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Sim, os países da NATO estão de acordo com o aumento do investimento em defesa de 2% para 5% do PIB. É, pelo menos, o que garante o secretário-geral da Aliança Atlântica.
Uma garantia expressa numa mensagem enviada por Mark Rutte de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos publicou essa mensagem na rede Truth Social. Rutte escreve que a Europa vai pagar em grande, como deve.
O secretário-geral da NATO agradece também a ação decisiva de Trump no Irão, que, sublinha Rutte, "foi verdadeiramente extraordinária e algo que mais ninguém se atreveu a fazer. Deixa-nos a todos mais seguros", lê-se na mensagem tornada pública pelo presidente dos Estados Unidos.
Que está a caminho dos Países Baixos para participar na Cimeira da NATO. Vai ser discutido o aumento das contribuições dos países que integram a Aliança Atlântica e também os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. A cimeira arranca poucas horas depois do anúncio de cessar-fogo entre Israel e o Irão.
Que não está a ser cumprido. Há cerca de hora e meia, o gabinete do primeiro-ministro israelita confirmava um ataque a um radar instalado próximo de Teerão. A ofensiva foi justificada como uma resposta aos mísseis lançados pelo Irão que, segundo Tel Aviv, violaram o cessar-fogo.
Regressamos ao tema do aumento do investimento em defesa. O candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes, sublinha que essa subida nos gastos militares não pode pôr em causa o Estado Social.
Se um pensionista ou um reformado visse, de hoje amanhã, que a sua pensão é afetada por um aumento das verbas em defesa, isso ia ter três consequências terríveis: perda de confiança na NATO, perda de confiança na União Europeia e perda de confiança na democracia. Portanto, isso não pode acontecer.
O alerta de Luís Marques Mendes, à margem de um debate sobre violência doméstica. O candidato a Belém foi também questionado sobre as propostas de alteração do Governo, aprovadas ontem em Conselho de Ministros, alteração à lei da nacionalidade e a possibilidade de entendimentos na Assembleia da República.
Acho que há uma abertura. Sabe que essa parte não me preocupa muito, seja nesta matéria, seja noutras, eu acho que na atual configuração parlamentar vai haver um espaço muito maior de diálogo, abertura e disponibilidade para encontrar soluções do que havia no passado. Portanto, recomendo que se comece mais a pensar na substância das matérias e menos no triquitriquito político.
Recomendação de Luís Marques Mendes.
Ainda sobre as propostas do Governo. Os primeiros sinais não são positivos, é o que diz o líder parlamentar do PS. Reserva para mais tarde uma posição definitiva sobre as alterações à lei da nacionalidade, mas Pedro Delgado Alves faz desde já um reparo.
O balanço inicial que fazemos não é positivo. Esperamos que haja disponibilidade da parte do Governo para não embarcar numa alteração súbita, sem discussão e radical, de muitas matérias que têm tido um consenso alargado ao longo dos anos.
O líder da bancada do Partido Socialista na Assembleia da República não especificou que alterações suscitam reservas, mas esta manhã, aqui na Rádio Observador, a vice-presidente, Marina Gonçalves, deu o exemplo do reagrupamento familiar.
A proposta do Governo prevê que os imigrantes altamente qualificados possam beneficiar de um alívio das restrições que o Executivo quer impor.
Para mim, um carpinteiro, um eletricista, são profissões reconhecidas, que merecem o mesmo respeito, mas que na avaliação deste Governo, têm requisitos diferentes de uma pessoa altamente qualificada.
Um tratamento diferenciado que suscita dúvidas por parte do PS sobre se esta proposta do Governo respeita a Constituição.
Outro partido que reagiu esta terça-feira às propostas do Governo de alteração à lei da nacionalidade foi a Iniciativa Liberal. A líder parlamentar, Mariana Leitão. Aplaudo.
Parecem-nos ir no sentido daquilo que deve ser feito para devolver alguma estabilidade ao país, nomeadamente na resposta que consegue dar quanto aos serviços públicos, mas também na capacidade de integração que terá destes mesmos imigrantes.
A Iniciativa Liberal acompanha as mudanças propostas pelo Governo, que vão ainda ter de passar pelo crivo da Assembleia da República. Mariana Leitão rejeita também a ideia de que as medidas sugeridas representem uma cedência à extrema-direita.
O Juntos pelo Povo admite viabilizar o Orçamento do Estado, caso seja dada resposta à discriminação positiva das regiões autónomas.
Em especial no que diz respeito ao subsídio social de mobilidade do transporte aéreo, o mecanismo que permite aos habitantes da Madeira e dos Açores viajarem para o continente a preços mais reduzidos. Em entrevista no programa Sofá do Parlamento da Rádio Observador, Filipe Sousa diz que essa é uma questão relevante para um sim do JPP ao Orçamento do Estado.
Eu não gosto de antecipar aprovações ou reprovações. Tudo vai depender. Eu nunca gostei da abstenção. Se houver situações que vão ao encontro daquilo que nós defendemos, com especial atenção a esta discriminação que afeta os madeirenses e porto-santenses, que é o subsídio social da mobilidade no transporte aéreo. Se quero a cautelada, logo aqui está a meio caminho andado para poder viabilizar um orçamento.
Filipe Sousa diz ser contra abstenções, garante que vai comprometer-se com um sim ou um não.
Há outra garantia do deputado único do JPP, garante que o partido vai falar a uma só voz entre o Parlamento Nacional e o Regional da Madeira e aposta num crescimento do Juntos pelo Povo com esta presença na Assembleia da República.
Eu até fiquei surpreendido. Eu mandei a ela perguntar se era madeirense ou não, pelo fato de me darem os parabéns. Mas madeirense se conhece. Portanto, são sinais. Se estes sinais vão fazer com que o JPP cresça como o Chega cresceu, eu acho que não. Eu também não quero crescer dessa forma, porque depois a queda pode ser muito acentuada. Vamos aos poucos.
Aos poucos, crescer sim, mas de forma moderada. Filipe Sousa é estreante nesta legislatura, na primeira vez que o Juntos pelo Povo elege para o Parlamento Nacional. Uma entrevista no programa Sofá do Parlamento, pode escutá-la já a seguir a este jornal.
É já daqui a menos de uma hora. Pedro Duarte apresenta daqui a pouco a candidatura à Câmara Municipal do Porto.
Encabeça a coligação que junta PSD, CDS e Iniciativa Liberal. A cerimônia vai decorrer no Base Porto, um jardim urbano na cidade Invicta. Momento que vamos acompanhar aqui na Rádio Observador. Se passam agora sete minutos das 17h. Destacamos ainda outras notícias, Miguel Vilela.
Não resistiu. Foi encontrada sem vida a jovem brasileira que caiu num vulcão onde estava a fazer uma caminhada na Indonésia.
Informação adiantada pela CNN Brasil. O acidente aconteceu há quatro dias. Só agora as equipas de resgate conseguiram chegar ao local e confirmam a morte desta jovem.
Foi demitida a direção da RTP, liderada por António José Teixeira. Notícia avançada à agência Lusa por fonte da empresa.
António José Teixeira era diretor da informação da RTP há mais de cinco anos. De acordo com a mesma fonte, já foi feito um convite para substituir a direção que está agora de saída. Não são invocados motivos para esta demissão.
A Federação Nacional dos Médicos pede a intervenção da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho para retomar as negociações com o Ministério da Saúde.
A tutela negou hoje estar a negociar com o sindicato, alegou que o que está em curso é um processo de conciliação com as unidades locais de saúde. A presidente da FENAM, Joana Bordalo e Sá, indica agora que vai reunir-se com as entidades públicas empresariais da área da saúde para, dessa forma, reiniciar as conversas com o Governo.