Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Informação. Jornal das quatro, com o Carlos Pedro e vamos começar por olhar para o discurso do Presidente da República nas celebrações do Dia de Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa foi de poucas palavras, mas deixou um grande elogio à intervenção de António José Seguro.

O antigo presidente também esteve presente na Ilha Terceira, nos Açores, local escolhido por António José Seguro para as celebrações deste 10 de junho. Marcelo fala num discurso excepcional em todas as frentes.

Um discurso excepcional. Excepcional no que disse, excepcional na forma como disse, excepcional sobre Portugal, Camões, as comunidades, presente e futuro. Excepcional!

As poucas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas na Ilha Terceira, depois das cerimónias do 10 de Junho.

E já vamos voltar às reações, mas primeiro o discurso de António José Seguro. O Presidente da República deixa apelos ao diálogo e à moderação na política nacional e ainda ao equilíbrio no contexto internacional.

O Presidente da República defendeu a paz, os direitos humanos, a Carta das Nações Unidas e uma relação equilibrada com os aliados europeus. Mas Seguro não esqueceu os avisos internos. Vasco Maldonado Correia.

Em busca da unidade nacional e de um país com mais ambição, Seguro escolheu os Açores para celebrar o 10 de Junho e por entre os mares e o nevoeiro do arquipélago, o Presidente da República identifica tempos difíceis.

As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros.

Mas encontra nas palavras a solução.

Faltam-nos cada vez mais as palavras do meio. Aquelas que não nascem entre muros, mas nos espaços abertos. São o antídoto para o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação.

Seguro pede coragem ao governo.

A coragem prática de fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo, de defender o interesse de longo prazo, mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo.

E nos Açores deixa uma exigência de igualdade aos aliados internacionais.

A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam.

Já Miguel Monjardino, presidente das comemorações, alerta para uma nova era internacional.

A grande ruptura está em curso. Estamos presentes novamente na criação de um novo ciclo histórico.

O professor e especialista em geopolítica pede pragmatismo e reconhecimento da realidade.

Este não é o tempo de alimentarmos ilusões sobre as mudanças que estão em curso e as suas consequências. Este não é o tempo de enterrarmos a cabeça na areia e negar os factos. Este é, sim, o tempo de deixarmos para trás o canto de sonhos em que temos vivido.

Avisos de Miguel Monjardino nas celebrações do 10 de Junho diz que o país deve ter uma boa relação com os aliados, mas primeiro, e acima de tudo, depende do caminho que quiser seguir. Vasco Maldonado Correia, que o acompanhou na Ilha Terceira este 10 de junho, aqui com os destaques dos discursos do chefe de Estado e do presidente das comemorações, Miguel Monjardino.

E o presidente do Governo Regional dos Açores considera que os discursos de António José Seguro e Miguel Monjardino reforçam a importância estratégica do arquipélago.

José Manuel Bolieiro defende que os Açores estão a ganhar uma nova centralidade geopolítica e relevância, tanto para Portugal como para o resto do mundo.

Eu estou muito ciente que se começa agora a valorizar, com outra consciência, a importância dos Açores, com um investimento que há de ser feito em infraestruturas que dinamizam o crescimento e desenvolvimento económicos, mas também infraestruturas de duplo uso que asseguram garantias de segurança e defesa para o país, para a União Europeia, para a NATO, para o mundo. Os Açores estão agora numa centralidade mundial. São, para o seu desenvolvimento socioeconômico, uma ultraperiferia da União Europeia, por isso, uma região de necessidades, mas também são uma região de oportunidades para a dimensão e projeção de Portugal enquanto relevante na União Europeia e no mundo.

O líder do Executivo açoriano sublinha ainda o potencial do mar e da economia azul para o futuro da região.

Mais reações com elogios e avisos. O PSD diz que foi uma intervenção adequadíssima.

Pela voz do líder da bancada parlamentar, Hugo Soares, que aponta para um discurso a puxar pelo patriotismo.

Fez um discurso adequadíssimo à cerimônia e à ocasião. Foi um discurso onde puxou pelo patriotismo e hoje é também preciso que aqueles que representam as instituições ao mais alto nível, designadamente o senhor presidente da República, que possa puxar pelo nosso patriotismo. Uma palavra muito especial para as comunidades portuguesas e julgo que uma mensagem política, aquilo que resulta para lá de uma palavra de esperança e de acreditar, foi um pedido para que todas as forças políticas tenham consciência de que estes são momentos em que os ciclos eleitorais devem revelar menos e aquilo que deve ser absolutamente decisivo é o interesse nacional. No fundo, uma palavra de longo prazo e de estabilidade política que registei, que anoto e com a qual concordo.

Do lado do Chega, Pedro Pinto diz que o presidente da República fez um discurso realista e que vai ao encontro do que o partido defende

Hoje fez um discurso realista, de querer melhorar o país e acho que foram muitos alertas a Luís Montenegro. Acho que Luís Montenegro, que estava aqui também presente, deve ter ficado com as orelhas a arder, porque tudo aquilo que nós ouvimos o senhor presidente da República dizer, é tudo aquilo que nós defendemos para o país. Um país com qualidade, com bons salários, com muito trabalho e é isso que nós defendemos.

O líder da bancada parlamentar do Chega, que apesar destes elogios, acusou António José Seguro de faltar o respeito aos imigrantes portugueses, quando esteve no Luxemburgo. Em causa para Pedro Pinto, as comparações entre os imigrantes portugueses e a imigração descontrolada no país. Seguimos com a reação do Partido Socialista. O secretário-geral do PS realça os apelos ao diálogo e à concertação. Já sobre o projeto europeu Carneiro, reforça o compromisso de Portugal, mas pede que não se desvalorize a relação com os Estados Unidos.

Um discurso muito substantivo e que dá força, energia e que nos inspira para o futuro do nosso país. A nossa pertença ao projeto europeu e a nossa participação ativa no projeto europeu, não significa a desvalorização. Pelo contrário, significa que a nossa dimensão na Europa reforça-se com a valorização da nossa relação com os Estados Unidos da América, em termos de segurança e defesa.

José Luís Carneiro, que não assumiu ou não quis assumir uma posição sobre uma eventual alteração ao acordo da Base das Lajes com os Estados Unidos. Já Paulo Raimundo, do PCP, relembra que apesar de Portugal ter responsabilidades internacionais, tem também uma voz própria.

Nós estamos inseridos no mundo global. Temos responsabilidades internacionais. Pertencemos à União Europeia. Isso é tudo um facto, mas Portugal tem uma voz própria. Portugal tem uma palavra própria sobre os acontecimentos e sobre os desenvolvimentos. E tem uma coisa para cumprir que se chama a Constituição da República Portuguesa.

Paulo Raimundo, o secretário-geral do PCP, em reação ao discurso do 10 de Junho do Presidente da República.

E o politólogo André Azevedo Alves considera que António José Seguro deixou claras críticas a Luís Montenegro e a André Ventura.

Na Rádio Observador, André Azevedo Alves diz ainda que a única novidade no discurso do chefe de Estado foi o apelo que fez à necessidade de reformas.

Creio que foi talvez um discurso um bocadinho mais voltado para dentro do que eu esperava, retomando o que tem sido a sua linha discursiva, criticando a polarização, criticando o populismo. E eu acho que talvez a principal nota com alguma novidade, tenha sido um apelo relativamente explícito que fez à necessidade de reformas, porque se por um lado as críticas à polarização e ao populismo têm como principal alvo, naturalmente, André Ventura e o Chega, também não deve haver dúvidas de que esse apelo à coragem para governar, esse apelo à necessidade de tomar decisões difíceis a bem do país, tem um quarto destinatário, e esse quarto destinatário é Luís Montenegro.

O politólogo André Azevedo Alves, na Rádio Observador, a analisar este primeiro discurso do 10 de Junho de António José Seguro como Presidente da República.

Ainda na atualidade nacional, dois ex-presidentes da Câmara de Oliveira de Azeméis foram condenados a penas suspensas de mais de dois anos por crimes de prevaricação.

Que é como dizer que cometeu crimes contra a administração pública. Hermínio Loureiro, autarca de Oliveira de Azeméis de 2009 a 2016, foi condenado a dois anos e oito meses pela prática de um crime de prevaricação relativo às obras do Complexo Desportivo Municipal de Cucujães em 2016. Já Isidro Figueiredo, sucessor de Hermínio Loureiro, foi condenado a dois anos e seis meses pelo mesmo crime, mas relativo às obras da Biblioteca Nacional de Ocela e da Academia de Música em 2017. A notícia é da Agência Luz, que cita fontes oficiais. O acórdão foi proferido ontem pelo Tribunal de Santa Maria da Feira.

Notícia de fecho do Jornal das Quatro.