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Edição do Diogo Teixeira Pereira no Jornal das Três da Rádio Observador, que arranca a partir de agora. Em primeiro lugar, destaque para Luís Montenegro, que acusa o ministro da Cultura de pedantismo e arrogância.

Na opinião do presidente do PSD, Pedro Adão e Silva discorre há anos uma pretensa independência de opinião, mas diz Montenegro que nunca deixou de ser funcionário da narrativa socialista. Luís Montenegro foi ao Twitter, já depois do ministro da Cultura ter vindo a público rejeitar ter faltado ao respeito à Assembleia da República. Em causa estão os comentários que fez sobre a Comissão de Inquérito à TAP. Adão e Silva recusa retratar-se depois de ter dito que houve deputados a agir como procuradores do cinema americano de série B na Comissão de Inquérito à TAP. Mesmo dentro do Partido Socialista, o ministro da Cultura foi acusado de não respeitar as instituições democráticas. Agora, em declarações aos jornalistas, diz que não é por ser membro do governo que deve abdicar do espírito crítico.

Tenho um espírito bastante democrático, portanto, da mesma forma que espero que aceitem aquilo que são o meu espírito crítico e as minhas reflexões, e a preocupação com a qual encaro alguma degradação da vida pública e da vida política, como digo, nesta relação entre aquilo que é o funcionamento das instituições democráticas e a sua relação com o ciclo noticioso e comunicacional, espero a mesma abertura e a mesma capacidade de ouvir as críticas. Não vejo que mal ao mundo é que vem daí. Em lado nenhum está escrito que os membros do governo não podem fazer críticas sobre o funcionamento de outras instituições.

Pedro Adão e Silva, aos jornalistas em Évora. Declarações depois de ouvir as críticas do socialista António Lacerda Sales, que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito. Disse Lacerda Sales que o ministro da Cultura tinha faltado ao respeito à Assembleia, sem nunca mencionar o deputado socialista, Pedro Adão e Silva rejeitou as críticas.

Por que fazer observações críticas passou a ser uma falta de respeito?

Palavras de Lacerda Sales.

Eu sei, mas há pessoas que se habituaram, em geral, acho que isso acontece muito na vida pública e política em Portugal, a fazer cagueira com declarações redondas em que não dizem nada. Esse não é o meu gênero. Tanto é assim naquilo que estou a fazer como ministro da Cultura.

Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura. António Lacerda Sales tinha acusado o ministro de falta de respeito. A antiga ministra socialista Alexandra Leitão diz que estas declarações contribuem muito pouco para a saúde das instituições democráticas. E já esta manhã aqui na Rádio Observador, o antigo secretário de Estado socialista, Vitalino Canas, pede aos membros do governo que protejam as instituições democráticas. Também esta manhã, aqui na Rádio Observador, o deputado da Iniciativa Liberal, Bernardo Blanco, criticou a falta de cultura democrática de Pedro Adão e Silva.

E na Madeira, o presidente do governo regional classificou hoje de escandalosa a decisão de acabar com os vistos gold em todo o país.

Miguel Albuquerque considera que a decisão é centralista.

Eu acho que é escandaloso que esta decisão centralista do governo tenha sido aplicada ao país todo. E por quê? Porque, em primeiro lugar, os vistos gold só tiveram em vigor na Madeira durante um ano. Ao contrário do que Lisboa e Porto, tiveram mais de 10 anos. A situação da Madeira é uma situação completamente diferente daquilo que se passa em Lisboa, e medir as consequências e os motivos em função de bitola de Lisboa é errado. Ou seja, os vistos gold só tiveram aqui um ano. Nós propusemos abrir um regime de exceção para as regiões autónomas, foi chumbado pelo PS.

Face a esta situação, Miguel Albuquerque diz que a situação na Madeira é completamente diferente da de Lisboa e considera incorreto medir as consequências e os motivos apenas em função do que se passa na capital.

Porque isto prejudica imenso o investimento estrangeiro. Nós precisamos de investimento estrangeiro. Uma das formas de nós trazermos investimento estrangeiro é através dos vistos gold. Portanto, é um disparate. Um país que não tem capital, precisa de capital, precisa de trazer investidores. Como é que vai acabar com uma fonte de captação de investimento, de capital, quando precisa desse capital? Portanto, isso é tudo um disparate. Quer dizer, isto é governar com os pés.

Governar com os pés, diz Miguel Albuquerque. Face a esta situação, o chefe do governo regional anunciou à Agência Lusa que vai fazer uma proposta para reverter a medida na Madeira. A proibição dos vistos gold vai, segundo Miguel Albuquerque, prejudicar o investimento estrangeiro na economia regional. De recordar que a proposta do governo de António Costa para acabar com as novas autorizações de residência para investimento em habitação, foi aprovada na passada quinta-feira com os votos favoráveis do PS, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português.

E Diogo Teixeira Pereira, nesta segunda-feira, a bastonária da Ordem dos Advogados admite que quer que o Estado pague os estágios profissionais dos recém-licenciados em Direito.

Um pedido que surge na sequência da proposta aprovada pelo governo de alteração de estatutos das várias ordens profissionais, que obriga os patronos a pagar pelo menos 950 € por mês aos estagiários. Para Fernanda de Almeida Pinheiro, há muitos advogados que não têm como pagar aos recém-licenciados. E se o governo tem dinheiro para financiar empresas para que gerem lucros Pode fazer o mesmo com os estágios.

Era importante colocar à disposição uma bolsa onde isso fosse possível. Aliás, esta é uma profissão de interesse público. Não vejo sequer porque se chocam as pessoas com isto. Se o Estado financia empresas cujo objeto é o lucro, por que razão é que haveria de ficar chocado em colocar à disposição meios para que possam os senhores patronos usufruir deles, caso seja necessário, e remunerar os seus estagiários enquanto estão a ministrar estágios? Porque senão, e aí sim, o que vai acontecer é que vão recusar-se a fazer, porque não têm essa capacidade, e ficarão os jovens desprotegidos e sem acesso aos seus estágios.

A bastonária da Ordem dos Advogados, em entrevista ao programa "Justiça Cega", aqui na Rádio Observador, Fernanda de Almeida Pinheiro diz ainda que pode recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia para contestar as alterações do governo à lei dos estatutos.

Portugal vai ter um novo cardeal, Américo Aguiar. É bem conhecido em Leça do Balio.

Nasceu lá em 1973. Estamos a falar do Conselho de Matosinhos. A jornalista Ana Catarina Peixoto esteve nesta freguesia para saber como é que esta nomeação foi recebida e a opinião parece ser unânime.

Em Leça do Balio, a notícia foi recebida com satisfação.

Eu fiquei toda contente quando ouvi falar dele. Olha, fiquei contente.

Dom Américo Aguiar foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco e Maria de Fátima Leite gostou da notícia. Foi nesta freguesia de Matosinhos que Dom Américo Aguiar nasceu e foi no Mosteiro de Leça que começou o percurso na igreja, como recorda Maria de Fátima.

Sei, eu fui também.

Conheceu-o?

Foi, ele foi criado aqui com nós e eu gostamos muito dele. Foi catequista e vinha aqui sempre. Foi o padre que o pôs assim.

Delminto Ferreira vive em Leça há mais de 20 anos e considera esta nomeação especial.

Entendo que ele merece e é uma honra pra freguesia, pra todos os habitantes desta freguesia. Dá mais valor à nossa freguesia, ao nosso mosteiro, tudo fica mais conhecido.

Apesar de conhecer Dom Américo Aguiar apenas pelo que vê e ouve, vê com bons olhos esta escolha.

Acho que é uma coisa justa e que o Papa Francisco entendeu que ele que merecia esta honra e antes de acabar, promoveu e eu acho muito bem.

Também Carolina Silva, outra habitante de Leça do Balio, partilha da mesma opinião.

Muitas vezes dá na televisão e eu estou atenta ao que ele diz.

Portanto, é uma boa escolha?

É, acho que sim. Se foi escolhida por nosso papa e o povo também ajudou, acho que está bem.

A satisfação do povo de Leça do Balio, Dom Américo Aguiar, será o 48° cardeal português.

Reportagem da jornalista Ana Catarina Peixoto em Leça do Balio, a terra onde Américo Aguiar nasceu há 49 anos. Ontem, o Papa Francisco incluiu o nome de Américo Aguiar na lista de nomes que vão ser elevados a cardeal no próximo consistório marcado para o dia 30 de setembro.

E de Leça do Balio passamos para a atualidade internacional com Diogo Reino Unido e os Estados Unidos que concordam com a rápida adesão da Suécia à NATO.

Foi um dos pontos discutidos por Joe Biden e Rishi Sunak. O presidente dos Estados Unidos esteve reunido com o primeiro-ministro em Londres esta manhã. Nesta que é uma visita do chefe de Estado norte-americano à Europa, com a duração de três dias antes da Cimeira da NATO em Vilnius. Além da questão da adesão da Suécia à NATO, os dois chefes de governo fizeram questão de mostrar as boas relações que têm neste momento. Joe Biden destaca a relação sólida entre as duas nações. Já Sunak relembra a Declaração do Atlântico, assinada há cerca de um mês na Casa Branca.

Não podia estar com um amigo mais próximo e o maior aliado. Temos muito para discutir, acho que estamos bem e penso que estamos a avançar de forma positiva. A relação entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha é extremamente sólida e estou ansioso pelas nossas conversações.

É fantástico podermos continuar com as nossas conversações que iniciamos há cerca de um mês na Casa Branca, onde assinamos a primeira Declaração do Atlântico. Sei que iremos falar disso hoje, de forma a fortalecer a nossa cooperação e segurança económica em prol dos nossos cidadãos.

Primeiro-ministro britânico e o presidente dos Estados Unidos num som transmitido pela RTP, mas de resto nem tudo é um mar de rosas, porque Biden e Sunak têm neste momento uma discordância na guerra da Ucrânia. Os americanos querem enviar bombas de fragmentação para Kiev, os ingleses são contra. Entretanto, Biden e Carlos III estão reunidos no Castelo de Windsor.

Quanto ao secretário-geral da NATO, diz que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre a entrada da Ucrânia, mas espera uma forte união de todos os aliados.

Jens Stoltenberg está confiante no processo de adesão e tranquiliza o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

Estou confiante de que os aliados vão concordar numa mensagem clara no que diz respeito à Ucrânia. Ainda não foi tomada nenhuma decisão final, mas tenho a certeza que vai existir união e uma mensagem forte na Ucrânia.

São declarações de Jens Stoltenberg à margem de uma conferência de imprensa da Aliança Atlântica na Lituânia. Isto depois de Dmytro Kuleba ter tuitado que os aliados da NATO chegaram a um consenso para deixar de exigir que Kiev seguisse um plano de ação para adesão, uma parte do percurso para entrar na aliança a que todos os países tiveram de cumprir. O ministro ficou satisfeito com esta decisão e disse que este era o melhor momento para esclarecer o convite à adesão da Ucrânia.

E Diego Teixeira Pereira, de Leste, chega a notícia de que Vladimir Putin se reuniu com Prigozhin dias depois da rebelião do grupo Wagner.

É uma informação avançada pelo porta-voz do Kremlin, o encontro aconteceu no dia 29 de junho e durou três horas. De acordo com Dmitry Peskov, citado pela Sky News, na reunião estiveram dois comandantes do grupo Wagner, que disseram que iriam continuar a lutar pelo presidente russo. Para além do encontro com Putin, o jornal francês Libération dá conta de que Prigozhin está no Kremlin pelo menos desde 1 de julho.

E falando na guerra da Ucrânia e na situação que a contorna, já a seguir vai estar em destaque mais uma edição de "A Guerra Traduzida", logo depois deste jornal das 15h. Para já, no que diz respeito ao desporto, fica um repto: fazer o impossível. É, de resto, com esta mensagem que Marcelo Rebelo de Sousa se despediu da seleção portuguesa de futebol feminino no encontro que antecede o mundial.

A equipa das Quinas segue hoje para a Nova Zelândia, onde vai jogar o primeiro Campeonato do Mundo da história. Na despedida, o Presidente da República recebeu a seleção no Palácio de Belém e conversou com o plantel e a equipa técnica. Marcelo admite que a missão é muito complicada, até pelo grupo que calhou à equipa lusa, com os Estados Unidos e Países Baixos, mas pede para que se faça o impossível.

Como se não bastasse, a vossa fase de apuramento é a mais difícil de todas. Tem a campeã e a vice-campeã. Parece de propósito, mas ainda bem que é assim. Era mau se o vosso espírito não fosse esse, fosse o espírito de ir lá para ver o que dá. Mas ver o que dá. Vamos lá para representar razoavelmente as cores nacionais. Vamos lá para tentar empatar jogo e encontrar uma forma simpática de resistir ao que é impossível. Não, o vosso espírito é fazer o impossível.

Um pedido de Marcelo Rebelo de Sousa, que é encarado pelo plantel com responsabilidade. Quem o diz é a capitã Dolores Silva, que pede o apoio de todos os portugueses, mesmo que seja pela televisão.

Sem dúvida alguma, aquilo que nós vamos levar na bagagem é muito o espírito que vivemos ainda há dias no Bessa com os nossos adeptos. Todo esse apoio que tem sido demonstrado à nossa seleção dá-nos um grande alento para enfrentar este grande desafio, mas acima de tudo, para além de desfrutarmos, vamos também ter uma grande responsabilidade. Temos trabalhado muito forte para que quando chegar o momento, possamos representar Portugal mais uma vez da melhor maneira possível e honrar todos os que aqui estão presentes e todos os que vão estar em casa a apoiar-nos, que espero que seja também por um longo período de tempo.

Dolores Silva, capitã portuguesa da Seleção Nacional Feminina, segue hoje para a Nova Zelândia para a estreia de Portugal no Mundial. O pontapé de saída é no dia 23, contra os Países Baixos.

Vamos a isso, meninas. Passam agora 13 minutos das 15h, altura para o espaço de informação local e regional, Diogo.

Começamos em Vila do Conde. Já arrancou o Festival de Curtas até sexta-feira. O evento internacional conta com uma exposição dedicada ao processo criativo de Ice Merchant, de João Gonzalez, a curta-metragem portuguesa que esteve nomeada para os Oscars. O realizador vai ainda apresentar escolhas cinematográficas especiais. Em Aveiro, arranca esta semana o Festival dos Canais, um encontro multidisciplinar de artes em espaço público que interliga os canais da ria de Aveiro com o quotidiano e a vida do território. Para além das belas artes, dança, circo, a música também é palco neste festival. Arranca na quarta-feira com o concerto da Banda Sinfónica Portuguesa, no Cais do Fonte Nova. Na sexta-feira é a vez dos Dama, com o Baixinho. No domingo, há Camané, Ricardo Ribeiro e António Zambujo. A Rádio Observador vai acompanhar este Festival dos Canais, de resto com uma emissão especial em direto a partir de Aveiro ao longo da semana. Em Santarém, o Instituto Politécnico vai iniciar o ano letivo com novos cursos. O Instituto Politécnico de Santarém vai inaugurar mestrados em Gestão, Informática Aplicada, Enfermagem de Saúde Familiar e Enfermagem de Saúde Mental. Vão ser ainda disponibilizados sete novos cursos de pós-graduação. Na Amadora, já se conhece a data de abertura de candidaturas ao programa de apoio à renda no parque habitacional privado. As candidaturas abrem de hoje a uma semana, abrem no dia 17 de julho e terminam a 15 de agosto. Podem ser feitas através de uma plataforma eletrónica. No Seixal, a Quinta da Fidalga vai receber uma visita guiada em língua gestual. É uma atividade que surge no âmbito do projeto Jardim Gestual, Jardim dos Sentidos, e tem como objetivo que os participantes sintam este espaço usado antigamente pela nobreza, mas de uma forma diferente. A visita está marcada para o dia 30 de julho. As inscrições podem ser feitas através do site da Câmara Municipal do Seixal.

É o ponto final no Jornal das Três, edição do jornalista Diogo Teixeira Pereira, que está de regresso às 15h30 para uma segunda