Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias. Jornal das duas na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque a esta hora, a CGTP, que já entregou o pré-aviso de greve geral para 3 de junho.
Com um apelo da CGTP aos trabalhadores e com Tiago Oliveira a referir que a greve é necessária.
Apelo muito grande aos trabalhadores para que façamos do próximo dia 3 de junho um grande momento de luta. Há uma coisa que os trabalhadores têm que perceber: não é depois de casa roubada que vamos pôr trancas à porta. É agora que temos que lutar, é agora que temos que derrotar o pacote laboral. Da parte do mundo do trabalho, há uma rejeição total. Estes nove meses provaram isso. Há uma rejeição enorme da parte dos trabalhadores relativamente ao pacote laboral. Mas nós sabemos o governo que temos e por isso é preciso derrotar o pacote laboral. E quando dizemos que é preciso derrotar o pacote laboral, é com a luta, é com aquele percurso que nós temos feito de entrega, de acreditar, de certeza que vamos conseguir fazê-lo. Isso é com a greve geral do próximo dia 3 de junho.
Momentos antes da chegada da CGTP ao Ministério do Trabalho, a ministra assinou o acordo SAD+ Saúde, que tem como objetivo o apoio domiciliário a várias associações e lares espalhados pelo país. Em declarações aos jornalistas, Maria da Palma Ramalho explica qual a versão do pacote laboral que deve ser discutida em Conselho de Ministros.
A decisão final sobre a versão que vai ao Parlamento é do Conselho de Ministros e não da ministra. Contudo, o que eu posso antecipar é que a base da nossa proposta deverá ser o anteprojeto que foi aprovado já em Conselho de Ministros em julho do ano passado, mas bastante diferente da versão inicial desse anteprojeto, porque com certeza que incorporará todos os contributos que o governo entenda úteis e que se produziram durante estes nove meses.
Sobre a greve geral da CGTP, agora agendada para o dia 3 de junho, a ministra não teve qualquer comentário.
A UGT emitiu um comunicado em que condena os ataques. A Central Sindical apela também à valorização da concertação social.
É praticamente uma resposta ao que disse Luís Montenegro este fim de semana a propósito da reforma laboral. Montenegro referiu que o país precisa de sindicalistas com arrojo. Enquanto presidente do PSD, no encerramento da 15ª Universidade da Europa, em Porto de Mós, Montenegro criticou os sindicatos do século XX e considerou que o país não precisa de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século passado para serem competitivos no século XXI. Agora, em comunicado, sem nunca referir Luís Montenegro, a UGT, Miguel Pina Andrade, marca uma posição.
Há um apelo à valorização da concertação social, uma condenação do que a UGT diz serem ataques sem respeito pelas diferenças e também uma recordação de que o fórum que reúne governo e parceiros sociais não se esgota na negociação da lei laboral. O texto da Central Sindical começa por referir que a UGT tem assistido às declarações públicas de responsáveis políticos e parceiros sociais nos últimos dias, na sequência do fim das negociações das alterações à legislação laboral. A UGT refere que a concertação social existe há décadas e tem sabido viver com e sem acordos em múltiplos processos negociais, mantendo um capital de confiança e de respeito institucional que permitiu sempre continuar a trabalhar em prol dos trabalhadores, das empresas e do país. Neste texto, a Central Sindical promete continuar a desempenhar um papel no diálogo entre governo e parceiros sociais e recorda que o trabalho da concertação social não se esgota na legislação laboral. A UGT apela também a que todos continuem sentados à mesa com o objetivo de encontrar soluções para os problemas reais no país.
Posição da UGT em comunicado depois de Luís Montenegro ter dito no fim de semana que Portugal precisa de sindicalistas com arrojo.
O Partido Socialista acusa o governo de querer responsabilizar os sindicatos pelo chumbo do pacote laboral.
José Luís Carneiro critica o governo por entrar em colisão com os representantes dos trabalhadores, em vez de pensar em soluções. Carneiro diz que o governo está a sacudir água do capote.
Como acontece em tudo, procura sacudir a água do capote. Para onde é que está a tentar sacudir a água do capote agora? Para as associações representativas dos trabalhadores, para os sindicatos. Isso é inaceitável e é incompreensível.
E agora que chegou à Assembleia da República, o PS vai dar o seu contributo?
Não, ainda não chegou nada.
José Luís Carneiro a dizer que o documento final da legislação laboral ainda não chegou à Assembleia da República. Esteve esta manhã, José Luís Carneiro, em Oliveira do Hospital, a visitar uma escola profissional.
Já se conhecem as medidas de coação de alguns agentes detidos no âmbito do caso de tortura nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, lá em Lisboa. Para já, quatro dos 14 agentes detidos na semana passada ficam em prisão preventiva.
E até podemos falar de uma situação a prazo, uma vez que os agentes devem passar em breve para prisão domiciliária, se se verificarem as condições necessárias. Nos restantes casos, dois agentes ficam suspensos de funções, oito saem em liberdade com termo de identidade e residência. À saída do tribunal, o advogado Carlos Melo Alves diz que nenhum dos cinco agentes que representa tem relação com os casos de tortura e anuncia que vai recorrer da decisão.
Os meus constituintes não estão envolvidos nessas situações que têm que ver com o primeiro processo e algumas até que, pelo menos em termos indiciários, têm que ver com a violação.
Em que situações estão envolvidos os seus clientes, doutor?
São situações no exercício das suas funções. Não são situações daquelas em que existem agressões gratuitas, em que se viram passar o detido na esquadra e que os agrediram. Tem que ver essencialmente com o exercício das funções. Em princípio, vamos recorrer, mas temos os 30 dias para fazer isso.
O advogado aponta também muitas falhas aos trabalhos judiciais e diz que em algumas situações a violência dos agentes é mesmo necessária.
Algumas situações em que não passam do exercício de funções destes agentes e que nesse exercício de funções, eles não fizeram mais do que cumprir as suas funções e às vezes têm que utilizar violência porque existe violência da outra parte. Nesta fase processual, os arguidos não têm o direito do contraditório. O Ministério Público junta as provas que entende, que quer.
Houve falhas nessa recolha de provas?
Claro que houve falhas e muitas falhas, como eu disse. Existem determinados elementos de prova que deviam ter sido juntos e não foram.
O advogado fala em testemunhos que poderiam ter alterado as medidas de coação.
No desporto, a despedida de um histórico do futebol português. Pizzi anunciou o final da carreira aos 36 anos.
Foram mais de 700 jogos no total, mais de 300 no principal escalão de futebol em Portugal. Pizzi, nas redes sociais, anuncia que termina a carreira e vai acontecer no final desta temporada. Está atualmente no Estoril. Explica o jogador que está há várias épocas a jogar com dores.
Estou aqui hoje para comunicar que me vou retirar como jogador profissional de futebol. Não foi uma decisão fácil. Foi talvez a mais difícil da minha carreira. Infelizmente, há seis anos jogo com dores intensas na anca e apesar de ter feito vários tratamentos, esta é uma condição que me impede de ser o Pizzi que todos conheceram.
Despedida de Pizzi num vídeo publicado nas redes sociais. O médio português destacou-se no Benfica, conquistou, de águia ao peito, uma dezena de títulos, quatro de campeão nacional. Apontou mais de 90 gols no clube encarnado. Passou também por clubes como Sporting Braga ou Atlético de Madrid. Ao serviço da Seleção Nacional, venceu a Liga das Nações em 2019. O último jogo da carreira vai ser ao serviço do Estoril, frente ao Benfica, na última jornada do campeonato.
11 distritos do norte e centro do país estão hoje sob aviso amarelo devido à chuva.
Um aviso que começou ao meio-dia e que se vai prolongar até às 21h. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca sob aviso amarelo Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga. A meteorologista do IPMA, Madalena Rodrigues, traça o cenário para as próximas horas.
Prevê-se para a tarde de hoje aguaceiros, por vezes fortes. Estes aguaceiros serão em especial nas regiões do norte e centro, daí a nossa emissão de aviso. No entanto, amanhã ainda podemos ter, também durante a tarde, aguaceiros por vezes intensos. A partir da tarde, apenas vento por vezes forte nas terras altas até final da tarde. Amanhã, portanto, já não se prevê vento, apenas vento fraco a moderado, portanto não se prevê aviso forte. As trovoadas também serão mais hoje e amanhã e o granizo será mais hoje, embora com uma probabilidade já menor do que nos dias anteriores.
Chuva por vezes forte e acompanhada ocasionalmente por trovoada. Há ainda a possibilidade de granizo. O céu vai estar nublado ao longo do dia de hoje. Haverá novos avisos. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera explica que vão ser para a tarde de amanhã. As próximas horas em 11 distritos do norte e centro do país será de chuva.
Fica por aqui o jornal das 14h com o Miguel Cordeiro.