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Jornal das duas com o Vasco Maldonado Correia. Vasco, o risco de inundações nas margens do rio Mondego já não é crítico, mas continua significativo. É o que diz o mais recente balanço da Proteção Civil.

Feito ao início desta tarde, as águas baixaram no vale do Mondego. Prevê-se para o final do dia uma descida significativa do caudal do rio. Também o caudal do Tejo se mantém com níveis elevados, com tendência para uma descida gradual nas próximas horas, mas os riscos mantêm-se, diz o comandante nacional Mário Silvestre.

Continuamos com risco significativo de inundações no rio Mondego. Os caudais debitados no rio Mondego continuam a ser elevados, embora não críticos como tinham sido no dia anterior. No rio Tejo, mantemos também ainda caudais bastante elevados, muitos deles provenientes das descargas das barragens espanholas, mas também estas, a informação que temos, é que irão diminuir essas descargas e, portanto, teremos ali também um alívio na zona do rio Tejo. Mantemos também ainda em risco de inundações o rio Minho, o Koura, o Lima, o Cávado, o Ave, o Douro, o Tâmega, o Sousa, o Vouga, o Águeda, o Lis, o Nabão e o Guadiana.

Alerta em especial para as populações do Conselho de Montemor-o-Velho. Apesar da melhoria das condições meteorológicas, Mário Silvestre tem uma série de alertas para deixar à população.

E alertamos que, apesar deste decréscimo de situações mais críticas do ponto de vista das inundações, alertamos para que os solos continuam muito saturados com água e, portanto, a questão das quedas de árvores será uma realidade, bem como a questão dos desmoronamentos e dos deslizamentos de vertentes. E, portanto, continuamos a dizer a todas as pessoas para terem extremo cuidado com esta tipologia de ocorrências, porque elas vão ser uma realidade, no mínimo, durante mais uma semana.

O comandante nacional da Proteção Civil, aqui num alerta feito no ponto de situação ao início desta tarde.

E a Assembleia Municipal da Marinha Grande considera inaceitável a demora na reposição da eletricidade nesta região. Em todo o país, 31 mil clientes continuam sem energia em casa.

São os dados mais recentes da E-Redes, atualizados até às 08h de hoje. A Assembleia Municipal da Marinha Grande aprovou uma nota de repúdio em que critica a demora da E-Redes na reposição do fornecimento de eletricidade às populações do Conselho, exige a integral e urgente reposição destes serviços. Nota que há ainda 11% da população que se encontra nesta situação. A Marinha Grande diz que o caso se prolonga muito para além do razoável e admissível. Nesta nota de repúdio, pode ler-se também que esta falha é grave, tem gerado um sentimento generalizado de insegurança, frustração e injustiça entre a população afetada.

E o secretário-geral do PCP pede menos anúncios e mais medidas no terreno. Alerta que os apoios financeiros anunciados pelo governo ainda não chegaram a quem mais precisa.

Paulo Raimundo esteve num bairro em Almada, Olho de Boi, que ficou isolado devido a uma derrocada na estrada. Diz que o governo agiu tarde e que as populações ainda esperam receber apoios para desastres de anos anteriores.

A primeira experiência é que o governo agiu tarde e anunciou muito. Mas aquilo que nós sabemos até agora são duas coisas: não houve nenhum apoio financeiro que chegasse às pessoas ainda, primeira questão. Segunda questão, há pessoas que ainda hoje estão a pagar os empréstimos dos apoios, entre aspas, que foram concedidos na tempestade Leslie. Ainda estão a pagar os empréstimos decorrentes dessa ajuda financeira da altura. Há pessoas que ainda hoje não sabem, pessoas não, mais de metade das pessoas que concorreram aos apoios no seguimento dos incêndios do ano passado, ainda não sabe se vai receber alguma coisa.

É o que diz Paulo Raimundo, aqui a apontar para casos de tragédias ligadas ao mau tempo, que vêm já desde anos anteriores, a tempestade Leslie, que ocorreu em 2018, e também aqui os incêndios do ano passado. Diz, por isso, o secretário-geral do PCP, que não é altura para fazer propaganda, quer as medidas no terreno.

E Vasco, o PS quer ouvir no Parlamento, na próxima segunda-feira, o secretário de Estado da Energia, na sequência da nomeação de um enfermeiro, Fábio Teixeira, para coordenar a estrutura de missão das energias renováveis.

O PS quer saber se o governo teve conhecimento ou não, se validou e se concordou com esta nomeação. É o que diz o deputado socialista Pedro Vaz, em declarações à Agência Lusa. Diz que a história continua mal explicada.

Viramos atenções para a atualidade internacional. Volodymyr Zelensky acusou os Estados Unidos de apenas procurarem concessões para a Ucrânia e não para a Rússia, e considera um grande erro a Europa não estar na mesa de negociações.

É o que diz o presidente ucraniano na Conferência de Segurança de Munique. Zelensky foi recebido com uma ovação antes de iniciar o discurso. Deixa um recado a todas as partes envolvidas nesse eventual acordo de paz.

Esperamos sinceramente que as reuniões trilaterais da próxima semana sejam sérias e úteis para todos nós. Os russos falam frequentemente sobre um certo espírito de âncora e só podemos adivinhar o que realmente querem dizer com isso. Os americanos voltam frequentemente ao tema das concessões e muitas vezes essas concessões são discutidas apenas no contexto da Ucrânia e não da Rússia. A Europa está praticamente ausente da mesa de negociações. Na minha opinião, isso é um grande erro.

Volodymyr Zelenskyy na Conferência de Segurança de Munique, onde ouviu também a presidente da Comissão Europeia reiterar o apoio à Ucrânia. Ursula von der Leyen apelou também para a reativação da cláusula de defesa mútua da União Europeia, num discurso em que instou a Europa a ser mais independente para garantir a própria segurança.

"Acabamos de ouvir isso do secretário de Estado Rubio. Uma Europa independente é uma Europa forte e uma Europa forte contribui para uma aliança transatlântica mais forte. Hoje é hora de agir e quero concentrar-me no plano da Europa para a independência. A Europa precisa dar um passo à frente e assumir a sua responsabilidade. É certo que foi necessária uma terapia de choque e que foram ultrapassados alguns limites que já não podem ser revertidos. Mas todos concordamos, pelo menos, com o que é necessário e estamos a cumprir."

Ursula von der Leyen na Conferência de Segurança de Munique, em que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também marca presença, garante que a Europa e os Estados Unidos vão continuar a cooperar, apesar das recentes tensões causadas pelas palavras de Donald Trump sobre a Gronelândia e também sobre a Ucrânia.

Vamos ao desporto. O Sporting joga amanhã com o Famalicão, em Alvalade, às 20h30 da noite, para a 22ª jornada da Liga. Um jogo em que os Leões procuram vencer para se aproximar do primeiro lugar, o Futebol Clube do Porto.

Na antevisão à partida, o treinador do Sporting diz que espera um jogo competitivo, não poupa elogios ao adversário, Famalicão, mas o destaque da conferência acaba por ir para as polémicas que continuam a marcar o último clássico, que acabou empatado entre Dragões e Leões. Ora Rui Borges diz que parece que está a viver outra época.

Independentemente de não ter sido um grande jogo naquilo que era a parte de golos, talvez, porque o jogo tem muitas nuances, deve-se valorizar muito mais isso. Agora, também concordo que não se deve relativizar aquilo que se passou ou algumas coisas que se passaram, porque estamos num século, parece que estamos a voltar ao século passado e não. Quer dizer, estamos em 2026, acho que não se deve relativizar isso. Agora, não vou entrar nessa luta, muito mais focado naquilo que é tentar valorizar o futebol em si.

Nas últimas seis partidas consecutivas, o Sporting conseguiu mudar o resultado nos últimos minutos. Ora o treinador do Sporting, Rui Borges, diz que não se importa com golos nos descontos, desde que o resultado final seja a vitória.

Queremos fazer melhor, é lógico. Se for sempre aos 96, não há problema. Ganhamos. Queremos é ganhar. Mais do que outra coisa qualquer, é ganhar. Percebo a parte cardíaca da malta, é a minha também, mas é um jogo de futebol e o espetáculo é-- por isso é que o futebol é tão espetacular, as emoções que se criam, a paixão que se cria à volta, as emoções que se criam à volta de um jogo são enormes.

Rui Borges, que para o jogo de amanhã frente ao Famalicão não sabe ainda quem vai jogar na frente de ataque, face ao castigo de Luís Suárez, o avançado da equipa B, Rafael Nel, foi convocado para o jogo. Também ausente está Debast e em dúvida na convocatória, Geny Catame.

O Sporting joga amanhã frente ao Famalicão, em Alvalade, às 20h30 da noite. É um jogo que pode acompanhar com análise e relato aqui na Rádio Observador.