Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Mais um candidato a Belém. Para já, está a ponderar. Isidro Morais Pereira, major-general na reserva, que nos habituámos a ver e ouvir nas rádios e televisões a fazer comentário às guerras na Ucrânia e Médio Oriente, admite dar o passo em frente. Em entrevista à Vista e Suave, o programa da secção de política do Observador, Isidro Morais Pereira justifica a possibilidade de se candidatar à Presidência da República com os incentivos que tem recebido.

Comecei a receber, praticamente todos os dias, inputs sob forma de mensagens, telefonemas, na rua, de algumas pessoas que me abordavam porque lhes agradava aquilo que eu dizia, a forma como eu olhava para o evoluir do mundo e como comentava os eventos relacionados fundamentalmente com a guerra da Ucrânia e agora também com os conflitos no Médio Oriente. Mas, por outro lado, diziam-me: "Sr. General, já pensou, eventualmente, em candidatar-se à Presidência da República?" Eu respondia sempre da mesma maneira: "Confesso que nunca pensei, não estaria nos meus horizontes, mas toda a minha vida foi dedicada ao serviço público".

Significa que está Isidro Morais Pereira inclinado a avançar com uma candidatura?

Teria que pensar, eventualmente, porque eu muitas vezes tenho dificuldade em resistir ao apelo das pessoas, porque continuo a ser o mesmo Isidro Pereira dos meus 18, 19 anos, 18 anos, quando acabei o liceu. E continuo a ter a mesma vontade de servir a causa pública.

Decisões só depois das autárquicas. O major-general não quer interferir com as eleições municipais que vão acontecer entre o final de setembro e princípio de outubro. Se decidir avançar, Isidro Morais Pereira vai ser o segundo militar a entrar na corrida a Belém. Para o major-general, não é por acaso.

Os portugueses voltam a identificar-se com determinado tipo de personalidade, características que normalmente os militares têm. Não quer dizer que os militares sejam únicos ou sejam mais honestos ou mais íntegros, mas de facto, eu acho que Gouveia e Melo tem todo o direito a candidatar-se à Presidência da República, mas ele não é o único. Uma das razões que me pode motivar seriamente a considerar mais este desafio, é dar aos portugueses outras opções.

Se vai ou não o major-general Isidro Morais Pereira ser mais uma opção para os eleitores que vão escolher o próximo presidente da República, só vamos ficar a saber depois das eleições autárquicas. Major-general Isidro Morais Pereira, que confessa também que ainda não reuniu com nenhum partido, mas que também não descarta qualquer tipo de apoio, incluindo do Chega. Seguimos com o Parlamento e com caráter de urgência, o PS quer ouvir a Ministra da Saúde o quanto antes, na sequência da conclusão da Inspeção-Geral da Saúde, que aponta para a morte de um homem de 53 anos por atraso no socorro durante a greve dos técnicos do INEM. A deputada socialista Mariana Vieira da Silva considera que é tempo de Ana Paula Martins assumir as responsabilidades que tem empurrado para outros.

Já responsabilizou toda a gente, as administrações hospitalares, o anterior governo, as direções do INEM, todos os profissionais de saúde. Já responsabilizou até utentes e, desta vez, já responsabilizou a sua secretária de Estado e resolve que a responsabilidade é de dois trabalhadores do INEM. As responsabilidades políticas não funcionam assim e este é o tempo da senhora Ministra da Saúde assumir as suas responsabilidades políticas.

O Chega também considera que é preciso que a culpa não morra solteira. Pedro Pinto, o líder parlamentar do partido, aponta diretamente o dedo à Ministra da Saúde.

O Ministro da Saúde não chega só aqui ao Parlamento e dizer assim: "Eu assumo a responsabilidade". Mas qual é a responsabilidade? A responsabilidade era meter o seu lugar à disposição.

As críticas de Pedro Pinto a Ana Paula Martins considera que a ministra não tem condições para se manter no cargo. A Iniciativa Liberal não vai tão longe, mas quer, tal como o PS e o Chega, apurar responsabilidades. Mariana Leitão, a deputada e candidata à liderança da IL, anuncia que o partido vai propor uma comissão parlamentar de inquérito.

Chegamos a uma situação em que há indícios de que há uma responsabilidade por conta de um atraso na resposta, por conta de uma greve, em que supostamente houve pré-avisos que não foram vistos ou não foram considerados e, portanto, há que apurar responsabilidades destas questões.

Os liberais desafiam os demais partidos com representação no Parlamento a viabilizarem a comissão de inquérito proposta pela IL. Continuamos a falar da Iniciativa Liberal, mas agora sobre outro tema: a descida do IRS. O governo quer baixar em cerca de 500 milhões este imposto. Mariana Leitão considera que é pouco.

Quando as descidas são tão insignificantes como esta e têm tão pouco impacto na vida das pessoas, não deixa de ser apenas mais uma manobra para poder anunciar que baixaram impostos, mas na prática as pessoas depois não vão sentir isso ao fim do mês. E esse é o problema que nós deveríamos estar concentrados em resolver.

Queria mais a Iniciativa Liberal. PS e Chega remetem para mais tarde uma posição definitiva sobre o tema. Querem analisar com mais detalhe a proposta anunciada pelo primeiro-ministro, mas manifestam desde já disponibilidade para negociar. E agora as eleições autárquicas. PSD, Chega, PCP e Livre sugerem que a ida às urnas aconteça a 12 de outubro, o PS a 28 de setembro e o Bloco de Esquerda a 5 de outubro. Isto é o que resulta das audições do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que escutou os partidos com assento parlamentar durante esta manhã. Tem a palavra o governo, que deve anunciar nos próximos dias a data das eleições para as autarquias. Noutras notícias, mantém a confiança até prova contrária. A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira buscas na Câmara Municipal de Oeiras e também em Grândola. Estão em causa suspeitas de corrupção e violação das regras urbanísticas, entre outros crimes. Um dos visados é o diretor-geral da empresa Municípia, António Fernandes, da qual a autarquia de Oeiras é acionista. O presidente da Câmara, Isaltino Morais, diz que mantém a confiança no dirigente, pelo menos para já.

Essas suspeitas não são de agora, são de há dois anos. E, portanto, a Câmara Municipal, na sequência disso, aquilo que a Judiciária está a fazer, já a Câmara fez.

Já teve a oportunidade de falar com o diretor-geral da Municípia?

Não, não tive. Nem falei com ninguém, nem tenho que falar. Mas apanhou-o desprevenido. A mim? Eu nunca estou desprevenido.

Isaltino Morais, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, sobre estas diligências da Polícia Judiciária, realizou esta manhã buscas nas instalações da autarquia. Passam seis minutos das 17h, está com a Rádio Observador. Vamos a outras notícias que marcam a atualidade. José Sócrates critica o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, que hoje, em entrevista ao Observador, disse que deve ser dada a oportunidade ao antigo primeiro-ministro para provar que é inocente. Foram as palavras de Amadeu Guerra, em entrevista ao programa Justiça Cega. O Procurador-Geral admite também que o julgamento de José Sócrates chega tarde e sublinha uma ineficiência geral do Poder Judicial na tramitação destes atos. Ora, numa reação, em nota enviada às redações, o antigo primeiro-ministro deixa críticas a estas declarações, lembra que o ônus da prova cabe ao Ministério Público e não aos réus. Acusa, portanto, Amadeu Guerra, o procurador, de inverter essa responsabilidade, colocando-a a cargo dos cidadãos. O início do julgamento da Operação Marquês está agendado para o próximo dia 3 de julho, no campus de Justiça, em Lisboa. Mais uma: a Rússia e a Ucrânia fizeram hoje uma nova troca de prisioneiros. É o que adianta a agência de notícias Ria Novosti, que cita uma fonte próxima do processo, uma informação confirmada também pelo presidente Volodymyr Zelensky. A operação foi realizada no âmbito dos acordos estabelecidos pelas duas partes durante as negociações em Istambul, na Turquia. Não foi especificado o número de combatentes entregues a cada um dos lados. Faixa de Gaza, mais de uma centena de palestinianos perdeu a vida e 200 ficaram feridos na sequência de ataques israelitas nas últimas 24 horas. São dados fornecidos pelo Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, com recurso a registros hospitalares. Sobre este conflito, o papa Leão XIV tece duras críticas ao desrespeito pelo direito internacional. O chefe da Igreja Católica considera que a guerra no Médio Oriente está a assumir uma intensidade diabólica, esta é a expressão utilizada, com países a serem arrasados por interesses especiais e cobertos por uma nuvem de ódio que torna o ar irrespirável e tóxico. Palavras do papa Leão XIV, citados pelo Times of Israel.