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Observador. Começa agora o Jornal das 5, edição de João Lourenço. João, o Presidente da República pede uma cultura de responsabilidade nas estradas e diz que Portugal não pode aceitar que conduzir seja uma fatalidade.

Isto numa altura em que muitas famílias aproveitam a segunda quinzena de agosto para viajar de carro para os destinos de férias. António José Seguro pede cautela na estrada. Num discurso nesta manhã, nas comemorações do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sunguericenses, o chefe de Estado recorda os números dramáticos dos acidentes rodoviários no ano passado e também os números que já são deste ano e, por isso, pede responsabilidade.

Não podemos aceitar que morrer na estrada continue a ser uma fatalidade. Cada morte é uma família destruída, um projeto de vida interrompido. Apelo, pois, a uma cultura de responsabilidade nas estradas portuguesas. Em 2025, morreram 589 pessoas nas estradas portuguesas. Já este ano, cerca de 300 mortos. São números dramáticos que não podemos aceitar. Temos todos o dever de agir, de parar esta tragédia.

O discurso e os conselhos de António José Seguro, numa altura em que o número de mortes nas estradas portuguesas aumentou em relação ao mesmo período do ano passado e, por isso, o chefe de Estado apela a uma cultura de responsabilidade dos cidadãos neste período de férias.

E atenção a quem vai de férias para o sul do país. A GNR alerta para constrangimentos de trânsito na estrada, sobretudo na zona do Algarve.

E é, como nós sabemos, um fim de semana de mudança de quinzena de agosto, ou seja, geralmente uma altura em que muitas famílias vão ou voltam de férias. Ouvido na Rádio Observador, o major-general António Maio, da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, chama a atenção para eventuais constrangimentos nas estradas e deixa recomendações.

Tem-se notado já no dia de hoje grande movimento, acima de tudo em direção ao sul, onde há já um grande constrangimento aqui na zona da Marateca. E acima de tudo, o conselho que a Guarda Nacional Republicana dá aos condutores é que façam um planeamento da sua viagem com antecedência para evitar estas situações de maior constrangimento de trânsito e façam as suas verificações de mecânica e o estado geral da viatura, a carga também com que esse veículo circula. Neste período de férias, normalmente tenta-se sempre levar mais do que aquilo que é o normal.

A GNR com estes conselhos, nas palavras do major António Maio, os conselhos da Unidade Nacional de Trânsito da GNR, que apontam para a parte mecânica do carro, mas também para a carga a levar nas férias. O major-general António Maio, que foi ouvido pelo jornalista Diogo Varão.

E neste verão, os doentes triados com pulseira amarela estão à espera mais tempo do que no passado.

Entre 21 de junho e 12 de agosto, foram analisados os números e ditaram que o tempo de espera ficou situado nos 56 minutos por média, ou seja, mais seis do que no período homólogo do ano passado. Os números estão disponíveis no portal de monitorização do SNS, que indica as três regiões mais afetadas: Lisboa, Vale do Tejo, Centro e também no Alentejo. E, por exemplo, em Lisboa, o tempo médio de espera dos doentes triados, ou seja, entre 21 de junho e 12 de agosto, situava-se nos 96 minutos. Esta sexta-feira, e em visita aos hospitais da região do Algarve, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu não ser aceitável que um doente espere tantas horas para ser visto por um médico numa urgência do SNS. Já o presidente da Associação de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, em entrevista à Rádio Observador, antecipa dificuldades nas próximas semanas nas urgências hospitalares, um cenário motivado pela falta de médicos nas escalas, mas também por um aumento da procura por serviços de urgência.

E a polícia marroquina já interceptou mais de 100 migrantes que tentavam atravessar ilegalmente para Ceuta.

A entrada em massa foi convocada para este sábado nas redes sociais. As autoridades marroquinas já conseguiram interceptar a chegada de 111 migrantes e conseguiram prender 61 pessoas por incitamento à entrada ilegal. As autoridades dizem que 109 destes migrantes são de países da África Subsaariana e dois eram cidadãos marroquinos. De acordo com a agência espanhola EFE, estas pessoas foram impedidas de atravessar a fronteira em Castineiros, cerca de três quilômetros da fronteira com o enclave espanhol. Também desta localidade, as autoridades de Rabat já pediram para os jornalistas da agência espanhola EFE e também da televisão pública castelhana, TVE, aparecerem do local. Esta manhã, a polícia marroquina já tinha utilizado gás lacrimogêneo para dispersar os migrantes, contando com o auxílio de helicópteros. Há algumas horas antes, cerca de 30 pessoas tentaram atravessar a fronteira para a cidade espanhola de Ceuta, uma tentativa que as forças de segurança marroquinas conseguiram impedir.

E cerca de 50 pessoas morreram na sequência do sismo que atingiu hoje a Indonésia.

E o mais recente balanço das autoridades indicam também que cerca de duas mil pessoas foram deslocadas das residências. O sismo, de magnitude 7.7 na escala de Richter, atingiu a costa da ilha da Indonésia de Flores, com epicentro a 60 quilômetros da cidade mais populosa da ilha. De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Desastres, mais de 100 casas ficaram danificadas e foram registados alguns deslizamentos de terras. As autoridades continuam as operações de socorro, mas ainda não há um registro oficial do número de feridos e desaparecidos. A Indonésia é um dos países que se situa no chamado Anel de Fogo do Pacífico, ou seja, é uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica.

E subiu para 294 o número de mortos na sequência do sismo que atingiu a Colômbia.

Uma informação da Unidade Nacional de Riscos e Desastres que aponta mais seis vítimas mortais desde o último balanço e o aumento do número de desaparecidos para 320. A agência refere que foram registados quase 4 mil feridos e resgatadas cerca de 350 pessoas. Segundo os números deste sábado divulgados, o sismo que ocorreu nesta segunda-feira provocou a destruição de cerca de 14 mil casas, assim como muitos danos em vários centros de saúde e escolas. Este foi o sismo mais forte que ocorreu no país nos últimos 25 anos, com uma magnitude de 7,4 na escala de Richter.

E agora ainda sobre o acidente trágico de ontem na Volta a Portugal em bicicleta. A GNR revela que não havia militares na zona em que o condutor entrou, porque não era um dos locais que tinha sido priorizado na avaliação feita pelas forças de segurança.

E é o que indica o porta-voz da GNR, o tenente-coronel Carlos Canatário, em declarações à RTP antes da partida da etapa de hoje, o condutor que invadiu o percurso da Volta a Portugal e colidiu frontalmente com o ciclista britânico Finley Turley, de 19 anos, entrou numa zona sem qualquer controle policial. O porta-voz da GNR sublinha que é humanamente impossível montar uma operação de segurança numa competição como a Volta a Portugal.

Como sabemos, a Volta a Portugal em bicicleta tem inúmeras etapas com muitos quilômetros e é necessário perceber que são centenas os acessos que existem para o troço de cada uma das etapas. Infelizmente, não temos a capacidade para colocar um militar da guarda em todos esses acessos, em todos esses quilômetros. Ou seja, isso é humanamente impossível. É humanamente impossível.

Ainda nesta entrevista à RTP, o tenente-coronel Carlos Canatário acrescenta que não houve qualquer desvio na execução do plano inicial da Guarda Nacional Republicana.

Aquilo que foi feito, e já podemos avançar isto neste momento, é que aquilo que estava planeado fazer foi feito. Não houve desvios na operacionalização do planeamento. Portanto, no local em concreto, sabemos que não estava nenhum militar, porque não era um dos locais que tinha sido priorizado na avaliação que tinha sido feita. O que estamos a procurar saber é que tipo de sinalização estava naquele local e se alguma sinalização foi removida ou não, porque o que sabemos também é que existiam pessoas naquele local. Pessoas a ver, a assistir à etapa. Exatamente.

As explicações do porta-voz da GNR, o tenente-coronel Carlos Canatário, esta tarde à RTP. Neste momento, a nona e penúltima etapa da Volta a Portugal continua na estrada. Faltam 5700 metros antes da chegada ao topo do Monte Farinha, no Santuário da Senhora da Graça. Neste momento, no grupo que lidera esta tirada, encontram-se não só a camisola amarela, que hoje não é amarela, é uma camisola negra, em homenagem a Finley Turley. Quem veste esta camisola é o francês Alexis Guerra. Mantém-se nesse pelotão inicial desta corrida. Também ao lado dele, e neste momento ao ataque, encontra-se o colega de equipa e líder da classificação da montanha, o russo Artem Nysh. Recordar que estes dois ciclistas que lideram o primeiro e o segundo posto da classificação geral encontram-se com uma diferença de 47 segundos. Certamente será uma etapa que irá fazer diferenças ou até mesmo sentenciar aquilo que é o resultado final desta 87ª Volta a Portugal em bicicleta.

E é o ponto final no Jornal das 5, edição do jornalista João Lourenço.