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Notícias. Jornal das 5, edição do jornalista Rui Casanova. Rui, mantém-se a sintonia entre o primeiro-ministro e o presidente da República no Luxemburgo. O presidente da República e o primeiro-ministro fazem um apelo conjunto para o regresso de emigrantes e lusodescendentes.

numa cerimónia esta tarde com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, integrada nas comemorações do 10 de Junho. Luís Montenegro destacou Portugal como um país competitivo, com potencial e uma cultura cívica e de trabalho muito fortes. Elogiou os emigrantes e lusodescendentes presentes e reforça que Portugal conta com todos eles para o futuro do país, estejam onde estiverem.

Portugal precisa de todos vós. Nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo, no regresso que ambicionamos, muitos possam ter a Portugal, seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença, quer em Portugal, quer no Luxemburgo. O vosso talento, generosidade, sentido de portugalidade, a esperança, perseverança, o vosso exemplo são inspiradores para podermos todos juntos fazer um Portugal melhor, um Portugal mais próspero, um Portugal mais próximo das pessoas.

As declarações de Luís Montenegro nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Luxemburgo esta tarde. O presidente da República foi ainda mais longe ao afirmar que Portugal é um país que quer receber de volta os portugueses. Seguro terminou o discurso com uma promessa, a de tornar Portugal não só um grande país para se viver, mas também para se trabalhar.

É um país que quer receber de volta os seus, os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si. Portugal é um extraordinário país para viver e deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumimos perante vós. Precisamos de vós, não apenas como embaixadores de Portugal no mundo, mas como parte integrante do inconfundível ser português. Obrigado por continuarem a manter este vínculo a Portugal, de ser portugueses à vossa maneira, com a nossa história, um povo que nunca deixou de ser família.

As declarações de António José Seguro e Luís Montenegro nas comemorações do 10 de Junho no Luxemburgo. Os dois voltam a elogiar as relações de amizade entre Portugal e o Luxemburgo e a reforçar também a importância da língua portuguesa nas comunidades no estrangeiro.

Seguimos com as notícias. Antes já tinham protagonizado um momento de sintonia. Afirmam que se completam um ao outro, tal como é suposto entre Belém e São Bento.

Foi num momento protagonizado durante esta visita oficial ao Luxemburgo. Luís Montenegro foi abordado por um emigrante que tem uma bandeira de Portugal com uma coleção de autógrafos de várias personalidades portuguesas. António José Seguro já tinha assinado na sexta-feira. Hoje foi a vez de Luís Montenegro, momento em que ambos aproveitaram para sublinhar a sintonia que existe entre os dois.

Onde é o melhor sítio?

Onde quiser. O presidente pediu o verde, que era esperança.

Então pronto, eu vou aqui pro lado do vermelho. Assim completamos. É assim que tem que ser.

Primeiro-ministro e presidente da República mostram-se assim alinhados e em sintonia nesta visita oficial ao Luxemburgo. Os dois participaram também esta tarde numa sessão com professores e alunos e defenderam a intenção de alargar o ensino do português no Luxemburgo. O primeiro-ministro disse também que vai continuar a dar condições aos professores no estrangeiro para que continuem a lecionar a língua portuguesa. Afirma que é uma forma de garantir que o português chega ainda mais longe.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional volta a pedir um reforço de recursos humanos e uma alteração ao Código de Execução de Penas, isto de forma a reduzir o número de mortes nas prisões.

É a reação do presidente deste sindicato aos números divulgados hoje pelo jornal Público. Desde o início do ano, morreram 28 reclusos nas prisões portuguesas. São dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e que mostram que Portugal se mantém com um nível elevado de mortalidade prisional, um dos níveis mais elevados em toda a Europa. Ora, em declarações à Rádio Observador, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que o consumo de drogas sintéticas no interior das prisões e a forma como elas entram nos estabelecimentos prisionais é uma das principais causas das mortes de reclusos. Sublinha também Frederico Morais que o problema da falta de recursos humanos se mantém nos estabelecimentos prisionais em Portugal.

Não temos assistência médica nas cadeias porque ninguém quer trabalhar com as cadeias portuguesas. Os enfermeiros vêm em contratos e vão-se embora porque não querem. Estão a ser subjugados aos dissabores dos seus diretores de cadeias, porque eles querem trabalhar com as estatísticas e os enfermeiros querem trabalhar para a saúde. A nível de médicos continuamos a não ter. Não temos qualquer vigilância sobre reclusos, o que também facilita o consumo de substâncias e ao mesmo tempo a violência entre eles. Isto é tudo uma bola de neve que está a crescer nas cadeias portuguesas e um dia isto vai terminar muito mal. Para além destas 28, poderemos estar a falar daqui a uns dias de muitas mais.

Os alertas de Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, também ouvido pela Rádio Observador. O secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso mostra-se igualmente preocupado com este número de mortos nas prisões portuguesas. Vítor Manuel Ilharco acusa também o Estado de negligenciar as prisões e os próprios reclusos.

O problema é que, há o desespero de se estar numa situação complicada. É gente com problemas, gente que sofre, muitos deles doentes, e não têm a mínima preocupação da parte do Estado, mas há longas décadas, que permita não só a sua reabilitação, mas até eles terem um tratamento digno. As nossas cadeias estão encurraladasSão medievais, são uma vergonha a nível nacional.

Os alertas e as críticas do secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, ouvido pela Rádio Observador. Entre os 28 mortos, 20 faleceram devido à doença, sete reclusos morreram por suicídio e um por homicídio. Dados divulgados hoje pelo jornal Público, com base em números da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Na atualidade internacional, Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para destruir o urânio enriquecido de Teerão.

Isto se ambos os países chegarem a acordo em breve, é o que avança Donald Trump numa entrevista à NBC News. O presidente dos Estados Unidos volta também a ameaçar: se não houver acordo, as tropas norte-americanas vão destruir o Irão militarmente e, depois disso, entrar em Teerão para destruir o urânio. O presidente norte-americano volta também a insistir que as duas partes estão muito perto de assinar um acordo. Isto apesar da recente troca de ataques entre os dois países, sobretudo no estreito de Ormuz.

E Rui, hoje é também dia de eleições geoestratégicas na Europa e na América do Sul.

E abriram há poucas urnas no Peru, após 33 candidaturas caírem na primeira volta das eleições presidenciais. Os peruanos decidem agora se o país vai ser liderado por uma força pró-Trump. À frente na corrida presidencial está Keiko Fujimori, a candidata pró-Trump, filha do ex-presidente autocrata condenado Alberto Fujimori. Segue-se Roberto Sánchez, um aliado do ex-líder peruano esquerdista, também condenado, Pedro Castillo. No leste da Europa, atenções viradas para a Arménia. As urnas fecham daqui a pouco. O país decide entre uma liderança do governo pró-Putin ou pró-Europa, uma vez que a Rússia é o principal parceiro comercial da Arménia. O atual primeiro-ministro pró-União Europeia, Nikol Pashinyan, procura um terceiro mandato contra o principal adversário opositor, o multimilionário pró-Putin Samvel Karapetyan, que está em prisão domiciliária. São eleições lá por fora que mexem um pouco com toda a geopolítica face aos conflitos internacionais que o mundo enfrenta.

E agora no desporto, na Fórmula 1, Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio do Mônaco.

O italiano da Mercedes de apenas 19 anos vence mais uma corrida na temporada. É a quinta vitória em seis provas. Kimi Antonelli partiu da pole position, segurou o lugar até o fim, beneficiou também de um abandono precoce de Max Verstappen, logo na primeira volta, devido a problemas mecânicos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar fecham o pódio da sexta prova da temporada. Foi uma corrida algo caótica. Ao todo, desistiram sete pilotos, com destaque também para Lando Norris e Charles Leclerc. Já na MotoGP, Marc Márquez venceu o Grande Prêmio da Hungria, a oitava ronda da temporada, somou a vitória 100 da carreira, bateu Pedro Acosta, que ficou em segundo, e Francesco Bagnaia, da Ducati, ficou em terceiro.

E é assim que fechamos o Jornal das Cinco, edição do jornalista Rui Casanova, que está de regresso às 17h30. Até já.

Até já.