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No Médio Oriente.

Vamos à edição das 15:00 na "Rádio Observador" com o Miguel Videira e começamos com o conflito no Médio Oriente. O primeiro-ministro revela que tem estado em contacto com os portugueses que se encontram em diversos locais afetados por este conflito.

Luís Montenegro falava há pouco à margem da apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios rurais em Ponte da Barque. Aos jornalistas, reforçou o desejo de que seja possível restabelecer o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar. E sublinha também que o governo está a acompanhar os portugueses que se encontram nos países afetados por este conflito.

Temos tido vários contatos e temos, sobretudo, feito um apelo para que todos aqueles que tenham essa necessidade, alguns dos quais são turistas, que estão em trânsito e foram apanhados completamente desprevenidos, possam ter acesso ao número de emergência consular e através dele entrar em contato conosco para tentarmos, juntamente com as companhias aéreas, agilizar o seu regresso a Portugal.

Palavras do primeiro-ministro há instantes em Ponte da Barque, à margem da apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios.

Os portugueses retidos no navio cruzeiro no Dubai estão tranquilos, Miguel, aguardam indicação para o voo de regresso a Portugal.

É esse o relato feito por um dos passageiros à jornalista do Observador, Nadine Soares. São 30 os passageiros portugueses retidos nesta embarcação. Fernando Abrantes explica que há um ambiente de aparente tranquilidade.

Não ouvimos explosões, víamos ao longe o fumo, creio que foi do hotel que foi atingido e a partir daí estamos aqui confinados no barco, com a recomendação de não sair. E já fomos informados pelo comandante que, assim que o espaço aéreo fosse aberto, iriam ser remarcados os voos de regresso. O aeroporto Abu Dhabi estaria a permitir um número limitado de voos, mas no Dubai ainda não se sabe nada. Pelo menos aqui a vida no barco vai tranquila, não é? Não há grandes alaridismos, as pessoas estão calmas, um bocadinho na expectativa.

O navio está a ser protegido por embarcações de guerra. Os passageiros esperam que estejam reunidas condições de segurança para o regresso a Portugal.

Miguel, até o momento não há tropas dos Estados Unidos no Irão. A possibilidade, ainda assim, não é descartada.

É isso mesmo que diz o secretário de Defesa norte-americano numa conferência de imprensa ao início da tarde. Pete Hegseth justificou o ataque norte-americano contra Teerão e quando foi questionado sobre se existem ou não soldados americanos no terreno, em solo iraniano, respondeu assim Pete Hegseth:

"Não, mas não vamos entrar no exercício de dizer o que vamos ou não vamos fazer. É uma falácia que presidentes devam dizer ao povo norte-americano e aos nossos inimigos exatamente o que vamos fazer, exatamente o que estamos ou não disponíveis a fazer. É uma tolice. O presidente Trump garante que os nossos inimigos sabem que vamos até onde for preciso para defender os interesses norte-americanos. Mas não somos idiotas, não precisamos de mandar para lá duas mil pessoas e ficar lá 20 anos."

Já quanto aos motivos que levaram a esta intervenção militar norte-americana e de Israel contra o Irão, o secretário de Defesa volta a manifestar suspeitas sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão estava a construir mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para as suas ambições nucleares. O Irão tinha uma arma convencional apontada à nossa cabeça enquanto tentavam mentir até conseguir uma arma nuclear. Parece que o regime que cantava "Morte à América e morte a Israel" recebeu morte da América e de Israel. Esta não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime mudou. Isto não é o Iraque, isto não é uma guerra sem fim. A América está a realizar o ataque aéreo mais poderoso e preciso da sua história.

Pete Hegseth garante ainda que os Estados Unidos procuraram uma solução pacífica com as diferentes rondas negociais com as autoridades iranianas, mas que Teerão não esteve disponível para negociar.

E nesta conferência de imprensa no Pentágono, ao lado do secretário de Defesa norte-americano, esteve Dan Kane, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos.

Confirmou a morte de quatro militares desde o início da operação na madrugada de sábado e avisou que espera mais baixas, tendo em conta a natureza da intervenção militar.

Para ficar claro, como disse o secretário, esta não é uma operação única que será concluída da noite para o dia. Os objetivos militares que foram atribuídos ao Comando Central e à Força Conjunta vão levar algum tempo para serem alcançados. Em alguns casos, vão ser trabalhos difíceis e árduos. Esperamos sofrer mais baixas e, como sempre, trabalharemos para minimizar as baixas dos Estados Unidos. Mas, como disse o secretário, tratam-se de operações de combate importantes.

Conferência de imprensa desta tarde no Pentágono. O chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano garante ainda que as operações vão continuar no Médio Oriente e em todo o mundo.

Miguel, este ataque deste fim de semana dos Estados Unidos e de Israel teve início poucas horas depois de uma nova ronda negocial em torno do programa nuclear iraniano. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica revela que houve resistência por parte do Irão.

Por exemplo, para permitir o acesso dos técnicos a toda a informação relacionada com esse programa nuclear.

A nossa avaliação da situação passada e atual em relação ao programa nuclear iraniano é muito clara e tem sido apresentada nos relatórios. Esta é a minha avaliação. É uma avaliação baseada no fato de o Irão ter um programa nuclear muito grande e ambicioso, ao qual não temos acesso e que deveríamos ter.

Um pedido feito por várias vezes a que o governo iraniano não acedeu. Rafael Grossi espera, ainda assim, que seja possível regressar em breve à mesa das negociações.

Por cá, o ministro da Economia diz que o aumento do petróleo não é uma boa notícia e vai tomar medidas se for necessário.

Sim, Manuel Castro Almeida afirma que a economia precisa de estabilidade e previsibilidade. Ainda assim, o ministro recorda que 70% da eletricidade produzida em Portugal tem origem em fontes renováveis. Realça que o país já foi mais dependente do petróleo.

Claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia

Mas também temos que considerar que Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado. Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado como o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito.

O ministro da Economia admite apoios se houver uma escalada ainda mais acentuada do preço das matérias-primas, petróleo e gás. No entanto, o ministro da Economia, Manuel Costa Almeida, afirma que ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão.

Entretanto, um aviso da Direção Geral de Saúde: a qualidade do ar vai piorar nos próximos dias.

Sim, por causa do regresso das poeiras do norte da África. É também uma consequência da tempestade Regina, que hoje atinge o país. A DGS alerta para os riscos, em especial para as faixas da população mais vulneráveis, crianças e idosos. A Direção Geral de Saúde aconselha esforços prolongados e a limitar a atividade física ao ar livre.

São agora 13h07. Miguel, vamos atualizar as notícias de âmbito local.

Vamos começar aqui por Lisboa. Está previsto que o funicular da Graça reabra no próximo mês de abril. Está parado há meio ano, desde o acidente que provocou 16 mortes e mais de 20 feridos no elevador da Glória. Depois de uma inspeção técnica, a Carris confirmou hoje que há condições para reabrir, para retomar o funcionamento deste funicular da Graça. Em Leiria, o município vai levar técnicos às freguesias para ajudar nas candidaturas à recuperação de casas. A iniciativa Gabinete nas Freguesias arranca hoje e vai percorrer as 16 freguesias do concelho. Na margem sul, a biblioteca itinerante de Almada anda pelas freguesias do município para levar livros às zonas mais atingidas. Está em funcionamento há um ano e permite criar o cartão da biblioteca e realizar empréstimos e devolução de livros. De acordo com a autarquia, o objetivo é promover a leitura e a proximidade com a comunidade. Mais a norte, o Porto vai investir 10 milhões de euros na modernização da rede de água e saneamento. O programa regional Norte 2030 aprovou as cinco candidaturas da Águas e Energia do Porto para promover a reabilitação dos sistemas. No total, são 14 empreitadas que vão ser empreendidas até ao próximo ano de 2027, ou seja, até ao próximo ano, para assegurar uma maior sustentabilidade e eficiência nas redes de água e saneamento do Porto. Os monumentos de Santarém já receberam mais de meio milhão de visitantes desde 2022. Nesse ano, a autarquia assinou um protocolo que garante a abertura diária dos monumentos ao público. Os números foram revelados hoje pelo presidente da Câmara, João Leite, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, a BTL. Em São João da Madeira, o Festival de Teatro vai realizar-se entre 27 de março e 23 de abril. Vão ser cerca de 20 espetáculos apresentados na Casa da Criatividade e nos espaços da Cultura. É uma iniciativa que reúne grupos locais e contribui para a promoção cultural da região.

Vale muito a pena São João da Madeira. Fazer jus daqui à minha terra, já que estamos aqui a falar.

Não por acaso, esta é a última notícia.

Não, mas vale a pena. Visite, vai gostar. Fechamos assim a edição das 15h com o Miguel Videra.