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São as notícias das 16h da Rádio Observador, com a edição de João Lourenço. João, no encerramento do Congresso do PSD, Luís Montenegro reafirmou uma promessa e anunciou um novo Fundo Soberano português.

Uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado, garantir também a participação em setores considerados importantes para o país. O anúncio foi feito por Luís Montenegro, no discurso de encerramento do Congresso do PSD, em Anadia, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à Reforma Laboral, o que motivou Miguel Viterbo Dias, um reafirmar de uma promessa de campanha por parte do chefe do governo.

Na resposta ao chumbo da Reforma Laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.

Antes de ser investido nas funções de primeiro-ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.

O primeiro-ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o governo.

As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.

E aproveita, assim, para atirar mais uma vez às forças de bloqueio.

Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.

Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.

Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.

Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o Fundo de Catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa, a MÁLIA, mas com um passo em frente na ferrovia.

A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.

O governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal, com sede em Guimarães.

Jornalista Miguel Viterbo Dias, com os destaques da intervenção de Luís Montenegro, a nova direção nacional do PSD, que integra nomes como Pedro Duarte ou Carlos Moedas e ainda Sebastião Bugalho, que também vai ser o novo porta-voz do partido.

O Partido Socialista diz que o Congresso do PSD não traz nada de novo e que o país não está melhor, passados dois anos de Luís Montenegro. Já o Chega considera que o primeiro-ministro está alheado da realidade.

São críticas à esquerda e à direita por parte dos partidos convidados ao Congresso do PSD, em Anadia, tal como aconteceu ao longo de sábado. Também as reações dos partidos tocaram no rescaldo do chumbo da proposta para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.

Depois de um Congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da Reforma Laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.

Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.

Diz que o Congresso é a imagem do Executivo e de um país paralisado.

Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O lema do Congresso é Portugal Maior. Talvez seja Portugal Maior, porque não podem dizer Portugal Melhor.

Já Rita Matias fala num primeiro-ministro alheado da realidade.

Parece-nos que foi um discurso para elites, muito desligado do Portugal real.

E devolve críticas ao líder do PSD.

Houve mais do que oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. Portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem, só que a falta de coragem foi por parte de Luís Montenegro.

Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.

Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social Democrata, foi Chega.

O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do LIVRE.

Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa.

Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amory Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.

Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.

Reações dos convidados dos partidos a um Congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.

Jornalista Vasco Maldonado Correia, a acompanhar o Congresso do PSD em Anadia.

E agora viramos as atenções para o Mundial deste ano, 2026. Francisco Conceição diz que está preparado para ser titular.

O jogador da equipa das Quinas falou há minutos em conferência de imprensa e quis puxar do currículo para se colocar nesta luta pela titularidade. Chico Conceição foi escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol para falar à imprensa antes do treino, que já está a decorrer, onde os jogadores já subiram ao relvado, com foco já nessa partida frente à seleção do Uzbequistão. A acompanhar estes primeiros minutos do treino da equipa das Quinas, está o enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Miguel Cordeiro. Miguel, mais uma vez, boa tarde. Vamos ao que disse Francisco Conceição, mas antes, sobre o treino, há alguma novidade, neste caso, nos comandados do Roberto Martínez?

Boa tarde, João. Boa tarde, Rita. Não, a novidade que aguardávamos era a informação sobre o Tomás Araújo. Já questionamos a Federação Portuguesa de Futebol, porque Tomás Araújo não voltou a subir ao relvado com os colegas de equipe. Continua a fazer trabalho específico, garante a federação que não há nada de grave com o jogador português, mas está a recuperar de um ligeiro toque e está a fazer trabalho de ginásio. Não subiu ao relvado com a restante equipe. De resto, os jogadores estão a fazer ainda exercícios de aquecimento, estão agora todos no centro do relvado, em grupos de dois, a finalizar esse trabalho de aquecimento. No relvado, pequenas balizas junto à zona central, um treino que se prevê hoje em situações de jogo mais apertadas, mais fechadas. É óbvio que os jornalistas têm apenas acesso a esses primeiros 15 minutos, mas é a imagem que temos no relvado neste momento, ao contrário do que temos tido nos outros dias com o campo aberto. Quanto ao que disse Francisco Conceição, vários destaques desta conferência de imprensa. E começamos com a situação na equipe, com o papel que Francisco Conceição tem na equipe. Ora, foi questionado sobre a expressão espalha-brasas, o nome que é utilizado muitas vezes para se referir a este jogador. Foi, aliás, Roberto Martínez que apelidou Chico Conceição desta forma. E o jogador, confrontado com esta alcunha, podemos dizer assim, disse que não quer que esse rótulo de espalha-brasas seja entendido como o rótulo de um jogador que apenas está na equipe para entrar quando é preciso.

Depende do que se quer dizer com espalha-brasas. Eu prefiro ser conhecido e quero ser conhecido como Francisco Conceição, porque espalha-brasas, depende. Mas se calhar, se estiver a falar que é um jogador pra entrar nos últimos 10 ou 15 minutos, acho que não é bem assim, porque jogo na Juventus, jogo na liga italiana, tenho sido titular indiscutível na minha equipe e acho que esse papel depende da forma como queremos enquadrar ou definir esse papel. Eu estou aqui, como disse, quer jogue 10 ou 90 minutos, para dar o máximo pela seleção e mostrar que sou mais um para ajudar a seleção a atingir os objetivos.

Francisco Conceição foi também questionado sobre algumas críticas feitas à equipe e já sabemos, quando se fala de críticas, há críticas para todos os gostos. Alguns jogadores foram criticados por não passar a bola a Cristiano Ronaldo, outros, como Chico Conceição, foram criticados por passar precisamente a Cristiano Ronaldo em situações de finalização. E sobre isso, o jogador da Juventus disse que nem sequer olha para a cara dos colegas quando está em zona de ataque.

Não, eu acho que o Cristiano, com a sua qualidade de fazer gols, acho que não há ninguém como ele nesse capítulo. E nós não temos essa obrigação, essa necessidade de lhe passar a bola. Eu, por exemplo, falo por mim, eu passo a bola pra quem acho que naquele momento está melhor desmarcado. Não é que tenha tempo pra pensar qual é a cara do colega que está ao meu lado, não. Acho que fazemos tudo por instinto, são milésimos de segundo, não há tempo pra isso. E claro que o Cristiano está aqui pra ajudar, como qualquer outro jogador da seleção.

Palavras de Chico Conceição nesta conferência de imprensa, que deixou também uma curta resposta sobre a necessidade de dar uma nova cara desta equipe já no próximo jogo.

Antes de dar uma resposta, é mostrar a nós mesmos que temos capacidade para reagir a momentos difíceis, porque todas as equipes que já foram campeãs mundiais tiveram que passar por esses momentos. E nós queremos que este momento passe rápido e é já com este próximo jogo com o Uzbequistão.

As palavras de Chico Conceição, fica o essencial numa conferência de imprensa que foi também, naturalmente, questionado sobre as declarações de André Villas-Boas numa entrevista ao "Jogo" e à TSF. Disse André Villas-Boas que a seleção devia concentrar-se em ir menos à praia. E sobre isso, Chico Conceição não quis comentar.

A reportagem do jornalista Miguel Cordeiro, que está a esta hora a acompanhar esse treino da equipe das Quinas em Palm Beach, nos Estados Unidos. Um treino já com vista para essa partida na próxima terça-feira, às 18h, esse confronto com a seleção do Uzbequistão, a contar então para essa segunda jornada do Campeonato do Mundo.

E João, no Campeonato do Mundo ainda há, aliás, quatro jogos no menu.

E a campeã da Europa, Espanha, defronta já dentro de uma hora a seleção da Arábia Saudita. Vamos contar com esse acompanhamento ao minuto do jornalista Diogo Varela. Já mais ao cair da noite, há essa partida às 20h entre a Bélgica e o Irão e também às 23h, referente ao grupo da Espanha, há esse jogo, o segundo da história da seleção de Cabo Verde em fases finais da competição. Os Tubarões Jesus enfrentam a seleção do Uruguai, um jogo que tem apito inicial marcado para as 23h.

E neste jornal ainda, 70 operacionais combatem a esta hora um incêndio que deflagrou ao início da tarde numa zona de mato no concelho de Baleizão, distrito de Beja.

As chamas atingem a região de Monte dos Doutores. No combate estão envolvidos mais de sete meios aéreos e 19 viaturas. Fonte da Proteção Civil disse há minutos à Rádio Observador que o fogo tem duas frentes ativas, está a lavrar numa zona de montado de difícil acesso junto às margens do Guadiana. Neste momento, não existem habitações em risco.

Na atualidade internacional, Donald Trump ameaça voltar a atacar o Irã se o Hezbollah não parar de causar problemas no Líbano.

E é através da rede social Truth Social que o presidente dos Estados Unidos avisou o Irã de que irá atacar o país com mais força caso o regime de Teerão não impeça as ações dos aliados no Líbano. Donald Trump prometeu que o ataque será ainda mais forte do que na semana passada. Entretanto, a CBS News escreve que a delegação do Irã já entrou na sala de reuniões onde vai voltar a negociar com a delegação norte-americana. O canal dos Estados Unidos afirma que na sala também constam mediadores do Qatar e do Paquistão.

E é assim que fechamos o Jornal das Quatro. A edição foi do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 16h30. Até já.

Até já.