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Notícias. Jornal das 14 horas com o José Rafael Lopes. José, o PS pediu ao ministro da Educação que não perca nem mais uma hora e venha a público dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes após as recentes polémicas sobre os exames nacionais.
Em declarações à Lusa, o deputado socialista Porfírio Silva sublinha que o país está num período de exames em que dezenas de milhares de famílias estão preocupadas com as notícias que têm vindo a público sobre incidentes no processo de exames nacionais. O socialista disse que o grupo parlamentar do PS não quer, para já, entrar no escrutínio político do processo. Porfírio Silva acrescenta que esta é uma fase da vida dos estudantes e das famílias em que já há muita pressão e muita ansiedade. Como tal, pede ao governo que transmita essa tranquilidade.
O senhor Ministro da Educação não pode perder nem mais uma hora para dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes e às famílias sobre o processo dos exames do ensino secundário, que como sabemos, implicam diretamente com o acesso ao ensino superior. Há dezenas de milhares de estudantes e de famílias preocupadas com esta sucessão de notícias. O senhor ministro tem que vir dar uma palavra de tranquilidade e de garantia. O senhor ministro tem de encontrar o tempo e as condições para ir a público tranquilizar as famílias e os estudantes.
Porfírio Silva, em declarações à agência Lusa, o PS diz também que são várias as famílias que se mostraram preocupadas.
Nós recebemos mensagens de todo o país, de pessoas que estão preocupadas e perguntam o que vai acontecer. Essa ansiedade tem que merecer uma palavra de tranquilidade, uma palavra de garantia.
Em causa está a polémica em que o item de desenvolvimento no exame nacional do ensino secundário de Português era igual ao de um manual publicado pela Leya em agosto de 2025. Uma situação que levou vários professores a alertar para o perigo de a situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso a esse manual. No entanto, o jornal Público noticiou hoje que esse parecer, disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi redigido à revelia dos conselheiros científicos. A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos, com professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o Júri Nacional de Exames a ajustar o calendário para a correção dos exames nacionais.
E devem chegar nas próximas horas à Venezuela os dois aviões portugueses enviados para ajudar nas operações de busca e salvamento, na sequência dos dois sismos fortes que abalaram o país.
Os dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa partiram ontem à noite para a Venezuela, saídos da base aérea de Beja e numa altura em que, três dias depois dos terremotos, a presidente interina Delcy Rodríguez diz que a prioridade do governo é resgatar as pessoas dos escombros. O vice-presidente da Asprocivil, Jorge Silva, explica na Rádio Observador que o dia de amanhã é o limite para salvar vidas.
Amanhã, domingo, será o chamado deadline pra gente conseguir ainda encontrar vida em sustentabilidade de dias manter. É essa a questão que temos aqui, que é termos um espaço temporal já muito curto para encontrar vida com alguma sustentabilidade. A partir daí, começa a ser cada vez mais difícil. Não quer dizer que seja impossível, mas começa a ser cada vez mais difícil. Depois, tudo depende dos fatores e da salubrididade, água, alimentação e higiene.
Jorge Silva explica ainda como vão decorrer os trabalhos das equipas portuguesas no terreno.
As equipas estão preparadas para trabalhar bastante tempo. Aqui depois tem a ver com toda a questão que a Venezuela tem preparada para acolher estas equipas. Caso tenham comunidade de alimentação, estadia, para poderem trabalhar o máximo possível, porque estas equipas normalmente trabalham 10, 12 horas de seguida e depois descansam outras 10, 12 horas e voltam a trabalhar outra vez 10, 12 horas. E se estiverem com a comunidade suficiente, conseguem trabalhar 10, 15, 20 dias de trabalho. Mas, para já, o essencial é chegar o mais depressa possível.
Jorge Silva, vice-presidente da Asprocivil, na Rádio Observador. Nesta altura, estão confirmadas 920 vítimas mortais, número atualizado ao fim da tarde de ontem. Há também mais de 3 mil feridos. Ontem, um grupo de moradores e familiares de pessoas presas nos escombros de um edifício em Caracas, que foi atingido pelo sismo, vaiou a presidente interina Delcy Rodríguez.
E três dias depois dos sismos, a presidente interina diz que a prioridade do governo é resgatar pessoas dos escombros.
Delcy Rodríguez deixou essa garantia numa mensagem transmitida nas redes sociais, em que não atualizou o número de vítimas mortais. Ontem há essa notícia de um grupo de moradores que vaiou a presidente interina Delcy Rodríguez. A Agência France-Presse relata que Delcy Rodríguez estava a visitar uma zona nobre da capital, perto de um edifício que ruiu, com os moradores a acusarem o governo de não fazer nada pelo povo. Entretanto, já estão a caminho esses dois aviões portugueses para ajudar nas operações de busca e salvamento na Venezuela, devem chegar ao longo desta tarde.
Ainda na atualidade internacional, o Bahrain diz que o país está a ser atacado pelo Irão.
O governo do Bahrain diz que o país foi atingido por vários drones iranianos. Fala numa clara violação do memorando de entendimento assinado entre o Irão e os Estados Unidos, que pressupõe o fim dos ataques, informação avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, que considera este ataque como uma violação flagrante da soberania. Já Teerão assegura que teve como alvo apenas bases norte-americanas.
Destaque também para o Campeonato do Mundo. Cabo Verde conseguiu um aparamento histórico, está nos 16 avos de final, depois de uma fase de grupos sem derrotas.
Três jogos, três empates para a seleção cabo-verdiana, que participa pela primeira vez num Campeonato do Mundo de futebol. Ontem à noite, o empate a zero com a Arábia Saudita serviu para qualificar a seleção de Cabo Verde no segundo lugar do grupo, antes da Espanha e à frente do Uruguai. Na Rádio Observador, Miguel Fortes, presidente da Associação Cabo-verdiana do Seixal, fala num sentimento de orgulho por parte de toda a população cabo-verdiana.
Como o nosso minister diz, fé e foco nós temos que ter até os últimos minutos
Mas também nós, quando dizemos que é um feito histórico, temos de ver a capacidade dos nossos jogadores e a capacidade dos jogadores adversários que nós temos apanhado desde o primeiro jogo da Espanha. E quando ultrapassamos a barreira da Espanha, dissemos: "Bom, já vamos pensar em mais um empate com o Uruguai". Era um jogo muito complicado.
Pelo caminho, Cabo Verde vai encontrar agora a Argentina, campeã mundial em título e uma das principais candidatas a vencer o Campeonato do Mundo. Miguel Fortes espera que se o desfecho for negativo, ao menos que seja uma goleada.
Nós, ao pensar na Argentina como candidata ao título, que já teve dois ou três mundiais, não vamos pensar na equipa, vamos pensar em não sofrer golos, não ter uma derrota pesada, sabendo com quem nós estamos a jogar.
Miguel Fortes, presidente da Associação Cabo-verdiana do Seixal, ouvido na Rádio Observador depois do apuramento de Cabo Verde para a fase a eliminar do Campeonato do Mundo. Cabo Verde que vai jogar com a Argentina no dia 3 de julho.
Quem também já está apurado para os 16 avos de final do Mundial é a seleção portuguesa, José.
Independentemente do resultado que consiga esta noite, barra madrugada, frente à Colômbia, Portugal tem quatro pontos conquistados, que são suficientes para estar na fase a eliminar do Campeonato do Mundo. Resta, por isso, saber em que lugar do grupo é que fica Portugal, sendo que hoje há jogo da seleção nacional Portugal-Colômbia, marcado para a meia-noite e meia. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.
Ainda no desporto, Rui Costa assume a culpa pela má época dos encarnados.
O presidente do Benfica admite que os resultados e os reforços no plantel ficaram aquém das exigências do clube. São declarações no discurso de abertura da primeira de duas assembleias gerais que se realizam hoje nos Pavilhões da Luz. Na primeira intervenção aos sócios encarnados, Rui Costa justifica, no entanto, que a preparação da época aconteceu num contexto particularmente exigente, por força da participação do Benfica no Campeonato do Mundo de Clubes no último verão. Rui Costa fala também de erros de arbitragem que, no entender do presidente do clube, condicionaram o rendimento da equipa.
É assim que fechamos este jornal das 14h.