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5 da tarde na Rádio Observador. Feliz Natal! Vamos atualizar toda a informação. Eu sou o José Rafael Lopes. O Patriarca de Lisboa, Rui Valério, criticou a corrida ao armamento no mundo atual. Diz que o caminho para a paz se faz através da aceitação. O Patriarca falou ainda no medo da diferença, tudo durante a missa de Natal, na Sé Patriarcal, em Lisboa. Rui Valério diz que a paz só é possível quando existe uma vontade de assumir a realidade dos outros. Sublinha ainda que a recusa desta responsabilidade e a recusa de assumir o outro está na raiz de toda a violência. Ainda durante a missa, o responsável pelo Patriarcado de Lisboa e da Igreja Católica criticou a falsa neutralidade e o laicismo empobrecido que se observa quando se banem presépios e se omitem sinais de Natal em escolas e espaços públicos. Também o Papa Leão XIV deixou um alerta para os perigos da guerra e os discursos inflamados dos líderes mundiais. Critica que os jovens sejam enviados para a guerra. Durante a missa de Natal, presidida na Basílica de São Pedro, o líder da Igreja Católica pediu uma trégua mundial, falou sobre Gaza, também sobre outras guerras e lamentou que milhares de vidas tenham sido perdidas. O Papa lamenta também os jovens que são enviados para a linha da frente.
"E como não pensar nas tendas de Gaza, expostas à chuva, ao vento e ao frio, e aquelas tendas de tantos outros refugiados em todos os continentes, ou aos refúgios improvisados de milhares de pessoas sem abrigo dentro das nossas cidades? Frágil é a carne das populações indefesas, que sofrem com tantas guerras em curso ou já concluídas e que deixaram destruição e feridos. Frágeis são as mentes e vidas dos jovens, forçados às armas e que não se apercebem do que lhes é pedido. A mentira dos discursos inflamados de líderes pelo mundo que enviam os jovens para a morte".
Parte do discurso do Papa Leão XIV durante a primeira missa de Natal a que presidiu enquanto líder da Igreja Católica. A Presidência da República promulgou mais um diploma que prevê mais apoios às vítimas de incêndios rurais. Marcelo Rebelo de Sousa promulgou este decreto, que já tinha sido aprovado no Parlamento em outubro. A promulgação foi divulgada através de uma nota na página oficial da Presidência da República. Este decreto estabelece um reforço das medidas de apoio e de mitigação do impacto dos incêndios rurais. Incide em matérias como habitação, saúde, acesso a prestações e também acesso a apoios sociais de caráter excecional. Está também previsto que seja atribuído um apoio excecional aos agricultores para compensar os prejuízos devido aos incêndios. Pelo menos 12 pessoas morreram nas estradas portuguesas na última semana. É o balanço mais recente da operação coordenada entre a PSP e a GNR em várias estradas por todo o país. Há ainda um registro de mais de 400 feridos. Em comunicado, a PSP, a Polícia de Segurança Pública, adianta que deteve na última semana perto de 500 pessoas, muitas delas por condução com excesso de álcool. Já foram fiscalizados pelas duas forças da autoridade mais de 60 mil condutores. A operação coordenada entre PSP e GNR vai manter-se na estrada até dia 4 de janeiro, a fiscalizar as estradas nesta altura em que há movimentações frequentes devido às viagens relacionadas com o Natal e também com as viagens relacionadas com a passagem de ano. Morreu Ângela Pereira, a jovem que estava internada no IPO do Porto e que viralizou nas redes sociais para continuar a lutar contra a doença. Morreu no dia de Natal, no Instituto Português de Oncologia do Porto, depois de a doença ter piorado nos últimos dias. A informação foi confirmada pela família de Ângela Pereira numa publicação nas redes sociais. Esta mulher enfrentou várias complicações depois de um transplante de medula óssea, incluindo uma infecção grave provocada por um fungo raro e de difícil tratamento. Recentemente, a jovem ganhou visibilidade após ter recorrido às redes sociais para pedir ajuda, o que gerou uma onda de solidariedade em todo o país. Não pedia dinheiro, Ângela Pereira, nessa publicação, mas tentou contar a história da doença que enfrentava para tentar obter a ajuda de médicos ou de associações na procura de um novo tratamento. Estavam agendados exames à procura desse mesmo tratamento, mas Ângela Pereira não resistiu. Morreu hoje, aos 23 anos. Seguimos com atualidade internacional. O presidente russo estima que a Rússia vai precisar de mais de 12 milhões de trabalhadores nos próximos sete anos. Vladimir Putin deixou ainda um apelo para que seja criado um programa de formação de grande escala focado na inteligência artificial. São declarações durante uma reunião do Conselho de Estado no Kremlin, citado pela agência noticiosa EFE. Putin revela ainda que a atual taxa de desemprego na Rússia é de 2,2%, mas que existe um déficit de trabalhadores que, no caso da capital, Moscovo, ronda o meio milhão de pessoas. Ainda sobre a Rússia, o país apresentou uma proposta à França sobre o cientista político francês Laurent Vinatier, que cumpre três anos de prisão na Rússia. Em cima da mesa está a possível libertação do cientista, mas o porta-voz do Kremlin não detalhou os termos da proposta que foi apresentada aos franceses. Dmitry Peskov explica essa decisão por se tratar de uma questão sensível. O porta-voz do Kremlin acrescenta que a bola está agora do lado da França. Contactado pela AFP, o advogado de Laurent Vinatier indicou que a família do investigador espera que este processo possa estar concluído até o final deste ano e que Laurent possa ser libertado ainda durante as festas. Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, contactado também pela AFP, recusou fazer qualquer tipo de comentário. Em Moçambique, pelo menos três pessoas morreram, 17 casas foram destruídas na sequência de chuva forte registrada em Chimoio. A informação é dada pelas autoridades locais. Falam em três mortes confirmadas, sendo que uma das vítimas é uma criança. Morreram, estas três pessoas, quando tentavam atravessar uma ponte precária que acabou por desabar. O administrador do distrito do Chimoio revela ainda que há essas 17 casas que ficaram destruídas e que já está em curso um plano para que seja possível recuperá-las o mais brevemente possível. João Nathaniel sublinha ainda os pedidos das autoridades para que a população não se desloque devido ao mau tempo. Moçambique está em plena época das chuvas, começou em outubro e decorre até abril, com as autoridades a preverem chuva e vento forte nos próximos tempos. Está tudo dito neste jornal das 17h. A informação está de regresso quando forem 17h30. Até lá, continuação de um bom Natal na companhia de quem mais gosta.