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Jornal das duas, na Rádio Observador, com o jornalista Miguel Vitor Dias. Miguel, o ministro adjunto e da Coesão Territorial acredita que o primeiro-ministro vai hoje pôr um ponto final em todas as dúvidas.
Foi a entrada para a Universidade da Europa da JSD, na Curia, em Aveiro, que Castro Almeida afastou um cenário de crise política e, numa resposta curta aos jornalistas, acredita que Luís Montenegro vai dissipar todas as questões.
Ele vai ser totalmente esclarecedor, tenha certeza. Basta esperar umas horas e ficaremos a saber o que é que ele vai falar. Estamos à beira de uma crise governativa? Ele hoje vem falar de fundos europeus e futuro da Europa para jovens e, portanto, temos um grande futuro pela frente, com toda a certeza.
"Grande futuro pela frente", diz Castro Almeida, ministro adjunto e da Coesão Territorial, que daqui a algumas horas estará no Conselho de Ministros extraordinário, convocado por Luís Montenegro. A reunião arranca às 18h. Montenegro fala depois ao país, às 20h.
Apesar das palavras de Castro Almeida, a polêmica à volta de Luís Montenegro está a criar apreensão e incômodo no governo.
Até porque, mesmo dentro do PSD, poucos arriscam dizer o que o primeiro-ministro vai fazer hoje. Há três cenários em cima da mesa. O mais extremo, a demissão, não está para já a ser colocado, contam os sociais-democratas ouvidos pelo Observador. Uma moção de confiança, depois do desafio de André Ventura, é vista como um ato suicida. E sobre a hipótese de a família se desfazer da empresa e cortar o mal pela raiz, é a opção que é defendida por algumas das figuras do partido, mas sempre com muita cautela. O Observador sabe que no núcleo mais próximo de conselheiros, a forma como o primeiro-ministro está a gerir o tema está a causar desconforto.
Esta é uma notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador, assinada pelo jornalista Miguel Santos Carrapatoso. O líder da oposição acusa Luís Montenegro de estar a perder o foco essencial, que é governar o país.
Enquanto se vai discutindo a situação da empresa familiar, não se resolvem os problemas do país. Pedro Nuno Santos acredita que o chefe do governo já podia ter colocado um ponto final neste assunto.
Nós estamos, neste momento, à espera das declarações e das explicações. Já ouvi também formas de resolver o problema, como se a extinção da empresa resolvesse o problema. Ora, a extinção da empresa é a confirmação e a assunção de que o primeiro-ministro esteve numa situação, pelo menos, de pouca ética no último ano. Nós temos muitos problemas no país que estão sem solução. Temos um governo, neste momento, sem propósito, sem desígnio. Depois da distribuição do excedente que herdou dos governos do PS, não resta nada. Nós não sabemos o que o governo quer para o país e não há uma palavra do primeiro-ministro sobre os problemas dos portugueses. Isso preocupa-nos profundamente.
Declarações de Pedro Nuno Santos esta manhã em Bragança sobre a polêmica à volta da empresa familiar de Luís Montenegro, a Spinum Viva. Pedro Nuno Santos acrescenta ainda que quer ver o primeiro-ministro a responder a todas as perguntas e não a fazer uma simples declaração.
Um dia depois de ter estado em Washington, Volodymyr Zelensky vai reunir-se ainda hoje com o primeiro-ministro britânico.
O encontro vai acontecer esta tarde, de acordo com o porta-voz de Downing Street. Amanhã, o presidente da Ucrânia vai participar numa cimeira em Londres. Este encontro que acontece depois do momento de tensão na Casa Branca. Ontem, Donald Trump acusou Zelensky de estar a brincar com a Terceira Guerra Mundial. E a imprensa norte-americana diz mesmo que a Casa Branca está a ponderar rever o pacote de ajuda militar à Ucrânia.
Miguel, e num longo comunicado divulgado hoje, Zelensky garante que os Estados Unidos continuam a ser um parceiro da Ucrânia.
Apesar do diálogo duro, são um parceiro estratégico, garante Zelensky. Ainda assim, o presidente ucraniano não esconde que quer um apoio mais firme por parte da Casa Branca. O presidente ucraniano quer ter relações fortes com os Estados Unidos da América e avisa que um cessar-fogo não vai funcionar com Vladimir Putin. Ao Observador, o major-general Arnaud Moreira diz que o objetivo da administração de Trump é transformar Zelensky num vilão.
O que os Estados Unidos querem é cortar todo o apoio militar e ter uma razão para isso. E, portanto, esta cilada que foi montada a Zelensky tem esse objetivo, que é desligar Zelensky do apoio popular americano.
Análise do major-general Arnaud Moreira. Na última hora, também a reação do Kremlin, a porta-voz do Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros acusa Zelensky de estar obcecado em continuar com esta guerra.
Voltamos a olhar neste jornal para a atualidade nacional. O movimento Escola Pública acusa David Justino de procurar denegrir os professores.
O ex-ministro da Educação liderou um estudo que indicava que 40% das escolas do primeiro ciclo tinham menos de 15 alunos. O próprio David Justino já reconheceu o erro. Ao jornal Público, reconhece que existiu um problema na extração dos dados. Afinal, as escolas do primeiro ciclo com menos de 20 alunos serão cerca de 10%. Ao Observador, Cristina Mota, do movimento Escola Pública, diz que o pedido de desculpa de David Justino não chega e que estes números errados denegriram a imagem dos professores.
Muito pouco, até tendo em conta o mediatismo que a notícia teve no dia de divulgação. Portanto, foi uma notícia que esteve em praticamente todos os jornais, em praticamente todas as televisões, onde se dava a informação que havia uma má gestão das escolas e que haviam, portanto, dados que revelavam, por exemplo, que um professor tinha a seu cargo, em média, 10 alunos. Ora, tudo isso vem contribuir para denegrir, como eu disse há pouco, a imagem do professor.
Cristina Mota a repudiar os números do estudo liderado por David Justino, o movimento Escola Pública, que espera também uma reação por parte do Ministério da Educação.
Na Operação Carnaval, a PSP já deteve mais de 400 pessoas.
São 438 detenções e 41 armas de fogo apreendidas nesta operação que decorre há cinco dias e que pretende fazer a fiscalização e o patrulhamento dos locais onde acontecem as principais festividades. O comissário da PSP, Sérgio Soares, confirmou à Rádio Observador os números desta operação policial.
Portanto, em cinco dias efetuamos 438 detenções e elaboramos mais de 4 mil autos de contraordenação, só relativamente a infrações rodoviárias Também ao nível das detenções, no âmbito criminal, a maior parte destas, e as que destacamos, são por crimes rodoviários, nomeadamente por condução em estado de embriaguez. Nesse sentido, tendo em conta os índices de sinistralidade rodoviária, durante estes cinco dias tivemos o registo de 818 acidentes, dos quais resultaram 251 feridos e, lamentavelmente, duas vítimas mortais, em resultado de uma colisão no arquipélago dos Açores. São números que nos preocupam.
Declarações do comissário da PSP, Sérgio Soares, que deixa também recomendações para esta época de maior tráfego nas estradas.
Tendo em conta que estamos com condições meteorológicas, muitas vezes com períodos de chuva intensa, sugerimos e apelamos a que os condutores adaptem a condução às condições meteorológicas que estejam a ocorrer naquele momento, ao estado do piso, e que não adotem comportamentos que possam diminuir as suas capacidades, nomeadamente a condução em excesso de velocidade ou sob o efeito do álcool, bem como o uso do telemóvel durante a condução ou o manuseamento do mesmo. Ainda relativamente aos festejos de Carnaval, apelamos que moderem a velocidade, principalmente aquando da aproximação de passadeiras, em zonas de grande aglomeração de pessoas, onde vão ocorrer estes desfiles de Carnaval. Relembrar que a circulação pedonal tem prioridade e sempre que se desloquem para estes locais onde vão acontecer os festejos de Carnaval, que o façam atempadamente e com segurança.
São algumas das recomendações deixadas pelo comissário da PSP, Sérgio Soares. A Operação Carnaval vai decorrer até quarta-feira, em especial nos locais onde acontecem as maiores festividades no país.
No desporto, Miguel Oliveira começa a temporada em 16° lugar e diz que foi um dia positivo.
Arranque da época de MotoGP, com a corrida sprint do Grande Prêmio da Tailândia. Miguel Oliveira ficou em 16° lugar. Nas redes sociais, o piloto português considera este um dia positivo, com melhorias na moto e mostra-se com ânimo e confiança. Miguel Oliveira, que este ano representa a Pramac Yamaha. Esta corrida sprint, que marca o arranque da temporada, foi conquistada pelo piloto da Ducati, Marc Márquez. A corrida principal está marcada para amanhã, às 08:00.
E dito isto, ponto final neste Jornal das Duas, aqui na Rádio Observador.