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Vamos atualizar a informação. Jornal das 3, na Rádio Observador, com Miguel Videira. Miguel, o presidente da República considera que devem ser os eleitores a fazerem um juízo sobre a responsabilidade política do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, no caso do acidente do Elevador da Glória.

Isto numa altura em que algumas vozes se erguem para pedir a demissão de Carlos Moedas. O presidente da República não tem dúvidas que o autarca de Lisboa tem responsabilidade política neste caso. À pergunta sobre quais as consequências que decorrem dessa responsabilidade, o entendimento de Marcelo Rebelo de Sousa.

Estar a debater a responsabilidade política e dizer que isso implica a demissão, quando se está a um mês de eleição, é não perceber que o juízo sobre a responsabilidade política em cargos eletivos é dos eleitores. E os eleitores, se houver eleições daí a um mês, daí a dois, daí a seis, daí a sete, é oito. E tiveram a oportunidade, por exemplo, em relação ao governo, que eu não exonerarei, de se pronunciar, reafirmando a confiança.

A palavra aos eleitores. O presidente da República foi também questionado sobre se considera ajuizada a decisão de Carlos Moedas de não aceitar o pedido de demissão do presidente da Carris.

Eu acho que o senhor presidente da Câmara Municipal fez bem, no momento em que decidiu, porque não havia nada apurado. No termo do apuramento, se verá se, ou não, é uma daquelas circunstâncias em que, mesmo sem haver culpa subjetiva. Apesar de tudo, é um sinal de natureza administrativa, objetiva, de responsabilidade objetiva, tomar uma decisão relativamente a responsáveis de uma entidade pública.

Acertada, na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, a decisão do presidente da Câmara de Lisboa de não aceitar o pedido de demissão do presidente da Carris.

Noutros temas, a Rússia atingiu Kiev na última noite. Este é o maior ataque com drones desde o início da guerra na Ucrânia.

E pela primeira vez foi atingido um edifício governamental. De acordo com as autoridades ucranianas, foram lançados mais de 800 drones e mísseis. A Ucrânia conseguiu abater e neutralizar a maioria, mas não evitou que 40 localidades em todo o país fossem atingidas. Há registro de dois mortos e pelo menos 15 feridos. Na Ucrânia, em Kiev, estavam na altura do ataque os enviados especiais do Observador, Rui Pedro Antunes e o fotojornalista João Porfírio. Esta manhã, o Rui Pedro Antunes relatou assim os momentos que coincidiram com o ataque de Moscovo.

Miguel, as sirenes aqui começaram a tocar às 06:00 em ponto, eram 04:00 em Portugal. Nós recebemos os avisos através de um pequeno alto-falante que existe nos quartos, tanto eu como o João Porfírio. E depois até falámos os dois e fomos ver a aplicação, o que estava a passar, e percebemos que era um ataque global a todo o território da Ucrânia, ou pelo menos todo o território estava debaixo desses mesmos alertas, uns mais graves do que outros. Percebemos depois que um dos maiores estragos e também onde houve vítimas foi na capital, em Kiev, ou seja, bastante longe da zona onde nós nos encontramos. Mas com uma curiosidade, que foi a primeira vez que um edifício governamental foi diretamente atingido. Não significa que seja a primeira vez que é um alvo, mas que é atingido. E a própria primeira-ministra ucraniana lembrou isso. O que é curioso também, embora não seja fundamental para o curso da guerra, é que de facto nós ontem estivemos com a primeira-ministra, nós e também alguns portugueses, numa delegação que veio com a Comissão Europeia e também com a Agência Erasmus, e a própria primeira-ministra ucraniana fez questão de conviver com os portugueses e também de puxar pelos valores da Europa. Um outro detalhe é que está prevista uma entrevista do Observador com a primeira-ministra, que acabou por não acontecer. Ela, mesmo a cinco a 10 minutos da última marcação para a entrevista, disse que não tinha agenda e que tinha mesmo que seguir para Kiev. E isto foi exatamente horas antes deste ataque que atingiu o edifício governamental. Naturalmente, à hora em que foi o ataque, não teria lá ninguém, nenhum ministro, e, portanto, não é disso que se trata, mas foi de facto um ataque muito violento, que não se sentiu propriamente em Lviv, onde nos encontrávamos, mas que é um dos maiores e de larga escala deste ano.

Rui Pedro Antunes e João Porfírio, enviados especiais do Observador, como aqui escutávamos o Rui a explicar. Eles estão em Lviv, não estão em Kiev, a capital da Ucrânia, que foi atingida esta madrugada pelos drones da Rússia pela primeira vez, como o Rui aqui também sublinhava, foi atingido um edifício governamental.

E em Bruxelas, a esta hora, milhares de pessoas saem à rua numa ação de apoio ao povo palestiniano.

A manifestação nacional começou à 13h, na Gare du Nord, em Bruxelas. Foi convocada pela Amnistia Internacional, apoiada por quase 200 organizações. De acordo com as autoridades de Bruxelas, são esperadas mais de 70 mil pessoas. Os manifestantes pedem o fim do genocídio na Faixa de Gaza. Esta é uma manifestação que acontece poucos dias depois do governo chegar a um acordo sobre a posição da Bélgica em relação à guerra em Gaza. Bruxelas promete reconhecer o Estado palestiniano assim que todos os reféns forem libertados e o Hamas for desmantelado. A Bélgica já impôs várias sanções a Israel. No entanto, as associações envolvidas na manifestação exigem que se vá mais longe e pedem um bloqueio aos investimentos e às relações econômicas, políticas e diplomáticas com Israel.

Vamos ao desporto. Corre-se a esta hora o Grande Prémio de Itália de Fórmula 1.

Assim é, com Lando Norris, o piloto da McLaren, a liderar nesta altura, concluídas que estão 45 de 53 voltas ao circuito de Monza. O companheiro de equipa, Oscar Piastri, está no segundo posto, a quatro segundos de Lando Norris. A terceira posição é ocupada por Max Verstappen, que saiu da primeira linha da grelha de partida para este Grande Prémio de Fórmula 1 de Itália, corrido no circuito de Monza.

E Miguel, é já esta noite, pela segunda vez este ano, vai ocorrer um eclipse lunar, conhecido popularmente como lua de sangue.

Pela cor avermelhada que a Lua assume. A jornalista Mariana Rebocho conversou com o astrónomo José Augusto Matos, que nos explica este fenómeno. O momento vai durar cerca de 82 minutos. Vai ser o mais longo eclipse lunar de 2025. E o que é que está na origem da mudança de cor da Lua?

A Lua, quando passa na sombra da Terra, é eclipsada e, portanto, uma das coisas que as pessoas vão ver é aquela sombra cinzenta sobre a Lua, aquela sombra escura que vai, de facto, eclipsá-la. Mas além disso, há um outro fenómeno que tem a ver com a questão da cor vermelha, que é como a Terra está à frente da Lua, portanto está entre a Lua e o Sol, há a luz solar que atravessa a atmosfera da Terra e que vai provocar esse efeito vermelho na Lua.

A explicação para a cor avermelhada que a Lua vai assumir. E por volta de que horas é que pode ser observado este fenómeno?

Por volta das 20h. As pessoas podem observar ela aparecer. Claro que é preciso saber exatamente onde ela aparece, porque ela, como já vai nascer em eclipse, estará ocultada pela sombra da Terra. E, portanto, a pessoa tem que ter mais ou menos uma ideia de onde é que ela nasce e depois observar, porque ela, apesar de estar em eclipse, consegue-se ver a olho nu.

Olhos no céu, ali mais ou menos por volta das 20h. O primeiro eclipse total da Lua deste ano ocorreu em meados de março. Volta a repetir-se mais logo.

Oito minutos para das 15h. Miguel, vamos às notícias de âmbito local.

Começamos por Loures. A falha informática no Hospital Beatriz Ângelo obriga a novo adiamento das consultas, operações e outros atos médicos que estavam agendados para amanhã. O problema foi detetado na quinta-feira e ainda não está resolvido. Em Santarém, um jovem morreu esmagado pelo carro que estava a reparar. O alerta foi dado por volta das 22h de ontem. O acidente ocorreu quando uma cave que usava para elevar a viatura partiu. Em Ovar, seis pessoas ficaram feridas numa colisão entre dois carros. O choque ocorreu junto a uma rotunda, nas imediações do restaurante Paris. Os feridos foram transportados para o Hospital São Sebastião, na feira. Uma aluna de 10 anos, do Porto, vai representar Portugal num concurso de mandarim na China. O evento decorre em Pequim entre 16 e 26 de setembro. São selecionados os melhores alunos estrangeiros da língua para provas de proficiência, cultura e talento. É a primeira vez que Portugal vai ter um participante no escalão do ensino básico. Madalena Moutinho, estudante do Agrupamento de Escolas Clara de Resende, no Porto, assume a responsabilidade de representar o país. As Caldas da Rainha celebram o Dia Mundial do Turismo. O município promove no dia 26 de setembro a iniciativa Olhar o Turismo. É destinado apenas a profissionais do setor e alunos do ensino profissional de Turismo da cidade e outras estruturas formativas da área. O evento vai ocorrer no Espaço de Turismo das Caldas da Rainha e na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. O Seixal celebra gastronomia com sabores tradicionais, cultura e história. O conselho acolhe a Festa da Gastronomia com propostas de cozinha tradicional local e de outras origens, além de oficinas e preparação de receitas ao vivo. O evento está marcado para o dia 15 de dezembro, na Baía, no Coração do Tejo.

Está feito o jornal das 15h.