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Boa tarde, vamos às notícias. Jornal das duas com António José Soares. António, ficaram em prisão preventiva os suspeitos de abandonar duas crianças em Alcácer do Sal. O juiz optou pela medida de coação mais gravosa, tal como pedia o Ministério Público.
A mãe e o padrasto das crianças, Filipa, foram ouvidos novamente esta manhã no Tribunal de Setúbal, que considerou fortemente indiciada a mãe pela prática de dois crimes de exposição ou abandono agravado. Relativamente ao padrasto, o tribunal considerou fortemente indiciada a prática de dois crimes de exposição ou abandono e de um crime de ofensa à integridade física qualificada. A decisão teve em conta o perigo de fuga, de perturbação do processo, continuação de atividade criminosa e ainda perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas. Recordamos que os dois cidadãos franceses foram detidos na quinta-feira, na zona de Fátima, numa esplanada a cerca de 200 km de distância, onde abandonaram as crianças.
E o presidente da República alerta que a gestão do governo durante as tempestades foi descoordenada e pouco clara e avisa que é preciso acelerar apoios e clarificar as medidas.
É o que indica o relatório da Presidência Aberta, na zona centro do país, a que o jornal Público e a Agência Lusa tiveram acesso. António José Seguro esteve a visitar as zonas afetadas pelas tempestades pouco depois de tomar posse e avisa que não basta improvisar ou responder no imediato. Rui Casanova.
António José Seguro é claro e direto: é preciso acelerar os apoios às populações, clarificar as medidas de ajuda e melhorar a coordenação entre entidades no terreno. O presidente da República alerta que, para muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou e avisa que as consequências vão continuar a persistir. Neste relatório, com quase uma centena de páginas, António José Seguro explica que o problema não se esgota no momento da destruição inicial. Além dos apoios às populações, agora é preciso melhorar a coordenação entre entidades, reforçar as infraestruturas críticas e corrigir vulnerabilidades acumuladas. São as expressões utilizadas por Seguro neste relatório. O presidente da República admite que a capacidade de improvisar é valiosa, sim, mas tem de ser sempre acompanhada por uma melhor organização, melhor planeamento, maior preparação institucional e também uma cultura mais sólida de responsabilidade e autoproteção. Além destes alertas, António José Seguro deixou outro aviso: os efeitos das tempestades aumentam o risco de incêndio nas zonas afetadas.
O jornalista Rui Casanova com os alertas de António José Seguro sobre a gestão das autoridades durante as tempestades que atingiram o país no início do ano. O chefe de Estado explica que este relatório é um instrumento de trabalho destinado a compreender o que correu bem e o que correu mal, o que permanece por resolver e o que deve mudar.
Pedro Siza Vieira, antigo ministro da Economia, defende a reforma do Tribunal de Contas. Esta reforma do governo foi ontem aprovada no Parlamento.
A proposta prevê, entre outras mudanças, a eliminação do visto prévio nos contratos abaixo dos € 10 milhões. Em entrevista à Sic Notícias, Pedro Siza Vieira, ministro da Economia dos governos de António Costa, mostra-se a favor destas mudanças.
Nós queixamo-nos sistematicamente de que os serviços públicos falham, de que o governo não é capaz de concretizar em tempo útil determinados projetos, que a administração pública tem medo de decidir, que muitas vezes os processos de contratação pública demoram demasiado tempo e há vários fatores que contribuem para isso. A meu ver, um dos fatores importantes, mas não é o único, está longe de ser o único, é precisamente a forma como o Tribunal de Contas tem aplicado os poderes que lhe são atribuídos pela sua lei de organização e processo. E por isso, esta sendo uma peça essencial para melhorarmos a qualidade da resposta do Estado às necessidades das populações, não é a única, mas também estou convencido que sem ela é muito difícil fazer mudanças.
A proposta, recordamos, foi viabilizada com os votos favoráveis do PSD, CDS e Iniciativa Liberal e a abstenção do PS e do JPP, que depois de ter tido então luz verde na generalidade, passa agora à discussão na especialidade.
E mais de mil imigrantes ilegais saíram de Portugal desde a criação da UNEF, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP, em agosto de 2025.
Estes imigrantes em situação irregular saíram do nosso país ao abrigo do programa Retorno Voluntário, que permite que os imigrantes deixem Portugal de forma assistida e humanitária. Os dados foram divulgados esta manhã pela Polícia de Segurança Pública, que adianta que a maioria destes cidadãos eram de nacionalidade portuguesa. Desculpem, de nacionalidade brasileira.
Vamos passar ao desporto. O treinador do Sporting, Rui Borges, não quer qualquer tipo de facilitismo por parte da equipa para com o Torreense, na final da Taça de Portugal de amanhã.
Até porque o Sporting parte como favorito para este encontro, uma vez que o Torreense joga na segunda divisão. E é precisamente essa diferença de estatuto entre os dois emblemas que o Rui Borges deixa o alerta na conferência de antevisão da final da Taça de Portugal. O técnico leonino acredita que o Torreense vai estar mais motivado do que nunca.
É sermos sérios e não entrarmos em facilitismos. A pressão neste clube existe diariamente. Agora, sim, acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, é merecedor de lutar por troféu e vencê-lo. Agora temos que fazer muito para o vencer. Não adianta dizermos que somos merecedores, temos que o demonstrar dentro do campo, contra uma equipa que vai dar a vida num momento histórico para o clube, num momento histórico, se calhar, para a grande maioria dos seus atletas, independentemente de quem seja o adversário, neste caso, o Torreense, que é de um escalão inferior, é certo, mas tem demonstrado aquilo que é a sua qualidade ao longo da época. Ainda esta semana demonstrou contra uma equipa de primeira liga toda a sua qualidade e que sirva de alerta para aquilo que nós vamos encontrar amanhã.
O alerta de Rui Borges, treinador do Sporting, em relação à final da Taça de Portugal de amanhã.
A PSP aconselha os adeptos de Sporting e Torriense a irem para o Estádio do Jamor com antecedência e para respeitarem as recomendações das autoridades, de forma a garantir que a final da Taça decorre sem incidentes.
A final está marcada para às 16h15, no Estádio Nacional do Jamor. A PSP explica que apesar de não ser um derby ou um clássico, está a preparar as habituais operações de segurança. Foi este o tema do Explicador da Rádio Observador esta manhã. A comandante da Polícia de Segurança Pública de Oeiras, Carla Duarte, explica o plano de trânsito que está a ser preparado e como é que os adeptos se devem deslocar para o Estádio Nacional.
Neste momento, estamos a fazer o controle do acesso aos parques, evitar o estacionamento abusivo, principalmente de viaturas pesadas, mas a circulação poderá estar mais intensa para um dia normal neste dia. Mas está tudo a correr dentro daquilo que é previsto para esta antecedência de jogo. Existe o lado sul, que foi previsto para os adeptos do Torriense. Quem se quer deslocar para o estádio e para o parque deve aceder pela CREL, para o parque um, e os adeptos do Sporting devem deslocar-se pela A5 ou pela Marginal e aceder ao parque três, e ficam colocados no lado norte do estádio.
As recomendações da intendente e comandante da PSP de Oeiras, Carla Duarte, ouvida no programa Explicador aqui da Rádio Observador, a adiantar que as portas abrem duas horas e meia antes do apito inicial, pelo que os adeptos devem entrar com antecedência.
E o Irão avisa que se os Estados Unidos retomarem os ataques, as consequências serão esmagadoras.
A ameaça é deixada pelo presidente do Parlamento iraniano e surge numa altura em que Donald Trump equaciona retomar os ataques contra o Irão, caso as negociações não registem avanços, uma informação que foi avançada pelo portal Axios. Filipa, sabias que hoje a Amareleja, no Alentejo, está vestida de amarelo?
António, não sabia, mas de facto as palavras até são parecidas. Amareleja, amarelo, portanto, faz sentido. Mas, António, quero saber o que é que se passa por lá.
Está a decorrer hoje a primeira edição do Encontro Nacional de Automóveis Amarelos. Começou de manhã com cante alentejano, teve direito a um almoço convívio e agora para as 15h está marcado um desfile de carros amarelos.
Que bom, que boa ideia! Mas como é que surgiu este evento, sabes?
Surgiu da iniciativa de três amigos que são apaixonados por motores, têm carros amarelos e decidiram desafiar o cinzentismo das estradas e juntar na Amareleja, no Alentejo, tudo o que é carros clássicos, desportivos e modernos amarelos.
Amarelos, claro. Mas diz-me uma coisa, quem vai até lá para ver os carros também tem direito a festa ou é só mesmo quem vai ao volante?
A animação é para todos, não é só para os donos dos carros amarelos. A partir das 16h há mais animação e ao final da tarde é a entrega dos prémios.
Muito bem, uma ótima sugestão para quem anda esta tarde pelo Alentejo, na zona da Amareleja de amarelo.
De amarelo, exatamente.
É assim a nossa notícia de fecho do Jornal das Duas.