Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São duas da tarde. Jornal das Duas da Rádio Observador, tem edição do jornalista Miguel Cordeiro.

"O pior já passou." Palavras do primeiro-ministro sobre a correção dos exames nacionais. Acontece depois do ministro da Educação, Fernando Alexandre, ter prometido que todas as provas estariam classificadas até o final da semana. Ora, o Luís Montenegro, a falar em Atenas, afirma que o governo partilhou sempre as preocupações de António José Seguro.

Dizer que as preocupações do senhor presidente da República foram também sempre as preocupações do governo e do senhor ministro da Educação, e creio que estão reunidas as condições para podermos dizer que o pior já passou, que as garantias de rigor e de equidade no processo estão salvaguardadas e que esta segunda fase, em que já nos encontramos, possa ter muito menos perturbação do que teve a primeira e que, no futuro, o sistema possa responder.

Luís Montenegro, depois de uma reunião com o primeiro-ministro grego em Atenas, acrescentou também que a maioria das pessoas que trabalha no sistema educativo considera esta mudança no processo de correção algo positivo.

E o governo reúne hoje com sindicatos do setor da educação para preparar já o próximo ano letivo. O ministro da Educação abandonou o edifício do ministério e não está presente no encontro com a FENPROF.

Está a decorrer neste momento. Fernando Alexandre falou antes, durante a manhã, com a FNE, Federação Nacional de Educação, e com o SIPE, o Sindicato Independente de Professores e Educadores. O tema principal na agenda não é a questão dos exames nacionais, mas estes dois sindicatos referiram que Fernando Alexandre iniciou a reunião a abordar esse tema para garantir que na segunda fase não vão acontecer os mesmos problemas. A reunião com a FENPROF acontece não com o ministro, mas sim com o secretário de Estado adjunto da Educação, Alexandre Homem de Cristo.

Falando ainda de educação, há novas notas para quatro exames nacionais. O Júri Nacional de Exames identificou erros nos parâmetros de classificação e por isso, Miguel, mais de cinco mil notas foram revistas em alta.

Estamos a falar dos exames de Português com Língua Não Materna, História A, Física e Química A e também de três itens da prova de Geografia. Vamos falar deste exame, porque nesta prova, com esta alteração de três itens na prova de Geografia, foi preciso rever cerca de 5 mil exames e desses 5 mil, 4,2 mil alunos têm a nota a subir. Mas há 73 que descem com base nesta revisão. E tendo em conta a afixação tardia, o Júri Nacional de Exames não quis prejudicar os alunos e, portanto, para os alunos que com a descida de nota passam a ter nota negativa, decidiu, o Júri Nacional de Exames, que vão ter sim nove valores e meio. Estas pautas foram enviadas hoje para as escolas, pautas destas quatro disciplinas com nova revisão.

Duas horas, três minutos. Olhamos agora para a Federação dos Bombeiros do Algarve, que alerta para um verão muito complicado na região por causa da retenção das ambulâncias nas urgências, Miguel.

Uma situação que o presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve, Steven Sousa Piedade, admite que pode colocar em causa o socorro às populações no pico da época alta.

Com o que temos tido até o momento e com aquilo que é expectável que aconteça em agosto, acho que vamos ter um verão muito complicado a nível de emergência pré-hospitalar. E o nosso maior receio, à semelhança do que aconteceu no mês passado aqui em Faro, foi um doente que esteve duas horas e meia à espera da chegada do MEI, na via pública, que venha a acontecer mais vezes.

O presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve explica que a esta hora estão retidos seis meios no hospital de Faro e diz que há situações em que as ambulâncias ficam retidas durante mais de oito horas. Para minimizar a situação, a Federação pede mais macas, mas sublinha que essa medida, por si só, não resolve o problema. Steven Sousa Piedade defende que é necessário uma resposta do Ministério da Saúde.

No imediato e de forma a minimizar este problema, o que é necessário? Macas nas duas unidades locais de saúde, para que quando os meios de emergência pré-hospitalar lá cheguem com os doentes, possamos transferir esses doentes para essas macas de reserva. Não vai resolver, mas vai minimizar. Depois é preciso haver aqui uma ação de fundo, por parte da tutela, em que tem que criar condições para retirar os doentes das urgências. Quando isso não acontece, é mais uma maca que está ocupada por uma pessoa que não tem necessidade de lá estar. Oitenta por cento da causa destas retenções tem a ver com esses doentes.

E é Steven Sousa Piedade, presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve, que assina o comunicado que denuncia esta situação. É um comunicado conjunto assinado pela Federação dos Bombeiros do Algarve e pela Comunidade Intermunicipal do Algarve. Foi enviado à Unidade Local de Saúde desta região. Até o momento, não tiveram qualquer resposta.

Saúde que continua em destaque neste jornal das Duas da Rádio Observador, com o governo a garantir que o tempo global de espera nas urgências baixou, tal como o índice de abandono.

Palavras do governo, com a triagem do SNS 24, as idas à urgência caíram entre 20 a 40%, números detalhados pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Apesar do tempo de espera ter caído, nalguns casos a espera reduziu menos, como nos doentes mais complexos. E por isso, de acordo com a ministra, a taxa de internamento dos doentes que chegam às urgências aumentou. Sobre a urgência de obstetrícia de Almada, Ana Paula Martins recusa que tenha fechado e explica que o que aconteceu vai acontecer mais alguns dias.

Miguel, a ministra da Saúde anunciou também que o parecer do Infarmed sobre a eventual comparticipação de novos medicamentos para Alzheimer é negativo.

A explicação é que o medicamento inovador não apresenta valor terapêutico. Esta é uma decisão que surge depois de um alerta lançado pela Associação Alzheimer Portugal sobre a necessidade da comparticipação pelo Estado deste medicamento. Ana Paula Martins diz que há outros países europeus que emitiram pareceres negativos, mas não deixa de fora a possibilidade de no futuro os medicamentos serem comparticipados.

Isto é feito, como eu queria dizer, neste momento

Em vários países da União Europeia, concretamente nestes dois medicamentos, já emitiram pareceres que não são positivos, são desfavoráveis com os dados que temos hoje. E Portugal não é uma exceção. Neste momento, o parecer que o Infarmed tem, e que devem ser naturalmente os seus dirigentes e os peritos a falar sobre isso, mas aquilo que eu sei é que o parecer também não é positivo. Pelo menos, mais uma vez, com os dados que temos hoje. A ciência avança todos os dias, amanhã podemos ter dados diferentes.

Palavras de Ana Paula Martins, à saída de uma conferência sobre a doença de Alzheimer, na Assembleia da República. A responsável pela pasta da Saúde no governo sublinha que esta é uma matéria técnica, não é política. Diz que seria uma péssima governação na saúde se fossem tomadas decisões sem evidência técnica.

Oito minutos depois das 14h00, Miguel Cordeiro, olhamos para uma das notícias que marca esta quarta-feira, 22 de julho. Falamos da morte de Luís Represas. Faleceu hoje aos 69 anos, ao final da manhã, em Cabo Verde. O Presidente da República emocionou-se num discurso em que evocou Luís Represas.

António José Seguro estava a fazer uma intervenção num fórum em Cabo Verde, na Assembleia Nacional de Cabo Verde, e nesse discurso quis recordar Luís Represas. Fala de um músico que tocou gerações e que atravessou continentes. Emocionado, António José Seguro.

Um músico de exceção, com timbre de voz inabalável e que muito contribuiu para a afirmação e para a defesa da língua portuguesa. Invocá-lo hoje é um duplo sentimento de quem perde um amigo e de um certo Estado que se curva perante a sua memória e agradecido pelo contributo que deu ao nosso país, à cultura, à afirmação da língua portuguesa, que ultrapassou verdadeiramente vários continentes, que tocou gerações e que no fundo hoje nos faz sentir que perdemos alguém mesmo dentro de nossa casa.

Por tudo isto, António José Seguro quis deixar um agradecimento.

Muito obrigado, Luís. Como tantas vezes cantaste, talvez um dia te encontre.

António José Seguro em Cabo Verde a recordar Luís Represas. Na sequência da morte de Luís Represas, ouvem-se ao longo do dia de hoje, junto ao Palácio de Belém, algumas das canções que marcam o percurso do cantor e dos Trovante, entre as quais "Perdidamente", "125 Azul", "Timor" e "Feiticeira", canções que se podem escutar junto ao Palácio de Belém durante o dia de hoje. Esta informação foi transmitida pelo próprio Palácio de Belém. Para além de António José Seguro, que divulgou também uma extensa nota no site da Presidência da República, há outras reações, como de Marcelo Rebelo de Sousa, que já homenageou Luís Represas. Fala de um amigo de infância. Diz que os melhores momentos que teve na vida foram a ver, ouvir e a admirar Luís Represas. Luís Montenegro, Primeiro-Ministro, deixa uma mensagem na rede social X. Lamenta a morte de uma das maiores referências musicais portuguesas. A Ministra da Cultura fala também de uma das vozes mais icónicas da música nacional contemporânea e de um talentoso compositor.

Miguel, Luís Represas morreu vítima de cancro. Deixa uma longa carreira e um vasto repertório.

Estava à beira de completar 50 anos de carreira. Já tinha concertos agendados para abril do próximo ano em Lisboa e no Porto. Um dos maiores músicos e compositores portugueses, tudo começou com o grupo Trovante. O velório de Luís Represas está marcado para amanhã, na Basílica da Estrela, em Lisboa, entre as 16h e as 22h30. O funeral acontece na sexta-feira, é reservado à família. Esta manhã, na Rádio Observador, escutámos inúmeras reações, recordámos a obra de Luís Represas e todos os que escutámos recordam a voz e a amizade de Luís Represas. É o que nos conta a jornalista Marta Caramelo Nobre.

Ninguém esquece a voz incontornável do rosto dos Trovante, mas há quem lembre outras histórias. Desde logo, Júlio Isidro, que recua até aos tempos de locutor.

Entrava o Trovante todo, ou o Trovante, como quiser. Entraram pro estúdio pra apresentarem um disco chamado "Só Nosso". E disseram claramente: "Olhe, nós trazemos isso aqui, pode ser que Júlio passe porque se calhar ele não vai passar". A razão era muito simples, porque tratava-se de um disco cujos textos eu vou dizer que seria música de intervenção.

Já Simão Oliveira prefere lembrar o cantor como um amigo.

Vou ter a maior saudade dele. É uma pessoa, é um ator, é um cantor, é um amigo.

E mesmo aos amigos, Luís Represas escolheu desvalorizar a doença e focar-se no dia a dia, como explica José Cid.

Ele não disse nada, aquele malandreco. Nunca nos disse que estava assim, que tinha um problema numa perna e não sei o quê, mas afinal de contas era mais grave.

Sónia Tavares fala na importância do artista para Portugal.

Sua obra confunde-se com a própria história recente do país.

Uma influência sentida na carreira de vários artistas, como é o caso da Anabela.

E fui logo muito inspirada pela sua voz e pelas músicas dos Trovante.

Já Cati Guerreiro vai ao particular.

E era, de facto, um homem que procurava a beleza do mundo, que procurava a beleza das pessoas.

São os testemunhos dos colegas e amigos de Luís Represas, ouvidos pela Rádio Observador.

Luís Represas morreu hoje, tinha 69 anos.

Duas horas e 12 minutos, Miguel Cordeiro, olhamos para outras notícias que marcam a atualidade nesta tarde de quarta-feira.

O governo prevê que a ligação ferroviária entre Lisboa e o novo aeroporto se faça em 20 minutos. A ANA Aeroportos apresentou hoje o plano detalhado para a construção do novo aeroporto Luís Vaz de Camões. Vai ficar nos concelhos do Montijo e de Benavente. Custa entre €7 e €9 mil milhões, de acordo com este plano. A empresa prevê que a construção comece em 2029 e que fique concluída em 2033. A sessão de apresentação aconteceu no Centro Cultural de Belém, contou também com a presença do ministro Miguel Pinto Luz. O ministro aproveitou para dizer que até ao final deste mês vão ser apresentadas as propostas vinculativas para a privatização da TAP. A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre deste ano. Dados do portal online Idealista, a diminuição da oferta verificou-se em seis das 20 capitais de distrito e das regiões autónomas que foram analisadas. Coimbra e Porto foram as zonas com maiores quebras, com Lisboa a ocupar o terceiro lugar na tabela, uma quebra de 27%. Os lucros da Iberdrola aumentaram 22% nos primeiros seis meses do ano. A energética espanhola teve lucros de mais de €4 milhões. O resultado inclui uma mais-valia extraordinária devido à venda do negócio da Iberdrola no México. O grupo, também presente em Portugal, teve lucros de mais de €6 milhões em 2025, uma subida de 12% face ao ano anterior. O preço do cabaz alimentar teve a maior descida do ano. O conjunto de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO Proteste caiu €5,17 face à última semana. Está agora nos 251,29 €. O cabaz alimentar inclui carne congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe. É a maior descida deste ano.

Fica por aqui o Jornal das 14h, edição do jornalista Miguel Cordeiro. As notícias estão de regresso à Rádio Observador quando forem 14h30.