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Na Rádio Observador. As notícias com Laura Figueiredo. As autoridades confirmam cerca de 40 mortos e 115 feridos na sequência do incêndio num bar numa estância de esqui na Suíça. É o mais recente balanço feito pelo comandante da polícia local, que revela ainda que a maioria dos feridos apresenta queimaduras.
Contabilizamos cerca de 40 pessoas falecidas e perto de 115 feridos, na maioria em estado grave. Recordo que, devido à investigação, a rua central de Crans está encerrada até nova indicação. Para já, nos próximos dias, a prioridade será a identificação dos falecidos, para que os corpos possam ser entregues rapidamente às famílias.
Ainda assim, as autoridades avisam que a identificação das vítimas mortais pode demorar algum tempo. A Procuradora-Geral do Cantão de Valais diz que tudo aponta para uma ignição generalizada que provocou o incêndio. A responsável indica que até agora não há indícios que apontem para que o fogo tenha sido deliberado. Não há suspeitos do incêndio. Por agora, o foco passa por determinar a causa do fogo. O hospital de Valais, que acolhe a maioria das vítimas, está com a capacidade bastante preenchida. Pode haver transferências para as unidades hospitalares mais próximas. Até ao momento, não há informação de portugueses entre as vítimas. O Ministério Português dos Negócios Estrangeiros continua a acompanhar a situação. Marcelo Rebelo de Sousa já enviou as condolências ao presidente da Confederação Helvética. Uma criança de nove anos morreu na sequência de um alegado disparo acidental feito por um familiar num bairro de Setúbal. Também um adolescente de 14 anos ficou gravemente ferido. De acordo com fonte policial, o acidente aconteceu ontem à tarde no bairro da Bela Vista. As autoridades explicam que o acidente terá acontecido quando os dois menores estavam a brincar com uma caçadeira e a arma alegadamente encravou. Um adulto familiar das vítimas terá tentado resolver o eventual problema da arma e terá efetuado o disparo que atingiu as crianças. Fonte da Polícia Judiciária adianta que está a investigar o caso e a fazer diligências para identificar e localizar o suspeito do disparo. Os dois menores deram entrada na urgência do Hospital São Bernardo. A criança de nove anos acabou por morrer. O adolescente de 14 foi transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Portugal cumpriu hoje 40 anos de adesão à União Europeia. O presidente da República classifica este marco como uma das grandes conquistas do 25 de abril. Através do site oficial da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que o país tem percorrido o caminho da consolidação democrática, beneficiando das enormes vantagens da pertença ao bloco comunitário. O chefe de Estado realça que 40 anos depois, Portugal e os portugueses mantêm o compromisso inabalável para com a União Europeia. Também o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República deixaram uma mensagem neste dia. Na rede social X, Luís Montenegro considera que a adesão à Comunidade Europeia foi a escolha estratégica que modernizou o país. Já Aguiar Branco, e também nas redes sociais, colocou uma fotografia de Mário Soares enquanto primeiro-ministro a assinar o tratado de adesão à CEE. Diz o presidente da República que a adesão foi um dia que foi preparado por muitos e para o qual o Parlamento muito contribuiu. Também nas redes sociais, o candidato presidencial Luís Marques Mendes destaca o papel de Mário Soares na adesão de Portugal à União Europeia e elogia a governação de Cavaco Silva, defende que foi quem mais aproximou Portugal do nível de vida europeu. Marcelo Rebelo de Sousa vai dirigir esta noite ao país a última mensagem de Ano Novo enquanto presidente da República. Uma mensagem que promete ser mais curta devido à proximidade das eleições presidenciais de 18 de janeiro. O chefe de Estado vai falar ao país pelas 20h, em direto do Palácio de Belém, em Lisboa. Nos últimos quase nove anos, o chefe de Estado aproveitou os discursos de Ano Novo para realçar temas como o combate à pobreza, ao crescimento económico ou à justiça social. Os incêndios de 2018, a pandemia de 2021 e 2022 e até as conquistas da Eurovisão em 2017 foram assuntos que Marcelo Rebelo de Sousa quis evidenciar. No entanto, os discursos ficam marcados, sobretudo pelo otimismo e pelos incentivos aos portugueses para continuarem a dar o melhor pelo país. João Lourenço.
A última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa vai ter lugar na Sala das Bicas, no Palácio de Belém. O chefe de Estado fecha hoje um ciclo de nove declarações onde o otimismo inicial entusiasmou, mas os pedidos de bom senso, já nas últimas mensagens, definiram os anos derradeiros dos dois mandatos do antigo presidente do PSD. Vamos puxar a fita atrás. Em 2017, Marcelo Rebelo de Sousa deu um balanço positivo ao ano 2016, mas queria mais. A vitória futebolística no Euro 2016 e a eleição de António Guterres como secretário-geral da ONU reforçou a nota positiva do chefe de Estado, que pediu melhor para o ano seguinte. Já sobre o ano de 2017, Marcelo lembrou os incêndios de junho e outubro, mas quis virar a página. No balanço de 2018, Marcelo falou do Brexit e já acenava com o crescimento de promessas sem democracia e sem pleno respeito da dignidade das pessoas. Em 2019, o país ia às urnas para eleger a Assembleia da República, Assembleia Legislativa da Madeira e Parlamento Europeu e, por isso, havia um apelo ao voto. Em 2020, e diretamente da Ilha do Corvo, o presidente da República voltou a reforçar a necessidade do combate à pobreza. Em 2021, e devido às eleições presidenciais, não houve mensagem. No entanto, no ano seguinte, e já reeleito com mais de 60% dos votos, Marcelo Rebelo de Sousa pediu para que o país se reinventasse no meio de uma pandemia. Para Marcelo, 2022 podia ter sido um ano de viragem económica, se não fosse o início da Guerra da Ucrânia, mas a chegada do PRR, os fundos europeus irrepetíveis, nas palavras do presidente, animavam o início de 2023, que podia ser determinante para o futuro do país. 2024 chegou e novas eleições. O governo caiu devido à Operação Influencer. Para março desse ano, já estavam marcadas novas eleições e, por isso, o presidente da República fazia novo pedido de mobilização às urnas. Marcelo Rebelo de Sousa voltou a alertar para democracias inacabadas, imperfeitas e desiguais. Em 2025, e já com o governo da sua cor partidária, Marcelo Rebelo de Sousa pediu bom senso a todos os portugueses.
Jornalista João Lourenço aqui a recordar os últimos discursos de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa ao longo dos dois últimos mandatos. 24 de dezembro do ano que agora terminou, o Presidente da República anunciou que iria cumprir a tradição e falar ao país no primeiro dia de dezembro, apesar da proximidade com as eleições presidenciais. Na atualidade internacional, a Rússia vai enviar para os Estados Unidos as análises aos destroços dos drones que alegadamente atacaram a residência do presidente russo na região de Novgorod, no passado fim de semana. De acordo com o Ministério da Defesa russo, os destroços vão ser transferidos à parte americana através dos canais estabelecidos. O ministério explica que os agentes de inteligência russos conseguiram extrair o arquivo da missão de voo do drone e que a decodificação dos dados da rota revelou que o objetivo final do ataque ucraniano era uma instalação na residência presidencial russa. A Ucrânia nega ter tentado atacar a residência de Putin. Entretanto, Donald Trump considerou que a reação exagerada do lado russo demonstra que é Moscovo quem está a atrapalhar as negociações de paz com a Ucrânia. A CIA não encontrou qualquer indício de que Kiev tenha atacado recentemente com drones uma residência do presidente russo. No desporto, o Sporting defronta amanhã o Gil Vicente, no Estádio Cidade de Barcelos, com o apito inicial marcado para as 18h45. Um jogo que acontece numa altura em que a equipa leonina está em segundo lugar no campeonato, a cinco pontos do Futebol Clube do Porto. Na antevisão do jogo, em conferência de imprensa, Rui Borges, o treinador do Sporting, fala de uma partida que não vai ser fácil perante uma equipa muito bem preparada.
Será um jogo difícil, claramente, num campo onde o Sporting também tem sempre algumas dificuldades. É uma equipa que está a fazer um campeonato extraordinário, uma boa primeira volta, bateu o recorde pontual do clube. Uma equipa muito bem organizada em todos os momentos do jogo, bem trabalhada, algumas dinâmicas que me são relativamente identificáveis e conhecidas. Uma equipa que é muito competitiva, muito intensa, principalmente a jogar em sua casa.
Já o técnico do Gil Vicente, César Peixoto, fala de um adversário muito forte e de uma partida complicada. No entanto, diz que a equipa está confiante.
Vamos lutar pela vitória, tentar jogar de igual para igual com o Sporting, sabendo que em alguns momentos o Sporting nos vai dominar. O Sporting fortíssimo, que nós também estamos bem, apesar da vitória não estar a chegar. Batemos o recorde, como falámos há pouco, de pontos na primeira liga, na primeira volta da equipa. Os jogadores estão confiantes, percebem que é o pormenor da finalização, principalmente que nós não estamos a conseguir os três pontos, mas também não perdemos. Dos seis jogos, quatro foram fora, mantivemos lá em cima, estamos há oito ou nove jornadas, penso eu, na quarta posição.
César Peixoto, treinador do Gil Vicente, na antevisão ao jogo em Barcelos. Sporting e Gil Vicente, amanhã às 18h45, vai contar com o relato e análise aqui na Rádio Observador. E é a notícia de fecho. Sua informação está de regresso às 18h30.