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Jornal das 6, com José Rafael Lopes. Gouveia e Melo diz ter sido vítima de uma tentativa de assassinato de caráter. É a reação do candidato ao caso que motivou hoje um esclarecimento por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a questão dos ajustes diretos no tempo em que Gouveia e Melo era comandante naval, Zé.
Foi notícia esta semana que nesse período, entre 2017 e 2020, houve 57 contratos celebrados entre a Marinha e uma empresa. O Ministério Público esclarece que Gouveia e Melo não é arguido, mas está a correr um inquérito, já em fase final, na reação ao caso de campanha que está a marcar esta última semana do ano e em que é visado o candidato presidencial, Henrique Gouveia e Melo, diz que não deve nada a ninguém e vai mais longe.
De repente, aparece a 18 dias ou 19 dias das eleições como sendo eu o alvo da investigação. Quem é que fez isso? Os senhores é que sabem. Os senhores sabem ler tão bem como eu. Portanto, eu não vou ter que dizer mais nada. E a população percebeu perfeitamente o que é que estava aqui em causa. Numa tentativa de assassinato de caráter. Foi isso que aconteceu.
Henrique Gouveia e Melo insiste que é estranho o momento em que esta investigação, que começou no ano passado, volte a emergir. Garante também que não se esconde atrás de nenhuma função e não foge a respostas. Espera, no entanto, que as próximas duas semanas de campanha oficial para as eleições presidenciais de 18 de janeiro não façam do roteiro presidencial uma campanha de caos.
André Ventura considera indesejável, por seu lado, que só haja notícia de investigações em período eleitoral.
O líder do CHEGA, também ele candidato presidencial, saúda ao mesmo tempo o esclarecimento da Procuradoria-Geral da República.
Nos casos criminais que envolvem candidatos, é sempre preciso uma coisa: verdade e esclarecimento. Portanto, acho que é um bom indício haver um esclarecimento por parte da entidade que investiga, que é o Ministério Público. Isso é importante para uma campanha mais elevada.
André Ventura, aqui em declarações captadas pela CNN Portugal, numa visita ao comércio local do Barreiro.
E Luís Marques Mendes diz que há mais vida para além de Gouveia e Melo.
O também candidato a Belém recusa comentar a investigação em torno do passado de Gouveia e Melo, diz que tem outras prioridades.
A minha preocupação é falar do país. País, país, país. Açores, Açores, Açores. Com toda a franqueza, há mais vida para além de Gouveia e Melo, há mais vida para além do Ministério Público e há um país que quer saber o que é que os candidatos presidenciais pensam. E eu estou centrado no país. Acho bem que falem de mim, mas eu falo do país.
Luís Marques Mendes, nos Açores, mais concretamente em São Miguel, num registo aqui da Sic Notícias.
E há também reação por parte de Cotrim Figueiredo, diz que se deve sempre esclarecer tudo o que é devido.
No entender do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, o Ministério Público tem sido rápido a esclarecer os casos que vão surgindo na campanha.
Esta é a ocasião perfeita para lembrar que vamos ter debate na rádio com oito dos principais candidatos a Belém. Vai ser na sexta-feira, 2 de janeiro, às 9:30 da manhã. Vai ser possível ouvir aqui em direto na Rádio Observador. Entretanto, o líder do PS acusa o governo de impreparação e incompetência. O Ministério da Administração Interna anunciou a suspensão durante três meses do sistema europeu de controle de fronteiras para cidadãos fora da União Europeia, no aeroporto de Lisboa. Daí esta reação do PS.
Precisamente, José Luís Carneiro exige explicações ao primeiro-ministro sobre se esta decisão pode representar perigos para a segurança nacional. O sistema eletrónico de controle de fronteiras funcionou mal desde o início. Isso foi admitido há poucas semanas pela ministra da Administração Interna. Maria Lúcia Amaral anunciou depois mais 80 polícias para ajudar a minimizar os constrangimentos, mas o problema não se resolveu. O governo decide suspender o sistema durante três meses e neste jornal das 6 vamos em direto até ao Aeroporto Lisboa, onde está a jornalista Teresa Freire. Teresa, já são visíveis os efeitos desta suspensão por aí?
Mais ou menos, José. Comparando com a manhã, onde esteve cá outro repórter nosso, o Carlos Pedro, havia algumas demoras, mas não era uma situação geral. E agora a situação é relativamente parecida. Importante recordar que na última hora foram mais os voos que chegaram vindos de dentro do espaço Schengen do que de fora. Chegou um voo, por exemplo, do Recife, do Brasil, e também da Fortaleza, mas ainda não há sinal dos passageiros. Chegou outro de Casablanca, em Marrocos, que aterrou há cerca de uma hora e só agora está a ser dada a primeira mala como entregue. Dar conta também de um voo que veio de Luanda e que aterrou há cerca de uma hora. Falei com um jovem chamado André, que estava à espera de uma pessoa que vem deste voo, exatamente, e que continua à espera, não tem sinais da pessoa de quem está à espera e só agora aparece a primeira mala dada como entregue. Mas, por outro lado, falei também com o João Simões, que chegou de Londres há pouco tempo, com mais três pessoas, e diz que foi tudo bastante rápido, desde o momento em que o avião aterrou até chegar cá fora. Disse que o voo estava ligeiramente atrasado, mas depois de chegarem foi tudo bastante rápido e disse que houve um controle de passaportes. Já uma senhora chamada Isilda, esteve também à espera de alguém que veio da Alemanha, e um voo que também demorou a chegar. Pelo que percebi, há muitos voos a chegar atrasados, creio que por causa do nevoeiro, que está na zona de Lisboa. Há voos que aterraram cerca de duas horas depois do previsto. Importante também contextualizar estas alterações nos fluxos de chegada. Resumidamente, o governo anunciou um reforço no imediato, agora com militares da GNR, com formação certificada no controle de fronteiras. E em comunicado, o Ministério da Administração Interna justifica com o agravamento dos constrangimentos na zona de chegadas de passageiros vindos de fora do espaço Schengen. Por enquanto, não dá bem para perceber as alterações exatas a esta medida, que resultados é que estão a existir. Há algumas situações mais fora do normal, mas também podem estar relacionadas com outros motivos. Por agora, o aeroporto está com algumas situações mais complicadas e alguns atrasos, outras a correr mais dentro da normalidade.
A reportagem da Teresa Freire. O governo anunciou um reforço policial no Aeroporto de Lisboa. Os militares da GNR juntam-se à PSP, tendo em conta que o sistema eletrónico de controle de passageiros no Aeroporto de Lisboa vai estar suspenso durante os próximos três meses.
E o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde veio hoje rejeitar um cenário de caos nas urgências. A maioria dos hospitais aumentou os níveis de resposta, atualizando com os planos de contingência.
Álvaro Santos Almeida lembra que o período entre o Natal e a passagem de ano é tradicionalmente muito complicado por causa do aumento dos casos de gripe, a coincidir com o período de férias de muitos profissionais de saúde. Diz ainda Álvaro Santos Almeida que os hospitais estão a seguir o protocolo.
E este plano de contingência serve precisamente para isso, para reagir a estes aumentos de procura. Naturalmente, nunca resolvem os problemas todos, porque tratam-se precisamente disso, planos de contingência, mas permitem com que o SNS e as suas unidades respondam dentro do razoável e dentro do aceitável a este aumento de pressão que resulta da atividade gripal.
Entretanto, a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria aumentou o plano de contingência para nível dois. Há um aumento significativo da afluência de utentes ao serviço de urgência. Ontem quase duplicou, sobretudo devido a infeções respiratórias. O mesmo acontece com as ULS de Coimbra e do Baixo Alentejo.
Entretanto, voltando ao diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Zé, tem alguma coisa a dizer sobre os tempos de espera nas urgências?
Admite Álvaro Santos Almeida que são elevados, mas também diz que estão muito melhores comparando com anos anteriores. A média nacional está abaixo de 1h20, de acordo com o diretor executivo do SNS. O caso mais grave, que tem sido notícia, é do Hospital Amadora-Sintra, mas o diretor executivo do SNS diz que não é um espelho do que se passa no resto do país.
Esse problema no Hospital Fernanda Fonseca é um problema que nos mantém acordados há muito tempo, que mantém nós, direção executiva do SNS, muito ativos para tentar resolver, mas não pode ser confundido com a situação geral do SNS. Uma coisa são os problemas do Hospital Fernanda Fonseca, que são importantes, que são sérios, que têm tempos de resposta exagerados. Outra coisa é a norma do SNS.
A leitura de Álvaro Santos Almeida, o diretor executivo do SNS, esteve de visita esta tarde ao Hospital de Viseu.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 30 de dezembro.
A atualização das pensões, que decorre da lei e que traz aumentos de 2,80% para a maioria dos pensionistas no próximo ano, é paga já em janeiro. O esclarecimento é feito pelo Ministério do Trabalho. Inicialmente, tinha sido comunicado que o pagamento iria acontecer em fevereiro, com retroativos. Agora surge esta alteração. Angola está fora da Taça das Nações Africanas. A Tanzânia empatou com a Tunísia, o que confirma o adeus da seleção angolana desta competição, da CAN, depois de a seleção de Angola ter empatado com o Egito. Moçambique ainda se mantém em prova. Na Ucrânia, a infraestrutura energética em Chernihiv foi alvo de repetidos ataques russos durante a última noite, 75 mil pessoas ficaram sem energia elétrica na região ucraniana. São dados avançados pela vice-ministra da Energia. Os trabalhos de emergência e de reparação dos estragos já começaram, mas ainda devem demorar. E George Clooney, Ricardo, tem uma nova nacionalidade. É uma decisão para proteger a privacidade da família. O ator de Hollywood, a mulher e os filhos vão mesmo mudar de código postal e também de nacionalidade. Tens algum palpite? Além de norte-americano, George Clooney será o quê?
Português.
Bom palpite, não é o correto. O país escolhido foi França. Longe de Los Angeles, a família Clooney não quis seguir o exemplo de Madonna, que se colocou em Portugal, escolheu uma quinta no sul de França, na região de Provence, para educar os gêmeos de oito anos.
Não se está nada mal na Provence, no sul de França. Boa escolha para o George Clooney. E a fechar o jornal das 18h, o José Rafael Lopes, que não vai para o sul de França, vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias.