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Às notícias. É o jornal das 17 horas da Rádio Observador com José Rafael Lopes. José, começamos na atualidade internacional. Não é internacional, mas é também. O primeiro-ministro assinala que hoje é um ponto de viragem na relação entre Portugal e Ucrânia.

Em declarações aos jornalistas em Kiev, Luís Montenegro sublinha que a reunião com Volodymyr Zelensky foi muito construtiva e destaca também o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.

Nós estamos num nível de cooperação já muito intenso, mas que, do meu ponto de vista, teve aqui um ponto de viragem. Por quê? Porque nós juntamos toda a cooperação militar que temos vindo a dar desde 2022, toda a cooperação e apoio econômico e financeiro no período de guerra, uma perspectiva de reforço do nosso relacionamento político e econômico para os próximos anos, para além da guerra, evidentemente, a pensar num processo de paz que traga um registro de paz justa e duradoura.

Já a pensar no futuro, Luís Montenegro espera maiores trocas comerciais e melhor relacionamento com a Ucrânia. O chefe do governo admite que seria desejável uma adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027. Para já, tem fé que haja um cessar-fogo no território durante a quadra natalícia. São declarações aos jornalistas após ter estado numa conferência de imprensa conjunta com o Volodymyr Zelensky. O primeiro-ministro admitiu o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia depois de alcançada a paz, mas nunca enquanto a guerra continuar. Luís Montenegro lembra que já há tropas portuguesas em missões da NATO noutros países e admite que o mesmo pode vir a acontecer com a Ucrânia no futuro.

Nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Romênia, na Letônia, na Lituânia, em tantos outros países onde as nossas forças nacionais destacadas, no âmbito da União Europeia, no âmbito da NATO, participam em missões de paz e participam em missões de dissuasão e de segurança. Portanto, o presidente Zelensky tem a tarefa facilitada, porque sabe que a disponibilidade de Portugal será sempre a de participar também em missões de paz e em missões de segurança.

Luís Montenegro e Volodymyr Zelensky acordaram também um reforço da cooperação no domínio da defesa, com destaque para a coprodução de drones de fiscalização marítima. São declarações de Luís Montenegro, estas que acabamos de escutar, no fim do encontro com Volodymyr Zelensky, no Palácio Presidencial de Kiev. Portugal e a Ucrânia acordaram esse reforço da cooperação na defesa.

Ainda na atualidade internacional, o presidente do Brasil alerta para o perigo de uma intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela.

Isto um dia depois de Donald Trump não excluir a possibilidade de entrar em guerra com o regime de Nicolás Maduro. Lula da Silva lembra o conflito nas Malvinas e admite que, 40 anos depois, o continente sul-americano está novamente a ser ameaçado.

O continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional. Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo.

Uma catástrofe humanitária é o que defende o presidente brasileiro na abertura da Cimeira do Mercosul, no Brasil. Aqui um registro da CNN Brasil. Esta semana, Lula da Silva já se tinha mostrado disponível para ser um mediador de paz entre os Estados Unidos e a Venezuela.

E por cá, o ministro da Economia apela para os parceiros sociais refletirem sobre o crescimento dos salários.

Manuel Castro Almeida sublinha que Portugal está cada vez mais perto da média europeia dos salários. Em declarações à margem de um festival aéreo no Porto, o ministro diz que este é um trabalho que tem de ser feito com a ajuda do patronato e também dos sindicatos.

Este pacote laboral foi sujeito agora para a discussão da concertação social. Todo o objetivo do pacote laboral é para aumentar a competitividade da nossa economia. É esse o seu objetivo e é essa luz que ele deve ser discutido. E os parceiros sociais que vão ser envolvidos nesta discussão devem ter a oportunidade de definir a que ritmo é que estão disponíveis para que os salários portugueses possam chegar à média europeia.

Manuel Castro Almeida afirma ainda que melhores salários no país só vão ser alcançados com empresas mais competitivas e trabalho mais produtivo.

E agora, sobre as eleições presidenciais. Catarina Martins diz que não integra um círculo de portas giratórias entre interesses econômicos e políticos.

A candidata presidencial, apoiada pelo Bloco de Esquerda, garante estar bastante à vontade com essa matéria, mas acusa outros candidatos de fazerem parte dessa relação de proximidade com o poder econômico. Catarina Martins considera também importante que a transparência seja também relativa a quem financia as candidaturas e as campanhas presidenciais, e não apenas ao passado dos candidatos.

E também sobre o financiamento das candidaturas. Eu lembro que há candidatos que aparentemente parecem não ter grandes fontes de financiamento, mas depois quando vamos ver o financiamento dos seus partidos ou das suas candidaturas, é tudo bastante diferente.

Catarina Martins, aqui um registro da Agência Lusa. A candidata presidencial esteve de visita à Feira da Senhora da Hora, em Matosinhos.

E no desporto, Tiago Silva é o reforço do Futebol Clube do Porto para atacar a segunda metade da época.

O defesa central era um jogador livre no mercado, após ter rescindido com o Fluminense. O central, já com 41 anos, tem uma carreira de sucesso, com passagem por clubes como o Milan, o PSG e também pelo Chelsea. Poucas pessoas podem lembrar-se, uma vez que foi uma tímida passagem, mas este jogador já vestiu a camisola do Foco do Porto ao serviço da equipe B. Agora, Tiago Silva agradece a oportunidade de poder voltar.

Estou aqui para anunciar o meu retorno aos Dragões e dizer o quanto eu estou feliz E lisonjeado com essa oportunidade. Estou supermotivado. Espero que eu possa ajudar da melhor maneira possível. Eu gostaria de agradecer ao nosso presidente Andrés Villas-Boas pela oportunidade, ao nosso mister Francesco Farioli também, e dizer o quanto ansioso eu estou por estar mais uma vez vestindo essas cores. Conto com o apoio de vocês e espero vocês no Dragão.

Thiago Silva, nas palavras, de regresso ao Futebol Clube do Porto, ele que representou a equipe portista em 2004, 2005, na altura fez apenas 14 jogos e acabou por ser emprestado.

E a fechar, o Papa Leão XIV convocou hoje o primeiro consistório extraordinário do pontificado.

Vai acontecer em janeiro do próximo ano. Um consistório extraordinário é uma reunião de cardeais convocada pelo Papa. Poucos dias depois de ter sido eleito, o líder da Igreja Católica revelou que durante as reuniões que teve no período pré-conclave, um dos temas recorrentes foi a necessidade do papa se reunir mais vezes com os cardeais para receber conselhos. Essa é uma das explicações para avançar com este consistório extraordinário. À Rádio Observador, o padre João Basto fala numa vontade do papa de tornar a Igreja Católica mais comunitária e democrática.

Há aqui um conjunto de reformas que já começaram, aliás, com o Papa Francisco, e que o Papa Leão tem vindo a aprofundar no sentido de melhorar a forma como a Igreja é governada, de maneira, nós dizemos na Igreja, mais sinodal, ou seja, mais comunitária, mas que pode passar para o grande público no sentido mais democrático, ou seja, ouvir mais partes e a decisão ser mais informada e menos direta de uma só pessoa.

Palavras do padre João Basto, em entrevista na Rádio Observador, a detalhar o que pode ser este primeiro consistório extraordinário do pontificado do Papa Leão XIV.

E assim fechamos o Jornal das Cinco, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.

Até já.