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Uma da tarde. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Miguel Viteiro Dias. Miguel, ficaram em prisão preventiva os suspeitos de abandonar duas crianças em Alcácer do Sal. O juiz optou pela medida de coação mais gravosa.
Tal como pedia o Ministério Público, em causa estão crimes de ofensa à integridade física agravada, exposição e abandono dos menores. É o que indica um comunicado divulgado na última hora pelo Tribunal de Setúbal. A mãe e o padrasto das crianças foram ouvidos novamente esta manhã em tribunal. Devem estar prestes a sair das instalações. Isto depois de o interrogatório ter começado ontem e ter sido interrompido ao fim de cinco horas, perto da meia-noite. Os dois cidadãos franceses foram detidos na quinta-feira, na zona de Fátima, numa esplanada a cerca de 200 km de distância do local onde abandonaram as crianças.
E o Presidente da República alerta que a gestão do governo durante as tempestades foi descoordenada e pouco clara e avisa que é preciso acelerar apoios e clarificar medidas.
É o que indica o relatório da Presidência Aberta, na zona centro do país, a que o Jornal Público e a Agência Lusa tiveram acesso. António José Seguro esteve a visitar as zonas afetadas pelas tempestades pouco depois de tomar posse e avisa que não basta improvisar ou responder no imediato. Rui Casanova.
António José Seguro é claro e direto: é preciso acelerar os apoios às populações, clarificar as medidas de ajuda e melhorar a coordenação entre entidades no terreno. O Presidente da República alerta que para muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou e avisa que as consequências vão continuar a persistir. Neste relatório, com quase uma centena de páginas, António José Seguro explica que o problema não se esgota no momento da destruição inicial. Além dos apoios às populações, agora é preciso melhorar a coordenação entre entidades, reforçar as infraestruturas críticas e corrigir vulnerabilidades acumuladas. São as expressões utilizadas por Seguro neste relatório. O Presidente da República admite que a capacidade de improvisar é valiosa, sim, mas tem de ser sempre acompanhada por uma melhor organização, melhor planeamento, maior preparação institucional e também uma cultura mais sólida de responsabilidade e autoproteção. Além destes alertas, António José Seguro deixou outro aviso: os efeitos das tempestades aumentam o risco de incêndio nas zonas afetadas.
Rui Casanova, com os alertas de António José Seguro, presidente da República, sobre a gestão das autoridades durante as tempestades que atingiram o país no início do ano. Seguro explica que este relatório é um instrumento de trabalho destinado a compreender o que correu bem, o que correu mal e o que permanece por resolver, mas também o que deve mudar.
E o antigo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, defende a reforma do Tribunal de Contas. Esta reforma proposta pelo governo foi ontem aprovada no Parlamento.
A iniciativa prevê, entre outras mudanças, a eliminação do visto prévio nos contratos abaixo dos € 10 milhões. Em entrevista à Sic Notícias, Pedro Siza Vieira, ministro da Economia dos governos de António Costa, mostra-se a favor destas alterações.
Nós queixamo-nos sistematicamente de que os serviços públicos falham, de que o governo não é capaz de concretizar em tempo útil determinados projetos, que a administração pública tem medo de decidir, que muitas vezes os processos de contratação pública demoram demasiado tempo e há vários fatores que contribuem para isso. A meu ver, um dos fatores importantes, mas não é o único, está longe de ser o único, é precisamente a forma como o Tribunal de Contas tem aplicado os poderes que lhe são atribuídos pela sua lei de organização e processo. E por isso, esta sendo uma peça essencial para melhorarmos a qualidade da resposta do Estado às necessidades das populações, não é a única, mas também estou convencido que sem ela é muito difícil fazer mudanças.
Pedro Siza Vieira, antigo ministro da Economia, em entrevista à Sic Notícias. A proposta de alteração do Tribunal de Contas foi viabilizada na generalidade, com os votos favoráveis do PSD, do CDS e da Iniciativa Liberal e com a abstenção do Partido Socialista e do Juntos pelo Povo. A proposta vai agora ser discutida na especialidade.
E Miguel, a PSP aconselha os adeptos do Sporting e do Torriense a irem para o Estádio do Jamor com antecedência e para respeitarem as recomendações das autoridades, de forma a garantir que a final da Taça de Portugal decorre sem incidentes.
A final que está marcada para às 17h15 da tarde, no Estádio Nacional do Jamor, entre o Sporting e o Torriense. A Polícia de Segurança Pública explica que, apesar de não ser um derby ou um clássico, está a preparar as habituais operações de segurança. Foi este o tema do Explicador da Rádio Observador esta manhã. A comandante da PSP de Oeiras, Carla Duarte, explica o plano de trânsito que está a ser preparado e como é que os adeptos se devem deslocar para o estádio.
Neste momento, estamos a fazer o controle do acesso aos parques, evitar o estacionamento abusivo, especialmente de viaturas pesadas, mas a circulação poderá estar mais intensa para um dia normal neste dia, mas está tudo a correr dentro daquilo que é previsto para esta antecedência de jogo. Existe o lado sul, que foi previsto para os adeptos do Torriense. Quem se quer deslocar para o estádio e para o parque deve aceder pela CREL, para o parque um, e os adeptos do Sporting devem deslocar-se pela A5 ou pela Marginal e aceder ao parque três. E ficam colocados no lado norte do estádio.
As recomendações da intendente e comandante da PSP de Oeiras, Carla Duarte, no Explicador da Rádio Observador. Adianta ainda que as portas do estádio abrem duas horas e meia antes do apito inicial, pelo que os adeptos devem entrar com antecedência.
Pedro Henriques, antigo árbitro internacional e também comentador da Rádio Observador, considera que não faz sentido o Torriense jogar uma final da Taça no meio do playoff de subida à Primeira Liga.
O antigo árbitro pede mais proatividade e maior organização às entidades que gerem o futebol português, a Liga Portuguesa e a Federação Portuguesa de Futebol. Durante o programa "E o Campeão É?" desta manhã, Pedro Henriques deixou críticas ao calendário do Torriense e usou como exemplo o adiamento do jogo Sporting-Tondela, numa altura em que os leões estavam com compromissos europeus. O antigo árbitro e comentador do Observador considera que no espaço de uma semana o clube de Torres Vedras acaba por ter de decidir toda a época.
Nunca ninguém iria pensar que o 16º classificado da Primeira Liga ou, neste caso, o terceiro da Segunda poderiam disputar uma final da Taça de Portugal. Portanto, estaria tudo bem. E este é que é o problema da proatividade da organização, porque não faz sentido nenhum, da mesma maneira que não fez para o Sporting em dado momento, e daí os adiamentos, não faz agora sentido nenhum para o Torriense que tenha que no espaço de oito dias ter três jogos completamente relevantes, importantes e decisivos, porque em termos financeiros, de patrocínios e apoios, faz toda a diferença. O Torriense estar na Liga 2 ou estar na Primeira Liga é mesmo comparar a noite com o dia. E não fez sentido nenhum o Torriense ter este jogo da Taça de Portugal aqui pelo meio.
Pedro Henriques no programa "E o Campeão É?" desta manhã. O jogo entre o Sporting e o Torriense acontece amanhã, com o apito inicial marcado para as 17h15.
A emissão especial começa depois do jornal das 16h. Este Sporting-Torriense tem relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador. Já a seguir o "Conversas do Fim do Mundo", mas primeiro, Miguel, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
O Irão avisa que se os Estados Unidos retomarem os ataques, as consequências serão esmagadoras. A ameaça é deixada pelo presidente do Parlamento iraniano, numa altura em que Donald Trump equaciona retomar os ataques contra o Irão, caso as negociações não registem avanços. A informação foi avançada ontem à noite pelo portal Axios. Luís Montenegro diz que o povo português está farto de eleições e que vai governar até 2029. É a resposta a José Luís Carneiro, que diz que o primeiro-ministro está constantemente preocupado com a ida às urnas. Montenegro diz que só em 2029 é que se vai avaliar o desempenho do governo, mas também da oposição. O primeiro-ministro e presidente do PSD esteve ontem à noite em Vila Pouca de Aguiar, numa sessão com militantes, onde apresentou a recandidatura à liderança do partido. Mais de mil imigrantes ilegais saíram de Portugal desde a criação da UNEF, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, desde agosto de 2025. Estes imigrantes em situação irregular saíram ao abrigo de um programa de retorno voluntário. Os dados foram divulgados esta manhã pela Polícia de Segurança Pública, que adianta que a maioria destes cidadãos era de nacionalidade brasileira.
Miguel Vítor Dias e o Jornal da Uma.