Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias. Jornal das 6, na Rádio Observador, com edição do jornalista José Rafael Lopes. José, começamos na saúde. Está marcada para esta hora uma conferência de imprensa no Ministério da Saúde, da Direção Executiva do SNS e da Direção-Geral de Saúde. Isto para fazer um balanço sobre o aumento da atividade gripal em Portugal.
A hora marcada pelo Ministério da Saúde era precisamente às 18h. Contamos trazer-lhe, em direto, as declarações da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, bem como de representantes da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e da Direção-Geral de Saúde. Esta conferência de imprensa acontece numa altura em que Portugal está na fase epidémica de gripe, com tendência crescente. O país regista um aumento de casos confirmados, incluindo internamentos em cuidados intensivos. É um alerta que foi feito nos últimos dias pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. O patamar de fase epidémica da gripe foi atingido quase um mês antes do que era previsto e antes do que é habitual todos os anos relacionados com a questão da gripe em Portugal. O Ministério da Saúde também já tinha alertado para o expectável aumento do número de casos, bem como para a existência de uma estirpe mais forte da gripe este ano. São alertas que chegaram nos últimos dias e já daqui a pouco temos essa conferência de imprensa marcada por parte do Ministério da Saúde, da Direção Executiva do SNS e da Direção-Geral da Saúde. Assim que arrancar, vamos em direto até ao Ministério da Saúde para acompanhar essas declarações.
E José, a presidente da Comissão Técnica Independente admite que o INEM está a falhar em quase todas as áreas.
A entrevista ao Observador, a juíza jubilada Leonor Furtado diz que o INEM está a operar fora do âmbito central. A missão de cuidar da saúde dos portugueses em situações de emergência está a ser cumprida, sim, mas há, no entender de Leonor Furtado, demasiadas deficiências.
Para nós, falha em quase todas as áreas. Faz muito bem, na nossa opinião, a sua missão, que é o Serviço de Emergência Médica pré-hospitalar. Fá-lo razoavelmente, tem é deficiências ao nível dos sistemas de informação, ao nível da articulação dos meios que estão alocados e que são subsidiados pelo INEM e, portanto, ao nível da triagem. E para além disso, aquilo que nós notamos mais é que o INEM cresceu muito para áreas que estão fora do seu core.
Leonor Furtado dá um exemplo: o INEM deveria abandonar áreas como a formação, mas não é o único, no entender desta juíza jubilada.
É que essas linhas sejam fundidas em termos até de espaço, que passa a haver técnicos de atendimento juntos e em conexão, porque isso resolve problemas de tempo, de passagem de chamadas. Pode até imediatamente quem estiver junto do polícia que faz o atendimento, porque o 112 é em primeira linha atendido por um agente da polícia, e o técnico da emergência médica pode passar ou perguntar ao enfermeiro que está no CODU ou até diretamente ao coordenador médico, que é aquilo que nós defendemos, que haja um coordenador médico, se efetivamente aquele caso é um caso de emergência.
Nesta entrevista ao Observador, Leonor Furtado destaca ainda as falhas no tempo de resposta que o INEM tem apresentado.
Uma coisa é a central única, outra coisa é a articulação que o INEM faz com os meios e com os parceiros. Portanto, aquilo que nós detetamos é que, na linha de atendimento, que é o mais importante, efetivamente há ineficácias, há situações de pouca articulação e falta de avaliação de como é que se está a fazer essa articulação. Isso tem a ver muito com o tipo de parceiros que existem, o tipo de meios que estão a ser utilizados.
E essa falta de articulação depois vai impactar no tempo de resposta?
Vai impactar o tempo de resposta, sim.
A presidente da Comissão Técnica Independente ao INEM, Leonor Furtado, aqui entrevistada pelo jornalista Tiago Caeiro. A presidente da Comissão Técnica pede ainda que se crie com urgência uma nova lei orgânica que recentre a missão do INEM, que é a missão do socorro de emergência a quem precisa.
Neste jornal das 18h, falamos agora de Henrique Gouveia e Melo. Diz que a economia portuguesa tem de ambicionar ser o mais diversificada possível, isto para evitar matar-se ela própria.
O candidato presidencial destaca também as preocupações com as pessoas e assegura que os lucros não podem ser a única força motriz da economia. Numa visita a uma fábrica de casas modulares no Montijo, Henrique Gouveia e Melo lembra que há uma guerra na Europa e que isso traz desafios. Como tal, o candidato, na corrida a Belém, pede mais diversidade e equilíbrio econômico.
Nós temos que ter visão estratégica de uma vez por todas para este país E visão de médio e longo prazo, porque só assim é que vamos ter uma economia verdadeiramente mais produtiva. Nós temos uma guerra na Europa que pode mudar tudo. Temos que começar a preocupar-nos com o que temos que fazer para robustecer a nossa economia e não estarmos dependentes de uma atividade única, se me permitem, de uma monocultura.
Palavras de Henrique Gouveia e Melo, candidato à Presidência da República, no Montijo. Aqui um registo da RTP Notícias. O candidato esteve de visita a uma fábrica de casas modulares no Montijo, onde defendeu também que Portugal tem de ser capaz de se reinventar, sobretudo devido aos problemas que tem no setor da habitação.
José, o Metropolitano de Lisboa anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, que rejeitou a fixação de serviços mínimos para a greve geral de quinta-feira.
A empresa defende que a decisão do tribunal tem um impacto gravoso no funcionamento do Metropolitano e que compromete a satisfação e as necessidades de mobilidade das pessoas. Em comunicado conhecido esta tarde, o Metropolitano de Lisboa reafirma que é possível compatibilizar o exercício do direito à greve com a garantia de um nível mínimo de mobilidade segura e viável para quem todos os dias precisa de utilizar o metrô para se deslocar. Este requerimento por parte do Metropolitano de Lisboa surge depois de o Tribunal Arbitral do CES, o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, ter decidido não fixar serviços mínimos para a greve de quinta-feira, a greve geral de dia 11 de dezembro, uma paralisação convocada nos últimos dias, que junta a CGTP e também a UGT, duas das maiores centrais sindicais de Portugal. Um cenário em que estas duas centrais sindicais estavam em conjunto numa paralisação não acontecia desde 2013, altura em que Portugal estava sob os efeitos da Troika.
Mudamos de tema. A semana começa com a previsão de chuva forte e agitação marítima.
O IPMA já emitiu avisos amarelos e também avisos cor-de-laranja. A semana arranca com previsões de chuva forte e também com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a alertar para a possibilidade de agitação marítima forte. As previsões meteorológicas apontam para essa chuva intensa, bem como o mar agitado em várias regiões do país, do norte a sul de Portugal continental e também nas ilhas. É o que dá conta à Rádio Observador, a meteorologista Maria João Frade, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Nós temos previsto até o início da manhã, pelo menos dia 10, ondas de oeste-noroeste com quatro a 4,5 metros. Portanto, está emitido neste momento um aviso laranja de agitação marítima para Viana do Castelo, Braga e Porto. Entre as 18h de hoje e as 15h de amanhã, teremos a aproximação e passagem de uma superfície frontal de forte atividade, atividade moderada a forte, que trará à generalidade do território do continente precipitação persistente e por vezes forte. Há que acompanhar a situação, porque o IPMA poderá, eventualmente, também emitir ou modificar até o nível de aviso.
Declarações da meteorologista Maria João Frade, do IPMA, aqui na Rádio Observador. Os avisos entram em vigor em breve, sobretudo nas regiões norte e centro, e a chuva deve mesmo começar a chegar já ao início da noite, sobretudo na região sul de Portugal continental.
No plano internacional, o encontro entre Volodymyr Zelensky e Keir Starmer em Londres já terminou. O presidente ucraniano segue agora para Bruxelas.
Zelensky abandonou já a residência oficial do primeiro-ministro britânico, onde esteve reunido com Keir Starmer, o primeiro-ministro. Despediram-se com um abraço à porta de Downing Street. O presidente ucraniano tem novo ponto de agenda. Já seguiu viagem para Bruxelas, onde vai estar à conversa com o líder da NATO por volta da hora de jantar, essa reunião entre Volodymyr Zelensky e também Mark Rutte. Esta é uma informação que chega através de um porta-voz do Bloco Europeu, após Zelensky ter terminado essa reunião com Keir Starmer em Londres.
José, precisamente Keir Starmer e Zelensky estiveram reunidos a sós, mas antes aconteceu a reunião da Coligação das Vontades.
Uma reunião que já estava marcada há pelo menos uma semana, em que participaram, além do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, participou também o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz. O objetivo deste encontro entre a Coligação das Vontades foi discutir a proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. O presidente ucraniano, após esse encontro, agradeceu o apoio de todos os parceiros europeus e Volodymyr Zelensky admitiu mesmo que só é possível resolver o conflito na Ucrânia, na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, com a ajuda de toda a Europa, sobretudo desta Coligação da Vontade. Já o chanceler alemão admitiu algumas reservas, isto ainda antes de ter entrado para esse encontro, que durou menos de uma hora, na residência oficial do primeiro-ministro britânico. Merz mostrou-se cético em relação a alguns detalhes do documento que foi apresentado pelos Estados Unidos e que foi muito defendido por parte de Donald Trump. Já Emmanuel Macron, o presidente de França, fez questão de salientar que a Europa ainda tem muitas cartas na mão para jogar, sobretudo no que toca à possibilidade de chegar a um acordo de paz na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Em análise a este encontro, o secretário-geral da Sedes Europa, Vítor Gabriel Oliveira, reforça que os líderes europeus não podem desvalorizar o papel dos Estados Unidos numa negociação. Para Vítor Gabriel Oliveira, Volodymyr Zelensky está a tentar, de todas as formas, reforçar a cooperação com os europeus e também com os ativos dos Estados Unidos, embora defenda, o secretário-geral da Sedes Europa, que é mais fácil para Volodymyr Zelensky e para as autoridades ucranianas chegarem a um entendimento com a Europa face a um entendimento com os Estados Unidos. No entanto, o secretário-geral da Sedes Europa deixa um alerta: não se pode deixar de parte a influência norte-americana numa decisão sobre um possível acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.
Zelensky está, na realidade, a fazer o seu papel, que é continuar a estar próximo daqueles que o apoiam e que o vão suportar naquilo que ele entende que é melhor para a Ucrânia, que é continuar a resistir e não entregar os territórios, mas, por outro lado, estará nas mãos dos Estados Unidos a decisão de forçar mais ou menos aquilo que a Europa pensa ou não pensa para aquela região. Portanto, a Rússia tem tempo, tem homens e tem vontade para continuar a guerra na Ucrânia, e isso é algo que os europeus não se podem esquecer quando estão na mesa das negociações.
Vítor Gabriel Oliveira, análise sobre a situação, sobre um possível acordo de paz na Ucrânia. Como prometido no início deste jornal, vamos em direto até ao Ministério da Saúde. Para esta hora está prevista uma conferência de imprensa do Ministério da Saúde, da Direção Executiva do SNS e da Direção-Geral da Saúde. Uma conferência de imprensa que vai ser acompanhada pelo repórter da Rádio Observador, o jornalista Miguel Vitor Dias.
Sim, numa altura em que já está por aqui a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, também o diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, e a ministra Ana Paula Martins, vamos ouvir desde já.
Nas últimas semanas, já com impacto visível nas nossas unidades de saúde. Este impacto será mais intenso nas próximas semanas. Está a acontecer em toda a Europa e chegou também a Portugal. Este ano, a época gripal começou cerca de um mês mais cedo do que é habitual. Está a predominar o vírus influenza A, H3, com a detecção de um novo subtipo, o que poderá ter maior repercussão na população em geral e um impacto acrescido nos grupos de maior risco, como os idosos e as pessoas com doenças crônicas. Sabemos que as próximas oito semanas serão particularmente exigentes. É previsível um aumento da procura nos serviços de urgência, no serviço de urgência hospitalar, nos centros de saúde e na linha SNS 24. Sinais que, aliás, já começamos a observar. Perante este contexto, o Ministério da Saúde está a seguir o seu plano de resposta sazonal para o inverno, que define medidas para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde durante os meses de maior pressão. Este plano enquadra planos locais de contingência que cada unidade local de saúde e cada Instituto Português de Oncologia elaborou, de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde. Estes planos estão organizados em níveis de contingência, permitindo ajustar a resposta à evolução da procura e garantir uma atuação coordenada em todo o país. Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas, desde os hospitais e centros de saúde ao INEM, à Direção-Geral da Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, para dar a melhor resposta possível aos portugueses, desde a prevenção até ao tratamento. A Direção Executiva, está aqui o senhor diretor-executivo conosco, terá um papel determinante em todo este processo, cabendo-lhe a missão de garantir a gestão do trabalho em rede entre as unidades locais de saúde, que é uma condição essencial para garantir a melhor resposta nesta fase, repito, de muita exigência para todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde. É também à Direção Executiva que cabe monitorizar a resposta das unidades de saúde de acordo com os seus planos de contingência. E é por isso de esperar que sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e as cirurgias oncológicas, como é natural. Também estamos, desde há um ano e meio, e em articulação com o Ministério do Trabalho e Segurança Social, a disponibilizar mais camas em lar, estruturas residenciais para idosos e em cuidados domiciliários. O programa Apoio Domiciliário Mais Saúde Abrange, neste momento, mais de 150 pessoas em cinco distritos do país e todos os dias disponibilizamos mais camas sociais e de apoio ao internamento hospitalar. Como exemplo, e porque Lisboa e Vale do Tejo é a região com maior carência de camas de apoio e espaços em lar, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibilizou já 27 camas sociais, 112 camas de apoio ao internamento hospitalar e está a procurar disponibilizar uma resposta de emergência de mais 50 camas nas próximas semanas. São 180 camas nos próximos dias, que procuraremos que sejam mais nos próximos dois meses. No domínio da prevenção, a vacinação contra a gripe continua a ser a medida mais eficaz. Até ao dia 30 de novembro, já tinham sido vacinadas 2.297.551 pessoas, mais 139.386 do que no mesmo período de 2024, com uma elevada cobertura nos grupos de maior risco. Aproveito para reforçar o apelo: quem ainda não se vacinou e faz parte dos grupos prioritários, faça-o o quanto antes. A vacina é gratuita para os grupos prioritários e está disponível nos centros de saúde e nas farmácias aderentes. Existem unidades de vacinação por todo o país, com fácil acesso e que garantem a todos os cidadãos prioritários a vacinação de forma simples e sem pagar nada. Além da vacinação, há medidas simples e eficazes que todos podemos adotar: usar máscara em espaços fechados ou quando se apresentam sintomas respiratórios, proteger-se do frio e cuidar especialmente dos mais velhos e dos mais vulneráveis. Contactar primeiro a linha SNS 24, 808 24 24 24, ou o seu centro de saúde, sobretudo para quem tem médico de família, antes de recorrer à urgência, e reservar os serviços de urgência hospitalar para as situações efetivamente urgentes. As respostas nos centros de saúde e nos atendimentos complementares devem ser usadas para a doença aguda, que não é urgente, assim como a linha Saúde SNS 24. Assim, irão ser alargados os horários dos centros de atendimento clínico, os centros denominados como CAC, e os serviços de atendimento clínico, denominados como SAC. Se cada um de nós cumprir estas orientações, o Serviço Nacional de Saúde poderá responder melhor e mais rapidamente a quem precisa. E temos sempre de nos preocupar, nestes momentos de maior estresse dos serviços de saúde, que temos escassez de profissionais e que o sacrifício que fazem, fruto do seu dever e missão, vai, nestas alturas, muito para além do habitual. Por isso, protegermos a nossa saúde é também proteger os nossos profissionais de saúde de situações de sobrecarga e de exaustão. O INEM também reforçou a sua capacidade de resposta pré-hospitalar para garantir atendimento dentro dos tempos preconizados e foram ativados novos protocolos PEME na Margem Sul e em Lisboa, que são ambulâncias dedicadas, bem como solicitado o reforço de ambulâncias de reserva junto da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Caros portugueses e portuguesas, o desafio que enfrentamos é coletivo. Embora seja um fenómeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a surgir mais cedo e com potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores. À medida que se aproxima a época festiva, um tempo de convívio e de proximidade entre famílias e amigos, é importante que todos mantenhamos uma atitude de calma e de responsabilidade. Pequenos gestos como proteger os mais vulneráveis, adotar medidas de prevenção e cumprir as orientações de saúde pública fazem a diferença para passarmos este período em segurança e com a alegria que todos merecemos. Com organização do sistema de saúde, prevenção e, como já referi, responsabilidade individual e coletiva, conseguiremos atravessar estas semanas com serenidade e garantir que a resposta do Serviço Nacional de Saúde chegue a quem precisa a tempo e horas. O Ministério da Saúde ativou uma task force, tal como fez no inverno passado, de que fazem parte a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, a Direção-Geral de Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, o Instituto Nacional de Emergência Médica e a Linha Saúde 24, para diariamente Avaliar a situação e ir tomando as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos das próximas semanas. Este ano, por maioria de razão, como já referi, começaremos mais cedo, duas semanas mais cedo, a ativação desta task force. Estamos a postos, estamos prontos, mas reforçamos a mensagem principal: contamos com todos os portugueses e portuguesas para esta travessia das próximas semanas, que acreditamos ter a vossa colaboração. E o objetivo desta conferência de imprensa é exatamente esse, pedir a todos os portugueses e portuguesas que colaborem para todos podermos contar com os cuidados que precisamos e para que as medidas que aqui hoje reforçamos possam efetivamente ter o seu impacto. Muito obrigada pela vossa atenção. Estamos agora naturalmente disponíveis para vos responder às questões que queiram colocar sobre esta matéria.
Ministra da Saúde a dar conta de que o impacto epidémico da gripe vai chegar mais cedo e terá uma amplitude maior também do que nos últimos anos.
Seguindo uma atividade viral crescente que vai ter mais impacto nas próximas semanas, queria fazer-lhe duas perguntas. A primeira é se há forma, pelo menos, de calcular quando é que será este pico.
Sobre o pico desta epidemia de gripe, quando é que será.
E depois queria também saber se podemos nos comparar com os outros países da Europa. Falamos aqui ao lado de Espanha, que apresentou um plano de combate à gripe.
E também sobre medidas que foram adotadas noutros países da Europa, nomeadamente sobre a utilização de máscaras em espaços fechados.
A senhora diretora-geral fará a resposta a essa pergunta. Muito obrigada, senhores.
Ana Paula Almeida, da SIC. Posso só fazer uma pergunta? Desculpe, deixo primeiro a diretora-geral responder.
Vai ser a Rita Sama Machado a responder a esta pergunta.
Muito boa tarde a todos. Relativamente à pergunta colocada, aquilo que os dados epidemiológicos nos dizem é que este ano o pico da gripe será, em princípio, antes do final do ano. O que, de alguma forma, depois também destas palavras da senhora ministra, o facto de agora irmos aumentar aqueles que são os nossos convívios, completamente habitual nesta altura do ano, poderá também fazer com que esse tal pico surja mais cedo do que é habitual. Isto, para ser muito clara, estamos a falar neste momento numa atividade gripal crescente, mas ainda não estamos numa atividade gripal epidémica. Portanto, já estamos a começar essa atividade.
Gostaria só de perguntar se a Associação Nacional de Farmácias diz que não há vacinas disponíveis para todos.
Agora sobre a falta de vacinas em farmácias. E se está previsto algum reforço de vacinas para chegar a um maior número de pessoas.
Àquelas que não fazem parte dos grupos de risco.
Se calhar, antes de responder à sua pergunta, faltou-me uma parte da sua questão. Relativamente às medidas de prevenção, é importante focarmos não apenas na utilização de máscara, mas também naquilo que é a etiqueta respiratória e, portanto, já é aconselhado, sempre que se tenham, por exemplo, sintomas respiratórios e vão aos cuidados de saúde, já fazerem a utilização de uma máscara, como são neste momento aquilo que são boas práticas de adoção habitual. Mas relembrar que não é apenas isso. Também apostar em medidas que muitas vezes podem parecer simples, mas fazem toda a diferença. A questão da lavagem das mãos, da etiqueta respiratória, ou seja, tossir e também espirrar para o cotovelo e deixar os nossos espaços também ventilados e permitir assim uma boa circulação do ar. Relativo à pergunta que colocou sobre aquilo que é o contingente privado, de salientar que a responsabilidade, neste caso, da Direção-Geral de Saúde, é apenas com aquilo que está dentro da campanha sazonal de vacinação. Tudo o que tem a ver com o contingente privado, tem a ver com os operadores privados, tem a ver com a indústria e não temos qualquer tipo de intervenção nessa matéria.
Mas para o Serviço Nacional de Saúde há vacinas que cheguem para todos e estamos a apelar à vacinação de todos.
Exatamente. Temos a vacinação para grupos elegíveis e isso é o mais importante. Para nós, temos de proteger aqueles que são os designados mais vulneráveis.
Alvaro Almeida assentindo que sim, com a cabeça, de que há essa disponibilidade também para a vacinação dos grupos de risco.
Queria também perguntar quais é que vão ser os incentivos para a formação desta task force, que incentivos têm sido dados. De facto, há muitos dos trabalhadores na área da saúde, poucos. Então a questão é: quais é que são os incentivos?
A questão agora sobre incentivos para os profissionais de saúde.
Esta task force já existiu o ano passado, apesar de não lhe termos dado visibilidade. É uma boa prática, sobretudo em alturas de grande pressão, como é o caso do inverno, termos um grupo dentro do Ministério da Saúde que reúne os dirigentes das instituições, como eu aqui referi, que acompanham aquilo que é a época, neste caso, o inverno. E já o ano passado, como eu referi, esta task force existiu. Eu refiro-a hoje porque acho que é importante dizer aos portugueses e às portuguesas que nós temos essa estrutura, que é no fundo uma estrutura que reúne todos estes dirigentes, o INEM, a Direção-Geral de Saúde, a Direção Executiva, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
Mas já existem falhas em muitos desses setores Ou seja, como é que conseguiu? Isto de lista mais pessoas, digamos, de chamar mais pessoas, qual foi o princípio adotado?
Deixe-me então clarificar. O conceito de task force é um conceito diferente dos outros momentos. Aqui, o que estamos a falar é que, para ser muito objetiva, todos os dias, a uma determinada hora do dia, estas pessoas reúnem-se, todos os dias, dia de Natal, dia de Passagem de Ano, todos os dias, a uma determinada hora, pode ser por times, outras vezes será presencial, para fazer um ponto da situação daquilo que se está a passar e para poderem ter algumas ações de mitigação de situações que aparecem sempre e que fazem parte já dos planos de contingência. Portanto, aquilo que eu quero transmitir, falando objetivamente de um grupo que já existiu o ano passado, o ano passado nós também tivemos inverno, todos os anos temos, foi exatamente que uma das coisas que levou a que o inverno corresse melhor, também teve características diferentes certamente daquele que vamos ter este ano, mas foi exatamente pelo fato de conseguirmos ter estas entidades a conversar diariamente, de forma muito breve e rápida, uma espécie de briefing, se me permite a palavra não portuguesa, exatamente para garantir que tudo estava a funcionar como precisávamos que funcionasse e quando as dificuldades aparecem, e vão aparecer, e aparecem, em várias regiões do país, podermos deslocalizar meios, nomeadamente, veja o exemplo do INEM, o próprio SNS 24, e é para isso que serve esta task force. Não vai buscar ninguém a lado nenhum, são os dirigentes destas próprias instituições que fazem parte deste briefing diário, que é interno. É interno, não é para o exterior, é uma coisa interna para irmos monitorizando e o governo vai assim conhecendo aquilo que são os tempos de espera nas urgências de uma forma global, aquilo que são as situações mais preocupantes, aquilo que são as consultas que são marcadas para doença aguda nos centros de saúde. No fundo, há uma matriz de indicadores que nós seguimos todos os dias. É isso, basicamente. Espero ter sido suficientemente clara.
Nascença.
Bom dia, Nascença. Para a senhora ministra, pergunto se acredita que haja uma tendência
A pergunta agora é se há uma tendência para uma ida às urgências sem necessidade
Vários apelos para terem cuidado ao irem às urgências
E que tem aumentado também essa pressão sobre os serviços nalgumas zonas
A senhora diretora geral de saúde sobre a vacinação pediátrica
E sobre a vacinação, neste caso, para os mais jovens.
Sobre a questão das urgências, vou pedir ao senhor diretor executivo que nos fale e depois a senhora diretora-geral falará da pediatria. Obrigada.
Muito obrigado, senhora Ministra, muito boa tarde a todos. Quem tem sintomas de doença respiratória não se deve dirigir a uma urgência hospitalar. A primeira coisa que deve fazer é ligar para a linha SNS 24, 888 24 24, e no caso das doenças respiratórias, tem uma alternativa que é uma triagem digital na app SNS 24. Esses são os mecanismos iniciais. Depois, esses dois meios irão, em princípio, referenciá-los para pontos de atendimento nos cuidados subprimários, sejam os serviços de atendimento complementar, seja o próprio centro de saúde normal, onde as pessoas têm o seu médico de família, o centro de saúde onde estão inscritos, seja um serviço de atendimento complementar, seja um centro de atendimento clínico. Esses serão os locais preferenciais para tratamento das doenças respiratórias. Os hospitais só devem ser utilizados para situações graves, devidamente referenciadas pela linha SNS 24 ou então pelo INEM, através do CODU. Aquilo que acontece geralmente, e por isso estamos a fazer este apelo, é que durante a época gripal, durante o inverno, há picos de afluência às urgências hospitalares que têm como consequência criar uma sobrecarga muito grande nessas urgências, por limitações, em primeiro lugar, de espaço. As urgências têm um espaço físico delimitado e, portanto, se houver uma afluência muito grande de pessoas, esse espaço fica cheio e não é possível dar resposta a todas as necessidades. E segundo, também, por limitações de recursos humanos, que são sempre limitados. E, portanto, quando há estes picos, devemos evitar dirigir-se à urgência hospitalar. E por isso é que fazemos estes apelos regularmente todos os anos. Fazemos todos os anos, porque todos os anos o problema repete-se, mas não é um problema que tenha uma solução estrutural, porque a solução estrutural seria ter urgências com o triplo do tamanho, com o triplo das pessoas, que não é viável manter permanentemente assim. Aquilo que nós temos são urgências que respondem às necessidades comuns e, nestas alturas de pico, criamos planos de contingência para responder a esta afluência adicional. Todos os hospitais têm esses planos de contingência para reagir, nomeadamente, através do reforço das equipas que estão nas urgências, do reforço da capacidade de internamento, da deslocalização
Para os centros de saúde de muita atividade, nomeadamente através do alargamento de horários dos centros de atendimento complementar e dos próprios centros de saúde. E por isso, é importante que todos os portugueses que tenham problemas de foro respiratório sigam estes passos, não se dirijam a uma urgência hospitalar, comecem por ligar para o SNS 24 ou contactar o seu centro de saúde.
Sobre a vacinação pediátrica.
Relativamente à vacinação pediátrica, como todos sabem, foi uma campanha que se iniciou este ano enquanto recomendação formal, portanto aos bebês entre os seis meses e os dois anos, e também uma recomendação mais alargada até aos cinco anos de idade. E aquilo que conseguimos ver é que temos já uma cobertura aproximadamente de 35%, quase, portanto nos 33%, um terço dos nossos bebês já foram imunizados, o que para uma primeira campanha é um número altamente positivo. De salientar também que não circula apenas o vírus da gripe em Portugal, temos outros vírus respiratórios também. Temos o vírus sincicial respiratório, como também já é conhecido de todos, e aquilo que vemos é que o vírus sincicial respiratório este ano está-se a atrasar um pouco, ou seja, ainda não começou. A gripe começou mais cedo do que o vírus sincicial respiratório, mas a boa notícia é que os nossos bebês mais em risco, 40 mil, já foram imunizados com o anticorpo exatamente do vírus sincicial, neste caso, contra o vírus sincicial respiratório.
Luísa Martins, da "Público". Professora, queria que me esclarecesse se a task force é só para a gripe ou também para o Covid.
Este grupo é um grupo que faz o acompanhamento de todo o período de inverno. É para tudo, com uma matriz de indicadores, como eu disse, acompanhar não só indicadores de natureza viral, portanto, todos os vírus que estiverem em circulação e à medida que vamos, através da vigilância epidemiológica e laboratorial, vamos sabendo qual é a variação dessa distribuição ao longo do tempo. Mas também tem nesta matriz indicadores como o número de internamentos em unidades de cuidados intensivos associados a infeções respiratórias, o número de urgências nas várias tipologias da triagem de Manchester, o tempo médio que naquela semana, são indicadores semanais, os tempos de espera até à primeira observação, os tempos de permanência. Enfim, são vários indicadores da atividade assistencial, mas também da atividade, como foi há pouco dito, preventiva, nomeadamente a cobertura vacinal e também não menos importante, eu há pouco referi esse aspecto porque ele é relevante, porque há aqui uma espécie de princípio de vasos comunicantes, que é o fato de nós precisarmos, como sabem, de fazer o nosso maior esforço para todos aqueles que são cidadãos que já não precisam de estar no hospital e que têm indicação para poder ter cuidados domiciliários ou cuidados em lares, ou um espaço nos lares, ou até na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, poderem de facto ter essas vagas e dessa maneira libertarem camas dentro dos hospitais, que tanta falta nos fazem, sobretudo nestas alturas de maior pressão, para que não tenhamos, como eu disse há pouco, quando a pressão é muito grande, de ter que tomar outras decisões relativamente à atividade cirúrgica menos urgente. Por isso, este grupo, aquilo que se ocupa é de diariamente e depois semanalmente há relatórios internos, é de olhar para todas estas variáveis. Não olha especificamente para a parte só virológica ou dos vírus em circulação. Olha para todos os indicadores.
Tinha uma segunda pergunta relativamente à vacinação, não sei se me permite. É relativamente à mutação dos vírus e as novas vacinas. As vacinas que estão a ser administradas cobrem essa situação? As pessoas sentem-se seguras?
Agora sobre as vacinas que têm sido administradas e sobre o efeito ou a eficácia que poderão ter.
Eu penso que em resposta a essa pergunta, já mais de 2,3 milhões de portugueses e residentes em Portugal já se vacinaram, neste caso, para a gripe e portanto, é importante exatamente nós continuarmos este ritmo vacinal, que tem sido francamente positivo. Aquilo que nós sabemos é que a vacina atual, e ainda não temos os chamados estudos de efetividade, ou seja, nós sabemos como é que as vacinas funcionam no laboratório, todos os anos, e depois precisamos de perceber como é que elas funcionam na nossa população. O que é que nós sabemos a priori? Sabemos que temos vários vírus da gripe em circulação. Sabemos que a vacina contempla vários vírus da gripe. Sabemos que o ano anterior esta estirpe em particular não era a predominante, e portanto, isso tem influência na manufatura, mas não sabemos se existe algum tipo de reação cruzada. Ou seja, se o fato de nós termos alguma imunidade, de termos tido contacto com esta estirpe, não com esta estirpe K, mas com este subtipo, ao longo do tempo, nos dá também aqui algum reforço da nossa imunidade e que cruza com algum tipo de vacina. Portanto, esta é uma resposta um pouco mais complexa do que aquilo que se calhar pretende, mas a minha mensagem muito clara: é seguro, é importante e por isso mesmo é relevante continuarmos a vacinar para nos dar aqui proteção não apenas para o H3N2, mas sobretudo para todos, neste caso, os vírus da gripe que nós sabemos que podem estar em circulação. Não é apenas um que está em circulação.
Luís Anes
Boa tarde. Susana Beceiro da Agência Lusa. Tendo em conta que as pessoas mais idosas fazem parte do grupo de risco, para as pessoas idosas que estão em lares, há algum plano a acionar exatamente para garantir a vacinação destas pessoas e, havendo, qual é neste momento a cobertura, quantas pessoas já foram vacinadas?
Relativamente às pessoas que estão nas ERPIs, nos estabelecimentos residenciais para idosos, foram as primeiras, durante a nossa campanha de vacinação, a serem vacinadas. E aquilo que nós conseguimos ter, e aqui é um valor também díspar de todo o país, mas em média, nós sabemos que a população com mais de 85 anos, já passámos os 75% da cobertura vacinal, o que é um número bastante positivo. Também ao longo do tempo. Mas nós sabemos também que nas ERPIs não temos apenas as pessoas com mais de 85 anos. Também olhamos que a nossa faixa etária seguinte, também já temos um número, e quando eu digo um número confortável, significa que já conseguimos também ultrapassar os 70% da vacinação. Aquilo que se crê é que houve um esforço muito significativo de todos os profissionais de saúde para realmente fazerem do seu foco a imunização, e aqui a vacinação, primordial destas populações que estão nos estabelecimentos residenciais. Também uma última mensagem para dizer que existem, neste momento, também já medidas, e aqui já pensado para realmente aumentar aquilo que são as medidas de prevenção e controle dentro destas estruturas. E há pouco falei de algumas dessas medidas, o fato de nós sabermos que quando têm sintomas, também podermos ter aqui a utilização, por exemplo, de máscara, quando existem alguns sintomas respiratórios, a etiqueta respiratória, também já sabemos que as equipas já estão a impulsionar a implementação deste tipo de medidas nesses estabelecimentos.
Última pergunta CNN.
Queria só perceber como é que vai ser feita a questão da atividade cirúrgica de suspensão ou essas alterações vão ser avaliadas internamente entre os hospitais, de quanto em quanto tempo, como é que se vai processar tudo isso, se for possível?
Todas as ULS têm planos de contingência que foram revistos pela direção executiva do SNS e esses planos de contingência preveem uma série de medidas, entre as quais essa medida da suspensão da atividade cirúrgica programada. Por que essa medida pode ser importante para resolver um problema de urgência? É que a grande dificuldade que ocorre quando as urgências estão sobrelotadas é a capacidade de internamento das pessoas que vêm da urgência. Precisamos de libertar camas para as pessoas que foram internadas a partir da urgência e uma das formas de o fazer é suspender a atividade cirúrgica, nomeadamente aquela que envolve internamento. As ULS têm esses planos definidos, em função do nível de pressão sobre a urgência, vão suspender mais ou menos essa atividade cirúrgica. Já houve ULS que o fizeram nesta campanha. Essas suspensões geralmente são temporárias, não é uma suspensão permanente, é durante dois ou três dias, de maneira a libertar camas de internamento e depois retoma-se a atividade, normalmente, em função da capacidade de resposta da urgência.
Queria só perguntar, porque esta semana há um fator acrescido de pressão, que é a greve geral na quinta, naquilo que é o raio da urgência do SNS, se foi tudo garantido para que a capacidade de resposta seja afetada minimamente com essa greve.
Todas as entidades do Ministério da Saúde, naturalmente que fizeram, como sabem, com os sindicatos, a negociação dos serviços mínimos. E o que lhe posso dizer é exatamente isto, é que esperamos que a greve tenha o impacto menos possível nestas situações de urgência, mas é algo que não lhe posso nem garantir, nem confirmar. Isso agora vai naturalmente depender do que acontecer no dia da greve geral. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, sob o ponto de vista legal, naturalmente, para garantir, como eu já referi, os serviços mínimos. Resta-nos esperar que, havendo esta coincidência, possamos fazer o nosso melhor. Os profissionais de saúde, nestes momentos de grande pressão dos serviços de saúde, devido a estas situações, nomeadamente estas necessidades assistenciais adicionais, nós temos sempre contato com os profissionais de saúde. Essa é, se posso dizer, a minha esperança.
Muito obrigada.
Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, nesta conferência de imprensa, onde contou também com a presença de Álvaro Almeida, diretor executivo do SNS, e ainda de Rita Sá Machado, diretora-geral da Saúde, para este alerta sobre a pressão que se vai sentir em Portugal nas próximas oito semanas, com o aumento do impacto da prevalência da gripe em Portugal.
O jornalista é Miguel Viterbo Dias, que esteve a acompanhar esta conferência de imprensa. Escutámos na íntegra as declarações da Saúde com esses alertas para o surto de gripe e é desta forma que fechamos o Jornal da Sexta.