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Notícias. Jornal das duas com José Rafael Lopes e começamos com eleições presidenciais e com o apelido de António José Seguro. Com receio da abstenção, o candidato presidencial pede uma votação maciça.

Apesar dos bons resultados que tem tido nas sondagens, António José Seguro alerta que nada está ganho e insiste que precisa de legitimidade reforçada.

E devo dizer que estou preocupado, porque as sondagens dão uma diferença muito grande, mas as sondagens não elegem presidentes. Porque as sondagens dão 70%, dão 65% e há muitas pessoas que me dizem: "Isto está ganho". Ora, não está ganho, porque as sondagens não elegem presidentes. Quem elege presidente são os portugueses. E também quero dizer a cada português e a cada portuguesa que preciso do seu voto. Eu preciso do seu voto para ter uma legitimidade eleitoral com mais força, para poder fazer aquilo que quero, que é trabalhar com os órgãos de soberania e exigir ao governo resultados.

Ao lado de Eurico Brilhante Dias, o candidato presidencial insistiu também na ideia de que é apartidário.

Fico muito feliz cada vez que haja mais portugueses que se juntam, independentemente das suas opções partidárias e ideológicas. Já se percebeu que o cargo de presidente da República é um cargo unipessoal. Eu não serei, nem nunca quis ser, um candidato partidário. Sou apartidário e na presidência da República serei completamente independente.

À margem de uma visita ao Centro Social e Paroquial dos Sotos, em Leiria, António José Seguro falou ainda na necessidade de haver um maior reforço do setor social e uma articulação mais eficiente com o setor da saúde. André Ventura também tem agenda. Este domingo vai estar nas Caldas da Rainha, local onde vive António José Seguro, numa ação de campanha durante a tarde.

Entretanto, mais de 4900 pessoas já assinaram uma carta aberta de não socialistas que apoiam a candidatura do socialista.

Nessa lista inicial estão nomes de antigos governantes do PSD e do CDS, entre outras figuras que se apresentam como não socialistas, mas que manifestam apoio a António José Seguro. A carta está disponível para ser assinada por qualquer pessoa que se reveja no candidato e está prestes a atingir as 5000 pessoas.

E o partido ADN deve apoiar André Ventura na segunda volta. Este apoio vai ser votado nos próximos dias.

O ADN, que apoiava Joana Amaral Dias para as eleições presidenciais, cuja candidatura não foi aceita pelo Tribunal Constitucional, deverá agora apoiar André Ventura na segunda volta. Bruno Fialho, líder do partido, diz ter proposto o apoio a André Ventura ao Conselho Nacional do ADN. A votação, segundo o público, vai acontecer na próxima semana. Citado pelo mesmo jornal, um comunicado do ADN indica que, no entanto, o apoio fica sujeito a linhas vermelhas claras, em particular ao compromisso de André Ventura não aceitar qualquer alteração à Constituição da República Portuguesa que vise reduzir direitos, liberdades e garantias fundamentais.

E a partir de hoje já é possível fazer a inscrição para o voto antecipado em mobilidade nas eleições presidenciais.

É possível fazer a inscrição até quinta-feira. Quem quiser inscrever-se pode fazê-lo via postal ou eletrônica, através do site votoantecipado.pt. O prazo começa hoje, vai até quinta-feira. Destina-se a quem não puder votar no local onde está recenseado no dia 8 de fevereiro. Os eleitores podem, assim, votar antecipadamente no próximo domingo, dia 1 de fevereiro, num local à escolha.

E José, há uma nova depressão atmosférica a atingir os Açores a partir de hoje.

Depressão Joseph, de acordo com o IPMA, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Os efeitos devem começar a fazer sentir-se no arquipélago a partir da noite de hoje e o período mais crítico está previsto para amanhã, com previsão de vento e agitação marítima forte. Os grupos ocidentais e central dos Açores vão estar sob aviso laranja na segunda-feira, devido às previsões do IPMA. Os meteorologistas apontam para um aumento significativo da intensidade do vento e da agitação marítima, especialmente no grupo ocidental, que engloba a Ilha das Flores e a Ilha do Corvo, e no grupo central, onde estão a Ilha do Faial, da Graciosa, do Pico, São Jorge e Terceira.

E na Madeira, o IPMA agrava para laranja o aviso de agitação marítima.

Aviso para a costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo, devido à forte agitação marítima entre terça e quarta-feira. Nos próximos dias, há também aviso amarelo para o vento na Madeira. São esperadas rajadas de vento que podem atingir 75 km.

Noutros temas, nos Estados Unidos, a atualidade fica marcada por mais uma morte por agentes do ICE, a Polícia Anti-Imigração. As versões são contraditórias, José. A família da vítima pede esclarecimentos, enquanto Donald Trump defende as autoridades.

É o terceiro caso de uma pessoa que é baleada por agentes do ICE, a Polícia Anti-Imigração, neste mês de janeiro. Duas pessoas morreram e a outra ficou ferida. A vítima mortal mais recente é Alex Praty. Foi baleado mortalmente ontem em Minneapolis, tal como outra das vítimas, Renee Good. Alex Praty é norte-americano, cidadão, 37 anos, era enfermeiro nos cuidados intensivos de um hospital de veteranos. A polícia afirma que resistiu à intervenção das autoridades e que estava armado, mas testemunhas no local desmentem essa versão. A vítima teria um telemóvel e não uma arma na mão. Entretanto, os pais de Alex Praty divulgaram um comunicado no qual apelam para que a verdade sobre a morte do filho seja contada. Falam em mentiras por parte das autoridades. Os democratas criticam o trabalho do ICE e acusam Donald Trump de ser o responsável por este crescimento da atuação violenta. Já o presidente dos Estados Unidos rejeita as acusações, sai em defesa das autoridades. Esta morte deu origem a protestos em várias cidades nos Estados Unidos, com destaque para Minneapolis, no estado do Minnesota, sendo que já é um novo dia nos Estados Unidos. A manhã está a dar conta de previsões de mais protestos nesta cidade norte-americana

Em França, Emmanuel Macron quer acelerar o processo de proibição das redes sociais para menores de 15 anos.

O pedido já foi feito ao governo na noite de ontem. O presidente francês quer que a medida entre em vigor em setembro. O objetivo é que apanhe o arranque do ano letivo em França. Emmanuel Macron, o presidente francês, afirma que o cérebro das crianças e dos adolescentes em França não está à venda. É a motivação para tentar proibir as redes sociais para menores de 15 anos.

José, cerca de 400 artesãos portugueses lançaram um manifesto pelo futuro do artesanato em Portugal. O documento propõe medidas concretas para o futuro das artes e ofícios em Portugal.

A iniciativa é coordenada por um grupo independente de cinco artesãs. Entre elas está Ana Marta Clemente, oleira de profissão, que falou com a Rádio Observador. Explica que o artesanato é um setor estratégico e, por isso, destaca a importância desta iniciativa.

Há uma responsabilidade acrescida, que é a do património que transporta, o património material e o património imaterial, que seja nas peças, no histórico das peças, da história do habitar em Portugal, da história do aproveitamento dos recursos naturais. Tudo isso faz parte da nossa história e da nossa cultura. E também o saber fazer, no fundo, a responsabilidade da manutenção dos conhecimentos inerentes às diferentes produções artesanais.

O manifesto destaca cinco eixos de ação, em que se inserem questões sobre fiscalidade, educação e valorização do setor. Ana Marta Clemente sublinha a importância da criação de um organismo público que regule e fiscalize a indústria do artesanato.

Um organismo público que centralize todas as questões da regulamentação e da salvaguarda do setor do artesanato, que não existe. Nós temos entidades públicas que trabalham no âmbito do saber fazer e do artesanato, umas mais vocacionadas para a salvaguarda e divulgação, outras mais vocacionadas para a formação e para as questões da profissionalização.

Ana Marta Clemente, entrevistada pelo jornalista Ricardo Lopes. O manifesto sugere também a criação de uma estratégia de comunicação nacional, de valorização das artes e dos ofícios. Está também disponível uma petição pública para apresentar o tema na Assembleia da República.

Notícia de fecho do Jornal das Duas.