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Avançamos para o Jornal das 5, com a jornalista Vanessa Cruz e até à próxima quinta-feira, é o prazo dado por Donald Trump à Ucrânia para assinar o plano de paz.
Ainda assim, o presidente norte-americano admite, em entrevista à Fox Radio, prolongar esse prazo, Ricardo, se as discussões correrem bem. Mas, para já, o que está em cima da mesa é mesmo dia 27 de novembro.
O dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Do lado ucraniano, Volodymyr Zelensky admite o dilema que tem pela frente.
Sim, diz que recusa trair o país, ao mesmo tempo que reconhece que Kiev enfrenta uma escolha muito difícil. Arrisca perder um parceiro fundamental, os Estados Unidos, ou, por outro lado, corre o risco de perder a dignidade, a Ucrânia. O historiador Bruno Cardoso Reis diz que se confirma o pior cenário possível.
Não só de que este plano é muito favorável à Rússia, mas também de que não é uma proposta de que os Estados Unidos são uma espécie de intermediário mediador, é isso supostamente que significa mediador, mas que os Estados Unidos estão empenhados em que a Ucrânia aceite, basicamente, o que está a ser apresentado. Se como ponto de partida, isto já era um mau ponto de partida, se a ideia é ser o ponto de chegada e se é essa a posição norte-americana, é realmente não só uma facada nas costas da Ucrânia, mas eu diria também dos aliados europeus.
Bruno Cardoso Reis, historiador, especialista em segurança internacional, ouvido no gabinete de guerra da Rádio Observador, o plano de paz proposto pelos Estados Unidos prevê a cedência de territórios à Rússia e também a redução do exército ucraniano.
Por cá, na Operação Influencer, a defesa de António Costa pede ao Ministério Público que esclareça por que motivo as escutas, que envolvem o ex-primeiro-ministro, não terão sido detectadas e enviadas ao Supremo Tribunal de Justiça.
Em comunicado, os advogados João Lima Cluny e Diogo Serrano defendem que o Ministério Público tem de dar explicações para só agora ter apresentado sete novas escutas, sendo que seis são tentativas de contacto falhado. O Departamento de Investigação e Ação Penal reconhece que essas escutas não foram identificadas numa fase inicial. A defesa do antigo primeiro-ministro reitera que António Costa não é sujeito processual na Operação Influencer.
Os advogados deixaram ainda críticas ao comunicado de 2023, que esteve na base da demissão de António Costa.
Dizem que se torna evidente que passados dois anos, ainda não se sabe o que está em causa. É por isso que a defesa do ex-primeiro-ministro conclui que na altura, o gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República não tinha fundamento para publicar o tal comunicado com as consequências que gerou, a demissão do primeiro-ministro e a queda do governo. Os advogados João Lima Cluny e Diogo Serrano defendem que é preciso apurar as responsabilidades sobre esta situação e esclarecem que em momento algum foram pedidas escutas a António Costa pelo Ministério Público, nem quando era primeiro-ministro, nem quando saiu do governo.
E a Operação Influencer entrou hoje na campanha para as presidenciais. O candidato João Cotrim Figueiredo tinha feito precisamente o mesmo pedido que os advogados de António Costa, mas com uma nuance, Vanessa Cruz.
Que os esclarecimentos do Ministério Público sejam feitos diretamente pelo Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra. Diz o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal que o comunicado que foi hoje emitido pelo DCIAP não chega.
Acho que a expressão "razões técnicas" é insuficiente. E vendo isto numa sucessão de casos em que há coincidências nas datas de investigações com outros eventos importantes envolvendo os visados. Acho que o próprio Procurador-Geral da República deve rapidamente vir esclarecer exatamente o que é que se passou.
É o pedido de João Cotrim Figueiredo, com o acrescento de que é muito grave haver omissões ao Supremo Tribunal de Justiça. Também António José Seguro pede mais explicações ao Ministério Público, sem dizer, no entanto, se é Amadeu Guerra quem deve dar a cara.
Eu sou, naturalmente, um defensor do princípio de separação de poderes, mas há factos e há notícias que carecem de esclarecimento rápido e um esclarecimento cabal.
Neste caso, acha que o procurador deve assumir explicações públicas sobre isto?
A confiança na Justiça exige que haja um esclarecimento cabal e rápido.
António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, num registo da RTP Notícias.
Reação diferente teve outro dos candidatos a Belém, Luís Marques Mendes.
É, defende que no comunicado do Ministério Público, fica claro que o antigo primeiro-ministro nunca foi escutado diretamente. Portanto, está esclarecido.
O primeiro-ministro terá sido apanhado em escutas, em conversas que estava a ter com pessoas que estavam a ser escutadas. É uma coisa completamente diferente. E também segundo o comunicado, as matérias estão a ser tratadas todas de acordo com a lei. Em função do comunicado, parece-me que está tudo esclarecido.
Luís Marques Mendes não precisa de mais explicações do Ministério Público.
Mas há mais candidatos a pronunciarem-se sobre esta matéria. André Ventura prefere atacar o Partido Socialista.
Acusa o PS de tentar condicionar a Justiça.
A confiança que eu tenho há muitos anos é que o PS conseguiu montar na Justiça e noutras instituições um polvo, verdadeiramente. O PSD também, mas sobretudo o PS, que preocupou-se nos últimos anos em pôr na Justiça muitos dos seus peões. Pessoas que estavam lá não para servir o país, mas para tentar condicionar e garantir que o Partido Socialista mandava nisto tudo. À mínima suspeita que pode baralhar um pouquinho esse castelo todo, entram em cena os apoiantes todos.
André Ventura na pele de candidato a Belém, aqui a reagir aos desenvolvimentos da Operação Influencer.
E voltamos aqui a outros dois candidatos, Marques Mendes e Cotrim Figueiredo, que hoje protagonizaram um bate-boca. Afinal, houve ou não houve pressões para o candidato Cotrim Figueiredo não entrar na corrida a Belém?
Fez essa acusação, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal numa entrevista ao Expresso, garante ter recebido pressões, nomeadamente da candidatura de Marques Mendes. Ora, o candidato apoiado por PSD e CDS não gostou do que leu e acusa o adversário de desonestidade política. Encontra também, Marques Mendes, uma explicação para o que chama de mentira.
A notícia é, portanto, completamente falsa, fantasiosa e um abuso total Agora a minha leitura política. Por que isto acontece? Acontece porque eu estou a subir nas sondagens. O candidato da Iniciativa Liberal é um dos que se apresenta a dizer que quer mudar e melhorar a forma de fazer política. Ele está a usar os piores truques da velha política tradicional. Isto é uma verdadeira indignidade e uma desonestidade.
Marcos Mendes diz até que não fala com Cotrim Figueiredo há mais de dois anos. Depois desta reação, o adversário manteve que foi pressionado por apoiantes de Marcos Mendes e que, ao denunciar essa situação, quis que as pressões parassem, sublinha Cotrim Figueiredo. Isso funcionou.
E na Assembleia da República, segundo dia de votações, em que os deputados votam uma a uma as propostas de alteração ao orçamento do Estado. E quais são os principais destaques de mais uma etapa nesta maratona de votações, Vanessa?
Foi rejeitada há pouco a proposta do PS para utilizar o dinheiro do imposto sobre os combustíveis, o ISP, na redução do IVA dos produtos alimentares. Os socialistas pediam que o dinheiro que entra nos cofres do Estado, com o fim do desconto sobre o ISP, revertesse para baixar o IVA do cabaz alimentar, proposta chumbada com os votos contra da AD e do CHEGA.
E o governo vai ser obrigado por Bruxelas a acabar com o desconto no imposto sobre os produtos petróleos.
Sim, com isso vai encaixar mais receita, mas não fica para já definido, Ricardo, onde será utilizado esse dinheiro. Outros destaques das votações de hoje: as empresas com prejuízos voltam a não ser penalizadas nas tributações autónomas no próximo ano. O IVA da carne de caça vai baixar de 23 para 6%, uma proposta de PSD e CDS, que também teve o voto a favor do CHEGA e a abstenção do PS. As cadeiras de rodas e os veículos adaptados por IPSS e associações desportivas ficam isentas de IVA, não pagam imposto.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 21 de novembro.
Novos casos de hepatite A detectados na Margem Sul. Os agrupamentos de escolas do Barreiro, Alcochete, Montijo e Moita estão a ser alertados pela situação, pelo delegado de saúde da Unidade de Saúde Pública do Arco Ribeirinho. Através de e-mails, as escolas informam os encarregados de educação sobre as orientações a cumprir, face ao risco de hepatite A, que integra o grupo de doenças de notificação obrigatória e de permissão para faltar às aulas, com o objetivo de evitar a propagação do vírus. Portugal está nas meias-finais do Campeonato do Mundo de sub-17, em Doha, no Catar. A equipa das Quinas venceu a seleção da Suíça por 2 x 0. Golos de Mateus Mid, na primeira parte, e José Neto, já no segundo tempo. A meia final, marcada para a próxima segunda-feira, pode colocar Portugal frente a frente contra Marrocos ou Brasil. A ministra do Trabalho considera normal o pedido da UGT para que o primeiro-ministro intervenha de forma direta nas negociações sobre a reforma laboral. Luís Montenegro vai receber a Central Sindical na próxima quarta-feira, em São Bento. De acordo com o Expresso, as negociações vão, ainda assim, ser conduzidas pela ministra Rosário Ramalho. Ministra que lembra que a reforma é do governo, por isso o primeiro-ministro também pode intervir. Ricardo, a pergunta que se impõe agora: contavas pelos dedos ao fazer as contas de matemática quando eras mais novo, na escola?
Ainda conto.
Ainda contas?
Claro.
Muito bem. É que há aqui um estudo, mais um estudo, eu gosto de trazer estudos pra tu avaliares.
Eu também gosto de muitos estudos.
As crianças que contam pelos dedos entre os quatro e os seis anos e meio têm o melhor desempenho em soma matemática, em fazer contas, aos sete anos, de acordo com um estudo, lá está, da Universidade de Losanna.
Isso explica muita coisa. É mesmo assim?
É. E pelos vistos, há quem chega adulto e continua a contar pelos dedos.
É verdade.
A conclusão da investigação sugere que contar pelos dedos é um passo importante para o desenvolvimento de competências matemáticas mais avançadas.
Eu não tinha a menor dúvida, mas é muito comum, realmente, as crianças contarem pelos dedos. Ajuda bastante, é uma espécie de ábaco digital.
Sim, sendo que alguns professores do primeiro ano acham que contar pelos dedos é um sinal de que a criança está com dificuldades. No meu tempo era assim, normalmente desincentivava a contar pelos dedos.
Bom, eu não quero agora partilhar aqui o meu historial académico. Mas como é que foi feito o estudo? Vamos lá perceber melhor se esse estudo também foi feito a contar pelos dedos.
Os investigadores acompanharam 211 crianças suíças, desde o pré-escolar até o segundo ano do ensino básico. Avaliaram a mudança de estratégias ao contar pelos dedos ao longo do tempo e, pelos vistos, ajuda mesmo ao cálculo mental.
Eu não tinha dúvidas. A Vanessa Cruz vai regressar para atualizar as notícias às 17h30.