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É o Jornal das Seis, edição de Miguel Viterbo Dias. E Miguel, começamos com a política nacional. José Luís Carneiro já votou nas eleições diretas do PS e mostra-se satisfeito pela baixa taxa de rejeição.
O candidato único à liderança dos socialistas desvaloriza não ter concorrência nestas eleições internas, depois de ter votado em Baião, onde já foi presidente da Câmara. José Luís Carneiro mostra-se satisfeito pelo apoio que está a receber dentro do Partido Socialista.
Grande aceitação, que aliás é um dos indicadores que estamos a receber. Ou seja, há uma baixa taxa de rejeição, porque os militantes podem abster-se, podem votar em branco. E o que acontece é que os números, mesmo do voto em branco ou voto nulo, é muito baixo, comparativamente a outros períodos anteriores. O que significa que há uma grande taxa de aceitação, que poderá andar acima dos 95%. Essa taxa de aceitação significa que os nossos militantes estão a sentir-se representados no caminho e no modo de fazer oposição ao governo. Um elástico que esteja sempre esticado, perde a força. A mesma coisa tem de ser feita para quem tem de construir uma alternativa. Deve-se criticar quando deve ser criticado, mas devem-se apresentar propostas alternativas.
E por falar em críticas, José Luís Carneiro aponta o dedo ao governo na resposta às vítimas das tempestades.
Há cinco entidades diferentes que estão a pedir a mesma informação às famílias que perderam as suas habitações, aos empresários que perderam as suas empresas e às autarquias que querem recuperar as suas infraestruturas. Ou seja, há uma descoordenação, há uma incapacidade, e essa é uma das imagens que extraio deste diálogo que tive com todo o país, que é um desencanto e um desalento com o governo e, ao mesmo tempo, uma esperança que se vai constituindo e consolidando em relação ao Partido Socialista.
Secretário-geral do PS, que será hoje reeleito para um segundo mandato. José Luís Carneiro tem uma declaração prevista para às 21h, depois de serem conhecidos os resultados destas eleições.
E face à subida dos preços dos combustíveis, o PCP e o Bloco de Esquerda defendem a fixação dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais.
Fizeram-no durante a manifestação pelo fim das ameaças e agressões dos Estados Unidos, organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu esta tarde em Lisboa. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, pede medidas concretas ao governo para travar a subida dos preços.
É uma medida concreta, que é regular e fixar os preços. Nós estamos perante uma operação de especulação, com efeito na vida de cada um de nós. Fomos confrontados com o aumento dos combustíveis. Vamos ser confrontados com um novo aumento dos combustíveis na próxima semana, aquilo que é anunciado. Quer dizer, o combustível que estamos a comprar agora foi comprado e pago há três ou quatro meses. É um ato de especulação. E portanto, fixar o preço é uma questão fundamental. Nós pagamos cada vez mais. O Estado abdica de receitas com a redução de impostos. E aqueles que têm milhões e milhões e milhões de euros, a Galp, a banca, a grande distribuição, qual é o contributo que dão para enfrentar este problema? Zero.
Secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que liderou a comitiva comunista na manifestação desta tarde, aqui num registo da Agência Lusa. O coordenador do Bloco de Esquerda também esteve presente. José Manuel Pureza partilha da visão de Paulo Raimundo, que quer um controle assumido dos preços por parte do governo de Luís Montenegro.
Era necessário que, em termos internos, o governo controlasse assumidamente os preços dos combustíveis e que tabelasse os preços dos bens essenciais, porque quem está a pagar esta guerra é quem está a ter na inflação sobre bens essenciais e sobre combustíveis, uma espécie de imposto de guerra. São as pessoas que já tinham uma vida aflita, mais aflita vai ficar. Basta haver vontade política de o fazer e haver a capacidade de, no Parlamento, criar as maiorias para esse efeito. O Bloco cá estará para esse efeito também.
A posição do coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, captado pela Agência Lusa, em que defende ainda uma taxação extraordinária ao que diz serem os lucros obscenos das empresas na sequência do conflito no Médio Oriente.
O presidente da Câmara de Leiria diz que recebeu milhares de chamadas nas primeiras horas de resposta à tempestade.
Em resposta às declarações do ministro da Defesa, Nuno Melo, que criticou o presidente da Câmara por não ter atendido o telefone nem devolvido a chamada, Gonçalo Lopes diz, em entrevista à Sic Notícias, que recebeu milhares de chamadas e não foi possível dar resposta a todas.
Eu recebi milhares de chamadas naquela altura, efetuei as chamadas quando era possível e nem sempre conseguia receber ao mesmo tempo. Nós estamos numa sala de operação no momento em que temos que ser bastante ativos e operacionais no terreno. Só assim é que conseguimos dar resposta a tudo. O primeiro contacto que fiz foi com esse objetivo, de tentar perceber até que ponto é que os militares podiam entrar mais cedo. É dito que o quartel que existe em Leiria, assim como a Base Aérea de Monte Real, nós de imediato estabelecemos contactos logo no dia 28. E de facto, estas duas unidades estavam com dificuldades. No entanto, quando entraram, entraram e colaboraram conosco de maneira exemplar.
Ainda assim, o elogio para a atuação das Forças Armadas, o presidente da Câmara de Leiria, que diz que ainda só 1% das candidaturas de apoio à reconstrução já validadas é que foram pagas até o momento.
Nós temos entradas, candidaturas na plataforma da CCDR, 7500 candidaturas, ronda um pedido de apoio de 46 milhões de euros. A Câmara já analisou 856, cerca de 11%. Foram pagas 81, ou seja, 1% do total das candidaturas. Portanto, da parte do município, há um esforço grande para fazer essa análise. O que é que acontece? A plataforma, desde a sua abertura até à atualidade, tem sofrido sucessivas alterações.
Gonçalo Lopes, em entrevista à Sic Notícias, com ponto de situação sobre a recuperação do município de Leiria
No Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ameaça as empresas americanas na região.
Uma ameaça de retaliação contra as instalações de empresas norte-americanas na região, caso as infraestruturas energéticas iranianas sejam atacadas pelos Estados Unidos ou por Israel, diz o titular da diplomacia iraniana, que o país vai responder a qualquer ataque às instalações energéticas. A ameaça foi feita depois do ataque norte-americano à ilha de Kharg, conclui o ministro dos Negócios Estrangeiros, citado pelo "Times of Israel", que se as instalações iranianas forem alvo de ataques, as forças vão atacar não só as instalações destas empresas, mas também as empresas nas quais os Estados Unidos detêm participações sociais.
Israel e Líbano devem iniciar conversações diretas nos próximos dias.
A informação é adiantada pelo jornal "Haaretz", que cita duas fontes próximas do processo. Os Estados Unidos também vão estar nestas negociações, representados por Jared Kushner, genro do presidente norte-americano. As reuniões devem acontecer em Paris ou no Chipre e a delegação israelita deverá ser liderada por Ron Dermer, um dos mais próximos aliados do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
E seguimos agora para as eleições do Sporting. As urnas fecham daqui a duas horas, Miguel.
Até meio da tarde tinham votado mais de 5600 sócios, de um universo de 75 mil votantes. O balanço foi feito pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Palma. A acompanhar as eleições esta tarde, no Pavilhão João Rocha, está o jornalista Martim Madeira. Martim, há até o momento alguma atualização desta afluência às urnas durante a tarde?
Miguel, por agora ainda não há qualquer atualização. João Palma ainda não apareceu para dar a nova atualização dos números, apenas dizer que o último balanço foi feito por volta das 15h. Tinham votado cerca de 5600 pessoas. Este próximo balanço está para breve, mas ainda não aconteceu. Nas últimas eleições votaram mais de 14 mil, em 2022. Nestas eleições espera-se um pouco menos, a afluência está um pouco menor, mas por agora, Miguel, ainda não há sinal do presidente da Mesa para dar uma nova atualização destes números, que por agora ainda se mantêm nos 5600.
Ficamos então a aguardar pelas declarações de João Palma, presidente da Mesa da Assembleia Geral. Aqui o jornalista Martim Madeira, no Pavilhão João Rocha, em Alvalade. As urnas fecham daqui a menos de duas horas, às 20h. O presidente da Mesa conta ter resultados por volta das 23h.
E daqui a duas horas e meia, Miguel, o Arouca recebe o Benfica em jogo do campeonato.
E o treinador do Arouca, Vasco Seabra, diz que quer infligir a primeira derrota ao Benfica para o campeonato.
Queremos fazer aquilo que ninguém fez ainda nas competições internas, que é ganhar. Portanto, é com esse propósito que vamos, com essa ambição. É um facto também que temos um adversário muito forte, muito capaz, com grande apoio e portanto, quanto maior o desafio, também maior a oportunidade. É nesse seguimento que vamos.
Do lado encarnado, José Mourinho não vai estar no banco de suplentes em Arouca, devido à expulsão no clássico frente ao Futebol Clube do Porto e por isso não fez conferência de imprensa. Entretanto, também para o Campeonato Português, o Famalicão derrotou o Vitória de Guimarães por duas bolas a uma.
E já quanto ao Arouca-Benfica, pode acompanhar o jogo numa emissão especial da Rádio Observador a partir das 20h15, daqui a duas horas, precisamente. E é assim que fechamos o Jornal das Seis, edição de Miguel Viterbo Dias. Até já, Miguel.
Até já.