximo ano de 2,2% e com a subida do PIB, cresce a receita fiscal. O problema é que, segundo a Comissão Europeia, o aumento da receita não compensa a subida de despesas com o IRS Jovem, a redução das taxas de IRS, os aumentos salariais e o eventual bónus nas pensões. Para já, são apenas previsões, mas caso se concretizem, não haverá margem para atribuir o suplemento extraordinário de pensões em 2026. É isso que explica a editora de economia do Observador, Alexandra Machado.

O governo não prometeu o suplemento com base em projeções, promete com base na execução orçamental consoante esteja a decorrer o ano e já disse que em 2026 a margem será até menor para dar esse suplemento, até porque prevê um excedente de 0,1%. Portanto, alguma coisa como pouco menos de € 300 milhões de excedente que está a prever para o conjunto do ano. Sabe-se que o suplemento extraordinário tem custado em torno dos € 400 milhões. Portanto, há aqui pouca margem para haver esse suplemento extraordinário, já o disse, e os números do próprio governo comprovam isso. Estes números da Comissão ainda comprovam mais.

Que apontam para um déficit orçamental no próximo ano de 0,3%, o que a confirmar, pode comprometer a atribuição deste suplemento de pensões. Vai ser preciso esperar pela execução orçamental e, em particular, pela execução do próximo mês de agosto. A editora de economia do Observador sublinha ainda que as previsões da Comissão Europeia juntam-se às estimativas de outras instituições que apontam para um excesso de otimismo do governo em relação ao desempenho da economia portuguesa no próximo ano.

2,3% de crescimento econômico em 2026 é quanto o Ministério das Finanças tem em cima da mesa. Em nenhum dos organismos externos chega a esse valor, estão abaixo, mas enfim, estão abaixo. O Banco de Portugal prevê 2,2%. O que difere bastante mais é o saldo orçamental e as projeções do saldo orçamental para 2026. O governo aponta ainda para o tal 0,1% de excedente, mas a maior parte dos organismos internacionais estão a apontar já para déficit. O FMI, a última projeção que fez foi de saldo nulo, mas todas as outras organizações, Comissão Europeia, OCDE, Conselho das Finanças Públicas, estão a apontar para um déficit em 2026.

Por isso, aparentemente, o governo mais otimista relativamente ao desempenho da economia portuguesa no próximo ano, comparando com estas instituições aqui elencadas pela editora de economia do Observador, Alexandre Machado, a pretexto da divulgação das previsões da Comissão Europeia.

Arrancam hoje os debates televisivos com vista às presidenciais. O grupo Media Livre vem pedir justiça e admite avançar com uma ação judicial para alargar os debates a todos os canais.

A dona da CMTV e do Canal Nou quer que seja cumprida a deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que defende esse alargamento. Em declarações à Agência Lusa, o diretor-geral e editorial da Media Livre, Carlos Rodrigues, sublinha que do lado do grupo de comunicação social nada vai ser feito para travar os debates que arrancam esta noite com o frente a frente entre António José Seguro e André Ventura, embora admita, como referias, Nelson, a interposição de uma ação judicial para fazer cumprir a deliberação da ERC.

O que não está em causa é não haver debates. O que está em causa é uma ação judicial para execução da deliberação da ERC, que é uma deliberação que intima a RTP, SIC e TVI, que são os autores de uma estratégia de cartelização dos debates e de mercantilização do debate eleitoral, no caso do debate eleitoral presidencial. A ERC, na deliberação, intima esses operadores a abrirem a outros operadores, nomeadamente, no caso, à CMTV e à Nou.

Contactados pela Lusa, tanto as direções da TVI como da SIC entendem a deliberação da ERC como uma recomendação que não tem caráter vinculativo. Lembram também que o regulador não coloca em causa a proposta feita e aceite pelas diferentes candidaturas a Belém. Já a Media Livre entende que esta deliberação da ERC é mesmo para cumprir. Os debates com os candidatos presidenciais, como referíamos, começam esta noite.

Com esse encontro entre André Ventura e António José Seguro às 21h, na TVI. Ainda sobre presidenciais, o antigo presidente do CDS, Manuel Monteiro, considera que a corrida a Belém para 2026 acontece sem candidatos naturais.

Entrevistado no programa Comissão de Inquérito esta manhã aqui na rádio, o histórico centrista e antigo presidente do CDS sugere que sem esses candidatos naturais, o CDS vai acabar por apoiar Luís Marques Mendes. Manuel Monteiro não revela se apoia ou não o social-democrata nesta corrida, diz apenas que havia espaço para um candidato conservador e dá um exemplo: o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Perdemos uma oportunidade de ter um candidato como, por exemplo, Pedro Passos Coelho, que eu penso que teria sido um excelente candidato. Eu penso que os candidatos naturais não entraram na corrida, embora eu tenha que reconhecer que o caso, por exemplo, de Pedro Passos Coelho dependeria da sua vontade. Eu não sei o que é que o CDS vai fazer. Calculo o que vai fazer e respeitarei seja qual for a opinião. Apoiar o candidato que é apoiado pelo PSD. Eu penso que será isso que vai fazer.

É o que perspetiva Manuel Monteiro, antigo presidente do CDS-PP. Foi convidado da Comissão de Inquérito da Rádio Observadora.

E vamos agora à atualidade internacional, Miguel.

Sim, Emmanuel Macron e Volodymyr Zelensky assinaram um acordo para a compra por Kiev de até uma centena de caças Rafale. Foi durante o encontro esta manhã no Palácio do Eliseu. O acordo prevê ainda a compra de sistemas de defesa aérea, drones e radares. Macron partilhou nas redes sociais uma foto da assinatura com a legenda "grande dia", escrita em francês e ucraniano. Há pouco, numa conferência de imprensa conjunta com Zelensky, Emmanuel Macron sublinhou o empenhamento de França no apoio a Kiev.

Desde o primeiro dia da agressão russa, a França fez uma escolha clara: a de apoiar sem ambiguidade e sem relaxamento a Ucrânia. Nada pode justificar a escolha da Rússia, não havia nenhuma ameaça, nenhuma realidade, senão aquela que foi fabricada com desrespeito total pela verdade.

O presidente francês Emmanuel Macron, durante esta conferência de imprensa há instantes, ao lado de Volodymyr Zelensky, que amanhã é recebido aqui ao lado, em Espanha, pelo chefe do governo espanhol Pedro Sánchez.

Mais notícias com o Miguel Videral. Uma imagem.