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São 17h. Jornal das 17, com edição do Miguel Videira. Miguel, começamos com novas informações sobre o atentado contra Donald Trump. Foram descobertos engenhos explosivos no carro do atacante.
É o que revela o Wall Street Journal. Thomas Crooks, o jovem de 20 anos que atingiu Donald Trump numa orelha durante um comício na Pensilvânia, com recurso a uma espingarda semiautomática, tinha material explosivo na viatura, informação revelada por fonte próxima da investigação. Foram também encontrados explosivos em casa e sabe-se agora que a espingarda semiautomática, que foi usada durante este ataque, pertencia ao pai. Continua-se sem saber o que motivou o atentado.
Entretanto, o Serviço Secreto dos Estados Unidos nega que tenham sido pedidos mais recursos para garantir a segurança de Donald Trump.
É isso que esclarece o porta-voz do Serviço Secreto, que é responsável por garantir a segurança dos candidatos à presidência norte-americana. Surge este esclarecimento depois de um membro da equipe de Donald Trump ter posto a circular a informação de que tinham sido pedidos meios adicionais, um pedido que havia sido recusado. O Congresso norte-americano já está a investigar este ataque. A diretora do Serviço Secreto vai ser ouvida no próximo dia 22 de julho.
Neste domingo, é também notícia um ataque na Alemanha que fez três mortes.
O ataque aconteceu em Lautlingen, uma localidade a oeste de Munique. Um homem alvejou membros da família e suicidou-se de seguida. Está entre os três mortos. Há ainda a registrar duas vítimas em estado grave. Não se sabe o que esteve na origem deste ataque.
Luís Montenegro pede que se acredite na capacidade de Portugal e fala na importância do investimento em infraestruturas.
Na inauguração da segunda fase da variante à Estrada Nacional 14, o primeiro-ministro afirmou que esta empreitada já tem barbas, há tanto tempo que era aguardada. Disse o primeiro-ministro que este tipo de investimentos tem retorno e deixou também uma garantia.
Vale a pena continuar a acreditar em Portugal. Vale a pena continuar a acreditar que com mais e melhores empresas, com mais e melhores vias de comunicação, com mais e melhor articulação entre o transporte rodoviário, ferroviário, marítimo, aéreo, entre todo este cruzamento de oportunidades, nós temos todas as razões para pôr estas nossas empresas a investir mais e para poder atrair investimentos vindos de fora.
O primeiro-ministro, na inauguração da segunda fase da variante à Estrada Nacional 14, aguardada há várias décadas, faz a ligação entre os conselhos da Trofa e da Maia.
Vamos ao desporto. Aí vão duas. Carlos Alcaraz voltou a vencer o torneio de Wimbledon em tênis.
Pelo segundo ano consecutivo e frente ao mesmo opositor, o sérvio Novak Djokovic. Vitória em três sets pelos parciais de 6x2, 6x2, 7x6, com 7x4 no tie break, em 2h30. É o quarto torneio do Grand Slam conquistado por Alcaraz, que já venceu em Roland Garros e no Open dos Estados Unidos, a que somam as duas vitórias em Wimbledon.
Também já terminou a etapa de hoje da Volta à França em bicicleta, tirada que foi ganha pelo camisola amarela Tadej Pogačar.
Repete o desfecho de ontem e volta a aumentar a vantagem na geral para os mais diretos perseguidores. Na derradeira subida e quando seguia na companhia de outro candidato à vitória, Jonas Vingegaard, Pogačar atacou e nunca mais ninguém o viu. Vingegaard chegou à linha de meta mais de um minuto depois do corredor esloveno. Quanto a João Almeida, mais uma grande etapa do corredor de Ados Francos. Terminou na quinta posição. Mantém, na geral, o quarto lugar, agora com uma vantagem maior para o quinto classificado, que deixou de ser Carlos Rodriguez, agora quinto classificado na geral, Mikel Landa.
E faltam menos de três horas para a final do Campeonato da Europa de Futebol.
Frente a frente, a Espanha e a Inglaterra. Os espanhóis eliminaram na meia-final a França. Os ingleses, para chegarem ao jogo decisivo do torneio, tiveram de ultrapassar os Países Baixos. Junta-se a este jornal das 17 o comentador de futebol do Observador, Mário Cajica. Boa tarde, Mário, bem-vindo. Quem é favorito à vitória final?
Olá, muito boa tarde. Sendo diretos e olhando para o futebol praticado durante esta competição, claro que eu diria que a Espanha tem aqui um ligeiro favoritismo. Apresenta um futebol muito mais vistoso, muito mais trabalho coletivo. Acaba por transparecer aqui algum aparente favoritismo, mas não há que descartar esta equipe inglesa. A verdade é que, em termos individuais, é uma formação muito forte. Bem sabemos que isto é uma final e os treinadores não gostam muito de falar em favoritos. E a verdade é que esta seleção da Inglaterra chega aqui em crescendo, depois de uma fase de grupos muito irregular, mas pouco a pouco foi também ganhando alguma confiança. Elimina com justiça a formação dos Países Baixos e depois, é como dizia, há individualidades muito fortes, Foden, Harry Kane, Saka, o Bellingham, jogadores que podem fazer a diferença. Ainda assim, e de forma muito direta, eu creio que a Espanha chega com um ligeiro favoritismo, mas é mesmo muito ligeiro.
Já fizeste referência a alguns jogadores importantes da seleção inglesa. E quem são as referências da Espanha?
Em relação à seleção espanhola, como dizia, destaca-se muito mais pelo coletivo, mas há efetivamente jogadores que aparecem muito bem nesta final. Os jovens Nico Williams e a grande revelação Lamine Yamal nos corredores podem efetivamente fazer a diferença. E depois há dois elementos que me parece que estão a ser preponderantes também nesta caminhada da Espanha, o Rodri e o Fabián Ruiz, que está a fazer um belíssimo Europeu. Dois médios que asseguram não só a estabilidade defensiva da equipa, mas também ajudam muito a equipa em processo de construção. Parece-me claro que o sucesso espanhol vai muito cair nos dois jogadores do meio-campo e nos dois extremos, que podem efetivamente fazer a diferença e parece-me que será muito por esta via que a seleção de De la Fuente poderá e quererá superiorizar-se perante a formação inglesa.
Joga-se daqui a pouco, às 20:00, a final do Campeonato da Europa e esta madrugada, a final da Copa América, Argentina contra a Colômbia. Pergunto, Mário Cajica, o mesmo: quem é favorita à vitória final?
Aqui é mais claro, é mais simples para mim responder. A Argentina é favorita efetivamente para a final, não só pela qualidade individual, mas também pela qualidade coletiva, por todo o élan que existe em torno não só da despedida do Di María, mas também do Messi. Vamos ver se será a última competição ou não. Não me parece, mas vamos confirmar. De qualquer forma, acredito que o astro argentino quererá fechar com chave de ouro mais uma caminhada. Mas do outro lado, muita atenção a esta equipa colombiana, que já empatou frente ao Brasil na fase de grupos, eliminou com todo o mérito a equipa do Uruguai, que era também um dos outsiders a tentar chegar à grande final e aparece com o Luis Díaz, por exemplo, um dos jogadores em destaque, mas acima de tudo um grande James Rodríguez, que renasceu das cinzas. Tem sido, na minha opinião, se não o melhor jogador desta Copa América, um dos melhores, recordista máximo de assistências com seis e, portanto, é daqueles jogos em que a Argentina quererá resolver e impor-se cedo no jogo. De outra forma, a Colômbia pode tentar essa tal surpresa.
Fazias há pouco referência a Di María, o último jogo de Di María pela Argentina, pela seleção argentina.
Pela seleção argentina, sim, exatamente.
E quanto a Messi, ainda não se sabe se sim, se não.
Exato. Nunca há uma grande certeza. Se me perguntares diretamente, eu acho que o Messi ainda vai estender mais um pouco. Dependendo um pouquinho também desta-
Do Campeonato do Mundo?
Talvez, acredito que sim. Mas a verdade é que, em termos oficiais, apenas há a despedida do Di María do contexto de seleção. Será este o último jogo e vamos ver qual será o desfecho.
Mário Cajica, muito obrigado pela tua análise e perspectiva destes dois grandes jogos. Primeiro, às 20:00, Espanha e Inglaterra, final do Campeonato da Europa. À 1:00 é a vez de entrar em campo a Argentina e a Colômbia na final da Copa América.
E essa final do Euro tem relato em direto aqui na "Rádio Observador".