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Jornal das três, com Luís Soares. E Luís, no dia em que completa três meses como presidente da República, António José Seguro diz que conseguiu equilibrar o sistema político e garante que quer boas relações com os Estados Unidos.
O chefe de Estado chegou ao fim da manhã a Angra do Heroísmo para as celebrações do 10 de Junho e aproveitou Vasco Maldonado Correia para tentar afastar polémicas em torno do acordo com os Estados Unidos para a utilização da base das Lajes.
Na primeira vez a pisar solo açoriano como presidente da República, António José Seguro explica ao que vem.
A unidade nacional, a união dos portugueses, é uma das minhas principais preocupações e essa é também uma das razões pelas quais escolhi realizar o 10 de Junho, celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, aqui no arquipélago dos Açores.
Com a base das Lajes no centro de várias polémicas e face aos ventos de incerteza que sopram desde Washington, Seguro não deixa margem para dúvidas.
Afirmar a nossa soberania, a defesa da nossa independência nacional, é uma das tarefas mais nobres e mais exigentes de um presidente da República.
Enquanto candidato presidencial, António José Seguro chegou a defender uma revisão do acordo com os Estados Unidos para a utilização da base das Lajes, mas por agora põe água na fervura.
Considero que nós devemos ter boas relações com os Estados Unidos da América. Devemos aprofundar essas relações a todos os níveis, económico, comercial, de segurança.
O chefe de Estado chegou aos Açores numa data redonda do mandato e, para já, faz um balanço positivo da postura que tem assumido.
Vim para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz, porque nestes três meses, faz hoje precisamente três meses que tomei posse como presidente da República, tenho conseguido.
E também da relação com o primeiro-ministro.
Tem havido uma boa articulação, boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e naturalmente isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses, de ser um presidente acima de todos os partidos, um presidente de equilíbrio.
António José Seguro, depois de um encontro com a representante da República em Angra do Heroísmo, no primeiro de dois dias de visita aos Açores.
Vasco Maldonado Correia, na Ilha Terceira, a acompanhar a visita do Presidente da República, foi o local escolhido por António José Seguro para as cerimónias do primeiro 10 de Junho, que celebra desde a eleição como Presidente da República.
E a Câmara do Porto aprovou uma proposta para estender novamente o contrato de reabilitação do Bairro do Aleixo por mais seis meses.
A proposta foi aprovada hoje por unanimidade, apesar das dúvidas manifestadas pela oposição quanto ao futuro dos terrenos. Miguel Pinheiro Correia.
Quase 15 anos depois do início da demolição das torres, o futuro dos terrenos do Bairro do Aleixo continua incerto. Hoje foi discutida a sétima modificação ao contrato, mas o presidente da Câmara lançou o tema em reunião com os vereadores com algum otimismo.
Acho que estamos agora finalmente em condições de ver que este projeto vai avançar e acho que temos finalmente a perspetiva de que esta é a última modificação, este é o último adiamento que aqui teremos de votar, porque agora estamos em condições de avançar.
O entusiasmo de Pedro Duarte foi travado pela oposição, primeiro com o ceticismo de Manuel Pizarro. O vereador do PS não questionou o adiamento, mas sim o prazo.
Nós temos dúvidas desta coisa dos adiamentos por seis meses, porque se o anterior já tivesse ido por um ano, poupávamos este. Eu não sei se não era melhor ponderar bem se não há otimismo a mais na ideia de que isso se vai resolver em seis mesinhos. Eu acho que é mesmo otimismo a mais.
Depois, as críticas surgiram também da parte do Chega. O vereador Miguel Corte-Real quis saber se estes sucessivos adiamentos não prejudicam a autarquia, que ainda tem a receber quase € 3 milhões do contrato.
Nós estamos sempre a adiar, no fundo, que nos paguem o que têm que pagar. É isto que estamos a fazer. E se fosse um qualquer privado a dever dinheiro ao município, nós já estávamos a calcular juros, coimas, um conjunto de outras coisas. E nós aqui continuamos a adiar e isto tem um custo financeiro.
Em resposta, Pedro Duarte esclareceu que não foi o fundo imobiliário criado para investir nos terrenos do bairro que pediu este adiamento, mas sim a autarquia, que ainda não cumpriu a sua parte, isto é, ainda não avançou com o loteamento dos terrenos. A votação acabou sendo aprovada por unanimidade e agora, caso a Assembleia Municipal também apoie esta iniciativa, a Câmara terá mais seis meses, que podem ser prolongados por outro período de meio ano, para avançar com esta obra que se arrasta há vários executivos.
Miguel Pinheiro Correia, que acompanhou esta reunião da Câmara do Porto, que aprovou uma nova extensão no contrato de requalificação do Bairro do Aleixo.
E o LIVRE quer esclarecimentos do governo sobre a contratação por parte da Agência Lusa de uma empresa com ligações familiares a um elemento do gabinete do ministro da Presidência.
António Leitão Amaro, que é também responsável pela pasta da Comunicação Social e por isso tutela a própria Agência Lusa. Em causa está uma notícia da revista Sábado, que revela a celebração por ajuste direto de um contrato de consultoria de comunicação de mais de € 16 mil por um período de seis meses, no âmbito dos 40 anos da Agência de Notícias, com uma empresa com alegadas ligações familiares ao gabinete de Leitão Amaro. O LIVRE quer, por isso, saber em que condições foi tomada a decisão de contratar a empresa, nomeadamente, se houve alguma avaliação prévia de eventuais incompatibilidades ou conflitos de interesse e os critérios utilizados para justificar esse ajuste direto. A bancada liderada por Isabel Mendes Lopes sublinha que a questão assume maior relevância numa altura em que foi concluída a aquisição total do capital da Agência Lusa pelo Estado e em que o executivo de Luís Montenegro tem feito declarações públicas sobre o papel, governação e orientação estratégica da Agência de Notícias Nacional.
Luís, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.
As primeiras jornadas de educação do município da Trofa decorrem nos últimos dois dias deste mês. Iniciativa que pretende colocar a educação como eixo central do desenvolvimento local. O programa envolve escolas públicas e privadas, num espaço de debate para uma reflexão sobre o futuro da educação no município. A Câmara de Alcanena vai apresentar um projeto no âmbito do Festival Nova Bauhaus Europeia. Nos dias 12 e 13 de junho, o projeto Co-Living Alcanena é apresentado pela Câmara do Conselho e consiste numa proposta de coabitação para revitalizar a comunidade rural. Este é um festival promovido pela Comissão Europeia e junta as comunidades na projeção de casas e bairros mais sustentáveis. Em Porto de Mós, uma exposição vai homenagear a primeira mulher juíza em Portugal, Rute Garcês. A inauguração acontece no dia 29 deste mês, no Tribunal do Porto de Mós, e serve como tributo a uma figura incontornável. A mostra pretende também retratar como é a vida de quem trabalha num tribunal. As bibliotecas do Conselho de Oeiras recebem debates literários durante todo este mês de junho. O programa dá destaque a obras de autores nacionais e internacionais, nos diferentes pontos de encontro do Conselho. O primeiro encontro é já no dia 13, na Livraria Municipal Verney. Dois músicos do Conselho de Oliveira de Azeméis foram premiados no Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro. Os prêmios foram de melhor arranjo e melhor ensemble e o de melhor composição original. A coincidência deu ao Conselho de Oliveira de Azeméis um lugar de destaque, com a atribuição de três prêmios neste concurso internacional. Em Almada, começa hoje a terceira edição do Festival Almada Batuca, um festival de percussão organizado por um grupo almadense, que vai reunir também vários grupos musicais de todo o país. O evento tem início às 19h de hoje e vai decorrer até o dia de amanhã.