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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o ministro das Finanças diz que, apesar do aumento das taxas de juro, as perspectivas para a economia portuguesa mantêm-se positivas.

Joaquim Miranda Sarmento reagiu ao aumento de 25 pontos base das taxas de juro, um aumento que acontece pela primeira vez em três anos, que foi conhecido hoje pelo Banco Central Europeu. Apesar desse aumento das taxas de juro, o ministro das Finanças tranquiliza a situação e diz que o impacto na dívida pública vai ser pequeno para Portugal e que a situação acaba por não ser assim tão grave.

Na dívida pública, o impacto ainda é relativamente pequeno e demora sempre muito tempo a subir a taxa de juro média. Nas famílias, as famílias têm assistido a um aumento da Euribor. Veremos os próximos meses. Há muita incerteza sobre a situação no Médio Oriente e o conflito com o avanço e com o recuo, que naturalmente são maus para a economia, mas estamos muito longe daquilo, quer em termos de inflação, quer em termos de taxas de juro, estamos muito longe do que aconteceu em 2022 e as perspectivas para a economia portuguesa continuam a ser bastante positivas.

A reação de Joaquim Miranda Sarmento no Luxemburgo, o ministro das Finanças considerou também que as subidas das taxas de juro anunciadas pelo Banco Central Europeu, devido às pressões inflacionistas, não eram absolutamente necessárias. É o que diz Joaquim Miranda Sarmento.

E o Banco Central Europeu decidiu subir as taxas de juro pela primeira vez em três anos.

É esse tal agravamento de 25 pontos base. A taxa diretora estava nos 2%. Com a decisão de hoje do BCE, passa para 2,25%. Sobre se há mais subidas de juros a caminho, o BCE não se compromete. Sobre o futuro, Christine Lagarde classifica a decisão como robusta, mas admite flexibilidade. A presidente do Banco Central Europeu rejeita, para já, uma trajetória pré-definida para as taxas de juro.

A guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro revela-se robusta num vasto conjunto de cenários, tendo em conta as diferentes formas como este choque pode evoluir e afetar as perspectivas económicas de médio prazo para a zona euro. Com a decisão tomada hoje, continuamos bem posicionados para responder à incerteza decorrente do conflito. Vamos continuar a acompanhar atentamente a evolução da situação e a adotar uma abordagem assente nos dados, avaliando as condições, reunião a reunião, para determinar a orientação adequada para a política monetária. Não nos comprometemos antecipadamente com qualquer trajetória específica para as taxas de juro.

Christine Lagarde, a presidente do Banco Central Europeu, em conferência de imprensa depois da reunião do Banco Central Europeu, que culminou numa subida das taxas de juro para 2,25%, uma decisão unânime, garante Christine Lagarde.

E já hoje, José Luís Carneiro tinha antecipado esta subida e pediu ao governo para parar, escutar e olhar para as propostas do PS.

A subida da taxa de juros vai ter efeitos diretos no crédito à habitação, mas não só. O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, pede que o governo olhe com atenção para as propostas do PS, porque, no entender de José Luís Carneiro, é uma forma de travar o aumento do custo de vida para todos os portugueses.

O custo de vida com os bens alimentares essenciais, o aumento do custo de vida com os combustíveis, com eletricidade, com o gás e também com os fatores produtivos de setores básicos, como a agricultura e as pescas, como pude agora testemunhar nos Açores. E agora, já também, o aumento expectável consecutivo com os juros dos empréstimos à habitação devem fazer com que o governo pare, escute e olhe para as propostas do Partido Socialista.

As palavras de José Luís Carneiro deixaram um apelo ao executivo de Luís Montenegro. Questionado sobre a Prestação Social Única, José Luís Carneiro limitou-se a dizer que o partido vai esperar pela discussão no Parlamento.

José Luís Carneiro diz que vai esperar, mas o PS reitera que vai votar contra a proposta da Prestação Social Única, se esta ficar tal como está.

É a garantia deixada pelo líder parlamentar socialista à saída de uma reunião com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim. Eurico Brilhante Dias caracteriza a reunião como inclusiva. Diz ainda que o voto do PS está nas mãos do governo.

A proposta de lei, tal como está e tal como foi apresentada no Parlamento, merece o nosso voto contra. O Partido Socialista não pode subscrever uma iniciativa que é uma iniciativa injusta, que trata de forma estigmatizante as pessoas mais pobres e mais vulneráveis, que no caso do trabalho obrigatório, é desequilibrado. Contudo, o Partido Socialista manifestou, mais uma vez, a sua disponibilidade em poder chegar a um acordo.

As palavras de Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do PS, argumenta que o executivo tem os instrumentos regimentais necessários para que este processo possa ter um voto a favor dos socialistas.

E os próximos dias vão ser de calor e de temperaturas elevadas e a Proteção Civil alerta para o risco de incêndios rurais.

Muito elevado a máximo é o nível de alerta decretado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em maior parte do território português. Ainda assim, são as regiões do interior Norte, do Centro e do Algarve que estão a causar maior preocupação. Face ao perigo de incêndio, a Proteção Civil deixa recomendações à população e diz que estão proibidas as queimas de amontoados e queimadas extensivas. Está também proibido o uso de fogo para cozinhar alimentos em espaço rural e o uso de motorroçadoras, corta-matos e destroçadores.

E Zé, há ainda precauções a ter em conta na prevenção contra as altas temperaturas.

A temperatura vai subir, afeta especialmente crianças, idosos e doentes crónicos. Como tal, a Proteção Civil sugere que bebam mais água, apliquem protetor solar de duas em duas horas e optem também pelo uso de roupas largas e frescas para evitar também refeições pesadas. Devido ao calor extremo e às temperaturas que podem chegar até aos 40° de máxima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera deixa um aviso sobre precisamente esse calor extremo e reforça os alertas relacionados com o perigo da ocorrência de incêndios rurais, sobretudo devido à fraca porcentagem de umidade e à previsão de ventos fortes nas terras altas, com rajadas que podem chegar até aos 70 km/h.

Seguimos com as notícias. Zé, o Tribunal da Relação do Porto confirmou a absolvição de Fernando Valente, o único suspeito do desaparecimento do caso da grávida da Mordosa.

A decisão foi conhecida esta quinta-feira. O empresário tinha sido absolvido na primeira instância, mas foi apresentado recurso pelo Ministério Público e pela família da mulher desaparecida desde outubro de 2023. Fernando Valente chegou a ser acusado de vários crimes, incluindo homicídio qualificado e profanação de cadáver. O Ministério Público pedia a pena máxima, que acabou por não ser confirmada durante o julgamento no Tribunal de Aveiro. O Tribunal da Relação do Porto entende que a decisão da primeira instância foi correta e sem qualquer ilegalidade. Como tal, confirmou a absolvição do único suspeito no desaparecimento de Mónica Silva.

E na atualidade internacional, Donald Trump admite tomar a ilha de Kharg muito em breve.

Conhecida como Ilha do Petróleo, a ilha de Kharg é o principal terminal petrolífero do Irão no Golfo Pérsico. Antes do conflito no Médio Oriente, cerca de 90% das exportações de crude iraniano passavam por este ponto. Numa publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos admite que quer repetir em Kharg aquilo que foi feito na Venezuela e garante que Washington vai assumir controle total do mercado de petróleo e gás iraniano.

E agora oito minutos para lá das 16h. Vamos, que outras notícias marcam a atualidade?

O CDS discorda do veto presidencial do Presidente da República sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos e quer confirmar o diploma. O Presidente da República devolveu, sem promulgar, o decreto sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos, que tinha sido aprovado em abril, com votos a favor do PSD, do Chega e do CDS. Numa nota à imprensa, o CDS diz discordar da decisão de António José Seguro. O partido reafirma o princípio de que as bandeiras devem ser símbolos de unidade e não de divisão entre os portugueses. Benjamin Netanyahu assegura que vai restabelecer a segurança no norte de Israel com ofensivas contra o Hezbollah. O primeiro-ministro israelita diz que vai combater os ataques com drones realizados pelo grupo na região. Admitiu também que os ataques ainda são um desafio particular, mas que as Forças de Tel Aviv estão a eliminar centenas de terroristas todas as semanas. Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo produziram, em maio, quase menos 10 milhões de barris por dia. É uma queda de 34% face a fevereiro deste ano, antes do início da guerra no Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz. A variação registrada em maio está em linha com a de abril. Ainda assim, face ao mês anterior, em maio, foram produzidos menos de 177 mil barris de petróleo por dia.

E assim terminamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista José Rafael Lopes. A seguir, temos Gabinete de Guerra.