Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Passamos em revista os principais destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana, hoje com o jornalista José Rafael Lopes. E começamos pela imprensa ucraniana e pelo balanço feito pela Ucrânia de um novo ataque russo que provocou cortes de energia.

Tema em destaque na imprensa ucraniana: as forças russas atingiram Kiev com recurso a mísseis balísticos e drones. Segundo as autoridades ucranianas, foram lançados 16 mísseis balísticos contra Kiev e a região envolvente, além de centenas de drones contra vários pontos do país. Terão sido atingidas infraestruturas energéticas, edifícios residenciais, uma escola e também uma estação de metrô. O balanço divulgado pelas autoridades aponta para mais de 10 instalações energéticas danificadas e cerca de 550 mil famílias sem eletricidade. O presidente Volodymyr Zelensky voltou a criticar a ausência de aviso por parte das forças que apoiam a Ucrânia. Esta ofensiva acontece numa altura em que continuam também os problemas com o sistema Starlink, imperativo para as forças ucranianas. Nos últimos dias foi cortado, reposto e continua a ser inconsistente. Volodymyr Zelensky deixa ainda um novo apelo para que sejam reforçados os sistemas de defesa da Ucrânia.

E continuamos a falar de ataques russos, porque junto à linha da frente, a ofensiva russa atingiu uma zona pública.

Ataque em Kharkiv que provocou várias mortes. O número tem sido revisto em alta ao longo do dia. Os balanços mais recentes dão conta de seis vítimas mortais, incluindo crianças, que estariam nessa zona pública, um parque, quando o ataque se deu. As autoridades ucranianas dizem ainda que há vários feridos, sendo que 15 pessoas estão feridas com gravidade. Neste lote, há sete crianças. O ataque em si foi levado a cabo com drones lançados perto da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia. Não há registro sobre a resposta ucraniana e se houve algum tipo de intercessão a esses drones enviados pela Rússia.

E a Ucrânia diz que não recebeu qualquer aviso por parte dos Estados Unidos sobre o lançamento de mísseis balísticos por parte da Rússia.

Já aqui fizemos referência a esse ataque a Kiev. O governo ucraniano assegura ter ficado às escuras sobre a intenção russa de utilizar esse tipo de armamento. As autoridades ucranianas afirmam que os parceiros internacionais não transmitiram informação antecipada sobre o primeiro de dois ataques com mísseis balísticos registrados durante a noite. Segundo um porta-voz da Força Aérea Ucraniana, os ataques aconteceram aproximadamente às 11 da noite e às 3 da madrugada, o primeiro sem qualquer tipo de aviso por parte dos parceiros internacionais, situação que não se repetiu pouco antes do segundo ataque. Não há, para já, nenhuma explicação para a ausência desse aviso que, de acordo com a Ucrânia, é habitual. Mas Volodymyr Zelensky confirmou que a situação está a ser analisada com os parceiros internacionais. O presidente ucraniano relacionou o episódio com as dificuldades no fornecimento de armas defensivas e com a recente decisão de Washington em relação a Moscovo, numa altura em que há uma narrativa de que a Ucrânia e os Estados Unidos estariam de costas voltadas.

E José, vamos avançar. A maioria dos ucranianos admite que a guerra pode prolongar-se para lá de 2027.

Um número pessimista e que piora em certos pontos, como é o caso da pergunta sobre se os ucranianos acreditam que a guerra pode terminar este ano. A percentagem é extremamente reduzida, nem a 10% chega. Como tal, os ucranianos apontam para 2028 num ponto de vista mais positivo. Esta sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, realizada entre 8 e 16 de outubro, indica que 56% dos inquiridos esperam que a guerra continue para lá de 2027, o próximo ano. Apenas 10% acredita num fim do conflito até o final deste ano. Ainda assim, o estudo conclui que 62% dos participantes estão dispostos a suportar a guerra durante o tempo que for necessário. Os resultados, divulgados pelo jornal Pravda, são apresentados como um sinal de persistência ucraniana perante a possibilidade de um conflito prolongado.

E a imprensa ucraniana critica o possível encontro entre os presidentes da Rússia, China e Estados Unidos da América.

Notícia avançada pelo Wall Street Journal com ecos em toda a imprensa ucraniana, sendo que esta informação não está a ser bem recebida. Em cima da mesa está um possível encontro entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping. A imprensa ucraniana acompanha a notícia, dá conta de uma proposta de Vladimir Putin, através do Kremlin, para uma reunião com Donald Trump e Xi Jinping com o objetivo de discutir a guerra na Ucrânia, sendo que Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, não está a ser considerado para este encontro. A imprensa local fala numa reunião sem sentido se o presidente de um dos lados da guerra não estiver presente e que os Estados Unidos são cada vez menos representantes dos interesses ucranianos. A possibilidade de encontro pode ser considerada à margem da Cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, marcada para novembro, na China. O Kremlin confirmou que a decisão está a ser discutida, que a hipótese está a ser discutida, embora não exista ainda uma decisão oficial. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia criticou a ideia e diz que é um formato sem a Ucrânia pode incentivar Moscovo a tentar prolongar a guerra.

E a Ucrânia já está à procura de financiamento para enfrentar o próximo ano.

A imprensa ucraniana destaca que o país enfrenta um déficit de financiamento de quase 70 mil milhões de euros para o próximo ano e que olha para o financiamento europeu como o parceiro preferencial para conseguir alcançar esse valor. A notícia surge numa altura em que Kiev continua a suportar os custos da guerra, os danos provocados nos sistemas energéticos e as necessidades do conflito e de defesa. A notícia coloca no centro do debate a capacidade de garantir recursos para o próximo ano na Ucrânia, num contexto de incerteza quanto à duração da guerra com a Rússia.

E são os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos a seguir com as principais notícias dos jornais russos.