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Rádio Observador. É o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, os CTT vão suspender o envio de postais de bens para os Estados Unidos devido às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Em comunicado, o serviço de correios afirma que esta suspensão começa já amanhã e acrescenta que está a seguir a mesma posição das principais empresas europeias do setor. Os CTT reforçam ainda que esta medida se deve ao fim da isenção das taxas alfandegárias para mercadorias importadas. A suspensão será temporária e a empresa assegura que está a trabalhar para implementar alterações que permitam a prestação do serviço em conformidade com as novas regras. Apesar desta suspensão temporária, o envio de remessas com bens para os Estados Unidos poderá continuar a ser assegurado através do produto internacional premium, que permite envios até 30 quilos, com recolha e entrega no local mais conveniente, sendo que as taxas são suportadas pelos destinatários. A Rádio Observador entrou em contato com a CTT para tentar obter mais explicações sobre esta suspensão. A empresa de correios diz que não está prevista mais nenhuma comunicação, além do comunicado que foi divulgado na última hora.

E a esta hora, José, um novo incêndio na Figueira da Foz está a preocupar as autoridades.

O alerta para um fogo na localidade de Alcaidão, na Figueira da Foz, foi dado por volta das 14h. Começou como um incêndio rodoviário que se alastrou rapidamente para uma zona de mato envolvente. Foram mobilizados para o terreno, na última hora, 120 operacionais e sete meios aéreos.

E precisamente fazemos agora o ponto de situação dos restantes incêndios em Portugal.

Em Erganil, no distrito de Coimbra, que se encontra a esmagadora maioria de meios, o incêndio está em fase de resolução. No terreno estão mais de 700 operacionais, apoiados por um meio aéreo. Também o incêndio de Sabrosa, no distrito de Vila Real, está em fase de resolução. Conta com mais de 200 operacionais e quase 700 meios terrestres. Já os incêndios de Pedrógão Grande, Leiria e Sabugal estão em fase de conclusão.

E as empresas e trabalhadores afetados pelos incêndios podem ficar isentos de contribuições para a Segurança Social.

É um regime excepcional que foi aprovado pelo governo em Conselho de Ministros. O diploma prevê que as empresas cooperativas e trabalhadores independentes afetados pelos incêndios fiquem dispensados de contribuições para a Segurança Social durante um ano, com retroativos a 1 de julho. O decreto-lei estabelece ainda um incentivo financeiro à manutenção de postos de trabalho pelo período de três meses, para empresas em risco de falência. Estão ainda previstas medidas de apoio aos desempregados na sequência dos incêndios, que vão receber formação profissional para acelerar o regresso ao mercado de trabalho.

E os meios aéreos estrangeiros que estão a atuar em Portugal no combate aos incêndios vão manter-se no país até sexta-feira.

Informação avançada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Estes aviões estrangeiros estão em Portugal ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil e vão manter-se no país até sexta-feira. Em causa estão dois aviões Fireboss, vindos da Suécia, dois aviões Canadair, vindos da Grécia. Portugal teve ainda dois Canadair marroquinos no combate aos incêndios, mas aqui ao abrigo de um protocolo de cooperação bilateral com Marrocos.

E o secretário-geral do PS acusa o governo de não ter uma estratégia para a coesão do país.

José Luís Carneiro afirma que o Executivo de Luís Montenegro não tem qualquer visão de desenvolvimento. São declarações em Chaves, onde o secretário-geral do PS arrancou para uma travessia da Estrada Nacional dois, de Chaves até Faro. Antes da partida, José Luís Carneiro aponta o governo, destaca a necessidade de haver mais ação.

Já percebemos que o governo não tem uma visão para o desenvolvimento do nosso país. Vai apresentando medidas avulsas, mas não tem uma visão para o desenvolvimento, para a coesão, para a economia, para o emprego, particularmente nos territórios que estão mais afastados dos grandes centros urbanos.

O secretário-geral do PS acusa ainda o Ministério da Agricultura de retirar mais de € 100 milhões das políticas florestais.

Por exemplo, é incompreensível que o Ministério da Agricultura tenha ido buscar mais de € 120 milhões das políticas florestais e tenha levado esse valor para outras políticas, retirando esses recursos financeiros daquela que deveria ser uma prioridade, que tinha que ver com a concretização da reforma da propriedade rústica, com o registro cadastral. Tinha que ver, por exemplo, com projetos de reflorestação para a constituição das áreas integradas de gestão da paisagem, para a criação dos mosaicos florestais. Portanto, quem tem que prestar contas por aquilo que fez ou que não fez é o governo, que está no desempenho das suas funções.

São declarações de José Luís Carneiro, captadas pela Sic Notícias. O secretário-geral do PS não revela a orientação de voto do partido para a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Incêndios, que foi apresentada pelo CHEGA.

E o Bloco de Esquerda vai apresentar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a coordenação dos meios de combate aos incêndios.

Anúncio feito pela líder do partido, Mariana Mortágua, que critica a falta de cuidado nos terrenos, que acabou por facilitar a propagação dos incêndios em Portugal. De visita a Oliveira do Hospital, uma das zonas afetadas pelos incêndios, Mariana Mortágua assegura que a comissão de inquérito vai focar-se apenas nos meios de combate aos incêndios.

Vamos apresentar uma comissão de inquérito. E a comissão de inquérito que vamos apresentar tem um foco muito específico, que é a coordenação e os meios de combate ao incêndio. De forma nenhuma interpretem isto como dizer que esta parte é mais importante que a parte que vem a seguir, que é a gestão do território e da floresta. Mas neste momento achamos que é muito importante, número um, perceber como é que funcionaram as cadeias de comando e a desorganização no combate aos incêndios. Número dois, perceber porque é que os mecanismos de prevenção, que já é possível fazer através de satélites, de novas tecnologias, de comunicações, não funcionaram. E número três, compreender os meios aéreos, especificamente, que tipo de contratos é que estão em vigor, porque é que Portugal continua a não ter os meios aéreos necessários.

Mariana Mortágua, aqui num registo da RTP, em Oliveira do Hospital. A coordenadora do Bloco de Esquerda acredita que são necessários mais instrumentos para gerir o ordenamento do território.

E seguimos com as notícias no desporto. Os canoístas portugueses medalhados em Milão dizem que este foi o melhor mundial de sempre para a modalidade.

Fernando Pimenta, Messias Batista, Gustavo Gonçalves e João Ribeiro já estão de regresso a Portugal. Estiveram em Milão, Itália, nos Mundiais da modalidade. Em declarações aos jornalistas na chegada ao Porto, Messias Batista, que conquistou duas medalhas, disse que Portugal reforçou o estatuto de potência mundial na canoagem.

Foi dos melhores mundiais para a canoagem e no meu currículo é o melhor, sem dúvida. Felizmente, nos últimos três anos tenho tido títulos de campeão do mundo, mas este é mais especial, porque as duas medalhas que tenho são em duas distâncias olímpicas. Não houve nenhum atleta, além de mim e do João, a ter este feito. É a primeira vez também na canoagem portuguesa e também é a primeira vez que o K4 é campeão do mundo e só mostra a potência que é a canoagem portuguesa neste momento.

Messias Batista, canoísta português, que venceu duas medalhas nestes mundiais em Itália. Já o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Ricardo Machado, pede para que o governo reconheça o esforço destes atletas com mais apoios.

Em Portugal, infelizmente, não basta o mérito, o trabalho. Os apoios, quer públicos, quer privados, estão relacionados com outro tipo de questões que não o mérito desportivo. Mas nós continuaremos a trabalhar da forma empenhada como continuamos e a exigir que o Estado reconheça o nosso mérito e também que os privados nos possam apoiar na medida das possibilidades, para podermos ter mais campeões no futuro e renovar esta geração.

Ora, Ricardo Machado, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem. Aqui um registo da RTP na chegada dos canoístas que estiveram a representar Portugal no Campeonato do Mundo de Canoagem em Milão. Os atletas portugueses conquistaram uma medalha de ouro, uma de prata e também uma de bronze.

E agora, José, com oito minutos para lá das 16h, que outras notícias estão a marcar esta hora?

Em Espanha há 14 incêndios graves e mais de 700 pessoas que estão desalojadas. A Diretora-Geral da Proteção Civil espanhola diz que o combate às chamas é neste momento favorável, apesar de ser lento. Virginia Barcones sublinha que os pontos mais preocupantes estão no norte do país, em Castela e Leão, nas Astúrias e na Galiza. Volodymyr Zelensky diz que a Ucrânia pretende gastar mais de €800 milhões por mês na compra de armas aos Estados Unidos. É uma notícia que está a ser avançada pela Reuters. Zelensky falava em Kiev ao lado do primeiro-ministro da Noruega, primeiro-ministro que hoje prometeu renovar para o próximo ano o apoio à Ucrânia no valor de 7,2 mil milhões de euros ao povo ucraniano. Israel admite retirar tropas do sul do Líbano se o Hezbollah for desarmado. O Líbano comprometeu-se com os Estados Unidos a desarmar o grupo palestiniano até ao final do ano. Ora, o governo israelita garante que se esse acordo for cumprido, as Forças Armadas de Israel vão retirar os militares do sul do Líbano.

E é o ponto final no Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. À seguida temos Gabinete de Guerra. Deixe-se ficar com a Rádio Observador.