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Miguel, boa tarde mais uma vez. Em destaque nesta edição das 16 horas, o PSD que quer recuperar o combate ao turismo de saúde. O vice-presidente da bancada social-democrata garante que o partido vai recuperar propostas para travar o acesso indevido ao Serviço Nacional de Saúde.

Boa tarde, Vicente. Sim, foi uma posição assumida por Miguel Guimarães numa entrevista ao Observador e é uma reação que surge depois da presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra, também numa entrevista ao Observador, ter admitido que o turismo de saúde está a pressionar o hospital. Sandra Cavaca apresentou números, fala em 18% de utentes estrangeiros neste hospital e descreve um cenário em que muitos vão diretamente do aeroporto para o hospital. Numa primeira reação política a essa entrevista da presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra, o vice-presidente da bancada do PSD, e antigo bastonário da Ordem dos Médicos, sublinha que este fenômeno tem de acabar. Por isso, promete que o PSD vai levar novamente a debate no Parlamento medidas que tinham sido aprovadas nesse sentido, mas que a dissolução da Assembleia da República, em março do ano passado, acabou por travar essas medidas. Na altura, o governo queria, entre outras coisas, que o acesso ao SNS, por parte de estrangeiros não residentes em Portugal, fosse sempre acompanhado da apresentação de um documento que pudesse comprovar que esse utente tem cobertura de saúde no país de origem ou de residência. Miguel Guimarães sublinha que ficariam sempre salvaguardadas situações de emergência. Esta iniciativa dividiu o Parlamento, na altura, mas acabou mesmo por ser aprovada com o voto do Chega e da Aliança Democrática. No entanto, acabou por cair por terra, à semelhança de outros projetos de lei que estavam ainda em fase de conclusão, devido à dissolução do Parlamento no início do ano passado.

Seguimos nesta edição das 16h com José Luís Carneiro, que reforça que o Partido Socialista não pede demissões de ministros. É a reação do secretário-geral dos socialistas, quando questionado sobre a atuação de Fernando Alexandre enquanto ministro da Educação.

José Luís Carneiro diz que foi o primeiro-ministro que escolheu Fernando Alexandre e, portanto, só há um problema por resolver, de acordo com o líder do Partido Socialista. Os problemas sentidos no arranque do ano letivo, nomeadamente as centenas de crianças sem escola atribuída, são mais um caso que se junta a outras problemáticas identificadas pelo líder do Partido Socialista no Ministério da Educação. E diz José Luís Carneiro que é Luís Montenegro que tem responsabilidade.

Já dissemos várias vezes, nós não pedimos a demissão de ministros. Nós responsabilizamos o primeiro-ministro, porque é ele que compõe a sua equipa. É ele que nomeia, é ele que exonera aqueles que trabalham na sua equipa. Mas é evidente que há aqui uma responsabilidade grave, quer na forma como terminou o ano letivo, quer no modo como arrancou o ano letivo, que é uma responsabilidade do primeiro-ministro, porque ele é que tem a responsabilidade máxima de coordenar e de orientar a sua equipa.

José Luís Carneiro, declarações captadas pela CNN Portugal na última hora. Já esta manhã, o líder do PS desafiou o ministro da Educação a assumir responsabilidades pelas falhas.

E o Ministério da Educação está precisamente reunido com diretores escolares do Conselho de Lisboa, Miguel, para discutir os casos de alunos sem colocação na escola pública.

Reunião no ministério com o governo durante esta tarde a recusar que a reunião seja de emergência. Refere o governo que é um encontro, apenas um encontro, que se enquadra no trabalho de acompanhamento diário que tem sido feito. Um trabalho que, de acordo também com o governo, acontece desde que terminou o período de matrículas dos alunos. Mas a convocatória foi feita apenas esta manhã e serve para os diretores dos agrupamentos do Conselho de Lisboa. Acontece esta reunião numa altura em que centenas de alunos estão sem colocação na escola pública. O governo promete rapidez para resolver o problema, que se regista principalmente em Lisboa. Foi, pelo menos, isso que disse Fernando Alexandre ainda esta manhã.

O trabalho está a ser feito um a um e todos eles vão ter lugar na escola. Pode não ser na escola que eles desejavam. Vejam uma coisa, muitos dos casos que estão a surgir todos os dias são casos de alguém que mudou. Vejam uma coisa, as pessoas movem-se no país. Vivem num sítio, mudam de trabalho e vão viver para outro sítio. Quando mudam, que é o que está a acontecer em muitos desses casos, são pessoas que mudaram de localidade, chegam à localidade onde vão estudar e tentam matricular os filhos lá. Em alguns casos, em zonas de grande pressão demográfica, não é fácil arranjar o lugar na escola que eles desejavam. Agora, que eles vão ter lugar numa escola na região onde estão a trabalhar, isso é garantido, como é óbvio.

Diz o governo que nenhum aluno vai ficar sem colocação na escola pública, sendo que o ministério já tinha anunciado que iria avançar com uma investigação a algumas escolas. Quer estas situações tiradas a limpo, é o que diz o governo. De manhã, nas redes sociais, José Luís Carneiro atacou diretamente o ministro por causa dos alunos que estão sem vaga. O líder do PS recordou que Fernando Alexandre já tinha falhado nos exames nacionais, agora está a falhar na abertura do ano letivo e, por isso, acusa o ministro da Educação de não assumir responsabilidades.

E passamos do ministro da Educação para o ministro dos Negócios Estrangeiros. Paulo Rangel diz que as instituições palestinianas na Cisjordânia estão, Miguel, sob um verdadeiro cerco.

E diz isto depois de receber a ministra dos Negócios Estrangeiros da Palestina, Riad al-Maliki. Em declarações à imprensa no final desta reunião, Paulo Rangel disse que a população da Cisjordânia está a enfrentar uma pressão enorme e condena os planos israelitas de expansão dos colonatos nesta região. Refere Paulo Rangel que é incompatível com a solução de dois Estados aquilo que está a fazer Israel.

É para nós uma situação intolerável a situação dos colonatos e da sua expansão, e da sua expansão de forma extremamente violenta. Portanto, nós temos vindo a condenar reiteradamente, ainda a semana passada o fizemos e, portanto, é de facto totalmente incompatível com a defesa dos dois Estados. Qualquer país, tenha ou não tenha reconhecido a Palestina Que seja a favor da solução dos dois Estados, não pode deixar de estar fortemente contra este plano.

Diz também Paulo Rangel que a economia palestiniana está paralisada devido ao fato de Israel estar a arrecadar os impostos que pertencem à Palestina. Descreve a situação como um estrangulamento enorme, com Paulo Rangel a mencionar que o governo português tem atuado no quadro da União Europeia, de modo que sejam tomadas medidas que obriguem Israel a cumprir o direito internacional. No final desta reunião, em solo português, a chefe da diplomacia da Palestina também falou à imprensa. Rasha Neyshin descreve a situação vivida pelos palestinianos como catastrófica e pede que a comunidade internacional atue para impedir a violência que estão a sofrer.

O povo palestiniano continua a enfrentar violações gravíssimas dos direitos e um sofrimento imenso, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia, o que inclui Jerusalém Oriental. A situação humanitária catastrófica em Gaza e a contínua expansão dos colonatos israelitas ilegais, em violação ao direito internacional, ressaltam a necessidade urgente de uma ação internacional significativa.

Declarações dos chefes da diplomacia dos dois países, da Palestina e de Portugal. Depois dessa reunião em que ficou acordada uma comissão conjunta entre Portugal e a Palestina para aprofundar a comparação em vários setores, como educação, saúde, agricultura. Tudo isto foi anunciado pelo ministro dos nossos estrangeiros.

E seguimos com a NATO, diz que o ataque russo a um comboio perto da fronteira entre Ucrânia e Polônia demonstra o desespero de Vladimir Putin.

Mark Rutte, líder da NATO, falou em conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Eslovénia esta tarde. Rutte alerta que a Rússia está cada vez mais imprudente à medida que a guerra na Ucrânia está a prosseguir. Garante também que a Aliança Atlântica não se vai vergar perante a ameaça russa. Também a chefe da diplomacia europeia acusa a Rússia de tentar intimidar os países ocidentais. Kaja Kallas esteve numa cimeira sobre a segurança no Ártico e garantiu que a União Europeia vai continuar ao lado da Ucrânia e que não tem medo da Rússia. A Polônia, na sequência deste ataque, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança do governo.

Um ataque, Miguel, que Moscovo desvaloriza.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, diz que as Forças Armadas da Rússia estão a atacar solo ucraniano, estão a operar em todo o território ucraniano e vão continuar a fazê-lo. E explica que este ataque foi também direcionado a solo ucraniano. Todas essas reações acontecem depois desse ataque russo durante este fim de semana, um ataque a um comboio na Ucrânia, a cerca de um quilômetro da fronteira com a Polônia, sendo que minutos antes, na linha em que seguia a composição que foi atacada, tinha passado o antigo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e vários outros diplomatas que regressavam de Kiev. Num outro comboio, seguia um antigo diretor da Agência de Inteligência Norte-Americana, da CIA. A empresa ferroviária estatal ucraniana considera muito provável que o verdadeiro alvo do ataque fosse, na verdade, o comboio diplomático onde seguia Boris Johnson.

Miguel Cordeiro, com nove minutos para lá das 16h, vamos a outras notícias que importa destacar a esta hora.

Com dois avisos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para os cuidados a ter devido ao risco de incêndio rural para os próximos dias, agravado pelo calor e pelo vento. Comunicado enviado às redações com base nas previsões do IPMA, dias de perigo muito elevado ao máximo. São proibidas queimadas, queimas de amontoados e fogueiras para cozinhar em espaço rural. Avisos da Proteção Civil para os próximos dias de muito calor, com risco de incêndio a aumentar. E a Direção-Geral de Saúde recomenda também cuidados à população devido às poeiras do norte de África. Comunicado da DGS refere que está prevista para hoje e para amanhã uma massa de ar proveniente dos desertos do norte de África, que vai afetar a qualidade do ar, nomeadamente na zona sul de Portugal.

Notícias de regresso às 16h30, aqui na antena da Rádio Observador, também com edição do Miguel Cordeiro. Um abraço, Miguel. Até já!

Até já!