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Luís Soares. Muito boa tarde, Luís. Vamos às notícias. Começamos com a União Europeia, aprovou uma resposta conjunta às tarifas norte-americanas dos produtos europeus como aço e alumínio.
Os Estados-membros deram luz verde à proposta da Comissão Europeia para aplicar taxas alfandegárias até 25% a uma lista de bens dos Estados Unidos em três fases distintas. Em comunicado, o executivo comunitário explica que a União Europeia considera as tarifas norte-americanas injustificadas e prejudiciais, causando prejuízos econômicos a ambos os lados, assim como à economia global. Os 27 declaram a clara preferência para encontrar soluções negociadas com os Estados Unidos que sejam equilibradas e mutuamente benéficas. Bruxelas responde assim à decisão da administração norte-americana de impor taxas alfandegárias de 25% sobre importações de aço e alumínio da União Europeia. A reação não contempla ainda a posição sobre as taxas de 20% anunciadas por Donald Trump na semana passada. A Comissão vai agora desencadear os procedimentos internos necessários. Está previsto que as contramedidas entrem em vigor a 15 de abril. No entanto, há a possibilidade dessas medidas serem suspensas em qualquer momento, caso os Estados Unidos concordem com uma solução negociada, justa e equilibrada.
Já antes, a China tinha anunciado uma resposta a essas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
Pequim vai impor uma taxa de 84% sobre os produtos norte-americanos a partir de amanhã, anúncio feito pelo Ministério das Finanças chinês, tarifas que ficam acima da taxa de 34% anunciada anteriormente em retaliação às taxas anunciadas por Donald Trump. O anúncio chinês acontece no dia em que entram em vigor as taxas dos Estados Unidos sobre produtos chineses no valor de 104%. O governo chinês assegura que tem uma vontade firme e recursos abundantes para responder com determinação se os Estados Unidos insistirem em intensificar ainda mais as medidas econômicas e comerciais restritivas. Uma retaliação que está, de resto, a afundar ainda mais os mercados bolsistas um pouco por todo o mundo. O economista Felipe Garcia considera que a guerra de tarifas entre Estados Unidos e China está fora de controle e não vai acalmar até os países sentarem à mesa das negociações.
Era de esperar algum tipo de retaliação, se calhar não nesta dimensão, mas neste momento as coisas parecem estar um bocadinho fora de controle, com um grande finca-pé dos dois lados e fica a sensação de que isto só terminará quando alguma coisa partir, ou seja, quando houver algum dano importante a nível de mercados financeiros, a nível económico, algum tipo de pressão que leve a que os dois lados se sentem à mesa de uma forma mais séria. Para já, o que se vê é pouca perspectiva que isso aconteça.
Felipe Garcia, a propósito desta nova retaliação de Pequim às tarifas de Donald Trump, uma taxa adicional de 84%. Felipe Garcia considera que o futuro é ainda incerto, porque diz faltar um adulto na sala.
E por causa destas tarifas, o governo português reúne-se amanhã para debater medidas para as empresas. O primeiro-ministro assume preocupação.
Entre ontem e hoje, o Ministério da Economia está a falar com as várias associações dos vários setores para avaliar o impacto e potenciais medidas. Questionado sobre se o governo não deveria ter já agido, Luís Montenegro remete explicações para amanhã, mas também para Bruxelas.
Estamos em diálogo permanente com a Comissão Europeia e estamos também a tratar da nossa parte mais individualmente considerada. Amanhã teremos um Conselho de Ministros que será dedicado a esse tema e falaremos amanhã.
Não vale o dia já dar uma resposta.
Falaremos amanhã, está bem? Pode ser?
O primeiro-ministro que remete para amanhã as medidas relacionadas com as empresas portuguesas. Já esta manhã, o líder do PS acusou o governo de nada fazer para apoiar as empresas depois das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.
E uma das medidas do governo para mitigar o impacto das tarifas norte-americanas deve passar por facilitar créditos e financiamentos a 100%.
A Confederação do Comércio e Serviços foi recebida pelo Ministério da Economia, levantou o pano sobre essas medidas que estão a ser preparadas pelo governo, ainda que sem muitos detalhes. A CCP fala em medidas adequadas. A acompanhar essas reuniões no Campus 21 está a jornalista Nadine Soares. Nadine, já começam a surgir mais detalhes sobre o plano do governo para combater as tarifas de Trump?
Têm sido reuniões informativas sobre este plano de ajudas, mas a Confederação de Comércios e Serviços levantou um pouco este pano sobre a estratégia para combater então o impacto das tarifas por parte de Donald Trump. Ainda que sem esses detalhes, o presidente José Vieira Lopes confirma que o plano vai ser apresentado publicamente amanhã, como também já tínhamos ouvido há instantes por parte do Luís Montenegro, e para já, José Vieira Lopes fala em exemplos de medidas a serem implementadas, como por exemplo, essa facilitação de créditos e também financiamentos a 100%.
Vai depender da dimensão e do tempo em que durar todos esses conflitos comerciais. Como arranque, parecem-nos medidas aplicáveis e com interesse.
Como é que elas serão aplicadas às empresas?
Serão medidas no sentido de facilitar os créditos, algumas medidas a fundo perdido, no sentido de incentivar a diversificação de exportações, financiando as atividades nesse sentido. São medidas que globalmente penso que são adequadas.
Financiamentos a 100%, como é que é?
Nalguns casos, alguns custos a 100%, o governo entrou em pormenores.
Declarações de João Vieira Lopes aos jornalistas aqui no Campus 21. A CCP, esta Confederação de Comércio e Serviços, mostra ainda a preocupação com o impacto destas tarifas de Trump na economia portuguesa. Para já, fala num plano adequado, mas avisa já que vai depender do tempo que durar esta guerra comercial. Neste momento está reunida com o ministro Pedro Reis, a última associação empresarial a ser ouvida neste segundo dia de encontros, a Confederação de Turismo de Portugal.
Nadina Soares aqui em direto, ela que está a acompanhar estas reuniões do governo com algumas medidas que já começam a ser conhecidas, nomeadamente esses créditos e financiamentos 100% facilitados pelo Estado.
A ministra da Administração Interna não confirma se vai ou não fazer parte do próximo governo. Isto em caso de vitória da AD nas legislativas de 18 de maio.
O Observador sabe que Margarida Blasco não deverá ser reconduzida no cargo, se a coligação PSD/CDS voltar a vencer as eleições. Apesar do foco de Luís Montenegro estar na campanha, já há alguns ministros que estão de saída. O afastamento da ministra não estará relacionado com motivos políticos. De resto, terá sido a própria Margarida Blasco a manifestar a indisponibilidade por motivos pessoais e familiares para ser reconduzida. Confrontada com esta notícia, Margarida Blasco não esclarece o assunto e diz que ainda é cedo para discutir o tema.
Neste momento é extemporâneo responder a quaisquer questões dessa índole.
Senhora ministra, há uma notícia que diz que a senhora não estará disponível. Confirma essa informação?
Aquilo que eu tenho a dizer é o seguinte: nós continuamos a trabalhar e vamos continuar a trabalhar.
Está a falar na nossa intenção, sempre no plural. Vai fazer parte desse plural, senhora ministra?
Eu já vos disse que era extemporânea essa pergunta. Aquilo que eu tenho a dizer, está dito.
Margarida Blasco, questionada pela RTP sobre esta notícia do Observador, que sabe também que a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, não deverá integrar a equipa do próximo governo da AD, em caso de vitória nas eleições de 18 de maio.
E vamos às notícias de âmbito local.
Começam hoje as obras de ampliação da requalificação dos arruamentos da zona envolvente da Santinha Alto Seixalinho, no Barreiro. O trânsito está cortado entre a Rua Domingos Duarte, junto ao Clube Desportivo Recreativo, passando pela Rua Capitães de Abril, terminando também na entrada do Bloco Sor. O motivo das obras é a requalificação de passeios e substituição de redes de águas e saneamento. Está previsto a circulação volta ao normal no prazo de um mês. Os trabalhadores das empresas Compasso Mol de Pombal paralisaram a produção e fizeram greve. Com este protesto, os trabalhadores querem melhores salários, valorização das categorias profissionais e negociação do contrato coletivo. Uma paralisação que começou à meia-noite, estendo-se até às 8h de sexta-feira. A Câmara do Porto está a promover uma academia de empreendedorismo social para jovens do ensino secundário. É um boot camp que acontece no dia 15 de abril, começa às 9h, termina às 18h. O local escolhido foi o Instituto Superior de Serviço Social do Porto. A entrada é livre, mas é necessária uma inscrição. Em Oeiras, os Jardins do Palácio do Marquês de Pombal vão ser palco a 12 e 13 de abril do evento "Era Uma Vez nos Jardins do Marquês, a Primavera", iniciativa que oferece diversas atividades pensadas para promover a cultura, a gastronomia e o comércio local. A entrada é livre, o evento começa às 10h e termina às 21h. A Biblioteca do Cadaval organizou uma Feira do Livro Solidária, um evento que acontece a 12 de abril, entre as 10h e as 17h, na Praça da República. Para comprar um livro, tem de se pagar com um alimento. E começa hoje mais uma edição do Ovar em Jazz, um evento que acontece no Centro de Artes de Ovar até sábado. Conta com a presença de vários nomes, também estreias mundiais e concertos gratuitos.